terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Questões de Vestibular - O Brasil no mundo globalizado

01. (UFPEL) Observe a figura a seguir.


A figura é alusiva ao recente cataclismo no centro financeiro do capitalismo mundial, que gerou uma intervenção sem precedentes do governo estadunidense no mercado para sanear o capitalismo financeiro. Essa crise inevitavelmente atingirá a todos.
Nesses momentos de crise financeira, cresce em importância, na economia mundial, a consideração do risco país, um conceito que orienta os investidores internacionais sobre as melhores escolhas.

Leia as afirmativas a seguir. O risco país
I. determina o grau de instabilidade dos países emergentes de primeira linha: Brasil, Rússia, Índia e China, os que são congregados na expressão denominada Bric.
II. indica, quanto maior, menor capacidade de atrair investimentos estrangeiros. Para tornar o investimento atraente, o país tem de elevar as taxas de juros que remuneram os títulos representativos da dívida.
III. é calculado por agências de classificação de risco e por bancos de investimento. Países como
Rússia, Bulgária, Marrocos, Filipinas, Polônia e outros não são considerados como dados comparativos no cálculo dos índices.
IV. não é influenciado pela contração do crédito externo, ou pela queda do preço das ações e oscilações do dólar no cenário interno de um país, uma vez que depende do relacionamento com o mercado internacional.
V. é um conceito que funciona como um termômetro psicológico do mercado internacional de investimentos, uma avaliação do grau de credibilidade econômica que determinado país inspira a quem estuda a possibilidade de nele aplicar o seu capital.

Estão corretas, apenas,
a) II e V.
b) I e III.
c) III, IV e V.
d) IV e V.
e) I, II e III.
f) I.R.

Letra A

02. (UESPI) O conceito de globalização reúne um conjunto vasto de prescrições ancoradas no consenso hegemônico conhecido por “Consenso de Washington”. Sobre esse assunto, assinale a alternativa incorreta.
a) O Consenso de Washington foi subscrito pelos Estados Centrais do sistema mundial.
b) Esse consenso hegemônico elaborou prescrições acerca do futuro da economia mundial.
c) As políticas de desenvolvimento compõem um dos pilares do consenso de Washington.
d) O papel do Estado na economia está inscrito no receituário desse consenso hegemônico.
e) Esse consenso foi elaborado pelos Estados periféricos do sistema mundial, no início da década de 1970, na Inglaterra.

Letra E

03. (Ufc) A partir de 1989, a América Latina incorpora o neoliberalismo. Este modelo, contestado por diferentes grupos e movimentos sociais, caracterizou-se, neste continente, por

a) atenuar as diferenças sociais e a dependência em relação ao capital internacional, ofertando o pleno emprego.
b) estimular o desenvolvimento do campo social e político e implementar uma sociedade mais justa e igualitária.
c) diminuir o poder da iniciativa privada transnacional, mediante a intervenção do Estado a favor da burguesia nacional.
d) ter uma base econômica formada por empresas públicas que regularam a oferta e a demanda, assim como o mercado de trabalho.
e) instaurar um conjunto de idéias políticas e econômicas capitalistas que defendeu a diminuição da ingerência do Estado na economia.

Letra E

04. (Unimontes) O governo Collor lançou, em 1990, um plano de estabilização econômica que se apoiava nos seguintes pontos, EXCETO

a) Eliminação dos monopólios do Estado em telecomunicações e petróleo e fim da discriminação de capital estrangeiro.
b) Abertura da economia ao ingresso de produtos e serviços importados, por intermédio da redução e/ou eliminação dos impostos de importação.
c) Aumento da participação do Estado no setor produtivo, por intermédio de empresas estatais na
concessão de exploração de infra-estrutura.
d) Confisco, por 18 meses, dos depósitos bancários em dinheiro, tanto em caderneta de poupança quanto em outros tipos de investimentos.

Letra C

05. (Falm) Observe a tabela abaixo e responda:



A tabela acima apresenta a evolução do índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), medido em pontos. Com base na tabela e nas notícias recentemente veiculadas na imprensa brasileira, é possível afirmar que:
a) O mercado de ações brasileiro vive uma de suas maiores crises das últimas décadas, crise representada na tabela pelo aumento do índice nominal de aproximadamente 18 mil pontos em 2000 para aproximadamente 50 mil pontos em 2007.
b) O crescimento do índice Ibovespa reflete a perda do poder aquisitivo da população e o aumento do desemprego, verificados desde o Plano Real.
c) O mercado de ações brasileiro vive o melhor momento de sua história, momento representado na tabela pelo aumento do índice nominal de aproximadamente 18 mil pontos em 2000 para aproximadamente 50 mil pontos em 2007.
d) O índice Ibovespa representa o grau de confiança dos investidores externos e das agências de risco na economia brasileira.
e) O crescimento do Ibovespa reflete o movimento inflacionário que leva à perda de poder aquisitivo por parte do trabalhador brasileiro.

Letra D

06. (Puc-mg)



A associação dos dados apresentados pelo gráfico à realidade brasileira contemporânea permite
afirmar:

a) O imposto é a base da arrecadação no Brasil e vai diminuir gradualmente com a extinção da taxa
da CPMF.
b) O povo está cansado de pagar tantos impostos e sempre dá o seu “jeitinho” de fugir ao compromisso
com o governo.
c) O Brasil cobra impostos de país rico, entretanto não oferece os serviços no mesmo padrão dos
países ricos.
d) O Brasil tem má distribuição de renda; no que se refere à cobrança de tributos, paga mais quem
pode pagar mais.

Letra C

07. (Fuvest) Em setembro de 2007, aconteceram passeatas, em diversas cidades do País, como forma de protesto contra a privatização da Vale (Companhia Vale do Rio Doce, antiga CVRD).

a) Caracterize o contexto político-econômico mundial e nacional em que se deu a privatização da Vale.
b) Outros movimentos pró-reestatização de empresas públicas que foram privatizadas têm ocorrido na América Latina. Identifique um país em que isto aconteceu recentemente e explique o fato.

Resposta

a) A CVRD – Companhia Vale do Rio Doce – integrou o conjunto de empresas estatais brasileiras que
foram privatizadas a partir da década de 1990, num contexto internacional caracterizado pela prevalência do pensamento neoliberal, momento de consolidação de uma ordem global capitalista.
Essa Nova Ordem que se estabelecia exigia a abertura da economia. Nos países do Sul, essa liberalização dos mercados somou-se à privatização de setores em que a presença estatal, imprescindível no período inicial da industrialização pós-Segunda Guerra Mundial, tornava-se um obstáculo à modernização, inviabilizando investimentos externos.
Além disso, dentro de outro momento do neoliberalismo, que foi o Consenso de Washington, exigiu-se dos países em desenvolvimento a racionalização das contas estatais com o intuito de saldar dívidas. A
venda de estatais, como a CVRD, entrava nesse contexto.
Os investimentos necessários à modernização do equipamento industrial dos países do Sul dirigiram-se
para setores estratégicos, como a infra-estrutura de transportes, energia e telecomunicações.
O resultado desse processo de privatização do patrimônio outrora estatal permitiu a sua dinamização,
embora atualmente alguns setores sociais contrários a esse processos exijam sua revisão.
No Brasil, esse processo teve início no governo de Fernando Collor de Mello, sendo aprofundado no
governo de Fernando Henrique Cardoso. À época, houve já a mobilização de setores sociais que se
opuseram às privatizações, muitas das quais se manifestaram recentemente em favor da reestatização
da Companhia Vale do Rio Doce.

b) Dentre os exemplos latino-americanos de movimentos contrários à privatização, destacaram-se recentemente: a nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia, a reestatização do setor elétrico na Venezuela, além do avanço da estatal petrolífera venezuelana, a PDVSA, sobre projetos multinacionais no vale do Rio Orinoco.

08. (Ufpe) É inegável que a economia brasileira avançou em vários aspectos, nos últimos anos. Embora o país conte com um expressivo mercado interno e um parque produtivo diversificado, a competitividade permanece travada por diversos fatores, tais como:

( ) inflação elevada para os padrões latino-americanos.
( ) alta carga tributária
( ) juros elevados
( ) crescimento negativo do PIB
( ) deficiências na infraestrutura

Resposta: FVVFV

09. Observe os gráficos apresentados a seguir.



Com base nas informações anteriores e em seus conhecimentos sobre o comércio exterior brasileiro,
assinale V (VERDADEIRA) e F (FALSA) para cada uma das afirmativas abaixo.

( ) Em 2005, o Brasil apresentou um superávit comercial com os Estados Unidos, a Argentina e a
China mas houve um déficit com a Alemanha. O comércio bilateral brasileiro com a Argélia e com a
Nigéria não é dos maiores, considerando que esses são fortes parceiros exportadores.
( ) Existe uma concentração muito grande de negócios com os Estados Unidos, sendo esse o país para quem mais vendemos e de quem mais compramos. Desse modo, a balança comercial brasileira é
completamente independente daquele mercado.
( ) A estrutura das exportações brasileiras está baseada em produtos que possuem, em geral, baixa
tecnologia e pouco valor agregado, ou seja, vendemos produtos baratos e temos que importar
itens caros de alta tecnologia e muito valor agregado.
( ) As barreiras do comércio internacional e os baixos investimentos internos em pesquisa e tecnologia
dificultam a inserção do Brasil no mercado exportador de produtos de tecnologia intensiva. Como conseqüência, observa-se que as unidades produtivas são de pequeno porte e com fracos
investimentos no exterior.
( ) A política de substituição de importações pela produção industrial local, adotada desde a década
de 1930, foi responsável pela modificação no quadro de extrema dependência externa, uma vez
que o padrão de crescimento econômico adotado voltou-se para o mercado interno.
Indique a opção que apresenta a seqüência correta.

a) F, V, V, F e F.
b) V, V, F, F e V.
c) V, F, V, V, e V.
d) F, F, F, V e F.
e) F, V, F, F, e F.

Letra C

10. (Ufv) Observe a tabela a seguir:



Com base na análise dos dados da tabela e nos conhecimentos sobre comércio exterior brasileiro, assinale a afirmativa CORRETA:

a) As importações cresceram continuamente, em função das importações de produtos agrícolas europeus e de material eletroeletrônico do Mercosul.
b) O crescimento nas exportações deve-se ao desempenho das indústrias brasileiras de produtos de alta tecnologia no mercado africano.
c) O aumento das exportações brasileiras ocorreu porque a Organização Mundial do Comércio (OMC)
reduziu as barreiras comerciais dos países ricos aos produtos oriundos do Mercosul.
d) O superavit na balança comercial deve-se aos esforços políticos do governo federal e ao bom
desempenho dos produtos agropecuários, como a soja, no mercado internacional.
e) O aumento das exportações é conseqüência do processo de globalização, que ampliou trocas comerciais internacionais, reduzindo a desigualdade entre os países ricos e pobres.

Letra D

11. (Uft) A inserção da economia brasileira no movimento de globalização teve início na década de 1990.

É INCORRETO afirmar que essa inserção foi acompanhada pela

a) adoção de processo industrial voltado para a substituição de importações, que reduziu a dependência do mercado interno por produtos manufaturados.
b) consolidação de um modelo econômico estruturado na liberalização comercial e na atração de investimentos estrangeiros diretos.
c) criação de agências de fiscalização das empresas privadas que se tornaram concessionárias de serviços públicos.
d) implantação de um programa de privatização das estruturas produtivas estatais – indústrias siderúrgicas e empresas de telecomunicação, entre outras.

Letra A

12. (Ufpe) “O processo de privatização das indústrias de base, setor de distribuição de energia e de outros setores que praticamente sempre foram controlados pelo Estado brasileiro, foi um fato marcante na década de 1990.”

Sobre esse assunto, analise o que é afirmado abaixo.

0-0) As privatizações ocorridas nesse período foram decorrentes da aplicação de uma política econômica marxista, de caráter “neo-socialista”, posta em prática por setores ligados ao sistema financeiro internacional.
1-1) O sistema TELEBRÁS foi a primeira empresa a ser privatizada na década referida, tendo sido dividido em mais de 10 empresas de telefonia fixa e móvel.
2-2) Um dos argumentos utilizados como justificativa para as privatizações foi o de que as empresas eram ineficientes, pouco competitivas e davam prejuízos. Assim, a venda dessas empresas diminuiria os gastos do governo.
3-3) Antes de serem privatizadas, as empresas estatais que não se mostravam muito rentáveis, economicamente falando, eram, em geral, financeiramente saneadas.
4-4) As privatizações das indústrias de base ocorreram como aplicação de uma ideologia, segundo a qual a participação do Estado na economia tem que ser máxima, sobretudo em setores que não apresentem déficit financeiro.

Resposta: FFVVF

13. (Unesp) Compare o ritmo de crescimento (PIB) e a inflação em alguns países, nos anos de 2004 e 2005.



Assinale a alternativa correta.
a) Dos países da América do Norte, Estados Unidos e México apresentam taxas de crescimento semelhantes e elevados índices de inflação nos dois períodos.
b) Dos países asiáticos, apenas Índia e China apresentam elevadas taxas de crescimento e índices de inflação muito elevados nos dois períodos.
c) Dos países sul-americanos, o Brasil apresenta as menores taxas de crescimento com índices de inflação pouco variáveis, enquanto a Argentina apresenta os maiores índices de crescimento com inflação crescente, próxima dos 10% ao ano.
d) Dentre os países desenvolvidos, Japão e Estados Unidos apresentam elevadas taxas de crescimento, enquanto os índices de inflação, nos dois períodos, estão próximos de zero.
e) Dos países latino-americanos, o Brasil e o México apresentam as maiores taxas de crescimento e os menores índices de inflação, próximos de 2% ao ano.

Letra C

14. (ESPM) Leia a matéria:

Crise já faz governo temer freada no crescimento

Análises de economistas do governo indicam que, se houver recessão nos Estados Unidos, a meta de crescimento de 5% do PIB para o ano que vem ficará comprometida.

(O Estado de São Paulo, 19/08/07)

O impacto da crise financeira internacional, deste segundo semestre de 2007 na economia brasileira, se explica pelo fato de:

a) Não ser o Brasil um global trader e depender exclusivamente do mercado norte-americano para alocar suas exportações.
b) Ser o mercado americano o maior destino das commodities brasileiras e o recuo das exportações pode diminuir os superávits alcançados nos últimos anos.
c) A descapitalização afetar os investimentos estrangeiros no país, gerando um conseqüente superávit nas contas correntes.
d) O Brasil não conseguir manter as médias de crescimento em torno de 5% que obteve nos últimos quatro anos, uma vez que as exportações para o mercado norte-americano contribuem decisivamente para o aumento do PIB nacional.
e) Que o Brasil vem se retirando da globalização, devido ao modelo econômico implementado no atual governo.

Letra B

15. (Ufscar) Os gráficos apresentam os resultados, no Brasil, da Balança Comercial e da Balança de Pagamentos entre os anos de 1970 e 2004.



Com base nos dados, pode-se afirmar que:

a) o superávit comercial assegura superávit na balança de pagamentos, fato que explica a política de incentivo às exportações adotada pelo Brasil desde os anos de 1990.
b) as políticas de privatização e de abertura às importações, realizadas a partir do Governo Collor, geraram déficits sucessivos na balança comercial e de pagamentos.
c) apesar das oscilações, houve predomínio das exportações frente às importações, no período representado nos gráficos.
d) a desvalorização do dólar a partir do segundo semestre de 2004 gerou aumento das exportações, redução dos investimentos estrangeiros no país e déficit na balança de pagamentos.
e) o aumento dos juros da dívida externa, na década de 1970, em decorrência da crise mundial do petróleo, é responsável pelos déficits na balança comercial em 1975 e 1980.

Letra C

16. Com base nos dados, pode-se afirmar que:

a) o superávit comercial assegura superávit na balança de pagamentos, fato que explica a política de incentivo às exportações adotada pelo Brasil desde os anos de 1990.
b) as políticas de privatização e de abertura às importações, realizadas a partir do Governo Collor, geraram déficits sucessivos na balança comercial e de pagamentos.
c) apesar das oscilações, houve predomínio das exportações frente às importações, no período representado nos gráficos.
d) a desvalorização do dólar a partir do segundo semestre de 2004 gerou aumento das exportações, redução dos investimentos estrangeiros no país e déficit na balança de pagamentos.
e) o aumento dos juros da dívida externa, na década de 1970, em decorrência da crise mundial do petróleo, é responsável pelos déficits na balança comercial em 1975 e 1980.

Letra D

17. (Unesp) Observe a tabela e assinale a alternativa que indica a relação entre PIB total e PIB per capita, no período considerado.



a) Os aumentos do PIB total e do PIB per capita não foram proporcionais, indicando acelerado crescimento econômico.
b) Os aumentos do PIB total e do PIB per capita foram proporcionais, indicando elevado crescimento econômico.
c) O PIB total não aumentou ano após ano, ao contrário do PIB per capita, indicando moderado crescimento econômico.
d) O PIB total aumentou pouco e o PIB per capita praticamente duplicou, indicando elevado crescimento econômico.
e) tanto o PIB total como o PIB per capita aumentaram pouco, indicando lento crescimento econômico.

Letra E

18. (Unesp) Observe as tabelas.



Analisando-se os dados, pode-se afirmar:

a) mais da metade das exportações brasileiras destina-se à União Européia e Estados Unidos, enquanto que a América Latina, o Oriente Médio e a África são as regiões com piores resultados no saldo comercial.
b) quase a metade das exportações brasileiras destina-se à União Européia e Estados Unidos, enquanto que a África, a Ásia e o Oriente Médio são as áreas com piores resultados no saldo comercial.
c) União Européia e Mercosul são os destinos da metade das exportações brasileiras, enquanto que América Latina, Ásia e África são as regiões com piores resultados no saldo comercial.
d) mais de 80% das exportações brasileiras destinam-se a apenas três regiões do globo, enquanto que os piores resultados do saldo comercial concentram-se em apenas duas regiões.
e) União Européia e Mercosul absorvem quase a metade das exportações brasileiras, enquanto que África e Ásia são os continentes com piores resultados no saldo comercial.

Letra B

19. (Cefet) O fundamento da nova ordem econômica é a liberdade dos indivíduos. Mas o que se vê é sua destruição: a violência do desemprego, a precariedade da sobrevivência física, o medo da insegurança: o homem passou a temer o futuro. O reinado do mercado implica o reinado do consumidor, o substituto comercial (despolitizado) do cidadão: o bem público é o bem privado, a coisa pública é a coisa privada. Dizem que as fronteiras entre Estados já não funcionam, mas os trabalhadores não têm livretrânsito. Ao livre fluxo de mercadorias (no sentido Norte-Sul) e do capital não corresponde o livre-trânsito de homens; a mão-deobra farta das antigas colônias e os conflitos religiosos, estimulados, alimentam na Europa e em todo o mundo políticas migratórias racistas e discriminatórias. Importam-se empresas e mercadorias; exportam-se empregos e territórios.

E, em nome do mercado e da liberdade, do livre-câmbio e do neoliberalismo, temos o monopólio absoluto ou mais perfeito (e não estamos em face de uma contradição em termos):

O monopólio estatal pelo Estado único.
O monopólio da economia.
O monopólio do mercado.
O monopólio dos valores.
O monopólio da informação e, finalmente, o monopólio da violência e da guerra.
(Roberto Amaral, Civilização e barbárie. Texto editado)

No Brasil, as idéias relacionadas à “nova ordem econômica”, ao “reinado do mercado” e à “exportação de empregos”, às quais o autor do texto se refere, caracterizaram “Planos Econômicos”
nos governos dos presidentes

a) Fernando Collor e de Fernando Henrique Cardoso.
b) Juscelino Kubitschek e Luiz Inácio Lula da Silva.
c) João Batista Figueiredo e Jânio Quadros.
d) João Goulart e Fernando Collor.
e) José Sarney e Itamar Franco

Letra A

20. (Unicap) Sobre a situação econômica brasileira no contexto neoliberal, são feitas as afirmações a seguir.

( ) 0 No início da década de 1990, o Brasil intensificou as barreiras protecionistas, prejudicando, assim, a entrada de investimentos internacionais no País.
( ) A adoção do modelo neoliberal pelo governo brasileiro acarretou uma certa redução de postos de trabalho nos setores Terciário e Secundário da economia.
( ) Muitas indústrias brasileiras não conseguiram competir com as estrangeiras e foram obrigadas a fechar.
( ) A política neoliberal no Brasil advoga uma maior intervenção do Estado na economia, recebendo, por isso, forte oposição das forças de esquerda internacionalistas.
( ) Com a introdução de tecnologias de informação, robótica e automação, os empregos diretos nas indústrias ampliaram-se, contribuindo, dessa maneira, para a diminuição do desemprego, em especial no início deste século.

Resposta

F V V F F

21. (Pucrio) Desde as últimas décadas do século XX, o Brasil, diante das novas exigências do comércio global, vem mantendo ou criando estratégias econômicas com o objetivo de aumentar sua participação na economia mundial. Sobre o comércio exterior brasileiro, hoje, NÃO É CORRETO afirmar que:

a) as exportações de produtos industrializados superam, em valor, as de produtos agrícolas;
b) a valorização do real frente ao dólar aumenta a competitividade das exportações brasileiras;
c) os principais importadores dos produtos industrializados brasileiros são os Estados Unidos e a Argentina;
d) os superávits crescem graças ao aumento das exportações de produtos industrializados e de commodities;
e) as ações políticas mais agressivas aumentaram as relações comerciais com a Índia, a África do Sul, os países do Oriente Médio e a China.

Letra B

22. (Cesgranrio) A década de 90 do século XX será lembrada na história da economia brasileira como o período em que o Brasil entrou para a era da globalização, ao mesmo tempo em que se desmontaram as bases do modelo de substituição das importações, adotado desde a ultima década do século XIX.

Sobre o processo mencionado, pode-se afirmar que:

I – a estruturação de um novo modelo desenvolvimentista no Brasil permitiu o aparecimento de um ritmo de crescimento econômico classificado como um dos mais elevados do mundo;
II – para atingir as suas metas, o governo brasileiro implementou a estabilidade econômica, com a redução dos altos juros inflacionários que prevaleciam antes da adoção do Plano Real;
III – a redução dos gastos públicos e a diminuição do papel do Estado na economia levaram a cortes nos investimentos em infra-estrutura, piorando a oferta de serviços públicos;
IV – a paridade cambial que marcou este período resultou em uma aceleração do consumo e, em conseqüência, no aumento da oferta de emprego e na elevação da qualidade de vida da população.

Estão corretas as afirmativas:

a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) II e IV, apenas.
e) III e IV, apenas.

Letra C

23. (Pucrs) Na Conferência da Organização Mundial do Comércio, realizada em setembro de 2003, em Cancun (México), o Brasil teve uma posição de destaque ao

a) defender uma ampliação da política de livre comércio para as Américas, que beneficiasse também os interesses do Segundo Mundo.
b) liderar um bloco de mais de 20 países visando à revisão da política protecionista dos países ricos de subsídios ao setor agrícola.
c) propor o fim da intervenção americana no Iraque e uma solução pacífica para o conflito entre árabes e israelenses no Oriente Próximo.
d) preconizar a formação de um fundo internacional para a erradicação da fome no mundo, administrado pelo Brasil.
e) defender a proibição internacional do cultivo e da comercialização de produtos geneticamente modificados (transgênicos).

Letra B

24. (Pucsp)

"Se os parceiros (do Mercosul) souberem valorizar-se reciprocamente... será possível promover uma união que leve em conta alguns fatores... é preciso construir um sentido de urgência e premência comparável ao do europeu: se não nos unirmos, seremos devastados pela ALCA".
(Renato Janine Ribeiro em entrevista para "O mundo em português", nZ 29, fev. 2002).

Indique a alternativa que melhor se ajuste a afirmação acima.

a) O ideal seria fazer do Mercosul uma espécie de prolongamento do Nafta, que, assim como a União Européia, é uma associação de países apenas para o livre comércio.
b) Os parceiros do Mercosul devem buscar uma união que ultrapasse apenas o livre comércio, e que promova a cooperação em outros níveis (política, cultura etc) de modo a poder se relacionar com a ALCA com mais força.
c) Mercosul e ALCA são duas realidades excludentes. Aqueles que insistirem em unir-se em torno do Mercosul serão boicotados pela ALCA cuja organização segue o modelo da União Européia.
d) Uma vez inseridos na ALCA, os países que hoje formam o Mercosul se beneficiarão pelo acesso às tecnologias modernas dos EUA e ao seu mercado, o que permitirá um desenvolvimento sem igual a esses países.
e) Tanto NAFTA quanto Mercosul são acordos de livre comércio, assim como outros existentes na América. Na prática, a criação da ALCA busca otimizar todos os acordos do continente, eliminando a divisão desnecessária entre blocos econômicos.

Letra B

25. (Unifesp) Em meio a crises, os países sul-americanos negociam a

a) fusão do Mercosul à União Européia, eliminando taxas para o comércio de produtos agrícolas.
b) implementação da ALCA, sofrendo pressão dos Estados Unidos pela abertura de seus mercados.
c) criação do CARICOM, para instalar bases militares nos países da região, visando combater o terrorismo.
d) ampliação do Pacto Andino, graças ao Plano Colômbia, que visa criar uma infra-estrutura viária comum aos países do bloco.
e) integração dos países do Pacto Amazônico com o NAFTA, propondo o uso sustentável dos recursos genéticos e da água doce.

Letra B

26. (Uurj) "Quem sabe, então, se não seria conveniente, do ponto de vista do interesse nacional, direcionar nossos esforços para a consolidação do Mercosul, como forma de resgatar o velho sonho de integração econômica latino-americana, concebida originariamente - e com surpreendente atualidade nos dias de hoje - em oposição aos mesmos que agora tratam de nos impingir a Alca."
(TAVARES, Maria da Conceição. "Folha de São Paulo", 29/03/98.)

A crítica de economistas brasileiros sobre a formação da Alca, ao mesmo tempo em que defendem a consolidação do Mercosul, justifica-se principalmente porque:

a) o pequeno porte das empresas do setor de serviços nos conduziria a uma situação vantajosa no mercado externo
b) o fim das barreiras comerciais no continente nos colocaria numa situação de falência do setor industrial de capital estrangeiro
c) a estrutura industrial e agrária subordinada aos países centrais nos levaria ao confronto com outras organizações supranacionais
d) a abertura indiscriminada às exportações norte-americanas nos reduziria à condição de produtores de bens primários e de "commodities"

Letra D

27. (Pucrio) "As estruturas estatais no mundo moderno se construíram em torno de um território nacional. Esse foi o parâmetro básico da atuação dos Estados, embora não o único. O Estado desenvolvimentista brasileiro não fugiu a essa regra e delineou o perfil do Brasil atual. Mal ou bem, criou-se por conta da arquitetura estatal um conjunto de interesses nacionais que por vezes se opõem, mesmo que de modo frágil, aos interesses estrangeiros. Na verdade, isso é comum a todas as nações modernas.
Extraído de OLIVA, Jaime. GIANSANTI, Roberto. "Temas da Geografia do Brasil". São Paulo: Atual, 1999.

No Brasil, estamos assistindo ao desmonte desse Estado desenvolvimentista. Dentre os argumentos favoráveis a esse desmonte, podemos citar:

I) O desenvolvimento socioeconômico não pode ser pensado a partir da dimensão nacional devido à crescente globalização da produção.
II) O desenvolvimento encontra-se no mercado e na integração econômica mundial, já que as empresas tomam decisões e operam recursos segundo uma lógica de integração mundial.
III) Para a integração mundial, é necessário remover os obstáculos que dificultam a presença dos interesses da economia global.
IV) O território será mais atraente quanto mais vantagens competitivas apresentar ao capital externo.

Estão corretas as afirmativas:
a) I e III.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) I, II, III e IV.

Letra E

28. (Ufmg) Considerando-se as questões que envolvem o processo de integração da economia brasileira com a economia mundial globalizada, é INCORRETO afirmar que

a) a abertura da economia aos produtos estrangeiros, por um lado, contribuiu para o aumento da competitividade, mas, por outro, favoreceu o fechamento de postos de trabalho.
b) a persistência da concentração de renda no País acentua a diferença entre o tamanho da população e o tamanho do mercado, desestimulando pequenos e médios empresários, que produzem sobretudo para o consumo interno.
c) a reserva de mercado para o capital nacional, no setor eletroeletrônico, contribuiu para afugentar o capital estrangeiro dos ramos industriais que empregam tecnologia de ponta.
d) o custo/salário da mão-de-obra brasileira vem perdendo importância como fator de atração de investimentos, já que a indústria tem privilegiado o uso intensivo de capital, em detrimento do trabalho.

Letra C

29. (Puccamp) O Mercosul "é uma plataforma de inserção competitiva numa economia mundial que simultaneamente se globaliza e se regionaliza em blocos".
(Celso Lafer, ex-chanceler brasileiro)

Sobre os integrantes desse bloco pode-se afirmar que,

a) o Paraguai tem taxas de mortalidade e analfabetismo semelhantes às da Argentina.
b) a Argentina e o Uruguai têm os melhores indicadores sociais.
c) o Brasil tem a maior esperança de vida e o menor crescimento vegetativo.
d) o Paraguai e o Uruguai têm os mais baixos percentuais de população urbana.
e) o Brasil e a Argentina apresentam volumes de dívida externa semelhantes.

Letra B

30. (Uff) A respeito das relações entre o movimento de entrada e saída de capitais nos "países em desenvolvimento" e a estrutura econômica desses países, entre 1991 e 2000, assegura-se que:

a) O movimento de entrada e saída de capitais nos países em desenvolvimento demonstra o caráter especulativo do dinheiro globalizado que pouco alterou as estruturas econômicas desses países.
b) A fuga de capitais registrada no final da década de 90 decorreu das restrições à livre circulação do capital financeiro estabelecidas pelos países em desenvolvimento.
c) O crescimento econômico dos países em desenvolvimento aumentou sua participação no Mercado Financeiro Internacional, fato evidenciado pela saída de capitais observada no final da década de 90.
d) O intenso movimento de capitais nos países em desenvolvimento sustentou as políticas de fortalecimento das empresas nacionais e proporcionou novos meios de pagamento de suas dívidas externas.
e) O movimento de entrada de capitais nos países em desenvolvimento foi influenciado, especialmente, pelo processo de abertura do mercado e pela privatização de empresas estatais.

Letra E

31. (Ufpi) Com relação a algumas características sócio-econômicas dos países subdesenvolvidos, assinale a alternativa correta.

a) Forte influência de empresas multinacionais que controlam grande parte da economia, além de considerável dívida para com bancos estrangeiros.
b) Nível científico e tecnológico elevado, com altas taxas de escolaridade proporcionando um grande crescimento industrial.
c) Elevado nível de vida da população, com boas condições de alimentação e habitação, além de elevada eficiência na prestação de serviços.
d) Agricultura intensiva com elevados índices de produtividade resultantes do emprego de tecnologia avançada.
e) A população apresenta no seu conjunto elevado nível de vida com baixas taxas de mortalidade infantil e de expectativa de vida.

Letra A

32. (Ufmg) Nos últimos anos, o Brasil experimentou um amplo processo de privatização da economia.
É INCORRETO afirmar que esse processo

a) constituiu uma resposta do Estado brasileiro à necessidade de se tornar mais ágil nas questões que lhe competem e, também, às pressões neoliberais, que acompanham a tendência internacionalmente imposta.
b) aumentou o índice de desemprego no País pelo fechamento de postos de trabalho, uma das exigências do capital privado para se tornar competitivo em nível mundial.
c) fortaleceu a presença do Estado brasileiro dentro das fronteiras políticas nacionais em relação tanto ao capital especulativo quanto ao produtivo, que interferem na economia do País.
d) contribuiu para um expressivo aumento da participação do capital estrangeiro na economia brasileira, no setor produtivo e naqueles de prestação de serviços, anteriormente considerados monopólio do Estado.

Letra C

33. (Pucrs) Responder à questão com base no fenômeno das "ondas" neoliberais que aportaram no Brasil com maior intensidade em 1989, causando modificações políticas, sociais e econômicas.

Apontam-se como fatos relacionados a esta situação:

I. As eleições elevam Fernando Collor de Mello, que defendia a "entrada do Brasil no Primeiro Mundo", à presidência da república em 1989.
II. A diminuição da inflação efetiva-se através do encarecimento do dinheiro, restringindo a circulação e diminuindo investimentos em verbas sociais.
III. A redução do poder de compra provoca o desemprego e o aumento da "economia informal".
IV. Investidores estrangeiros afluem ao país, atraídos por uma economia estável e uma boa infra-estrutura.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas as da alternativa
a) I e II
b) I, II e III
c) I, III e IV
d) I e IV
e) II, III e IV

Letra B

34. (Pucrs) Responder à questão com base no fenômeno das "ondas" neoliberais que aportaram no Brasil com maior intensidade em 1989, causando modificações políticas, sociais e econômicas.

Apontam-se como fatos relacionados a esta situação:

I. As eleições elevam Fernando Collor de Mello, que defendia a "entrada do Brasil no Primeiro Mundo", à presidência da república em 1989.
II. A diminuição da inflação efetiva-se através do encarecimento do dinheiro, restringindo a circulação e diminuindo investimentos em verbas sociais.
III. A redução do poder de compra provoca o desemprego e o aumento da "economia informal".
IV. Investidores estrangeiros afluem ao país, atraídos por uma economia estável e uma boa infra-estrutura.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas as da alternativa
a) I e II
b) I, II e III
c) I, III e IV
d) I e IV
e) II, III e IV

Letra E

35. (Pucrio) Na década de 1990, iniciou-se no Brasil o processo de transferência da infra-estrutura territorial e de segmentos importantes do setor produtivo para a iniciativa privada. Indique, na relação a seguir, o setor que NÃO participou desse processo.

a) Ferroviário
b) Siderúrgico
c) Farmacêutico
d) Telecomunicações
e) Mineração

Letra C

Questões de Vestibular - Urbanização no Brasil

01. (FUVEST)



A recente urbanização brasileira tem características parcialmente representadas nas situações I e II dos esquemas acima. Considerando essas situações, é correto afirmar que, entre outros processos,
a) I representa a involução urbana de uma metrópole regional.
b) I representa a perda demográfica relativa da cidade central de uma Região Metropolitana.
c) II representa o desmembramento territorial e criação de novos municípios.
d) II representa a formação de uma região metropolitana, a partir do fenômeno da conurbação.
e) II representa a fusão político-administrativa de municípios vizinhos.

Letra D

02. (UFAL) Sobre o tema Urbanização, analise as afirmações a seguir.

1) Os fatores que funcionam como atrativos da urbanização, nos países subdesenvolvidos, estão ligados basicamente ao processo de industrialização.
2) A forte urbanização nos países subdesenvolvidos só ocorreu em face do processo de globalização verificado após o fim da URSS, quando houve um aumento de exportações dos produtos primários.
3) As cidades, nos países desenvolvidos, foram se estruturando para absorver os migrantes, havendo, então, melhorias na infra-estrutura urbana e um aumento da geração de empregos.
4) Nas áreas metropolitanas de países subdesenvolvidos, muitos desempregados, para garantir a sobrevivência, refugiam-se no subemprego da economia informal.

Estão corretas apenas:
a) 1 e 2
b) 2 e 4
c) 1 e 4
d) 2 e 3
e) 1, 3 e 4

Letra E

03. (UFAC) A intensa e acelerada urbanização brasileira resultou em sérios problemas sociais urbanos,
entre os quais podemos destacar:
a) Falta de infra-estrutura, limitações das liberdades individuais e altas condições de vida nos centros urbanos.
b) Aumento do número de favelas e cortiços, falta de infra-estrutura e todas as formas de violência.
c) Conflitos e violência urbana, luta pela posse da terra e acentuado êxodo rural.
d) Acentuado êxodo rural, mudanças no destino das correntes migratórias e aumento no número de favelas e cortiços.
e) Luta pela posse da terra, falta de infra-estrutura e altas condições de vida nos centros urbanos.

Letra B

04. (UEPB)

Saudosa maloca
Se o senhor não tá lembrado, dá licença de contar
Ali onde agora está este adifício arto
Era uma casa véia, um palacete assobradado
Foi aqui seu moço que eu, Mato Grosso e o Joca
Construimo nossa maloca
Mais um dia, nóis nem pode se alembrá
Veio os home com as ferramenta e o dono mandô derrubá
Peguemos todas nossas coisas e fumos pro meio da rua
Apreciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia, cada tábua que caía
Doía no coração
Matogrosso quis gritar, mas por cima eu falei
Os home ta co’a razão, nóis arranja outro lugar
Só se conformemo quando o Joca falou
Deus dá o frio conforme o cobertor
E hojé nóis pega as paia nas grama do jardim
E pra esquecer nóis cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nóis passemo dias feliz da nossa vida.

Fonte: CD Reviver Adoniran Barbosa. Som Livre, 2002.

A letra da música de Adoniran Barbosa nos faz refletir, corretamente, que:
I - A segregação residencial no espaço urbano, é conseqüência de um espaço/mercadoria cujos valores de uso e de troca definem as formas de apropriação e de luta pelo direito de morar na cidade.
II - Terras vazias à espera de valorização pela especulação imobiliária são uma das causas de a população de baixa renda não ter acesso à moradia digna.
III - Os favelados resistem a quaisquer tentativas de melhoria habitacional e impedem a implantação de equipamentos urbanos adequados e eficazes que melhorem sua qualidade de vida.
IV - A reforma urbana é um bem necessário, já que poucos têm acesso à infra-estrutura e aos serviços públicos urbanos.

Estão corretas:

a) Apenas as proposições I e II
b) Apenas as proposições I, II e IV
c) Apenas as proposições I e III
d) Apenas as proposições II e III
e) Todas as proposições

Letra B

05. (FURG) Nas grandes cidades brasileiras, a falta de moradia e o aumento do desemprego estão
diretamente relacionados à existência de que tipos de habitação?

a) Favelas e condomínios.
b) Favelas e cortiços.
c) Mansões e vilas.
d) Vilas e bairros.
e) Lugarejos e condomínios.

Letra B

06. (CEFET) O processo de expansão da mancha urbana, cuja característica singular é a formação de subúrbios separados da mancha urbana contínua, denomina-se

a) aglomeração.
b) conurbação.
c) metrópole nacional.
d) periurbanização.

Letra D

07. (Ufscar) Analise a tabela e as afirmativas que a seguem.



I. Observa-se em todos os períodos um crescimento contínuo das grandes cidades, em detrimento das pequenas e médias.
II. As cidades médias – aquelas com populações entre 100 e 500 mil habitantes – vêm conhecendo um crescimento superior às demais.
III. As cidades que menos crescem são as menores, as localidades com até 20 mil habitantes.
IV. As cidades que mais crescem são as maiores, as metrópoles com mais de 500 mil habitantes.
São corretas as afirmativas:

a) I e II.
b) II e III.
c) I e IV.
d) I e III.
e) II e IV.

Letra B

08. (Fuvest)



A charge acima, satirizando uma situação problemática, comum às grandes cidades, sugere a
I. importância da circulação para a dinâmica das atividades urbanas, exigindo da municipalidade a produção de soluções.
II. hegemonia do automóvel particular frente ao transporte público coletivo, resultando em entraves à fluidez do tráfego viário.
III. ausência de instrumentos legais de planejamento urbano, impedindo o processo de metropolização.

Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

Letra B

09. (Fatec) Considere as afirmações sobre a urbanização brasileira.

I. Embora os números referentes ao processo de urbanização possam conter algumas distorções,
resultantes das metodologias utilizadas, é inegável l que entre as décadas de 1950 até 1980 o Brasil
passou de forma intensa por esse processo.
II. No início da ocupação do território brasileiro, houve grande concentração de cidades na região
Sudeste. Esse fenômeno está associado ao processo industrial, que teve seu maior desenvolvimento
nessa região.
III. Num mundo cada vez mais globalizado, há um reforço do papel de comando de algumas cidades
globais na rede urbana mundial, como é o caso de São Paulo, importante centro de serviços
especializados.

Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II e III, apenas.
c) II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.

Letra D

10. (Puc-mg) Observe atentamente o gráfico e, a seguir, assinale a afirmativa INCORRETA.



a) O maior equilíbrio entre população rural e urbana verificou-se no final dos anos 60.
b) O declínio da população rural acentuou-se significativamente a partir de meados dos anos 70.
c) O ritmo de crescimento da população rural e urbana promoveu um desequilíbrio cada vez mais
acentuado entre elas, a partir da década de 70.
d) O ritmo de crescimento da população total tornou-se superior ao da população urbana a partir de
meados da década de 90.

Letra D

11. (Uft) Dentre vários aspectos, pode-se dizer que a urbanização brasileira ocorreu em níveis de intensidade e rapidez significativos, que se diferenciam regionalmente.

Quanto ao processo de urbanização no Brasil é CORRETO afirmar que:

a) No Nordeste a rede urbana apresenta maior densidade na zona litorânea.
b) A cidade de São Paulo sempre comandou a rede urbana brasileira.
c) A megalópole brasileira é constituída por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
d) A porção centro-ocidental do país iniciou os primeiros passos de uma acelerada urbanização, inclusive com grande densidade demográfica.

Letra A

12. (Unifal) Leia as afirmativas a seguir.

I - O êxodo rural é uma das causas da urbanização acelerada que acarreta, entre outros problemas, o aumento do desemprego e crescimento do setor informal das cidades nos países de industrialização tardia.
II - O crescimento da taxa de urbanização implica uma acentuada melhoria nas condições de vida da população dos países subdesenvolvidos.
III - O aumento das favelas, dos loteamentos clandestinos e da população sem-teto pode ser apontado como conseqüência do êxodo rural e da crescente urbanização.

Com base nessas afirmativas sobre urbanização, marque a alternativa correta.

a) Apenas I e II estão corretas.
b) Apenas I e III estão corretas.
c) Todas as alternativas estão corretas.
d) Apenas III está correta.

Letra B

13. (Facig) Sobre a urbanização brasileira, é incorreto afirmar.

a) O processo de urbanização brasileira apoiou-se essencialmente, no êxodo rural, ou seja, na
transferência de populações do meio rural para as cidades.
b) A violência urbana nas metrópoles brasileiras está relacionada a uma série de fatores sociais e
econômicos, como: o subemprego, o crescimento de favelas.
c) O processo de urbanização da população brasileira é uniforme. Os estados do país apresentam uma
urbanização de pouco contraste na distribuição da população rural e urbana.
d) A recente transformação do Brasil em sociedade urbana deixa para trás as estruturas econômicas e
os comportamentos reprodutivos típicos do meio rural.
e) A hierarquização do espaço brasileiro do ponto de vista urbano, apresenta grande concentração de
indústria e serviços na metrópole nacional, representada por São Paulo.

Letra C

14. (Ufla) Analise a letra da música abaixo.

Minha Alma (A paz que eu não quero)

A minha alma está armada
e apontada para a cara
do sossego
pois paz sem voz
não é paz é medo [...]
As grades do condomínio
são para trazer proteção
mas também trazem a dúvida
se não é você que está nessa prisão
me abrace e me dê um beijo
faça um filho comigo
mas não me deixe sentar
na poltrona no dia de domingo
procurando novas drogas
de aluguel nesse vídeo
coagido pela paz
que eu não quero
seguir admitindo

http://o-rappa.musicas.mus.br/letras/28945

Assinale a alternativa que indica o problema central destacado na letra da música.

a) A formação da chamada cidade informal das regiões metropolitanas.
b) A falta de infra-estrutura básica nos subúrbios das metrópoles.
c) O aprofundamento da pobreza nas grandes cidades brasileiras.
d) A violência criminal que atormenta os moradores dos grandes centros urbanos.

Letra D
15. (Umtm) Considere as afirmações a seguir sobre a rede urbana brasileira.

I. O processo de urbanização, acelerado na década de 1990, produziu uma nova categoria de cidades, as cidades globais, cuja concentração maior está na região Sudeste, pois é a região mais integrada ao mercado mundial.
II. A região Norte ainda não apresenta cidades com características de metrópoles regionais. A grande dimensão territorial e a fraca integração econômica fazem com que as cidades da região tenham mais relações com as metrópoles regionais do Nordeste e Centro-Oeste.
III. Cada vez mais, São Paulo centraliza as funções de metrópole nacional e global, pois é o “nó” de vários fluxos que integram a economia nacional à global: capitais, mercadorias, informações etc.
IV. Na atualidade, a idéia de uma rede urbana hierárquica está ultrapassada, pois cada centro urbano, independente de seu tamanho populacional consegue manter relações econômicas, políticas e sociais com outros centros.

Está correto somente o que se afirma em

a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

Letra E

16. (Unisc) Em Geografia, as metrópoles são definidas por uma série de características. Com base nessas características, poucas das cidades brasileiras são consideradas metrópoles. Considerando as metrópoles brasileiras, é incorreto afirmar que elas

a) exercem influência sobre vasta área geográfica, quase sempre mais ampla que o território dos seus
Estados.
b) têm equipamentos urbanos numerosos e variados, capazes de suprir a quase totalidade das necessidades da sua população.
c) apresentam uma área central, cujo fluxo de veículos, em geral intenso, varia consideravelmente ao longo do dia.
d) formam uma mancha urbana de densidade demográfica homogênea, que se estende, de forma
contínua, pelos municípios da região metropolitana.
e) nenhuma das alternativas anteriores.

Letra D

17. (Ufrn) A transferência da capital do Brasil da região Sudeste para a região Centro-Oeste é vista como uma das maiores realizações de Juscelino Kubitschek. Explique a importância dessa transferência para o crescimento econômico da região Centro-Oeste.

Resposta:

Do ponto de vista econômico, a transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para a região Centro-Oeste, com a construção de Brasília, promoveu uma maior integração do território nacional. Daí ocorreu uma dinamização das atividades econômicas no âmbito da construção civil, gerando inúmeros empregos para as populações, em especial os migrantes nordestinos. Além disso, a transferência da capital para a porção central do Brasil promoveu o crescimento de cidades no entorno de Brasília e de outras cidades já existentes, dinamizando os setores da economia urbana (comércio e serviços). Na
agricultura, verificou-se a expansão da fronteira agrícola, transformando a região do cerrado em importante área produtiva da economia nacional, em virtude da emergência de atividades agropecuárias modernas, que estavam articuladas à expansão do capital.

18. (Ufv) Leia o texto abaixo, extraído do romance O cortiço, que revela um grave e histórico problema habitacional dos centros urbanos brasileiros.

Um cortiço! Exclamava ele, possesso. Um cortiço! Maldito seja aquele vendeiro de todos os diabos! Fazer-me um cortiço debaixo das janelas!... Estragou-me a casa, o malvado!
[...] Noventa e cinco casinhas comportou a imensa estalagem. [...]
[...] E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco. Durante dois anos o cortiço prosperou de dia para dia, ganhando forças, socando-se de gente.

(AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. 3. ed. São Paulo: Ática, 1975. p. 20-21.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a realidade urbana brasileira, assinale a afirmativa
CORRETA:

a) Devido ao pouco investimento em políticas habitacionais para as classes mais pobres, as moradias
inadequadas são problemas que persistem no Brasil há mais de um século.
b) O problema relatado no texto é característico apenas em pequenos centros urbanos, uma vez que o
governo federal aplica parcos recursos para construção de moradias.
c) O texto revela uma opção de grande parte da população brasileira, que por motivos culturais prefere viver nos cortiços.
d) Os cortiços não apresentam riscos à saúde nem à vida dos moradores, pois são construídos com padrões técnicos e arquitetônicos adequados.
e) As formas de habitação relatadas no texto se mantiveram ao longo do tempo, mesmo havendo uma
elevação significativa da renda recebida pela população mais pobre.

Letra A

19. (Ufrj) A rede urbana constitui um conjunto de cidades articuladas entre si que formam uma hierarquia de graus de comandos estabelecida pelo tamanho e pela oferta de bens e serviços de cada cidade.
Apresente três fatores que estão alterando a hierarquia da rede urbana brasileira.

Resposta:

Entre os fatores que estão alterando a hierarquia da rede urbana no Brasil estão: as mudanças na infra-estrutura de transporte e telecomunicação; a mudança na distribuição geográfica dos investimentos; o surgimento de novos setores produtivos; a logística empresarial; o processo de desmetropolização e o crescimento das cidades de porte médio, as mudanças nos hábitos de vida; mudança nos fluxos migratórios e a redistribuição da população.

20. (Ufmg) Analise este trecho de música, em que se retratam condições socioambientais das grandes cidades brasileiras:

A Cidade

A cidade se apresenta centro das ambições
Para mendigos ou ricos e outras armações
Coletivos, automóveis, motos e metrôs
Trabalhadores, patrões, policiais e camelôs
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o de baixo desce
Chico Science, “A Cidade”.

A partir dessa análise, é INCORRETO afirmar que, nesse trecho de música, o autor

a) considera a exclusão social como uma característica marcante das sociedades urbanas, que tem aumentado à medida que se intensifica a concentração de renda.
b) denuncia a pequena mobilidade econômica das classes sociais, decorrente da intensificação da divisão do trabalho que acompanha o processo de urbanização.
c) exalta o modo de vida urbano ao alegar que, nas cidades, a posse de bens duráveis – como automóveis e motocicletas – é traço característico de seus habitantes.
d) inclui o contingente populacional urbano inserido no mercado de trabalho informal, comumente ligado à expansão do subemprego e do desemprego estrutural.

Letra C

21. (Ufg) A polarização que os centros urbanos exercem uns sobre os outros determina a hierarquia urbana, em escala nacional. Nessa perspectiva, a concepção de metrópole regional abrange
a) extensas regiões, com influências que ultrapassam o limite estadual.
b) cidades menores e vilas dentro de um limite determinado pelo centro regional.
c) distritos, povoados, comunidades rurais e áreas vizinhas, no limite municipal.
d) todo o território nacional, direcionando a vida econômica e social.
e) centros regionais menores, com raio de ação inferior à esfera estadual.

Letra A

22. (Pucpr) Há poucos anos, foi estabelecida uma série de novas regiões metropolitanas no território brasileiro, estendendo para mais de 20 a sua quantidade. No Paraná, a novidade fica por conta das duas regiões metropolitanas do interior do estado, Londrina e Maringá, pois até então a única região metropolitana paranaense era a de Curitiba. Londrina e Maringá são atualmente as sedes de
regiões metropolitanas em virtude de:

a) Representarem pólos regionais de referência no norte do Estado, sendo que já se constata o
fenômeno da conurbação tanto na região de Londrina, como também em torno de Maringá.
b) Ambas são atualmente “cidades milionárias”, ou seja, as populações dos municípios de Londrina
e de Maringá já ultrapassaram a quantia de um milhão de habitantes.
c) Essas cidades desbancaram Curitiba em importância demográfica, industrial e de diversidades de serviços.
d) Ambas terem largado totalmente sua economia de origem agrícola, recebendo recursos
exclusivamente dos setores industriais e do comércio e serviços.
e) Representarem o principal eixo industrial do Estado e concentrarem as maiores populações do Estado em torno de seus municípios.

Letra A

23. (Unesp) Uma parcela da população que trabalha na metrópole de São Paulo tem preferido, nos últimos anos, morar em cidades próximas à região metropolitana, ou mesmo no meio rural, geralmente em condomínios fechados de alto padrão. Com base nessa tendência, analise as afirmações e aponte qual alternativa reúne as dinâmicas sócio-espaciais que se alteram.

I. Aumenta o fluxo de pessoas e veículos diariamente no sentido interior-metrópole-interior.
II. Novos espaços de lazer e consumo são criados nas cidades e regiões que recebem estes novos moradores.
III. Diminui a migração pendular.
IV. Essa opção de onde morar expande-se para toda população, independente da classe social.
V. A paisagem do campo é alterada pela presença dos condomínios.
VI. O local de residência não altera a qualidade de vida.
VII. Diminui significativamente a poluição na metrópole.

a) I, II e V.
b) I, III e V.
c) II, III e IV.
d) II, IV e VI.
e) III, IV e VII.

24. (Unesp) A reestruturação produtiva no Brasil, e mais especificamente no estado de São Paulo, ocorre juntamente com uma nova lógica de localização industrial. Analise as afirmações seguintes.

I. Nessa dinâmica ocorre a extensão da região industrial de São Paulo para um raio aproximado de 150 quilômetros e, com essa ampliação da área metropolitana, São Paulo passa a ser designada de cidade-região.
II. Com a forte migração da indústria para o interior paulista, ocorre a desindustrialização da cidade de São Paulo.
III. Aumenta ainda mais o status da metrópole de São Paulo, pois esta passa a comandar os fluxos materiais e imateriais por intermédio de redes informacionais.
IV. Com a migração da indústria, a metrópole de São Paulo passa a concorrer com as novas regiões paulistas mais dinâmicas e perde, conseqüentemente, seu status.
V. Juntamente com a indústria, migra, também, a gerência das grandes empresas, seguindo o mesmo fluxo da nova dinâmica locacional.

Estão corretas as afirmações

a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e V.
e) IV e V.

Letra B

25. (Ufrrj) Sobre as atuais tendências do processo de urbanização brasileira, analise as afirmativas a seguir.

I - A periferia das áreas metropolitanas tem sofrido um processo de esvaziamento devido ao desemprego e às dificuldades de expansão dos espaços construídos.
II – O crescimento das médias cidades é explicado pela reorganização de diversos setores da economia que fogem das desvantagens da aglomeração das áreas metropolitanas.
III - A oferta de isenções fiscais tem estimulado o crescimento de cidades médias, como Juazeiro do
Norte e Sobral, no Ceará, para onde se deslocaram indústrias têxteis e de calçados do sul do país.
IV - As metrópoles brasileiras continuam apresentando um acelerado crescimento demográfico devido aos fluxos migratórios campo-cidade e ao elevado crescimento vegetativo.

Assinale:

a) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.

Letra D

26. (Pucamp) Considere o texto abaixo.

Quando alguém compra uma casa, está comprando também as oportunidades de acesso aos serviços coletivos, equipamentos e infraestrutura.Está comprando a localização da moradia, além do imóvel propriamente dito.
(Ermínia Maricato)

De acordo com o texto, a idéia de localização na cidade

a) não tem grande importância, já que os meios de circulação modernos e a rede de telecomunicações tornam o espaço urbano homogêneo.
b) depende do tamanho da cidade, pois isto é o que vai definir a disponibilidade de infra-estrutura e serviços urbanos para os seus habitantes.
c) está vinculada à aquisição de um imóvel, pois só dessa forma o cidadão passa a ter acesso aos serviços urbanos como escolas e hospitais públicos.
d) é uma das formas do exercício da cidadania, já que os cidadãos mais conscientes buscam imóveis com acesso aos serviços urbanos básicos.
e) é relativa, posto que é condicionada ao acesso à infra-estrutura e serviços urbanos, como o transporte coletivo e coleta de lixo.

Letra E

27. (Puccamp)
Condições de moradia do operário industrial
À medida que as novas cidades industriais envelheciam, multiplicavam-se os problemas de abastecimento de água, saneamento, superpopulação, além dos gerados pelo uso de casas para serviços industriais, culminando com as estarrecedoras condições reveladas pelas investigações sobre moradia e condições sanitárias, na década de 1840. Essas condições, nas vilas rurais ou nas aldeias têxteis, eram, muito precárias, mas a dimensão do problema era certamente maior nas grandes cidades, pela facilidade de proliferação de epidemias.
(...) Os habitantes das cidades industriais tinham freqüentemente de suportar o mau cheiro do lixo industrial e dos esgotos a céu aberto, enquanto seus filhos brincavam entre detritos e montes de esterco. Na verdade, alguns desses fatos persistem ainda hoje (década de
1960), no panorama industrial do norte e da região central da Inglaterra. (...)
(Adaptado de: E. P. Thompson. A formação da classe operária inglesa. In: Alceu Pazzinato e Maria Helena Senise. História moderna e contemporânea. São Paulo: Ática, 2003. p. 102)

Em São Paulo, um grande surto de desenvolvimento econômico, que levou à formação de parques industriais e ao aumento da população nordestina, vivendo em condições não muito diferentes das descritas no texto, ocorreu nos anos

a) 20, com acúmulo de capital decorrente da produção cafeeira.
b) 30, com o incentivo às indústrias de bens de consumo promovido pelo Estado Novo.
c) 50, com a execução do Plano de Metas e da política desenvolvimentista.
d) 60, com a implementação das Reformas de Base por João Goulart.
e) 80, com a aplicação de planos econômicos pelo governo Sarney.

Letra C

28. (Ufpr) Na Geografia, o termo “polarizar” significa atrair, influenciar, fazer convergir para si. Assim, para que uma determinada área possa exercer as funções de pólo, precisará concentrar um número considerável de atividades e recursos capazes de influenciar processos que ocorrem em outras áreas. Com base no texto acima e nos conhecimentos de Geografia, assinale a alternativa INCORRETA.

a) A polarização faz com que a população de alta renda empregada na indústria e nos serviços resida nas metrópoles, enquanto que a pobreza se localize nas pequenas e médias cidades não metropolitanas.
b) O poder de polarização de uma cidade está associado ao tamanho de sua população.
c) A implantação de indústrias numa cidade pode ampliar o poder polarizador dela ao atrair novos investimentos industriais e criar encadeamentos produtivos com indústrias de outras cidades.
d) No contexto da globalização, o poder polarizador das grandes metrópoles faz com que elas assumam a função de elos privilegiados entre as economias nacionais e o exterior.
e) A presença de cidades com forte capacidade de polarização é essencial para a articulação da rede urbana, motivo pelo qual essa rede é menos estruturada nas regiões pouco desenvolvidas.

Letra A

29. (Ufg) A urbanização dos países subdesenvolvidos constitui um fenômeno marcante da segunda metade do século XX. As características desse fenômeno, na América Latina, expressas na paisagem urbana das metrópoles, são decorrentes da

a) instalação de indústrias de bens de produção nos arredores das pequenas cidades e próximas às fontes de matéria-prima.
b) industrialização tardia e da modernização das atividades agrícolas, conjugadas à concentração de pessoas nas grandes cidades.
c) aglomeração humana e do aumento do poder aquisitivo da população, favorecidos pela expansão do capital financeiro na economia.
d) inovação tecnológica e do aumento da produtividade das indústrias de bens de consumo, para suprirem as necessidades da vida urbana.
e) implementação de parque industrial e da regulação, por meio do planejamento governamental, de deslocamentos populacionais para as cidades.

Letra B

30. (Uec) Em muitos países da periferia capitalista, como o Brasil, a urbanização e a industrialização não reduziram o problema da pobreza urbana nas grandes metrópoles. Nestes casos, as causas da pobreza urbana estão associadas a:

a) Industrialização realizada na fase monopolista do capital, incorporação de tecnologias poupadoras de mão-de-obra no setor moderno da economia, reduzido tamanho do mercado de trabalho formal e expansão do mercado informal urbano;
b) Industrialização realizada na fase concorrencial do capital, incorporação de tecnologias poupadoras de mão-de-obra no setor moderno da economia, reduzido mercado informal de trabalho e expansão do mercado formal urbano;
c) Industrialização realizada na fase monopolista do capital, incorporação de políticas do Estado do Bem-Estar Social e expansão do mercado formal urbano;
d) Industrialização realizada na fase concorrencial do capital, incorporação de tecnologias intensivas em mão-de-obra no setor moderno da economia, reduzido mercado informal de trabalho e expansão do mercado formal urbano;

Letra A

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A maconha salvou a minha vida

Nunca usei maconha na juventude, mas o que não sabia é que ela me traria até aqui

Por Arthur Cote

Em 2010 saí de férias com a minha esposa Debbie. Era maio, lindo tempo para praia. No primeiro dia de viagem, eu estava muito animado para parar em um lugar e comer um grande hambúrguer com meu amigo Jim. Assim que nos sentamos para comer, meu telefone tocou. Era meu otorrinolaringologista. Ele disse calmamente e sem pausas: “Cote, infelizmente, a biópsia deu positivo. Você tem um carcinoma de células escamosas em seu pescoço que precisa ser retirado imediatamente”. Fui operado poucos dias depois de voltar a São Francisco, onde moro. Só que ninguém me avisou sobre as consequências da cirurgia.
Os médicos tiraram o tumor, mas me deixaram com uma dor terrível. Eu quase não podia suportar. Na primeira noite, pedi mais analgésicos à enfermeira. Ela disse que eu já havia tomado minha cota de Tylenol, e que portanto teria que esperar até a manhã seguinte. Eu perguntei se ela estava brincando, que eu tinha feito uma cirurgia mais cedo hoje. Ela não estava. Passei a noite gritando de dor. Passei a noite em agonia. No outro dia, fui apresentado à oncologista, que me passou a lista de prioridades: ressonância magnética, radiação e quimioterapia. Dava para ver que seria um caminho difícil.
Na radioterapia, os médicos cobriram meu rosto com uma máscara para queimar as células cancerígenas da região. Entrei em pânico. Foram 33 dias, cinco dias por semana. Durante os dez minutos de cada sessão, eu era como uma salsicha dentro de um micro-ondas. Meu pescoço ardia e as dores ficaram ainda mais intensas. E pior: a radiação literalmente queimou minhas glândulas adrenais – responsáveis pela produção de hormônios esteróides, fundamentais para o funcionamento do corpo. Passei então a ingerir pílulas diárias de esteróides para continuar vivo, que provocaram enjôos e um enorme mal-estar. Era muito difícil comer e dormir. Os médicos me receitaram vários remédios, como a metadona, mas quase não surtiam efeito – eu me sentia cada vez pior.
Há cerca de um ano, meus filhos me sugeriram que eu passasse a usar a maconha. Por acaso, eles trabalham com maconha medicinal em São Francisco e me recomendaram a droga para amenizar a dor e aliviar a minha alta ansiedade sobre o início do tratamento. Eu fiquei surpreso, pois pela primeira vez, desde o inicio do tratamento, eu consegui dormir vez durante a noite.
Meu médico me deu a prescrição. Hoje eu posso viver como uma pessoa normal. A maconha não eliminou a dor, mas a reduziu bastante. Em uma escala de 1 a 10 ( sendo 10 a pior), sinto uma dor grau 7 quando não uso maconha. Com ela, a dor diminui para 4 ou 5.
Consumo a erva geralmente na forma de biscoitos da Auntie Dolores, uma empresa que fabrica produtos comestíveis feitos com maconha medicinal. Isso evita os efeitos colaterais do fumo. Consumo de 4 a 5 mg de maconha de manhã para poder trabalhar. À noite, tomo outros 9 mg para dormir. Eu mesmo ajusto a dose até sentir o efeito, mas continuo tomando os remédios, como a hidrocortisona (esteróide similar ao hormônio produzido pelas adrenais) e a fludrocortisona (para controlar o sódio).
O uso da maconha para fins médicos é legal em apenas 18 dos 50 Estados norte-americanos, e poucos deles realmente aplicaram a lei, como é o caso da Califórnia. Assim, mesmo com prescrição médica, você pode ter muita dificuldade para obter a erva nos EUA. Eu tive a sorte de viver em São Francisco. Não sei como seria se não tivesse sido assim. Com todos os remédios disponíveis, a única coisa que realmente me ajudou foi a maconha. Se eu não tivesse acesso à ela, eu estaria em apuros.

Fonte: SuperInteressante

Arthur Cote, 55, é um programador da califórnia, EUA. Ele teve câncer no pescoço

terça-feira, 26 de junho de 2012

Mercosul e países sócios suspendem Paraguai do bloco regional

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil

 
Os países do Mercosul e seus sócios suspenderam a participação do Paraguai na próxima reunião do bloco, nesta semana, na cidade de Mendoza, na Argentina, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores argentino divulgado neste domingo.
Com a medida o ex-vice-presidente de Fernando Lugo e agora seu sucessor, Federico Franco, ou qualquer integrante da sua gestão, estão impedidos de participar do encontro.
Lugo deixou o cargo após impeachment relâmpago na semana passada.
No comunicado, o Mercosul e seus sócios declararam a "mais enérgica condenação a ruptura da ordem democrática na República do Paraguai".
No total, entre os que integram o Mercosul e seus sócios, nove países da América do Sul decidiram "suspender a participação do Paraguai" na reunião de presidentes, na sexta-feira, dia 29 próximo, além dos encontros preparatórios do bloco, que começam nesta segunda-feira.
Os países citados no comunicado são: Argentina, Brasil, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru.
Poucos minutos após a divulgação do comunicado, o Itamaraty confirmou à BBC Brasil que a nota divulgada pela Chancelaria argentina foi acordada entre todos os membros do bloco e que o texto foi finalizado nas últimas horas.
"O Brasil deve procurar tomar todas as decisões futuras em relação à situação política no Paraguai da forma mais multilateral possível, no âmbito do Mercosul e da Unasul. A suspensão está confirmada e espera-se que até dezembro, quando o Brasil sediará uma cúpula do Mercosul, o assunto já esteja equacionado", disse a assessoria do Ministério das Relações Exteriores.

 

Cláusula democrática

No comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirma-se que a decisão em relação ao Paraguai foi tomada a partir do que estabelece o Protocolo de Ushuaia, assinado na Patagônia argentina, sobre "Compromisso Democrático no Mercosul".
O documento foi assinado em julho de 1998, após uma crise institucional no próprio Paraguai.
O texto estabelece a "plena vigência das instituições democráticas como condição essencial para o desenvolvimento do processo de integração".
No entendimento dos nove países, o Paraguai "não respeitou este processo" do documento de Ushuaia, segundo o comunicado.
Em uma entrevista em Assunção, o ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo, disse que vai comparecer ao encontro em Mendoza.
"Vamos estar presentes na próxima reunião do Mercosul", afirmou na porta da sua casa no município de Lambaré, na grande Assunção.
Pelas regras do Mercosul as reuniões são rotativas a cada semestre. Após esta reunião na Argentina, seria a vez de o Brasil presidir as discussões do bloco. De acordo com o comunicado argentino, os presidentes vão decidir as "próximas medidas a serem adotadas" em relação ao país no dia 29 próximo.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/06/120624_mercosul_paraguai_mc.shtml

segunda-feira, 25 de junho de 2012

'Sou o presidente de todos os egípcios', diz líder eleito no Egito

Mohammed Mursi, da Irmandade Muçulmana, discursou na noite deste domingo como o primeiro presidente democraticamente eleito da história do Egito, prometendo ser "um presidente para todos os egípcios".
Em seu pronunciamento histórico, Mursi agradeceu aos mais de 900 "mártires" da Revolução de 25 de Janeiro, que morreram durante os confrontos e protestos que pediam a renúncia de Hosni Mubarak, que governou o país por quase três décadas.
Ele preferiu saudar os revolucionários e agradecer a Deus, repetidas vezes, e não comentou a decisão dos militares de expandir seus poderes na semana passada, esvaziando o cargo do presidente. Além disso, Mursi não se pronunciou sobre a decisão da Suprema Corte de dissolver o Parlamento, também na semana passada.
"Para todos os meus irmãos, minha tribo, minha família, falo a você hoje com o agradecimentio a Deus que chegamos a este período histórico. Agradeço a todos os egípcios que pagaram com suas lágrimas, sangue e sacrifícios. Sem esses sacrifícios eu não poderia estar aqui como o primeiro presidente eleito da história do Egito".
"Temos que saudar a todos que regaram a árvore da liberdade com seu sangue", disse.
Horas depois de reiterar seu slogan de campanha, "o islã é a solução", Mursil, agora já como novo presidente, disse que "Deus é o nosso guia para o caminho certo".
"Não trairei Deus e não trairei vocês. Não irei contra a vontade de Deus", acrescentou, deixando claro que vai governar para todos, incluindo muçulmanos e cristãos.

 

Política externa

Em temas de política externa, Mursi fez um discurso que deve agradar aos Estados Unidos e Israel, embora seja cedo para determinar como devem ser as novas relações entre seu governo, as potências ocidentais e outros países da região.
"Respeitaremos os direitos das mulheres e crianças, os direitos humanos e nossos acordos internacionais", disse. Na visão de analistas os acorsos referidos são o tratado de paz assinado com Israel.
No entanto, Mursi também disse que o Egito deve buscar "relações internacionais equilibradas e baseadas em interesses mútuos e respeito".
"Não permitiremos qualquer interferência em nossos assuntos internos, protegendo nossa soberania nacioanal, e não apoiaremos interferências em outros países. O Egito tem a capacidade de se defender sozinho", indicou.
Para o analista da BBC Kevin Connoly a vitória de Mursi é um momento de profunda mudança no Egito. Seu partido, a Irmandade Muçulmana, já teve muitos de seus membros presos por décadas, agora tem um de seus líderes ocupando o palácio presidencial.
O chefe do Conselho Supremo Militar, o marechal Hussein Tantawi, parabenizou Mursi pela vitória, e chanceler britânico, William Hague, disse que o anúncio é "um momento histórico para o Egito".
Em comunicado, a Casa Branca disse: "Nós acreditamos que é essencial que o governo egípcio continue a satisfazer o papel do Egito como um pilar regional de paz, segurança e estabilidade", em referência ao fato de que o país é a única nação árabe a ter um acordo de paz com Israel.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse esperar que o tratado de paz entre os dois países seja mantido.

 

Anúncio

O candidato da Irmandade Muçulmana foi declarado neste domingo o vencedor da eleição presidencial no Egito, após semanas de tensão no país.
Tanto Mursi quanto seu rival, o ex-premiê Ahmed Shafiq, reivindicavam vitória no pleito que foi realizado na semana passada.
Segundo a autoridade eleitoral – que atrasou em quase duas horas a divulgação dos resultados – Mursi recebeu 51,73% dos votos.
O candidato do partido islamista será o primeiro presidente do Egito após décadas de domínio de Hosni Mubarak.
O anúncio deu início a uma grande festa da multidão que se reúne na Praça Tahrir, no centro do Cairo. Há dias, milhares de pessoas mantêm uma vigília contra o anúncio feito pelo poderoso Conselho Supremo das Forças Armadas de que pretende restringir alguns dos poderes do presidente.
No dia 13 de junho, o atual governo, que ainda é controlado pelo Exército, deu aos soldados o poder de prender civis em tribunais militares até a ratificação da nova constituição egípcia.
Quatro dias depois, os generais anunciaram poder de veto no processo de elaboração da nova constituição. Na segunda-feira, o diretor do Conselho Supremo das Forças Armadas, Hussein Tantawi, anunciou que vai restabelecer o Conselho Nacional de Segurança do país.

 

Tensão

Nos últimos dias, havia um clima no país de indefinição, sem nenhum sinal sobre o que seria decidido nas urnas.
O Parlamento egípcio, que foi escolhido em eleições livres em novembro, foi dissolvido. A Irmandade Muçulmana, que possuía a maioria, protestou contra a decisão.
Para piorar o clima de tensão política no país, a comissão eleitoral atrasou a divulgação dos resultados. Inicialmente, o vencedor seria declarado na quinta-feira, mas a comissão – que é formada por cinco juízes – disse precisar de mais tempo para investigar todos os recursos feitos pelos candidatos.
O atraso alimentou boatos de que o Conselho Supremo das Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana estariam negociando nos bastidores o futuro do país.
Para alguns analistas, os militares, que apoiavam Ahmed Shafiq, teriam percebido que a vitória de Mursi era irreversível, e estariam buscando um acordo para conquistar imunidade contra possíveis processos.
Os islamistas da Irmandade Muçulmana – que foram o maior partido de oposição durante toda a era Hosni Mubarak – querem retomar os poderes presidenciais. Mas os egípcios não sabem até que ponto os militares estão dispostos a deixar o poder.
Para o professor de direito constitucional Gaber Nassar, existe animosidade demais entre os dois lados para que eles consigam firmar um pacto.

 

Quem é Mohammed Mursi?

O presidente eleito do Egito, Mohammed Mursi, de 60 anos, estudou nos Estados Unidos e é formado em engenharia. Ele foi parlamentar entre 200 e 2005.
Pouco após a revolução de 2011, a Irmandade Muçulmana formou o Partido da Liberdade e Justiça, e indicou Mursi para comandar a sigla.
Mursi, que há anos integra a Irmandade Muçulmana, é conhecido por ser uma pessoa discreta. Alguns críticos dizem que ele não tem carisma.
Ele não era a primeira opção da Irmandade Muçulmana. O favorito da Irmandade era Khairat Al-Shater, que não pode concorrer por ter ficha policial (seus apoiadores dizem que ele é vítima de injustiças da era Mubarak).
Mursi prometeu em sua campanha que trará "justiça e prosperidade" ao Egito.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/06/120624_mursi_egito_jp.shtml




terça-feira, 5 de junho de 2012

América do Sul vive nova corrida ao ouro

A valorização de quase 100% no preço do ouro desde o início da crise econômica mundial, em 2008, está provocando uma nova corrida ao minério na América do Sul, com a reabertura de minas desativadas há décadas e a migração em massa para áreas de garimpo.
O fenômeno é sentido, em variados graus, em pelo menos nove países, segundo levantamento da BBC Brasil.
Enquanto tentam atrair investimentos estrangeiros para o setor, os governos da região vêm intensificando os esforços para combater a mineração informal.
Eles argumentam que a atividade destroi o meio-ambiente, sonega impostos e cria áreas sem lei, onde há problemas como a exploração sexual de mulheres. Além disso, dizem que grupos criminosos em alguns países sul-americanos estão se valendo da exploração de ouro para se financiar e lavar dinheiro.
Considerado um investimento seguro em tempos de instabilidade nas bolsas e forte oscilação de moedas, o ouro valia cerca de US$ 800 a onça (31 gramas) no fim de 2007.
Desde então, dobrou de preço, chegando a US$ 1.600. "Com o preço nesse nível, minas que não eram viáveis por terem baixo teor de ouro, hoje, se tornaram rentáveis, e minas já exploradas estão sendo reabertas", disse à BBC Brasil Arão Portugal, vice-presidente no Brasil da mineradora canadense Yamana.
No Brasil, entre as minas que serão reabertas está a de Pilar de Goiás, cidade fundada em 1741 durante o primeiro ciclo de ouro brasileiro. Outra é Serra Pelada, no Pará, que deve retomar suas atividades no início de 2013.

 

Migração

No Peru, principal produtor de ouro da América do Sul e sexto maior do mundo (os primeiros do ranking são China, Austrália e Estados Unidos), a alta do minério tem estimulado dezenas de milhares de moradores da região andina a tentar a sorte na Amazônia, onde há vastas reservas inexploradas sob a floresta.
Muitos deles se instalaram em barracas à beira da recém-inaugurada Interoceânica, estrada que liga o noroeste brasileiro a portos peruanos no Pacífico, para explorar ouro no entorno do rio Madre de Deus e de seus afluentes.
A BBC Brasil esteve em alguns desses garimpos, que se estendem na rodovia por ao menos 50 quilômetros e começam a surgir a cerca de 250 km da fronteira com o Brasil.
Ao redor dos acampamentos, áreas desmatadas e que tiveram o solo revirado expõem os efeitos colaterais da atividade, agravados à medida que a exploração avança pela floresta. Os danos ambientais incluem ainda a sedimentação dos rios e contaminação de suas águas por cianeto e mercúrio, usados no beneficiamento do minério.
Para combater a mineração informal, o governo peruano aprovou, no início do ano, um decreto que torna a atividade crime, com pena de até dez anos de prisão. Simultaneamente, passou a explodir dragas encontradas nos garimpos.
Em resposta, cerca de 15 mil mineradores, segundo estimativa da imprensa local, foram protestar em Puerto Maldonado, capital de Madre de Dios. O grupo se deparou com 700 policiais, que abriram fogo para dispersar a multidão. Os confrontos deixaram três mineradores mortos e ao menos 55 pessoas feridas, entre as quais 17 policiais.

 

Economia local

Confrontos em razão de restrições governamentais à mineração informal também têm ocorrido na Colômbia. Em dezembro, mineradores da região do Baixo Cauca, no noroeste colombiano, incendiaram pneus e fecharam vias na cidade de Caucasia. Eles protestavam contra o que consideram um tratamento prioritário dado pelo governo às multinacionais na concessão de licenças para mineração. As forças de segurança intervieram com bombas de gás lacrimogênio.

Segundo Carlos Medina, professor da Faculdade de Direito e Ciência Política da Universidade Nacional da Colômbia, o ouro começou a ser explorado no Baixo Cauca nos tempos coloniais. No entanto, a atividade foi reduzida drasticamente nas últimas décadas, porque deixara de ser rentável. Com a escalada nos preços, o ouro voltou a sustentar a economia local.
O lojista Davidson Garcez, que atua na compra e revenda de ouro em Caucasia desde 1986, calcula que nos últimos quatro anos houve um incremento de 40% no comércio do minério. Ele diz que, quando ingressou no mercado, os mineradores que empregavam retroescavadeiras tinham de encontrar três castelhanos (ou 13,5 gramas) de ouro por dia para cobrir seus custos. Hoje, devido à valorização, basta que encontrem 1 castelhano (4,5 gramas) ao dia.
"Minas que foram degradadas há 15, 20 anos voltaram a ser exploradas", disse ele à BBC Brasil.
Em sua loja, o vendedor Lucio Ruiz observa orgulhoso as pilhas de ouro que serão negociadas com grupos empresariais de Medellín, maior cidade da região. De lá, serão exportadas principalmente para a Europa, Ásia e Estados Unidos.
"Gosto de imaginar que logo este ouro poderá estar no pescoço de alguma mulher americana, ou quiçá nos cofres de um banco no Japão", afirma.

 

Combate

Em discurso em janeiro em Caucasia, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que buscaria coordenar esforços com países vizinhos que também estariam sofrendo com a mineração ilegal, entre os quais citou o Equador, o Peru e o Brasil.
"É um fenômeno que está acontecendo na região, entre outras coisas, pelo alto preço do ouro, mas também porque os grupos criminosos encontraram um filão onde às vezes os Estados demoram em ser efetivos em sua reação."
Nos últimos anos, governos da Venezuela, Bolívia e Equador também vêm adotando linha mais dura quanto à mineração informal, empregando inclusive as Forças Armadas em operações contra a atividade.
No Brasil, 8.700 militares atuam desde o último dia 2 numa megaoperação na Amazônia que busca, entre outros objetivos, combater garimpos ilegais nas fronteiras com a Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
A ação, denominada "Agata 4", mobilizará, por um mês, 11 navios, nove helicópteros e 27 aviões. A iniciativa se soma a três operações da Polícia Federal (PF) ocorridas desde o ano passado para combater o garimpo ilegal de ouro na região Norte.
O governo brasileiro vem sendo cobrado especialmente pela Guiana Francesa, Guiana e Suriname a controlar a ação de garimpeiros brasileiros na fronteira com esses países, atividade desenvolvida há décadas mas que ganhou novo fôlego com a alta dos preços.
No dia 25 de abril, num sinal da crescente tensão na região, cerca de cem mineradores brasileiros foram presos na Guiana.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120529_ouro_corrida_jf_ac.shtml

sábado, 2 de junho de 2012

Análise: A Síria conseguirá evitar a guerra civil?

Horrorizada com o massacre de Houla e com outras atrocidades relatadas diariamente, a comunidade internacional debate como evitar que a Síria desemboque em uma guerra civil.
Mas, até agora, não há no horizonte nenhuma alternativa ao plano de paz desenhado pelo enviado especial da ONU, Kofi Annan, e pela Liga Árabe, plano que até agora conseguiu pouco progresso apesar de ter contado com o apoio do mundo inteiro - inclusive, em teoria, do próprio regime sírio.

O plano previa o recuo de tropas e um cessar-fogo, mas isso não aconteceu.
As conversas de Annan com o presidente sírio, Bashar al-Assad, não resultaram em avanços e, neste sábado, o enviado da ONU disse que "o espectro de uma guerra, com uma alarmante dimensão sectária, cresce a cada dia" na Síria.
O regime sírio teme que, ao recuar suas tropas, abra um vácuo que pode ser ocupado por combatentes rebeldes, o que lhe faria perder controle substancial em partes do país.
Em outras palavras, o governo sírio não pode se dar ao luxo de implementar qualquer plano de paz que inclua a retirada de militares, pois isso selaria o seu destino.
Isso deixa Kofi Annan em uma posição difícil na tentativa de convencer o regime de que a oposição síria respeitaria uma trégua - e de que os países que estão apoiando os combatentes rebeldes suspenderiam o fornecimento de armas para eles.
É por isso que Annan está visitando também países vizinhos da Síria, pedindo o fim do contrabando de armas pela fronteira.

 

O papel da Rússia

O que no momento parece estar faltando na equação é a pressão da Rússia sobre o regime sírio, a qual foi crucial para fazer com que Damasco aceitasse o plano de paz de Annan.
Por enquanto, apesar da indignação internacional após o massacre de 108 pessoas em Houla no último final de semana, a Rússia continua a se opôr à ideia de que o Conselho de Segurança da ONU (no qual tem poder de veto) deveria considerar ações mais duras e sanções contra Damasco.
Com essa posição, a Rússia vê crescer o seu ônus ao tentar garantir o cumprimento do plano de paz de Annan, que Moscou insiste ser o único caminho possível para a Síria.
À medida que a Síria caminha para a desintegração e para uma guerra sectária violenta, com graves consequências regionais, a Rússia talvez tenha, em breve, que escolher entre patrocinar uma transição séria e pacífica - na tentativa de resguardar um laço com o regime que emergir da crise síria - ou manter o posicionamento atual a qualquer custo, enquanto tudo ao seu redor desmorona.

 

Sinais de mudança

 E, após meses de um impasse sangrento entre uma oposição que não desiste e um regime que parece invencível, há sinais de mudança.
Pela primeira vez, comerciantes sunitas da zona antiga de Damasco - antes um dos pilares de sustentação do regime - fecharam suas portas nos últimos dias, em protesto pelo massacre de Houla.
Esse exemplo pode significar que uma combinação de colapso econômico e atrocidades sectárias podem ter levado o dissenso ao centro da capital síria e ao coração da base de apoio do regime.
Alguns moradores de Damasco dizem que a milícia pró-regime shabiha tem reprimido cidadãos no centro da cidade, vestidos em uniformes de tropas de choque e gerando indignação entre classe média, por conta de seu comportamento brutal e invasivo.
A percepção de vulnerabilidade e o estado alerta do regime podem ter se agravado, caso se confirmem os boatos de que alguns de seus membros graduados - incluindo o cunhado do presidente, Assef Shawkat - ficaram doentes ao serem envenenados por um opositor infiltrado, no mês passado.
O boato foi negado e ridicularizado por autoridades, mas há fontes que dizem que a história é verdadeira.

 

Colcha de retalhos

De qualquer forma, o nível de hostilidade no país está chegando aos níveis dos dias em que o plano de Annan entrou em vigor.
E atrocidades como o massacre de Houla, atribuídas pela oposição à milícia shabiha - que apoia o regime e é formada principalmente por membros da minoria alauíta, à qual pertencem Assad e seu clã - intensificaram o já forte aspecto sectário do conflito. Este, por si só, em parte fomentado pelas insatisfações da empobrecida maioria sunita.
Esse lado sectário faz com que alarmes estejam soando em todo o mundo.
Isso porque se a Síria, com sua colcha de retalhos de seitas e minorias, mantiver a espiral de conflito aberto, pode desembocar em uma guerra civil "catastrófica da qual pode nunca se recuperar", nas palavras do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O vizinho Líbano, que compartilha muitos dos problemas da Síria, é um exemplo dos perigos que rondam Damasco. O país iniciou um conflito sectário em 1975 que se estendeu por anos e ainda pode eclodir nos dias de hoje.
Se a mesma coisa acontecer com a Síria, as consequências podem ser incalculáveis não apenas para os sírios, mas para toda a região. É por isso que os líderes globais estão tão alarmados. Mas eles parecem incapazes de impedir que isso aconteça.