sábado, 28 de abril de 2012

A localização no espaço e os Sistemas de Informações Geográficas

01. (UCP) Observe a figura a seguir.

Zonas Climáticas da Terra


As Regiões ou Zonas Temperadas, em termos climáticos, são aquelas que estão situadas entre os trópicos e os círculos polares. Com relação às Zonas Temperadas da terra, é correto afirmar que

a) a Zona Temperada do Norte pode ser melhor caracterizada, porque é constituída, em sua maior parte, de terras emersas, enquanto, no sul, as terras emersas ocorrem apenas no extremo sul da África, parte da América do Sul e Oceania.
b) a Zona Temperada Norte está situada entre o trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Ártico, onde o clima temperado é caracterizado pela forte ocorrência de neve no inverno.
c) o clima Temperado Continental, entre as latitudes de 45º e 55º, aproximadamente, possui verões moderadamente quentes e os invernos são amenizados pelas correntes marítimas.
d) a vegetação predominante nos domínios do clima Temperado são os campos e as florestas  intertropicais que, no inverno, costumam ficar cobertas pela neve.
e) as Zonas Temperadas da Terra possuem a vegetação original bastante preservada, tendo em vista a fraca ocupação humana nessas áreas em virtude dos rigores do clima.

A

(UDESC) Com relação aos fusos horários, assinale a alternativa incorreta.

a) Como o movimento de rotação é de oeste para leste, os lugares localizados a leste estão mais adiantados do que os lugares localizados a oeste do globo.
b) Fuso horário é o conjunto de 24 graus de longitude.
c) O Brasil possui três fusos horários, o primeiro é o oceânico.
d) O segundo fuso horário brasileiro é o que marca a hora oficial do Brasil.
e) O fuso horário inicial é o de zero grau de longitude, ou seja, a linha correspondente ao Meridiano de Greenwich. 

 B

(UDESC) Sobre o movimento de rotação, pode-se afirmar que:

 I. consiste na volta que a terra dá em torno do seu próprio eixo (de si mesma) e é realizado de oeste para leste;
II. tem duração de aproximadamente 24 horas e é responsável pela incidência da luz solar por todo o Equador;
III. é responsável pela alternância entre os dias e as noites.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
d) Somente a afirmativa II é verdadeira.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

E

(UFG) Observe as figuras a seguir.

Disponível em: . Ilustração esquemática, sem escala. Acesso em: 18 set. 2010.
[Adaptado]

Os ângulos de incidência dos raios solares sobre a superfície da Terra, demonstrados nas figuras, apresentam duas situações distintas, que caracterizam os solstícios e os equinócios. Em ambas as figuras, o ponto A representa uma cidade sobre a linha do equador, ao meio-dia. A Figura 2 mostra a incidência do sol três meses após a situação ilustrada na Figura 1. A Figura 1 representa o

a) equinócio de primavera no hemisfério sul, quando a incidência dos raios solares é oblíqua à superfície da Terra em A.
b) equinócio de primavera no hemisfério sul, quando a incidência dos raios solares é perpendicular à superfície da Terra em A.
c) equinócio de outono no hemisfério sul, quando a incidência dos raios solares é perpendicular à superfície da Terra em A.
d) solstício de verão no hemisfério norte, quando a incidência dos raios solares é oblíqua à superfície da Terra em A.
e) solstício de inverno no hemisfério sul, quando a incidência dos raios solares é oblíqua à superfície da Terra em A.

C

(UFAL) Vários estudantes viajaram para o Hemisfério Norte, mais especificamente para a Europa Ocidental. Passaram alguns meses, em grupo, estudando numa determinada universidade europeia, e constataram que naquela parte do planeta a duração dos dias e das noites era muito diferente da que se observava em Alagoas. O que justifica essa diferença?

a) O Hemisfério Norte recebe sempre mais insolação que o Hemisfério Sul.
b) O Hemisfério Sul, onde se situa o Estado de Alagoas, possui mais águas do que continentes.
c) A Europa tem relevo mais elevado do que as terras do Hemisfério Sul.
d) O movimento de translação da Terra e a inclinação do eixo terrestre justificam a desigualdade de duração dos dias e das noites.
e) A desigualdade de duração dos dias e das noites é mais pronunciada durante os equinócios; o grupo de estudantes chegou àquele continente numa época equinocial.

D

(UFAL) Observe atentamente a figura a seguir.


As informações contidas na figura acima mostram:

a) o mecanismo de formação dos ventos alísios no Hemisfério Norte.
b) a profundidade das geoesferas.
c) o desvio de Coriolis.
d) o conceito de latitude
e) a formação das marés.

D

(UFLA) Observe a imagem e a legenda abaixo:

Veículo equipado com GPS de bordo e um software com mapas, que indicam
a posição do veículo e o caminho a percorrer até um determinado ponto.

As afirmativas abaixo mantêm relação com a imagem e a legenda apresentada, EXCETO:

a) Essas tecnologias associam-se aos satélites artificiais.
b) As informações sobre a localização do veículo são transferidas para um mapa digitalizado.
c) O GPS funciona somente no ambiente urbano, devido à presença de torres de telefonia.
d) Esse sistema de localização tem como princípio o uso das coordenadas geográficas.

C

(UFRN) Parte considerável da energia que atinge a Terra é proveniente do Sol. A distribuição da insolação na superfície é condicionada, dentre outros fatores, pelo grau de inclinação da Terra em relação ao Sol.

Observe a figura abaixo.

IBEP. Atlas geográfico escolar. São Paulo, 2008, p. 16. [Adaptado].

Considerando as informações da Figura e os fatores “incidência da radiação solar” e “latitude”:

a) justifique por que ocorrem diferenças de temperatura entre Natal e Murmansk.

b) apresente um exemplo de uma atividade econômica na Cidade de Natal que é diretamente favorecida pela incidência de radiação solar. Justifique.

Resposta:

a) As diferenças de temperatura entre Natal e Murmansk ocorrem porque a incidência de radiação solar na superfície da Terra não é uniforme, em função de sua forma aproximadamente esférica e do movimento que a Terra executa em torno do Sol. Sendo assim, nas áreas de baixa latitude (Intertropical, Tropical ou Equatorial), como em Natal, os raios solares incidem verticalmente ou perpendicularmente, favorecendo a ocorrência de temperaturas elevadas. Nas áreas de elevada latitude (zonas polares), como em Murmansk, os raios solares incidem de forma oblíqua ou inclinada, contribuindo para o registro de temperaturas baixas.

b) Turismo – o desenvolvimento desta atividade é beneficiado pelos elevados índices de insolação que ocorrem durante todo o ano em Natal, visto que sua base fundamenta-se na modalidade “sol e mar”.

ou:

Carcinicultura – é uma atividade econômica desenvolvida em Natal que necessita da constante incidência solar para uma melhor produção.

(UNESP) Analise o mapa dos fusos horários.

                                                           (Maria E. M. Simielli. Geoatlas, 2009. Adaptado.)

Você embarcou em Brasília no dia 18 às 22h00 locais. A rota a ser seguida passa sobre o continente Africano, o que estabelece 23 horas de viagem.

Que dia e horário você chegará em Melbourne, Austrália?

a) Dia 20 às 18h00.
b) Dia 20 às 10h00.
c) Dia 18 às 11h00.
d) Dia 19 às 21h00.
e) Dia 19 às 11h00.

B

(UFLA) Analise as informações abaixo:

- São linhas imaginárias traçadas paralelamente ao Equador.
- É a distância medida em graus de qualquer ponto da superfície terrestre ao Equador.
- São linhas imaginárias que cortam perpendicularmente o globo e vão de um pólo a outro.
- É a distância medida em graus de qualquer ponto da Terra ao meridiano de Greenwich.

Assinale a alternativa CORRETA quanto ao tema a que se referem tais informações.

a) Dizem respeito ao entendimento da cartografia (projeções, escalas e outros).
b) Dizem respeito ao sistema de localização baseado nas coordenadas geográficas.
c) Dizem respeito ao sistema de fusos horários.
d) Ajudam a definir diferentes zonas de temperatura do planeta.

B

(PUC-PR) Cada faixa de latitude apresenta dificuldades próprias que repercutem na vida das sociedades e na sua forma de organização do espaço.
Sobre esse tema, avalie as opções abaixo. Em seguida, marque com V as verdadeiras e com F as falsas.

(___) Nas latitudes equatoriais a variação térmica anual é pequena; há um ciclo diário bem definido. A
partir do nascer do sol, a temperatura aumenta paulatinamente, assim, por volta das 15 horas/16 horas, ocorrem tempestades e aguaceiros. São as chuvas do ‘”fim da tarde” que servem para regular a rotina diária dos habitantes.
(___) Na faixa em torno dos 30º de latitude, em ambos os hemisférios, situam-se os desertos quentes, que ocupam áreas vastíssimas. Suas populações convivem com ventos destruidores que levantam tempestades de areia, responsáveis pela aridez sobre as regiões adjacentes, fenômeno conhecido como desertificação.
(___) Na região tropical, basicamente em torno do oceano Índico, ocorre o fenômeno das monções, que se caracteriza por um contraste acentuado entre a estação seca e úmida. Longas estiagens alternam-se com chuvas intensas e destruidoras.
(___) Nas altas latitudes, os habitantes estão acostumados a frequentes mudanças de tipos de tempo, embora raramente se registrem excessos de calor ou de frio. É a zona onde se revezam as influências do ar tropical e do ar polar, com avanços e recuos das frentes durante todo o ano. É ali que as quatro estações são bem caracterizadas.
(___) Nas médias latitudes, os habitantes estão preparados para o frio rigoroso. O vento sopra com frequência a mais de 100 km/hora, varrendo os flocos de neve de maneira a reduzir a visibilidade a quase zero. As tempestades geladas representam um dos maiores perigos e ameaças aos cientistas e aos moradores das regiões Ártica e Antártica.

Assinale a alternativa CORRETA:

a) V - V - F - F - F
b) F - V - F - V - V
c) V - V - V - F - F
d) F - F - F - V - V
e) V - F - F - F - V

C

VESTIBULAR 2010

(UERJ) A obtenção de imagens aéreas da superfície terrestre representou um grande impulso para as técnicas de mapeamento, dando-lhes maior precisão e aplicabilidade. Essas inovações só se tornaram possíveis no século XX, com a invenção do avião e, posteriormente, com a utilização de satélites artificiais.

Observe a imagem feita por satélite de uma erupção vulcânica ocorrida em 2004 na Oceania:

www.apolo11.com

Considerando o processo de representação cartográfica, indique duas vantagens da obtenção de imagens da superfície terrestre por satélites em comparação com as imagens obtidas por fotografias aéreas. Em seguida, aponte duas utilizações das imagens de satélite para o estudo da superfície terrestre.

Resolução:

Duas das vantagens:

- imagens coloridas
- mapeamento de superfícies maiores
- obtenção de imagens de forma imediata
- cobertura de praticamente toda a superfície terrestre
- obtenção de imagens de forma praticamente ininterrupta

Duas das utilizações:

- uso militar
- serviços meteorológicos
- monitoramento das queimadas
- diferentes tipos de mapeamentos
- monitoramento do desmatamento
- identificação de áreas atingidas por secas, inundações, geadas

(UFRGS) Ainda é 31 de dezembro no Brasil quando a televisão noticia a chegada do ano Novo em diferentes países. Entre os países que comemoram a chegada do Ano Novo antes do Brasil, encontram-se a Austrália, a Nova Zelândia e o Japão.

Este fato se deve
a) à inclinação do eixo terrestre. 
b) ao movimento de rotação terrestre. 
c) ao movimento de translação terrestre. 
d) à maior proximidade do sol no verão. 
e) a diferença de latitude entre esses países e o Brasil. 

B

(PUCRS) Um avião que parte de Tóquio, no Japão, às 18h20min de uma quarta-feira, aterrissa em São Francisco, costa oeste dos Estados Unidos da América do Norte, às 10h50min do mesmo dia, após um tempo de voo de 9 horas e meia.

Sobre essa situação, é correto afirmar que ela

a) não é verdadeira, porque há uma diferença de 24 horas entre Tóquio e São Francisco.
b) é possível, pois o avião atravessou a Linha Internacional de Data no sentido de oeste para leste.
c) é verdadeira, e só foi possível porque tanto os Estados Unidos da América do Norte quanto o Japão estão localizados no Hemisfério Sul.
d) é verdadeira, e só pode acontecer porque Tóquio está localizada no hemisfério oriental e São Francisco está no hemisfério ocidental, e a rota utilizada pela aeronave é a de menor distância entre os aeroportos, cruzando a Linha Internacional de Data.
e) não seria possível porque, ao passar pela Linha Internacional de Data, necessariamente os relógios devem ser adiantados ou atrasados em um dia, portanto o avião chegaria somente no dia seguinte a São Francisco.

D

(UEG) Observe o gráfico a seguir. Considerando que o eixo X corresponde à Linha do Equador e o eixo Y corresponde ao Meridiano de Greenwich, responda as questões a seguir.

Description: ueg2010.1_1f_cg-ps2010-1-esp_geo_65.wmf
Considerando que no ponto A são 14 horas, calcule o horário local do Ponto B. Em sua resposta, desconsidere a possibilidade da existência de horário de verão e de horas cifradas:
a) 20 horas 
b) 18 horas 
c) 17 horas 
d) 8 horas 

D

(PUCRS)


Levando em consideração o horário, a posição do sol, a posição da sombra e a latitude, é possível concluir que o menino do desenho se encontra no Hemisfério _________, pois  ___________________.

a) Norte – o sol encontra-se ao norte, posição permanente, nesse horário, nos equinócios
b) Sul – a sombra, nesse horário, está ao sul, local de entrada de luminosidade em todas as estações do ano
c) Norte – o sol encontra-se ao norte, lugar de entrada da luminosidade no verão
d) Sul – o sol encontra-se ao norte, lugar de entrada de maior luminosidade, em todas as estações do ano
e) Norte – a sombra encontra-se ao norte, lugar de entrada de maior luminosidade em todas as estações do ano

D

Identifique as coordenadas geográficas correspondentes, respectivamente, aos pontos B e A:

Description: ueg2010.1_1f_cg-ps2010-1-esp_geo_65.wmf

a) 30º de Lat. Sul e 45º de Long. Leste; 90º de Lat. Sul e 60º de Long. Leste
b) 45º de Lat. Norte e 30º de Long. Oeste; 90º de Lat. Sul e 60º de Long. Leste
c) 30º de Lat Norte e 45º de Long. Oeste; 60º de Lat. Sul e 90º de Long. Leste
d) 30º de Lat. Sul e 45º de Long. Leste; 60º de Lat. Norte e 90º de Long. Leste

B

(PUCMG) Observe o mapa abaixo, contendo os fusos horários globais. Numa situação hipotética, um indivíduo que reside na cidade de Manaus (60ºW) pega um voo, em direção a Moscou (45ºE), às 6 horas. Supondo-se que o tempo de voo entre as duas cidades é de 18 horas, o passageiro iria desembarcar no destino final, no horário de Greenwich, às:


a) 04:00h.
b) 24:00h.
c) 18:00h.
d) 06:00h.

A

(UFAM) A novela da Rede Globo “Caminho das Índias”, mostrou na cena do dia 23 de maio, a seguinte situação: “Após ganhar alguns presentes e flores de Ramiro, Melissa fica muito desconfiada da atitude ‘bondosa’ e pega o carro dele para ver no GPS os lugares que o marido foi – assim, descobre que o presidente da Cadore estacionou o carro em frente ao prédio de Gaby tarde da noite”.

http://www.tudoagora.com.br/noticia/19231/Novelas-da-Globo-Caminho-das-Indias-Melissa-descobre-traicao-de-Ramiro-eagride-Gaby.html - Acesso em: 1 set. 2009

Sobre o GPS, leia as assertivas abaixo e assinale somente as que estão corretas:

I. O GPS é considerado, atualmente, a mais moderna e precisa ferramenta de determinação da posição de um ponto da superfície terrestre. É um termo em inglês que significa Global Positioning System.
II. O GPS permite apenas o monitoramento de deslocamentos realizados em pequenas distâncias de um ponto para outro, em linha reta.
III. O GPS é um instrumento de orientação utilizado apenas em automóveis importados.
IV. O GPS representa uma tecnologia desenvolvida inicialmente para fins bélicos. Foi durante a
Guerra do Golfo que sua aplicação obteve sucesso.
V. GPS é um sistema que se baseia na utilização de mapas e cartas milimetricamente representadas em um gráfico de escalas pequenas.

a) Apenas I e IV são corretas.
b) Apenas II e V são corretas.
c) Apenas I e III são corretas.
d) Apenas II e III são corretas.
e) Apenas IV e V são corretas.

A

(PUCRIO)


Prática adotada pelo Estado brasileiro desde a década de 1930, o horário de verão é uma estratégia para economizar energia no setor público e privado. Apesar das controvérsias em relação a essa prática não serem poucas, desde 1985 não houve interrupção na sua aplicação no país.

a) Explique, com base nas faixas latitudinais do território brasileiro no hemisfério Sul, a escolha, pelo Estado, das unidades da federação que adotam o horário de verão.

b) Apresente um motivo que justifique a não adoção do horário de verão por alguns estados da federação, mesmo estes estando na mesma faixa latitudinal de outras unidades que o aplicam.

Resolução

a) A definição dos estados brasileiros ocorre de acordo com as faixas latitudinais no hemisfério Sul, quando eles (os estados) se localizam nas latitudes mais elevadas (ou mais ao Sul) do território brasileiro. Tal escolha se justifica pela significativa diferença que há entre as horas diurnas e noturnas nos dois meses que antecedem e sucedem o solstício de verão nas unidades federadas mais distantes da linha do Equador (os dias são mais longos do que as noites). Nessas localidades, reduz-se, com o horário, a demanda por energia no período de suprimento mais crítico do dia, ou seja, que vai das 18h às 21h, quando a coincidência de consumo por toda a população provoca um pico de consumo, denominado "horário de ponta". Nas latitudes inferiores a 15° (portanto, mais próximas da linha do Equador), não há mudanças significativas entre as horas de luz e de trevas ao longo do mesmo período e a adoção do horário de verão seria inócua.

b) O horário de verão é uma estratégia de economia de energia. Assim sendo, no caso brasileiro, é no Centro Sul que ocorre o maior consumo energético, devido à concentração demográfica em grandes núcleos urbanos e das expressivas e diversificadas atividades econômicas que usam bastante energia. No caso de estados da federação na mesma faixa latitudinal do horário de verão que não o adotam (como Rondônia e Bahia, por exemplo), as causas elencadas são duas: a unidade federada se insurgiu contra o adiantamento da hora oficial (mesmo a mudança respaldada, legalmente, pelo Decreto-Lei nº 4.295, de 13 de maio de 1942) e resolveu não acatar a decisão federal (Bahia) ou as atividades de consumo energético da unidade são pouco expressivas (Rondônia), e a adoção do horário de verão desnecessária.

(UFV) Suponha que sejam 9 horas em Viçosa (MG) e que você, estando aqui, precisa planejar uma ligação interurbana para uma pessoa em Boa Vista (RR), que poderá ser encontrada, nessa cidade, às 11 horas, hora local desse estado.

Com base no mapa abaixo, o procedimento CORRETO para efetuar essa ligação é:


a) aguardar duas horas para fazer sua ligação porque no Brasil, embora sejam reconhecidos os limites teóricos dos fusos horários de 15º de longitude, consideram-se apenas os limites práticos definidos pelas fronteiras estaduais.
b) aguardar uma hora para fazer sua ligação porque no Brasil, embora sejam reconhecidos os limites teóricos dos fusos horários de 15º de longitude, consideram-se apenas os limites práticos definidos pelas fronteiras estaduais.
c) fazer sua ligação imediatamente, porque o horário do fuso em que se encontra o estado de Minas Gerais é o mesmo em que se encontra o estado de Roraima.
d) aguardar três horas para fazer sua ligação porque no Brasil, embora sejam reconhecidos os limites teóricos dos fusos horários de 15º de longitude, consideram-se apenas os limites práticos definidos pelas fronteiras estaduais.

D

(UFMT) Em junho de 2008, passou a vigorar no Brasil nova distribuição de fusos horários. Sobre o assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(    ) A diferença entre o horário de Brasília e os dos estados do Acre e do Amazonas foi reduzida.
(    ) A mudança no fuso horário contribuiu para o processo de integração nacional favorecido pelas tecnologias da informação, especialmente em relação ao Acre.
(    ) A mudança do fuso horário brasileiro também atendeu à solicitação das emissoras de televisão, depois que o Estado determinou a exibição dos programas em horários de acordo com a classificação indicativa por faixa etária.
(    ) Essas modificações auxiliam o trabalho dos meteorologistas, que deixam de ficar sob o comando do horário Zulu (Z) e passam a fazer as medições meteorológicas tendo o horário universal do meridiano de Greenwich, na Inglaterra, como referência.

Assinale a seqüência correta.

a) V, V, F, F
b) V, F, F, V
c) F, V, V, F
d) F, F, F, V
e) V, V, V, F

E

(UFAL) A África do Sul está a 2 horas adiantada em relação ao Meridiano de Greenwich. Sabendo-se que o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2010 foi realizado no dia 11 de junho, às 16 horas (horário sulafricano), que horas eram na capital alagoana na hora do início do jogo?

a) 11 horas
b) 13 horas
c) 16 horas
d) 18 horas
e) 21 horas

A

VESTIBULAR 2009

(UFPEL) O movimento de translação é a órbita que a Terra percorre ao redor do Sol. Essa trajetória é realizada em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos, a uma velocidade média de 29,9 km/s.
Devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao plano de sua órbita, o planeta é iluminado de maneira diferente pelo Sol, em determinadas e diferentes épocas do ano, o que ocasiona as quatro estações do ano.

Com relação ao movimento de translação da Terra, é correto afirmar que
a) as ocorrências dos solstícios se dão nos momentos em que o Sol, a partir da Terra, se encontra o mais distante possível do “Equador celeste”, para norte ou para o sul.
b) os momentos em que a Terra está no periélio coincidem com o início dos solstícios de inverno e de verão.
c) os momentos em que a Terra está no afélio coincidem com o início dos equinócios de primavera e do de outono.
d) a incidência da luz do Sol de maneira igual sobre os dois hemisférios, em determinada época do ano, caracteriza os solstícios.
e) a maior incidência da luz do Sol em uma época do ano sobre o hemisfério norte, e em outra sobre o hemisfério sul, caracteriza os equinócios.

A

(UERJ) Se uma imagem vale mais do que mil palavras, um mapa pode valer um milhão – mas cuidado. Todos os mapas distorcem a realidade. (...) Todos os cartógrafos procuram retratar o complexo mundo tridimensional em uma folha de papel ou em uma televisão ou tela de vídeo. Em resumo, o autor avisa, todos os mapas precisam contar mentirinhas.

MARK MONMONIER Traduzido de How to lie with maps. Chicago/London: www.nationalgeographic.com The University of Chicago Press, 1996.


Observe o planisfério acima, considerando as ressalvas presentes no texto.

Para deslocar-se seqüencialmente, sem interrupções, pelos pontos A, B, C e D, percorrendo a menor distância física possível em rotas por via aérea, as direções aproximadas a serem seguidas seriam:

a) Leste – Norte – Oeste
b) Oeste – Norte – Leste
c) Leste – Noroeste – Leste
d) Oeste – Noroeste – Oeste

A

(UCS-RS) Quando observamos o céu, temos a impressão de que nosso planeta está parado e que os outros astros é que se movem. Entretanto, a Terra realiza diversos movimentos, que afetam nossas vidas. O movimento de translação e a inclinação do eixo terrestre, por exemplo, determinam a desigualdade na distribuição de luminosidade e calor na Terra, conforme os períodos do ano.
Assinale a alternativa, no quadro abaixo, que apresenta corretamente os dados do movimento de translação com relação às estações do ano.


Resposta: alternativa b

(UFMA) A figura abaixo representa uma rede geografica de uma determinada area da superficie terrestre. Quais as coordenadas geograficas das cidades A e B, respectivamente?


a) 20o 30’ de longitude leste; 2o 00’ de latitude sul e 22o 00’ de longitude leste; 0o 30’ de latitude sul
b) 20o 30’ de latitude oeste; 2o 00’ de longitude sul e 22o 00’ de latitude oeste; 0o 30’ de longitude sul
c) 20o 30’ de longitude leste; 2o 00’ de latitude norte e 22o 00’ de longitude leste; 0o 30’ de latitude norte
d) 20o 30’ de longitude oeste; 2o 00’ de latitude norte e 22o 00’ de longitude oeste; 0o 30’ de latitude
norte
e) 20o 30’ de latitude leste; 2o 00’ de longitude norte e 22o 30’ de latitude leste; 0o 30’ de longitude
norte

A

(UESPI) Observe a figura e as afirmações a seguir.


1. A inclinação do eixo da Terra não é uma das causas principais do mecanismo das estações do ano verificadas nas áreas de latitudes médias.
2. A situação indicada na figura corresponde à época em que o Hemisfério Boreal se encontra no verão.
3. Na época considerada na figura, o Pólo Sul encontra-se na Grande Noite Polar, ocasião em que as temperaturas baixam consideravelmente.
4. Um observador que esteja situado no ponto A verá o Sol nascer antes do observador B, que se encontra ao Sul do Equador geográfico.

Estão corretas apenas:
a) 1 e 4
b) 2 e 3
c) 1 e 2
d) 1 e 3
e) 2, 3 e 4

E

 (UFAL) Sobre o tema Movimentos da Terra, são apresentadas a seguir cinco afirmações. Uma delas, contudo, é incorreta. Assinale-a.
a) O afélio é o momento em que a Terra, em sua órbita em torno do Sol, mais dele se afasta.
b) O desvio dos ventos alísios dos hemisférios Norte e Sul é uma das conseqüências do movimento de rotação.
c) As estações do ano, que são bem marcadas na faixa das latitudes médias, decorrem do movimento de rotação anual, da inclinação do eixo terrestre e da atração gravitacional da Lua.
d) A Terra encontra-se no solstício quando o Sol, em seu movimento aparente anual em torno da Terra, “atinge” o Trópico de Capricórnio ou de Câncer.
e) As correntes marinhas sofrem, em suas trajetórias, influências nítidas do movimento de rotação.

C

(UNICAMP) "Nos primeiros dias do outono subitamente entrado, quando o escurecer toma uma evidência de qualquer coisa prematura, e parece que tardamos muito no que fazemos de dia, gozo, mesmo entre o trabalho quotidiano, essa antecipação de não trabalhar..."

                  (Fernando Pessoa, "Livro do Desassossego". Campinas: Editora da Unicamp, 1994, vol. II, p. 55).

a) Compare as características do outono em Portugal (terra natal de Fernando Pessoa) com o outono da região nordeste do Brasil.
b) Diferencie "solstício" de "equinócio".

Resolução

a) As estações ocorrem, em datas diferentes pois são localizadas em hemisférios opostos. O outono em Portugal, hemisfério norte, entre 23 de setembro e 21 de dezembro possui temperaturas amenas e marca o início das chuvas do inverno mediterrâneo. A Região Nordeste, no hemisfério sul, tem outono entre 21 de março e 21 de junho marcado pelo início do período chuvoso, importantes para o Sertão.

b) O solstício (dia de maior duração) marca o início do verão e do inverno. A Terra encontra-se mais afastada do Sol em sua translação, com inclinação máxima do eixo de rotação em relação ao plano de órbita, fazendo com que os dias tenham maior duração no verão e menor no inverno. Ocorre nos dias 21 de dezembro no hemisfério sul com o Sol incide sobre o trópico de Capricórnio e em 21 de junho no hemisfério norte com o Sol posicionado sobre o trópico de Câncer. O equinócio (dia de igual duração) marca o início da primavera e do outono. A Terra encontra-se mais próxima do Sol na elipse de translação, com menor inclinação do eixo de rotação em relação ao plano de órbita com os raios solares projetando-se perpendicularmente sobre a linha do Equador, propiciando um dia com igual duração nos dois hemisférios. No dia 23 de setembro temos a primavera do hemisfério sul e em 21 de março no hemisfério norte.

(UTRPR) Durante a translação da Terra e em função da sua obliquidade e esfericidade, o ângulo de incidência dos raios solares se modifica durante o ano. Assinale a única alternativa correta sobre os fenômenos observados quando ocorrem os equinócios durante o ano.
a) A incidência do Sol é vertical sobre o Equador e mais oblíqua perto dos pólos.
b) A incidência do Sol é perpendicular ao trópico de Câncer e oblíqua no Equador.
c) A incidência do Sol é perpendicular ao trópico de Capricórnio e oblíqua na latitude 23ºS.
d) A duração do dia é maior que a duração da noite no Hemisfério Sul.
e) A duração do dia é menor que a duração da noite no Hemisfério Sul.

A

(UTRPR) Por possuir uma grande extensão no sentido leste-oeste, o Brasil abrange três fusos horários, sendo que o horário de Brasília é adotado como a hora legal do país. A esse respeito analise as afirmações abaixo:

I) A hora de Brasília encontra-se 3 horas defasada em relação à hora de Greenwich, sendo que durante o horário de verão, no Brasil, essa diferença diminui para 2 horas.
II) Geralmente, o horário de verão é adotado apenas nos estados brasileiros mais distantes da Linha do
Equador porque, nos locais mais ao norte do país, a variação do fotoperíodo (parte do dia iluminado
pela luz solar) é pequena entre as estações.
III) Durante a vigência do horário de verão de 2006/2007, os relógios dos Estados do centro-sul foram
adiantados em 1 hora. Logo, se os relógios em Brasília marcassem 14 horas, nessa situação, no Acre
seriam 15 horas e, nos estados da região nordeste, mais ao leste, seriam 12 horas.
IV) O horário de verão apresenta muitos benefícios em relação a economia no consumo de energia, e por isso é adotado também em muitos países da Europa e América do Norte, que encontram-se em latitudes mais elevadas que o Brasil.

Estão corretas apenas as afirmações:
a) I, II e IV.
b) II e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I e II.

A

(UNIFEI) O horário de verão é um recurso adotado em vários países para evitar sobrecarga do sistema de produção e distribuição de energia elétrica nos períodos de pico. No Brasil o horário de verão é adotado nos meses de outubro a fevereiro, quando os relógios são adiantados em uma hora. Em relação ao horário de verão, é incorreto afirmar:

a) Próximo a linha do Equador o horário de verão não é adotado, pois a variação de fotoperíodo, quando existe, é muito pequena.
b) Nos meses iniciais e finais do ano, o dia tende a ser mais longo do que a noite, principalmente nos estados mais ao sul do Brasil.
c) A economia de energia total é muito grande, acima de 15%.
d) Além do Distrito Federal, o horário de verão é adotado nos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

C

(PUCRIO) Levando-se em consideração que, no dia em que esta foto foi tirada, o Sol se pôs exatamente atrás da estátua do Cristo Redentor, podemos AFIRMAR que:


a) o Pão de Açúcar está situado ao norte da parte frontal da estátua do Cristo Redentor.
b) o braço direito do Cristo Redentor está apontando para a direção sul.
c) o leste está na direção da parte de trás da estátua do Cristo Redentor.
d) a enseada de Botafogo está ao sul da parte frontal da estátua do Cristo Redentor.
e) o braço esquerdo do Cristo Redentor está apontando para a direção oeste.

B

(UEL) Recentemente, o governo federal reduziu de quatro para três o número de fusos horários existentes no país. Com base nos conhecimentos sobre fusos horários no Brasil, é correto afirmar que os estados atingidos pela mudança foram:

Description: Mapa-fuso-horário-2.gif

a) Pará, Mato Grosso e Amapá, que passaram de 2 para 1 hora a menos de diferença em relação a Brasília, em todos os seus municípios.
b) Amazonas, Mato Grosso e Roraima, que passaram a ter a mesma hora de Brasília, em todos os seus municípios.
c) Acre, Roraima e Amazonas, que passaram para 1 hora a menos de diferença em relação a Brasília e Pará, estado que passou a ter a mesma hora da capital do país.
d) Acre, Roraima e Amapá, que passaram de 2 para 1 hora de diferença em relação a Brasília.
e) Pará, Mato Grosso e Amapá, que passaram de 1 para 2 horas a mais de diferença em relação a Brasília, em todos os seus municípios.

C



(UFSJ) Observe o mapa do Brasil abaixo.


Sobre as capitais brasileiras representadas nesse mapa, é CORRETO afirmar que

a) com as mudanças ocorridas este ano no fuso horário brasileiro, a região norte não possui mais nenhuma capital que segue o fuso horário de Brasília.
b) todas as capitais do território brasileiro localizam-se no hemisfério meridional e possuem horas atrasadas em relação ao Meridiano de Greenwich.
c) as capitais localizadas na porção oriental do nosso território, como as capitais nordestinas, estão sob a influência do segundo fuso-horário brasileiro.
d) como a Terra gira de leste para oeste, as capitais litorâneas são as primeiras a receber a luz do Sol.

C

(UFSJ) Observe a figura abaixo.


A partir da análise da figura é CORRETO afirmar que

a) o hemisfério sul é mais iluminado pelos raios solares; nesse hemisfério, os dias são maiores e as noites menores.
b) devido ao movimento de translação da Terra, no mesmo dia, quando amanhece no hemisfério ocidental ainda é noite no hemisfério oriental.
c) os pólos terrestres recebem a mesma quantidade de luz ao longo do ano, enquanto é dia no pólo norte é noite no pólo sul.
d) os raios solares atingem perpendicularmente a linha imaginária do Trópico de Câncer.

A

VESTIBULAR 2008

(Unicuritiba) Observe atentamente o planisfério abaixo e avalie as afirmativas que se seguem, a respeito da localização no globo terrestre e suas implicações de ordem física e socioeconômica.

(    ) Os pontos 1, 4 e 6 localizam-se em áreas de baixa latitude, caracterizadas pela incidência perpendicular dos raios solares, verões chuvosos e elevadas amplitudes térmicas anuais.
(    ) Não há diferença de latitude entre os pontos 4 e 6, mas o ponto 6, situado a 40º de longitude ocidental, está 12 horas atrasado em relação ao ponto 4.
(    ) O ponto 5 localiza-se no fuso referencial para marcação dos horários no mundo. Quando no meridiano de 5 o relógio estiver marcando 12 horas e 30 minutos, no ponto 2 serão 21 horas e 10 minutos do mesmo dia.
(    ) Por estarem localizados em idêntica faixa térmica, os pontos 2 e 3 possuem paisagens climatobotânicas muito semelhantes, com predomínio de pradarias e bosques decíduos temperados.
(    ) No ponto 1, a combinação entre clima úmido, relevo plano e solos férteis criou condições ideais para o cultivo de gêneros tropicais como a borracha, o cacau e a cana-de-açúcar.

Resposta: FVFFF

(UCS/RS) O globo terrestre é uma forma de representação da Terra. Nele podemos observar as linhas  imaginárias, importantes para o estabelecimento das coordenadas geográficas, que são medidas
estabelecidas para localizar um ponto na superfície do planeta.
Considerando as coordenadas geográficas, associe os termos listados na Coluna A aos conceitos
apresentados na Coluna B.

COLUNA A
1 latitude
2 longitude
3 paralelos
4 meridianos

COLUNA B

(   ) linhas imaginárias verticais que convergem para os pólos
(   ) linhas imaginárias cujo plano é perpendicular ao eixo de rotação da Terra
(   ) distância, expressa em graus, cujo ponto inicial é Greenwich
(   ) medida, em graus, que estabelece as coordenadas ao norte e ao sul

Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses da Coluna B, de cima para baixo.
a) 1, 2, 3, 4
b) 1, 2, 4, 3
c) 4, 3, 2, 1
d) 3, 1, 2, 4
e) 3, 2, 1, 4

C

(Uepg-adap) A linha do Equador e o trópico de Capricórnio cortam o território brasileiro. Considerando a posição do Brasil em relação a esses dois círculos, assinale o que for correto.

(    ) Os estados brasileiros a leste de Brasília estão localizados no hemisfério oriental, enquanto os estados a oeste da capital se localizam no hemisfério ocidental.
(    ) O ponto extremo norte do Brasil e o ponto extremo norte do estado do Paraná encontram-se no hemisfério norte, enquanto os pontos extremos sul, do país e do estado do Paraná, estão no hemisfério sul.
(    ) Os estados brasileiros localizados entre o Equador e o trópico de Capricórnio estão na zona temperada do sul, totalmente ou em parte.
(    ) Uma pequena parte do território brasileiro está localizada no hemisfério norte, e a maior parte, no hemisfério sul.
(    ) O Paraná, que é atravessado na sua parte norte pelo trópico de Capricórnio, tem a maior parte do seu território localizada na zona temperada.

Resposta: FFFVV

(Ufpi) Sabendo-se que as coordenadas geográficas correspondem a um dos elementos básicos das representações cartográficas, é correto afirmar que:
a) Indicam a localização geográfica de lugares e são componentes indispensáveis aos mapas.
b) Correspondem a um sistema de orientação e servem para identificar zonas climáticas regionais.
c) São símbolos utilizados para fazer a relação entre a distância real e a distância gráfica dos mapas.
d) São referências gráficas que indicam áreas de mesma temperatura no globo terrestre.
e) São sinais aplicados na delimitação de cotas altimétricas e batimétricas do relevo.

A

(Facig)  As Coordenadas geográficas representam um dos elementos básicos da representação
cartográfica. Quanto a sua aplicação na cartografia, é incorreto afirmar.

a) Resultam do desenvolvimento das técnicas cartográficas para a elaboração de mapas.
b) Servem para determinar um ponto na superfície terrestre.
c) Os símbolos são as linguagens visuais do mapa.
d) A precisão da localidade é dada em graus, minutos e segundos da latitude e longitude.
e) Serve, apenas, como referências gráficas, que indicam áreas de mesma temperatura no globo
terrestre.

E

(Ufpi) Um grupo de geógrafos partiu do delta do rio Parnaíba, no Piauí, em direção a Roraima, para
visitar o monte Caburaí. Observe o mapa a seguir e considere a diferença de fuso horário entre os dois
estados e o tempo de viagem de três horas, para chegar ao destino às 17 horas. O grupo de geógrafos deve ter partido do Piauí às:

a) 12 horas
b) 14 horas
c) 15 horas
d) 19 horas
e) 20 horas

C

(Ufpi) Enquanto os piauienses estão tomando o café da manhã, os italianos já estão almoçando e os japoneses já se preparam para o jantar. Isto ocorre porque foram estabelecidos diferentes fusos horários para os vários países do mundo, conforme a localização geográfica de cada um, com base nas diferenças de luminosidade decorrentes do movimento de rotação da Terra.

Sobre essa questão, está correto afirmar:

a) Todos os países localizados ao longo de um mesmo paralelo têm o mesmo fuso horário.
b) A Terra está dividida em 24 faixas de meridianos que equivalem a 15° cada uma, calculadas em relação ao Equador, chamadas de fusos horários.
c) O estabelecimento da “hora legal” tem base nos fusos horários, considerando as faixas de 15° formadas pelos meridianos terrestres, enquanto a “hora local” tem base na posição dos locais em relação às suas latitudes.
d) Considerando que a Terra gira de oeste para leste, o Sol “nasce” primeiro nos países de fusos horários a Leste do Meridiano Zero.
e) Cada fuso horário contém paralelos de 15° graus, por isso ocorrem diferenças de horas nos países que se localizam no Leste em relação aos do oeste do globo terrestre.

D

(Unifesp) Um congresso internacional, com sede em Roma, promoverá uma videoconferência no dia 20 de abril, às 14h00 do horário local, da qual participarão pesquisadores que estarão nessa cidade, em São Paulo, em Tóquio e em Mumbai. Observe o mapa e assinale a alternativa que indica o horário em que cada pesquisador deverá estar com seu computador “plugado” no evento.


Resposta: b

(Puc-rio) O gráfico abaixo apresenta o número de horas mensais de insolação em algumas cidades litorâneas brasileiras. Suponhamos uma provável viagem de um grupo de turistas estrangeiros, no final da década de 1980, para o Brasil, em busca de dias ensolarados, durante a primavera do hemisfério sul.

Aponte duas cidades do litoral brasileiro, selecionadas no gráfico, onde a ocorrência de dias claros foi maior, no período considerado.


a) João Pessoa e Florianópolis.
b) João Pessoa e Fortaleza.
c) Rio de Janeiro e Fortaleza.
d) Rio de Janeiro e Florianópolis.
e) Fortaleza e Florianópolis.

B

(Ufma) Apesar de ser uma medida antiga, o horário de verão no Brasil passou a ser adotado de modo contínuo somente a partir de 1985.

A esse respeito, leia as proposições abaixo seguida marque a opção que expressa, corretamente, três proposições sobre o horário de verão no Brasil.

I. Geralmente, o horário de verão é adotado apenas nos estados do Centro-sul, pois estando mais distante da linha do Equador, os dias são mais longos, permitindo economia no consumo de energia.
II. Nos meses finais e iniciais do ano, o dia tende a ser mais longo, principalmente nas proximidades
do Trópico de Capricórnio.
III. Nas proximidades da Linha do Equador, a medida não é adotada porque a variação do fotoperíodo, quando existe, é muito grande.
IV. Caso se adotasse o horário de verão nas regiões Norte e Nordeste, a energia economizada pela
manhã, seria gasta à noite, devido variação do fotoperíodo.
V. O horário de verão é um recurso adotado em muitos países, como no Brasil, para evitar a sobrecarga no sistema de produção e distribuição de energia nos períodos de pico.

a) II, III e V.
b) I, III e IV.
c) III, IV e V.
d) I, II e V.
e) I, II e III.

D

(Unipam) Leia a citação a seguir:

“Como uso científico, para a Geografia e outras ciências, a cartografia oferece a compreensão espacial do fenômeno. Tanto para o uso cotidiano como para o científico, a figura cartográfica tem, a princípio, uma função prática. Ela serve como instrumento de conhecimento, domínio e controle de um território. A confecção de um mapa envolve, desde o início, o conhecimento físico (natureza) e social do território representado. As distâncias e localizações dos fatos geográficos devem ser estabelecidas com precisão. [...]”.

(CASTROGIOVANNI, Antônio Carlos. Apreensão e compreensão do espaço geográfico. In: ______. Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação. p. 38-39).

A partir do documento cartográfico apresentado, e com relação a essa temática, assinale (V) ou (F),
conforme estejam Verdadeiras ou Falsas as afirmativas a seguir e identifique a seqüência correta.

Fonte: ADAS, M. Geografia: noções básicas de Geografia. 3. ed. rev. atual. São Paulo: Moderna, 1994. (Caderno de atividades).

(    ) Em um acidente marítimo, os restos de um navio foram localizados nas coordenadas geográficas de 20º de latitude sul e 30º de longitude Oeste. Sendo assim, a provável indicação do local do naufrágio foi no Oceano Atlântico.
(    ) Os pontos 2, 5 e 6, identificados no mapa, localizam-se no Hemisfério Oriental.
(    ) Os pontos 2, 3 e 4, identificados no mapa, estão localizados na zona tropical.
(    ) Os pontos 1, 2 e 5, identificados no mapa, localizam-se no Hemisfério Ocidental.
(    ) O Brasil tem a maioria de suas terras localizadas nos Hemisférios Ocidental e Meridional.

A seqüência CORRETA é

a) V, F, F, V, V.
b) F, V, F, F, F.
c) F, F, V, V, F.
d) V, V, V, F, V.

A

(Univale) Com base no mapa mundi a seguir e em seus conhecimentos prévios assinale a alternativa que corresponde de forma correta a todos os hemisférios que o Brasil tem ao menos parte, de suas terras:


a) Meridional, Oriental e Setentrional.
b) Setentrional, Meridional e Oriental.
c) Meridional, Setentrional e Ocidental.
d) Oriental e Ocidental.
e) Meridional e Oriental.

C

(Ufba/Ufrb) Cada ponto do espaço geográfico possui uma localização que pode ser rigorosamente determinada.


Com base na afirmação, na análise do mapa e nos conhecimentos sobre a localização geográfica dos lugares e suas relações espaciais, pode-se afirmar:
(01) I e II situam-se em hemisférios contrários, em função de suas respectivas posições longitudinais, porém apresentam ambientes climáticos semelhantes.
(02) III apresenta, pela sua posição geográfica, menor grau de latitude em relação a I e maior grau de longitude em relação a II.
(04) A intersecção entre as coordenadas geográficas — latitude e longitude —, medidas em graus, permite a localização de qualquer lugar na superfície terrestre.
(08) O Sistema de Posicionamento Global (GPS) calcula a posição dos satélites por meio de sinais e determina, com exatidão, a localização de qualquer ponto na superfície da Terra, fornecendo a altitude do lugar e as coordenadas geográficas.
(16) As relações entre os diversos lugares do espaço geográfico ocorrem por meio de fluxos e/ou de redes, que se espalham por todo o planeta, em escalas hierárquicas e densidades diferenciadas.
(32) O controle do continente asiático pelo imperialismo europeu, no século XIX, foi dificultado devido ao desconhecimento, por parte dos exploradores, das técnicas e dos equipamentos necessários à orientação geográfica.

Resposta: 30 (02+04+08+16)

(Unicamp) A próxima Olimpíada ocorrerá em 2008 e será realizada na China, tendo sede a cidade de Pequim.



a) Tomando por base o mapa acima apresentado, qual será a diferença horária total entre a realização das competições e seu acompanhamento televisivo ao vivo no Brasil? Supondo que a cerimônia de abertura seja realizada a partir das dezoito horas (18h00min), no dia 8 de agosto de 2008, qual a data e o horário correspondente no horário do Brasil?

b) Sabendo-se que a diferença de horário entre as cidades de Brasília e Pequim decorre da existência de diferentes fusos horários, explique como são delimitados os fusos horários e indique qual a sua extensão padrão em graus de longitude.

Resposta:

a)

A diferença horária total é de onze (11) horas. Data: 08/08/2008 (mesmo dia) às 07h00min.

b)

A Terra, que tem 360o,é subdividida em vinte e quatro (24) fusos horários com 15o de longitude padrão em cada fuso. Portanto entre uma cidade e outra existe uma diferença aproximada de 165º (11 fusos X 15º)

(FNJOB) Observe o mapa-múndi abaixo:

LUCCI, E. A; BRANCO, A. L; MENDONÇA, C. Geografia Geral e do Brasil – Ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 385.

Com base na análise do mapa e nos seus conhecimentos sobre localização e fusos horários, é
CORRETO afirmar que
a) todos os países da América Latina possuem baixa variação da iluminação solar ao longo do
ano.
b) os países situados a leste do Brasil possuem horas adiantadas em relação ao horário oficial de
Brasília.
c) as áreas localizadas ao longo de um mesmo meridiano possuem a mesma latitude e horas
diferentes.
d) o Brasil e a Argentina situam-se em baixas latitudes e possuem 4 fusos horários.
(Unimontes) Analise a charge.

A


Assinale a alternativa que mostra a geotecnologia referenciada na charge.

a) Sistema de Informação Geográfica.
b) Sensoriamento Remoto.
c) Aerofotogrametria.
d) Sistema de Posicionamento Global.

D

VESTIBULAR 2007

Com base na análise do mapa e dos conhecimentos sobre localização e fusos horários, pode-se afirmar:


LUCCI, E. A; BRANCO, A. L; MENDONÇA, C. Geografia Geral e do Brasil – Ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 385.

(01) O Brasil localiza-se totalmente na zona tropical do globo e limita-se com todos os países da América do Sul.
(02) As áreas localizadas ao longo de um mesmo meridiano possuem a mesma longitude e a mesma hora.
(03) As horas se apresentam com acréscimo de Salvador para Rio Branco, em virtude da rotação da Terra ser realizada no sentido anti-horário.
(04) A Indonésia se situa em baixas longitudes, daí a ocorrência de clima com elevada pluviosidade e baixa temperatura.
(05) O horário de verão é uma prática realizada por locais que enfrentam crises energéticas, por isso os relógios devem ser atrasados em uma hora, em relação à hora local vigente na localidade.

Resposta: 2

(Utfpr) A relação Sol-Terra faz com que em qualquer lugar do planeta existam diferenças no tempo atmosférico.  Essas diferenças têm origem em dois fatores principais, que são os movimentos de rotação e de translação. Analise as alternativas a seguir e identifique a INCORRETA no que se refere à influência desses movimentos no tempo atmosférico e climas da Terra.

a) É o movimento de rotação que determina os ciclos da produção agrícola e, portanto, indica quando plantar, quando colher, quando guardar e quando descansar.
b) O movimento de translação, combinado com a inclinação do eixo da Terra sempre no mesmo ângulo, faz com que os hemisférios Norte e Sul sejam expostos alternadamente de forma diferente à luz, proporcionando assim as estações do ano.
c) Se a Terra não tivesse o movimento de rotação, a face iluminada seria tórrida e a face escura gelada sendo impossível à vida no planeta.
d) O movimento de translação é que determina a duração do foto-período diário, sendo que, para o hemisfério Sul, a maior duração do dia iluminado ocorre em 22 de dezembro, quando inicia o verão.
e) O movimento de rotação é o responsável pela exposição do planeta à luz solar, fazendo com que haja certo equilíbrio em relação à temperatura, pois gera os dias e noites.

A

(Fei) Um avião parte de Brasília rumo a Rio Branco, no Acre. O tempo de vôo é de 3 horas. Partindo às 16 horas, o avião deverá chegar às:

Obs: chegada no horário local e não considere o horário de verão.

a) 16 horas
b) 17 horas
c) 18 horas
d) 19 horas
e) 20 horas

B

(Ufac) Localizadas a Oeste de Greenwich, duas cidades, “A” e “B”, encontram-se, respectivamente, a 90° e 45°. Numa quarta-feira, um avião saiu de “A” às 14h30min e chegou a “B” depois de 5 horas de viagem. O horário de chegada em “B” foi:

a) 18h30min da quarta-feira.
b) 19h30min da quarta-feira.
c) 22h30min da quarta-feira.
d) 00h30min da quinta-feira.
e) 02h30min da quinta-feira.

D

(Ufam) O fuso horário de Manaus em relação à hora de Greenwich está atrasado em:

a) 3 horas            
b) 1 hora              
c) 2 horas
d) 5 horas            
e) 4 horas

E

(Ufpi) Na copa da Alemanha o jogo Brasil x França foi iniciado em Frankfurt às 21h do dia 1º de julho de 2006. Sabendo-se que a cidade de Brasília fica a 60º W de Frankfurt, e que entre junho e agosto a Alemanha estava com horário de verão, é correto afirmar que o jogo começou a ser transmitido em tempo real, em Teresina, às:

a) 11h
b) 12h
c) 14h
d) 16h
e) 18h

D

(Ufrn) Faça uma leitura do mapa seguinte.


Em relação aos pontos destacados no mapa, é correto afirmar:

a) 1, 3 e 6 localizam-se no hemisfério ocidental, mas estão em latitudes distintas.
b) 3, 4 e 5 estão localizados nas altas latitudes do hemisfério meridional.
c) 2, 4 e 5 localizam-se no hemisfério oriental e encontram-se nas mesmas latitudes.
d) 2, 3 e 6 estão localizados em baixas latitudes do hemisfério setentrional.

A

(Uft) Analise este mapa, em que está indicada a localização das cidades de Palmas e de Colinas do Tocantins:


Suponha a realização de uma viagem de automóvel de Palmas a Colinas do Tocantins, cuja duração aproximada é de quatro horas, com partida marcada para as 13 horas de um dia ensolarado, na véspera do Natal. É CORRETO afirmar que, durante essa viagem, o motorista vai receber os
raios solares mais intensamente

a) de frente e pela direita.
b) de frente e pela esquerda.
c) pelas costas e pela direita.
d) pelas costas e pela esquerda.

D

(Ufrj) A percepção de que a localização de um ponto qualquer à superfície poderia ser indicada a partir de um sistema de coordenadas geográficas representou grande avanço para a humanidade.
Desde então, o Sol e outras estrelas foram usados como pontos de referência para a determinação das
coordenadas de um lugar. Atualmente, o aparelho conhecido como Sistema de Posicionamento Global (GPS) fornece de imediato as coordenadas que buscamos. O GPS também tem sido usado, cada vez com maior freqüência, para diversas outras finalidades.


a) Quais são os pontos de referência usados pelo GPS em substituição ao Sol e às estrelas?

b) Apresente um exemplo de uso do GPS no mundo atual.

Resposta:

a) O GPS funciona acoplado a um ou mais satélites artificiais, que substituem o Sol e as estrelas na determinação de coordenadas geográficas.

b) Múltiplos são os usos do GPS no mundo atual. O aparelho indica com precisão a localização de pontos fixos no espaço. Indica também a localização de objetos em movimento, o que permite acompanhar rotas, direções e velocidades. Esses usos servem tanto para a paz como para a guerra.

(Ufg) Observe o mapa a seguir.

SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2003. p.114. [Adaptado].

A leitura e a interpretação do mapa, por meio da análise da rede geográfica e dos pontos de referência, indicam que o município de Sabará localiza-se

a) ao Norte de Belo Horizonte e ao Sul de Caeté.
b) a Oeste de Nova Lima e a Leste de Santa Luzia.
c)  a Leste de Belo Horizonte e a Oeste de Caeté.
d) a Oeste de Raposos e a Leste de Santa Luzia.
e) ao Sul de Raposos e ao Sul de Taquaraçu de Minas.

C

(Ufc) As disputas entre nações pelo poder definem setores estratégicos no desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Este é o caso de instrumentos e técnicas utilizados pelas potências mundiais durante a Guerra Fria. Como decorrência, parte dessa tecnologia cria, hoje, novas possibilidades para a Cartografia.

Acerca desse tema, é correto afirmar que:

a) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é o órgão responsável pelos satélites brasileiros,
que captam e transmitem dados climáticos e ambientais.
b) o sistema de aerofotografias permite observar a evolução de frentes frias e quentes, bem como a
temperatura da Terra e a formação de tufões e furacões.
c) o sofisticado Sistema de Posicionamento Global, que foi concebido para estudos ambientais, emite,por meio do aparelho GPS, sinais de alta precisão recebidos pelos satélites.
d) a Cartografia automática alimentada pelas técnicas de sensoriamento remoto utilizadas hoje dispensa a geração de dados estatísticos e os levantamentos de campo.
e) o fundamento do Sistema de Informações Geográficas (SIG) é simples: um avião percorre uma faixa em linha reta e fotografa sucessivamente uma área, gerando imagens estereoscópicas.

A

(Ufba) Cada ponto do espaço geográfico possui uma localização que pode ser rigorosamente determinada.


Com base na afirmação, na análise do mapa e nos conhecimentos sobre a localização geográfica dos lugares e suas relações espaciais, pode-se afirmar:

(01) I e II situam-se em hemisférios contrários, em função de suas respectivas posições longitudinais, porém apresentam ambientes climáticos semelhantes.
(02) III apresenta, pela sua posição geográfica, menor grau de latitude em relação a I e maior grau de longitude em relação a II.
(04) A intersecção entre as coordenadas geográficas — latitude e longitude —, medidas em graus, permite a localização de qualquer lugar na superfície terrestre.
(08) O Sistema de Posicionamento Global (GPS) calcula a posição dos satélites por meio de sinais e determina, com exatidão, a localização de qualquer ponto na superfície da Terra, fornecendo a altitude do lugar e as coordenadas geográficas.
(16) As relações entre os diversos lugares do espaço geográfico ocorrem por meio de fluxos e/ou de redes, que se espalham por todo o planeta, em escalas hierárquicas e densidades diferenciadas.
(32) O controle do continente asiático pelo imperialismo europeu, no século XIX, foi dificultado devido ao desconhecimento, por parte dos exploradores, das técnicas e dos equipamentos necessários à orientação geográfica.

Resposta:  02 + 04 + 08 + 16 = 30

(Ufscar) A partir da observação do mapa, assinale a opção correta.


b) A projeção cartográfica utilizada para elaboração do planisfério é a cilíndrica e nela buscou-se preservar a forma das superfícies, em detrimento das distâncias e das áreas.
b) Para representação de extensas áreas como a da figura, utiliza-se escala pequena, que permite melhor nível de detalhamento.
c) O ponto B encontra-se em média latitude, zona em que há maior variação do fotoperíodo[1] ao longo das estações do ano, que a área onde se encontra o ponto A.
d) Há uma diferença de 15 horas entre o ponto A e o B, sendo que as horas em A estão atrasadas em relação a B.
e) O ponto A encontra-se nos hemisférios boreal e ocidental e o ponto B nos setentrional e oriental. Ambos situam-se sobre países de grande população relativa.

C

(Pucrs) Três jovens amigos estão localizados em pontos diferentes da Terra: Paulo está a 165° Leste deGreenwich; Pedro permanece a 45° a Oeste de Paulo, e Clara está a 2° Oeste de Greenwich.
Sabendo que no Meridiano Inicial são 18 horas do dia 5 de janeiro, a hora legal e o dia em que Paulo,Pedro e Clara estão são, respectivamente,


Paulo
Pedro
Clara
a
4h – dia 6
2h – dia 6
16 h – dia 5
b
5h – dia 6
3h – dia 6
5h – dia 5
c
17h – dia 5
15 h – dia 5
18 h – dia 6
d
7h – dia 6
9 h – dia 5
18 h – dia 6
e
5h – dia 6
2h – dia 6
18 h – dia 5

E

(Pucpr) Um navio que, navegando pelo Atlântico, cruza o Trópico de Câncer e segue do norte para o sul, de tal forma que, observando-se no mapa, a trajetória percorrida é representada como uma reta.
Esse percurso descrito no enunciado revela que o navio...

I – Seguirá passando por latitudes cada vez maiores até cruzar a linha equatorial.
II – Estará modificando constantemente a latitude, porém permanece na mesma longitude.
III – Estará se aproximando cada vez mais do meridiano de origem.
IV – Estará navegando pelas águas do hemisfério austral.
V – Estará se distanciando cada vez mais do círculo polar ártico.
Estão corretas as afirmações:

a) II e V, apenas.
b) I, II e IV.
c) I, III e V.
d) II e III, apenas.
e) III, IV e V.

A

(Fgv-economia)

“No Afeganistão, a yelda é a primeira noite do mês de jadi, a primeira noite do inverno, e a mais longa do ano. Como mandava a tradição, Hassan e eu ficávamos acordados até mais tarde, com os pés enfiados debaixo do kursi, enquanto Ali atirava cascas de maçã no fogareiro e nos contava velhas histórias de sultões e de ladrões para passar o tempo dessa noite que era a mais comprida de todas. Foi por meio de Ali que fiquei conhecendo a tradição de yelda, daqueles meses enfeitiçados, que se precipitam para as chamas das velas, e dos lobos que sobem ao alto das montanhas em busca do sol. Ali jurava que quem comesse melancia na noite de yelda não sentiria sede durante o verão seguinte.”

(Khaled Hosseini. O Caçador de Pipas. 2005)

Considerando os fenômenos registrados no texto, bem como a localização do Afeganistão, é correto afirmar que

a) a data provável para o jadi é o dia 21 de junho, o solstício de inverno no Hemisfério Norte.
b) a noite mais comprida no Hemisfério Norte, que marca o equinócio de outono, é 23 de setembro.
c) a esfericidade do planeta Terra permite uma maior insolação nas regiões próximas ao Equador, portanto são inverossímeis as condições registradas nessa obra de ficção.
d) se as condições meteorológicas permitirem, a noite mais longa no Afeganistão será entre o dia 21 ou 22 de dezembro, pois depende do ano bissexto.
e) o solstício de inverno no Afeganistão é 21 de dezembro, quando o Trópico de Câncer recebe menor incidência dos raios solares.

E

(Mack) No último dia 07 de outubro, a Seleção Brasileira de Futebol fez um amistoso contra a Seleção do Kuwait, na Cidade do Kuwait, capital do país. Sabe-se que o fuso horário entre as cidades de Londres e a Cidade do Kuwait é de 3 horas. Assinale a alternativa que indica a distância aproximada, em graus, entre a cidade de Porto Velho (RO) e a Cidade do Kuwait (KW).

a) 45º
b) 60º
c) 75º
d) 90º
e) 105º

E

(Ufsc) A latitude é um dos fatores que influenciam os climas no Brasil, uma vez que o território brasileiro apresenta quase 40° de variação latitudinal. Sobre a atuação dos fatores climáticos no Brasil e em Santa Catarina, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01.   Em todos os estados das Regiões Norte e Nordeste, a duração dos dias e das noites varia muito ao longo do ano, por isso o horário de verão é adotado.       
02.   A grande variação de latitude altera a obliqüidade, isto é, a inclinação dos raios solares que incidem sobre o território brasileiro.
04.   Cuiabá, capital do Mato Grosso, possui  maior amplitude térmica  em relação a Vitória (Espírito Santo).
08.   Infere-se, a partir da análise do mapa apresentado na questão anterior, que mais de 75% do território brasileiro localiza-se na zona temperada do sul.
16.   Devido a sua posição latitudinal, Santa Catarina sofre forte influência, principalmente no inverno, da massa equatorial continental.
32.   Devido à continentalidade, as capitais dos estados de Mato Grosso e Goiás apresentam como tipo climático o tropical semi-úmido.
64.   A proximidade do paralelo de 0° confere a toda a extensão dos estados do Nordeste o clima tropical úmido.

Resposta: 02 + 04 + 32 = 38

VESTIBULAR 2006

(Ucpel) Observe atentamente o mapa a seguir e identifique os pontos A, B, C, D e E.


I. O ponto A está situado em uma faixa climática bastante diferente daquela onde se localiza
o ponto D.
II. O ponto B localiza-se em uma faixa de alta latitude e altitude.
III. Os pontos E e C estão situados praticamente a mesma distância longitudinal de Greenwich.
IV. O ponto E apresenta menor valor de latitude em relação ao ponto B.
V. Os pontos A e D estão situados praticamente a mesma distância latitudinal do Equador.

Estão corretas as afirmativas

a) III e IV.
b) I, II, III e V.
c) I e II.
d) I, III e V.
e) I, III e IV.

E

(Ucpel) Com relação a figura


podemos afirmar que

1. o movimento de translação é aquele que a terra realiza ao redor do sol, junto com os outros planetas, definido, assim, os dias e as noites, percorrendo um caminho que tem forma elíptica.
2. ela representa o movimento da terra em um período de 365 dias (um ano), definindo as estações doano.
3. os equinócios são demarcados pelos dias 21 de março e 23 de setembro.
4 . o solstício é um período em que as noites são iguais aos dias.
5. no verão do hemisfério sul, é possível considerar que a incidência dos raios do sol na superfície da terra é praticamente perpendicular.

Estão corretas:

a) 2, 3 e 5.
b) 1, 2, 3, 4 e 5.
c) 2, 3 e 4.
d) 1, 2 e 3.
e) 2, 4 e 5.

A

(Ucpel) Estamos em Greenwich (Londres) e são exatamente 14 horas do dia 10 de outubro de 2005. Que horas são em

1. Um ponto localizado a 45° de longitude oeste? ____
2. Um ponto localizado a 60° de longitude leste? ____
3. Um ponto localizado a 75° de longitude oeste? ____

A seqüência correta é

a) 1 (17 horas) 2 (12 horas) 3 (21 horas).
b) 1 (11 horas) 2 (18 horas) 3 (9 horas).
c) 1 (11 horas) 2 (6 horas) 3 (21 horas).
d) 1 (17 horas) 2 (18 horas) 3 (9 horas).
e) 1 (17 horas) 2 (6 horas) 3 (9 horas).

B

(Mack) Um jatinho particular levanta vôo de uma cidade localizada a 15º oriental do Meridiano de Greenwich às 22h do dia 10 de janeiro, em direção à cidade de São Paulo. Depois de nove horas do início da viagem, o avião pousa na capital paulista. Sabendo que grande parte do território brasileiro estava participando do horário de verão, indique, abaixo, a alternativa que corresponda ao dia e à hora em que o avião pousou em São Paulo (horário local):

a) 3h do dia 11 de janeiro.
b) 5h do dia 11 de janeiro.
c) 3h do dia 10 de janeiro.
d) 4h do dia 10 de janeiro.
e) 4h do dia 11 de janeiro.

E

(Ufsc) Com relação à localização do Brasil e de Santa Catarina, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).


Software: Microsoft Office
 















Fonte: ATLAS DE SANTA CATARINA. Florianópolis: IGSC, Departamento Estadual de Geografia/IBGE, 1958.

01. O território brasileiro localiza-se totalmente em áreas de baixas latitudes.
02. Santa Catarina encontra-se com 2/3 de suas terras na porção setentrional do trópico de Capricórnio.
04. Em relação ao meridiano de Greenwich, o território de Santa Catarina está totalmente inserido no hemisfério oriental.
08. Na América do Sul, o Brasil é o único país que é cortado pelos paralelos de 0° e 23°27’S.
16. Santa Catarina possui fronteira com um dos países membros do Mercosul.
32. O Brasil possui fronteiras com todos os países da América Andina.
64. Devido à sua localização, Santa Catarina encontra-se no segundo fuso horário brasileiro.

Resposta 16 + 64 (80)

(Fmtm) Esse sistema foi projetado para fornecer o posicionamento instantâneo e a velocidade de um ponto na superfície terrestre ou próximo dela, através das coordenadas geográficas. O apoio técnico ao sistema é dado por uma constelação de 24 satélites distribuídos por 6 órbitas em torno da Terra.
Pode ser aplicado em vários ramos de atividade, em que a localização geográfica é uma informação necessária. Foi originalmente concebido para ser utilizado na navegação aérea, marítima e terrestre. Tornou-se importante instrumento para a realização de levantamentos topográficos e geodésicos, demarcação de fronteiras, unidades de conservação e de terras indígenas e implantação de eixos rodoviários, além do monitoramento de caminhões de carga, carros ou qualquer tipo de transporte.

O texto refere-se ao processo de localização por

a) Aerofotogrametria.
b) ENSO.
c) Projeção de Mercator.
d) Representação Cartográfica Tridimensional.
e) Sistema de Posicionamento Global – GPS.

E

(Puccamp)

Os fusos horários são fundamentais para se determinar as horas em vários pontos do Planeta. Considerando que são 13 horas em Londres, os horários em Hong Kong e Nova Iorque são, respectivamente,
a) 5 horas e 18 horas.
b) 7 horas e 19 horas.
c) 20 horas e 7 horas.
d) 21 horas e 8 horas.
e) 23 horas e 10 horas.

D

(Puccamp) As diferenças de fuso horário permitem que o capital financeiro circule ininterruptamente pelas Bolsas de Valores de Londres, Nova Iorque e Hong Kong. Essa ciranda financeira

I. energiza o sistema capitalista e é facilitada pelo meio tecnocientífico disponível em cidades mundiais.
II. constitui uma das características marcantes do atual sistema capitalista monopolista.
III. dificulta a acumulação de capital das grandes corporações que são as mais vulneráveis às oscilações do mercado.
IV. possibilita ao Reino Unido, Estados Unidos e China tornarem-se imunes às crises cíclicas do sistema capitalista.

Estão corretas SOMENTE as afirmações

a) I e II
b) I e III
c) I e IV
d) II e III
e) III e IV

A

(Ufpr) Em relação às causas físicas que explicam o estabelecimento das linhas imaginárias do Equador, trópicos de Câncer e de Capricórnio e círculos polares Ártico e Antártico, é correto afirmar:

a) Os círculos Polar Ártico e Polar Antártico têm sua delimitação estabelecida pelos períodos de luz e sombra, que ocorrem devido à conjunção do eixo de inclinação terrestre e do movimento de translação da Terra em torno do Sol.
b) O estabelecimento dos trópicos de Câncer e de Capricórnio está relacionado ao movimento diário do Sol em torno da Terra.
c) O movimento de rotação interfere no estabelecimento das linhas imaginárias do Equador, Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio, bem como dos círculos polares.
d) Todas essas linhas imaginárias que correspondem à latitude e à longitude têm o mesmo valor relativo em graus porque foram estabelecidas segundo o mesmo princípio físico.
e) Cada uma dessas linhas divide a Terra em duas partes iguais.

A

(Uel) Os primeiros relógios baseavam-se no aparente movimento do Sol na abóboda celeste e no deslocamento da sombra projetada sobre a superfície de um corpo iluminado pelo astro. Considere que: a Terra é esférica e seu período de rotação é de 24 horas no sentido oeste-leste; o tempo gasto a cada 15º de rotação é de 1 hora; o triângulo Brasília/Centro da Terra/Luzaka (Zâmbia) forma, em seu vértice central, um ângulo de 75°.

A hora marcada em Luzaka, num relógio solar, quando o sol está a pino em Brasília é:
a) 5 horas.
b) 9 horas.
c) 12 horas.
d) 17 horas.
e) 21 horas.

D

(Uel) Considere que um avião supersônico sai da cidade de Tóquio à 1 h da manhã de um domingo com direção à cidade de Manaus – AM. A duração do vôo é de nove horas e a diferença de fuso horário de uma cidade a outra é de onze horas. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a hora e o dia da semana da chegada desse avião na cidade de Manaus.

a) 22 h do sábado.
b) 23 h do sábado.
c) 01 h do domingo.
d) 10 h do domingo.
e) 12 h do domingo.

B

(Urca) “A inclinação do eixo de rotação da Terra é de 66°33’ em relação ao plano da translação, denominado eclíptica. Isso significa que o Equador terrestre está 23°27’ oblíquo em relação ao plano da órbita da Terra. A chamada obliqüidade da eclíptica é, pois, de 23°27’ ”.

Sobre o tema assinale a opção correta:

a) é a responsável pelas diferenças de duração da hora no paralelo central ao longo do ano, a partir do meridiano de Greenwich; por conseguinte, divide a Terra em dois hemisférios, daí haver distorções de ondas nas zonas térmicas da Terra.
b) é a responsável pelas diferenças de duração do dia e da noite no decorrer do ano, de acordo com a latitude; por conseguinte, contribui para a desigualdade de insolação e, conseqüentemente, de luz e calor nas diferentes zonas térmicas da Terra e, sem ela, não haveria estações do ano.
c) trata-se do dia com sua parte clara mais longa e da noite mais curta do ano nessa parte da Terra. É quando o sol está exatamente sobre o Trópico de Capricórnio. Como as estações são opostas nos dois hemisférios, nesse dia, no hemisfério norte, ele ocorre com o nome de inverno boreal.
d) é uma associação de palavras que quer dizer “noite iguais aos dias”. É quando o sol está exatamente sobre o Equador e, na maior parte dos lugares da Terra, o dia e a noite duram exatamente doze horas.
e) é a responsável pelas diferenças entre o movimento de rotação e translação no decorrer do ano, de acordo com a temperatura; por conseguinte, contribui para a desigualdade econômica e,  conseqüentemente, socioeducacional nas diferentes regiões da Terra.

B

(Faculdade Trevisan) Em síntese, o Brasil é um país inteiramente Ocidental, predominantemente do Hemisfério Sul e da Zona Intertropical.

Considere as afirmações:

I. O Brasil situa-se a oeste do meridiano de Greenwich.
II. O Brasil é cortado ao norte pela linha do Equador.
III. Ao sul, é cortado pelo Trópico de Câncer.
IV. Ao sul é cortado pelo trópico de Capricórnio, apresentando 92% do seu território na zona
     intertropical, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio.
V. Os 8% restantes estão na zona temperada do sul.

a) Apenas I, II e IV são verdadeiras
b) Apenas I e II são verdadeiras
c) Apenas IV e V são verdadeiras
d) Apenas I, II, IV e V são verdadeiras
e) Apenas I, II, III e V são verdadeiras

D

(Ufpel)


Tendo por base a localização geográfica dos pontos assinalados no mapa e seus conhecimentos, é correto afirmar que

a) os pontos C e E estão no Hemisfério Sul, em zona subtropical; possuem a mesma longitude (40°), mas estão em latitudes diferentes e fazem parte da área de dispersão dos ventos Alíseos de sudeste.
b) o ponto F está localizado em uma região de ventos polares por causa da alta pressão, típica das zonas de baixa latitude, como no caso do Círculo Polar Antártico.
c) o ponto D é mais setentrional do que o ponto E; ambos estão localizados no Hemisfério Oriental, a leste de Greenwich, e possuem a mesma longitude (20°), mas as latitude são diferentes.
d) no ponto A, os raios solares nunca incidem perpendicularmente à superfície terrestre; apesar de o ponto A estar no mesmo hemisfério do ponto B, tem sua hora adiantada em relação a este ponto.
e) na latitude do ponto D, as temperaturas tendem a ser menores do que na latitude do ponto B, apesar de ambos estarem no hemisfério meridional, em diferentes zonas climáticas.

C

VESTIBULARES ANTERIORES

(Ufc) A linguagem cartográfica é essencial à geografia. Neste âmbito, considere as afirmações adiante.

I. O mapa é uma reprodução idêntica da realidade.
II. São elementos que compõem os mapas: escala, projeção cartográfica, símbolo ou convenção e título.
III. A escala é a relação entre a distância ou comprimento no mapa e a distância real correspondente à área mapeada.

Considerando as três assertivas, pode-se afirmar corretamente que:
a) apenas I é verdadeira
b) apenas II é verdadeira.
c) apenas III é verdadeira.
d) apenas I e III são verdadeiras.
e) apenas II e III são verdadeiras.

E

(Fgv) Considere a história em quadrinhos apresentada a seguir.

Description: CLSﱈ!
(Fonte: Laerte, "Folha de S. Paulo", 06 de fevereiro de 2002.)

A história em quadrinhos faz referência:

a) à transição da agência espacial americana NASA para empresa comercial voltada ao público civil.
b) à popularização e democratização do uso da internet e de programas de sensoriamento remoto no Brasil.
c) à expansão do uso de imagens de satélite para investigação de fenômenos em várias escalas.
d) à globalização, que possibilitou maior integração do espaço mundial pela rápida evolução das telecomunicações.
e) aos vultosos investimentos brasileiros em programas de sensoriamento remoto voltados para o controle do território nacional.

C

(Pucrs) Se duas cidades, A e B, estiverem sobre a Linha do Equador, nas longitudes 150 Oeste e 150 Leste, elas terão, em relação a outras duas cidades, C e D, localizadas nas mesmas longitudes, porém sobre o Círculo Polar Ártico,
a) a mesma distância em metros, pois as latitudes são iguais.
b) a distância, em metros, maior, pois os meridianos convergem para os pólos.
c) a distância, em graus, diferente, pois nos pólos não há paralelos.
d) a distância, em metros, menor, pois a Terra é achatada ao longo da linha do Equador.
e) a distância, em graus, diferente, pois as longitudes são as mesmas.

B

(Pucrs) Duas cidades, A e B, possuem uma diferença horária de uma hora, entre elas. Considerando que pela cidade A passa o Meridiano de Greenwich, é correto supor que as cidades A e B são, respectivamente,

a) Los Angeles e Nova York.
b) Londres e Paris.
c) Roma e Istambul.
d) Dakar e Nairobi.
e) San Diego e Tegucigalpa.

B

(Uem) Sobre a representação cartográfica da Terra, assinale a opção CORRETA:

a) Os paralelos são linhas traçadas paralelamente ao Meridiano de Greenwich.
b) A distância em graus, que vai do Equador aos pólos, chama-se longitude.
c) O Equador divide o globo em Hemisfério Oriental e Ocidental.
d) No Hemisfério Meridional, encontram-se os paralelos: Trópico de Capricórnio e Círculo Polar Antártico.
e) A distância em graus de um ponto da superfície terrestre ao Meridiano de Greenwich varia de 0º a 90º.

D

(Pucrs) Responder à questão com base no gráfico, que representa parte das coordenadas geográficas.


O ponto antípoda de B é

a) 3° de latitude Norte e 2° de longitude Oeste.
b) 87° de latitude Sul e 2° de longitude Oeste.
c) 3° de latitude Norte e 178° de longitude Oeste.
d) 2° de latitude Sul e 177° de longitude Leste.
e) 3° de latitude Sul e 4° de longitude Leste.

C

(Uel) Sobre diferentes convenções, leia as citações a seguir e depois assinale a alternativa que indica, respectivamente, aquelas descritas nos textos I e II.

I. “Com os avanços da urbanização e da expansão do comércio,
fez-se sentir com intensidade cada vez maior a necessidade de sincronizar o número crescente das atividades humanas, e de dispor de uma rede de referências temporais cuja extensão regular pudesse servir de quadro de referência. Construir essa rede e fazê-la funcionar era uma das tarefas da autoridade central – clerical ou leiga.
Dela dependiam o pagamento regular e periódico dos impostos, dos juros e dos salários, bem como a execução de inúmeros contratos e diversos compromissos; o mesmo acontecia com os numerosos feriados em que as pessoas repousavam de seu trabalho.”
II. “[...] passamos de uma forma de determinação do tempo que era pontual, descontínua e situacional para uma trama temporal contínua, de malhas cada vez mais finas, que encerram e condicionam em sua universalidade toda a extensão das atividades humanas. A rede temporal social conhecida pelos membros das nações altamente industrializadas é desse tipo. Hoje em dia, vai-se estendendo
progressivamente pelo mundo inteiro, e é fácil observar as dificuldades acarretadas por sua adoção em regiões onde até hoje ainda se usavam formas mais primitivas de determinação do tempo.”
ELIAS, Norbert. Sobre o Tempo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 46; 77.


a) Latitude e Longitude.
b) Paralelos e Meridianos.
c) Calendário e Fuso horário.
d) Estações do ano e Coordenadas geográficas.
e) Meridiano de origem e Linha de mudança de data.

E

(Pucrs) Se os relógios dos habitantes de uma cidade localizada a 26° Oeste de Greenwich estiverem marcando 13 horas, que hora solar ou verdadeira será?

a) 13 horas.
b) 13 horas e 16 minutos.
c) 12 horas.
d) 12 horas e 4 minutos.
e) 12 horas e 44 minutos.

B

(Ufrs) Observe a figura a seguir.


No dia 10 de janeiro, às 8h, um navio cargueiro, em sua rota, cruza a Linha Internacional da Data no sentido Oeste (Gr). Após ter cruzado a referida linha, que dia e hora local são registrados no navio?

a) 9 de janeiro, 7h.
b) 9 de janeiro, 8h.
c) 10 de janeiro, 9h.
d) 10 de janeiro, 10h.
e) 11 de janeiro, 8h.

E

(Ufc) Entre os elementos básicos das representações cartográficas estão as coordenadas geográficas. Sobre algumas de suas aplicações na cartografia está correto afirmar que:

a) são símbolos utilizados exclusivamente na confecção de mapas e cartas climáticas.
b) são sinais aplicados na delimitação de cotas altimétricas e batimétricas do relevo.
c) são referências gráficas que indicam áreas de mesma temperatura no globo terrestre.
d) servem para identificar zonas climáticas diferentes e constituem um sistema de orientação.
e) servem para relacionar a distância real com a distância gráfica expressa nos mapas.

D

(Enem) O mercado financeiro mundial funciona 24 horas por dia. As bolsas de valores estão articuladas, mesmo abrindo e fechando em diferentes horários, como ocorre com as bolsas de Nova Iorque, Londres, Pequim e São Paulo. Todas as pessoas que, por exemplo, estão envolvidas com exportações e importações de mercadorias precisam conhecer os fusos horários para fazer o melhor uso dessas informações.


Considerando que as bolsas de valores começam a funcionar às 09:00 horas da manhã e que um investidor mora em Porto Alegre, pode-se afirmar que os horários em que ele deve consultar as bolsas e a seqüência em que as informações são obtidas estão corretos na alternativa:

a) Pequim (20:00 horas), Nova Iorque (07:00 horas) e Londres (12:00 horas).
b) Nova Iorque (07:00 horas), Londres (12:00 horas) e Pequim (20:00 horas).
c) Pequim (20:00 horas), Londres (12:00 horas) e Nova Iorque (07:00 horas).
d) Nova Iorque (07:00 horas), Londres (12:00 horas), Pequim (20:00 horas).
e) Nova Iorque (07:00 horas), Pequim (20:00 horas), Londres (12:00 horas).

C

(Ufes) Por volta das 9 horas do dia 11 de setembro de 2001, o mundo assistiu atônito aos ataques terroristas às torres gêmeas do "World Trade Center", na cidade de Nova lorque, localizada a 74° de longitude oeste de Greenwich. Tem-se apontado como o autor intelectual dos ataques, o saudita Osama Bin Laden, que se encontra escondido no Afeganistão. A diferença horária entre a cidade de Cabul, no Afeganistão, e a cidade de Nova lorque, nos EUA, é de +9h30min.

Com base nas informações acima, a longitude da capital afegã é

a) 142°30' longitude oeste de Greenwich.
b) 135°00' longitude oeste de Nova lorque.
c) 216°30' longitude leste de Nova lorque.
d) 83°30' longitude leste de Greenwich.
e) 68°30' longitude leste de Greenwich.

E

(Pucrs) Um viajante saiu da Austrália para o Brasil atravessando a LID (Linha Internacional da Data - 180°). No meridiano 175° Leste, o seu relógio estava marcando 13 horas do dia 21 de setembro.
Quando chegar a um lugar a 178° Oeste, legalmente, que horas e dia serão para esse viajante?

a) 13 horas do dia 20 de setembro.
b) 13 horas do dia 21 de setembro.
c) 11 horas do dia 20 de setembro.
d) 12 horas do dia 21 de setembro.
e) 12 horas do dia 20 de setembro.

A

(Obs: A questão tem problema em sua formulação, pois não considera o tempo de deslocamento do navio de um ponto a outro)

 (Ufpe) Analise as proposições a seguir:

I) os paralelos são importantes porque permitem avaliar a latitude que é a distância em graus a partir Equador;
II) os paralelos têm diâmetros iguais e, logicamente, comprimentos ou perímetros também iguais;
III) os meridianos são círculos perpendiculares aos paralelos e passam pelos pólos onde eles se cruzam;
IV) a longitude inicial é de 0° e a máxima de 180°, podendo ser norte ou sul;
V) as coordenadas geográficas são valores que determinam a localização de um lugar na superfície do globo.

Estão corretas:
a) I, IV e V;
b) II, III e IV;
c) I, III e V;
d) II, III e V;
e) II e IV.

C

O poder do agronegócio sobre os Estados na Rio+20

Economista aponta agroecologia como via para superar o superpoder das transnacionais da agricultura

25/04/2012
Eduardo Sá
do Rio de Janeiro (RJ)

Com vasta experiência na área agroecológica no Brasil, o economista Jean Marc Von Der Weid participou junto à sociedade civil da ECO 92 e vem acompanhando desde a década de 1980 os movimentos ambientais no Brasil. Atualmente é coordenador de Políticas Públicas da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) e membro da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).         
Nesta entrevista ele fala sobre a perspectiva de fracasso da Rio+20, as forças políticas e interesses que estão em xeque, a falsa visão ambiental da economia verde e aponta a agroecologia como solução para muitos problemas climáticos e energéticos no planeta. Segundo o estudioso e militante, a tendência é uma regionalização da cadeia produtiva alimentar e a potencialização da agricultura familiar para garantir a alimentação dos povos.

Você pode primeiro contextualizar o evento que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992 e os compromissos que foram cumpridos ou não nestes 20 anos? As diferenças entre 1992 e a Rio+20 são radicais e contraditórias. Porque hoje você tem muito mais crítica sobre o modelo de desenvolvimento e o sistema capitalista no mundo, e muito mais informação dos impactos ambientais. No entanto, naquela altura havia mais interesse dos governos em discutir esses problemas e enfrentar as questões. É paradoxal, mas é assim. Hoje as multinacionais e grandes empresas estão atuando a fundo tanto nos espaços nacionais para definir as políticas e programas de seus governos 
na Rio+20, como participando das delegações oficiais e criando espaços paralelos de debate. Houve uma série de resoluções importantes do ponto de vista do meio ambiente e do desenvolvimento em 92, que hoje em dia não tem nada similar sendo discutido: a Convenção da Biodiversidade e a do Clima, a própria Agenda 21, etc.
De lá para cá existe, tanto na questão climática, quanto na biodiversidade, um processo de erosão das decisões que foram tomadas, as resoluções foram esvaziadas paulatinamente. A questão do clima se transformou depois na reunião de Copenhagen, que rigorosamente não tem mais nenhum tipo de compromisso internacional que seja levado a sério. E o governo estadunidense nunca entrou nos compromissos internacionais sobre a questão climática. O resultado é uma porcaria, e sequer envolve o compromisso dos estadunidenses em aplicar as tais resoluções.        
A construção da questão ambiental está muito mais enfraquecida. A fórmula da Rio+20 tem evitado fazer um balanço do que aconteceu nos últimos 20 anos, e o balanço é lamentável. Você tem algo oficioso pela ONU que pega todos os acordos feitos de 1992 para cá e sucessivas reuniões daquelas decisões. Mas não tem nenhuma situação de progresso internacional do ponto de vista objetivo, e nem do arcabouço jurídico institucional que deveria reger essas mudanças. Pelo contrário, e o resultado é que houve uma aceleração do processo de aquecimento global. Na questão da biodiversidade, estamos perdendo espécies mais rapidamente, sobretudo porque entrou em jogo a produção transgênica, que foi um arraso em relação à variedade genética. E várias outras coisas, como perdas de solo e água.

Até que ponto vai a influência da participação corporativa nas negociações?
A iniciativa empresarial apagou o que estava acontecendo e simplesmente começou tudo de novo. Em 1992 instituiu-se a ideia de desenvolvimento sustentável, que sempre foi complicada. O princípio era interessante, mas quando se define sustentabilidade cada um dá a sua definição. A Monsanto e a Coca Cola dizem que o que elas fazem é sustentável, por exemplo. Quando você não tem um critério estabelecendo um conceito universal, cada um faz e fala o que bem entende. Atualmente está sendo lançado um novo conceito de economia verde que, na prática, é mais do mesmo pintado de verde. Transgênicos e agrotóxicos são apresentados como economia verde.    
Estamos num momento muito ruim do ponto de vista do destino da humanidade, porque os governos estão extremamente enfraquecidos. Essa é outra grande diferença de 92, quando havia uma expansão da economia internacional que praticamente só fez acelerar até 2008. Se você descontar a economia da China e da Índia, que ainda se mantêm em expansão acelerada, embora o ritmo tenha diminuído, o resto do mundo está paralisado. Não é um bom momento para você falar em reformar o sistema e aplicar recursos para mudar a base produtiva, porque os governos não vão mudar. Eles querem manter as coisas como estão, e rezar para que o meio ambiente não reclame.        

A tendência é que não ocorram avanços na Rio+20?
Os organizadores acham que não vai ter avanço. O francês Brice Lalonde, que é secretário da Rio+20, disse em público que confiava na sociedade civil para agitar a Conferência. Mas a sociedade civil não está imune aos problemas que o conjunto da economia mundial está passando. Muitas organizações sociais estão na defensiva tentando segurar os direitos conquistados ao longo de 50 anos, porque a contraofensiva patronal hoje na crise financeira é para derrubar os direitos dos trabalhadores. A receita aplicada na Grécia é a ameaça para todo mundo. E ao mesmo tempo as empresas não perdem nada, pelo contrário, com a ameaça de quebra o Estado sai bancando o prejuízo. Os bancos são os primeiros beneficiários, os grandes gerentes do sistema financeiro internacional continuam ganhando uma baba sem restrição nenhuma. Por outro lado, você tem muito mais capital de conhecimento acumulado pela sociedade civil, principalmente científico, nos temas chave de 92 e hoje. A agroecologia ainda não tinha a segurança que tem para dizer que não é uma aposta, e sim alternativa clara para o desenvolvimento. Experiências apontam saídas e soluções para a nossa crise sócio- econômica-ambiental.

Você falou que a gente vive uma crise ambiental sem precedentes. Quais são as questões mais graves que a humanidade enfrenta hoje?
Você tem dois tipos de riscos, um ambiental e outro econômico energético. A questão ambiental mais grave, nos próximos 50 anos, é o aquecimento global, cujos efeitos são devastadores e em múltiplas direções. Começando por desestabilizar o sistema produtivo agrícola de forma brutal, e tudo com consequência direta na segurança da humanidade. O aquecimento global pega pesadamente na qualidade da água e quantidade e qualidade de alimentos. A agricultura está no coração dos problemas energéticos e do aquecimento global, mas ninguém está discutindo o que vai acontecer do ponto de vista energético nos próximos tempos.        
Uma das propostas da economia verde na energia é você substituir combustíveis fósseis por eólico, hidroelétrico, hidráulico, etc. Mas não é discutido a fundo o quanto precisa fazer e em que velocidade para responder os problemas de queda na oferta de energia nos próximos 30 anos. Há uma avaliação cada vez mais generalizada de que a era do petróleo e gás está acabando, e as implicações são absolutamente colossais para a humanidade. Não há ainda nenhuma alternativa verde que dê conta dessa perda. Os custos vão ser muito mais altos, e a dificuldade de implantação vai exigir um tempo de transição muito grande. A crise vai pegar mesmo no fígado.      


E o Brasil está vindo com o pré-sal na contra mão da história...
Nós estamos achando petróleo numa quantidade razoável porque as descobertas no mundo são cada vez menores e o consumo vem crescendo muito rápido. A tendência geral é de queda e custos mais altos com impacto enorme na economia. Isso vai desorganizar a economia do mundo como um todo. O sistema alimentar mundial, hoje, tem um custo energético monstruoso para produzir, processar, transportar e uma perda colossal no consumo. Tem desperdício ao longo da cadeia, mas o desperdício final, sobretudo nos países mais desenvolvidos, vai além de 30%. Dados apontam para um desperdício de alimentos nos Estados Unidos é dez vezes superior ao da África subsaariana. O sistema mundial foi bolado num período de baixíssimo custo de transporte, com petróleo a preço de banana. O custo médio nos Estados Unidos de um alimento normal no prato de um americano é de 5 mil milhas de viagem. No Canadá são 12 mil em média, então esse tipo de situação vai ser completamente desarticulada e desorganizada. E se fizer biodiesel e álcool combustíveis, vai pegar na cadeia alimentar pesadamente. O Fidel Castro fez uma comparação dizendo que o álcool combustível, com esse negócio do biodiesel, é botar em concorrência a alimentação do pobre com o carro do rico.  

Você falou da crise climática e uma crise energética, e as duas estão associadas...
Enquanto você não tem uma solução energética de combustíveis fósseis, a tendência é o mundo usar até o limite. Na medida em que o petróleo está ficando caro, por exemplo, está voltando a se utilizar o carvão que é o maior emissor de gases de efeito estufa. É um círculo vicioso. A aceleração do processo de substituição não pode vir simplesmente pela extinção do que existe, você tem que antecipar com alguma solução que evite uma situação dramática. Os recursos naturais renováveis têm a ver, por exemplo, com as estruturas: água, solo, biodiversidade, que são altamente ameaçadas. Nos anos 90 já tinha perda de aproximadamente 46% de toda a área cultivada em culturas anuais. São em torno de 2 bilhões de hectares de área de cultivo, e em torno de 12% já está inviabilizado para produção. Os índices mais pesados são os da agricultura convencional, o agronegócio, até porque são os que ocupam as melhores terras do mundo. E a água está acabando por várias razões, entre elas o aquecimento global, que está interferindo, por exemplo, nos sistemas de irrigação na Índia e em todos os países dos Andes. Estes dependem desde o tempo dos incas do derretimento da neve na estação do verão para alimentar os rios e córregos para fazer irrigação. O problema é que atualmente você tem invernos em que não neva. Na Índia é pior ainda, porque os glaciários do Himalaia estão derretendo e quando acabar o Ganges seca.      

Quais experiências propõem uma alternativa para essa crise energética e climática que você está desenhando?
Na verdade não há nenhuma solução elaborada que permita você dizer que tem um modelo econômico macro, em grande escala, que responda a essas questões mundialmente. Uma coisa fundamental que já vem sendo batida desde o relatório de 1972 é a necessidade de alterar o modelo de consumo do mundo. A começar pelo consumo energético como, por exemplo, a civilização do automóvel individual que está condenada. Você tem que criar uma sociedade que funcione com o transporte público e circuitos mais econômicos. Porque o automóvel, em particular o dirigido por uma pessoa, é uma das coisas de pior eficiência energética que você pode achar no mundo. E outras coisas, como no consumo alimentar esse negócio da milhagem. A pessoa vai ter que se alimentar de acordo com o que é possível produzir com a menor distância possível para ela consumir. Então você vai alterar os regimes alimentares mundo afora, relocalizar o sistema alimentar e, inclusive, mudar as dietas.
Do ponto de vista da produção, na agricultura o futuro é claramente a agroecologia. É um sistema de balanço energético positivo. Nos Estados Unidos, para cada caloria servida ao freguês você investe 10. Com o sistema agroecológico você vai reduzir a emissão de gases de efeito estufa, segurar as questões de destruição de solo e a economia no uso de água, além da conservação de biodiversidade. A agroecologia pode ser operada em níveis muito variados. É um sistema múltiplo de cultivos e criações intercalados com vegetação nativa manejado de uma forma sistêmica. A estratégia da agroecologia é mimetizar os sistemas naturais, você se aproxima da diversidade natural para usar o seu sistema produtivo. É a melhor produtividade possível por área, mas tem uma série de restrições. Para você manejar um sistema altamente diversificado e complexo, você vai precisar de mão de obra qualificada. E vai ter um limite da quantidade de área por mão de obra utilizada, pois são sistemas em que o nível de mecanização é baixo. Uma proposta agroecológica no limite de seu potencial de diversidade é, por exemplo, o sistema de Fukuoka, no Japão, cujo cultivo é misturado dentro do mato. Tudo é essencialmente manual, não tem absolutamente nenhuma operação mecanizada. Mas você pode fazer coisas intermediárias, não deixa de ser agroecológico, mas certamente o nível de eficiência é menor pois o ideal é o máximo de diversidade de sistema.  
Para você fazer um sistema altamente produtivo de agroecologia vai precisar de agricultores familiares, que são os que têm interesse e conhecimento. Não é um sistema que opere bem com mão de obra assalariada, pois esta só funciona com tarefas simples como cortar cana, colher maçã, conduzir o gado, etc. Se você vai pedir uma tarefa extremamente complexa ele não tem interesse, porque vai ganhar igual por hora de trabalho. E é o trabalho não alienado, com interesse direto de quem vive daquilo e de tudo que ele acumulou de conhecimento para fazer aquele negócio. Há uma simbiose perfeita entre a agroecologia levada a seu limite máximo e a agricultura familiar. Isso significa que no futuro precisa de muito mais agricultura familiar do que você tem hoje.

Isso é uma solução para o inchaço das cidades?
Com certeza, mas a questão dos Estados Unidos, por exemplo, é que eles têm 2 milhões de agricultores e precisariam botar 38 milhões no campo. Não é uma coisa que você faça de uma hora para outra, nem que faça bem. Quando a crise se colocar, eles vão precisar de gente para produzir alimentos e não vão ter, pois os desempregados nas cidades não têm conhecimento. Cuba é um bom exemplo de crise energética, pois viveu numa porrada só o que o mundo está vivendo aos pouquinhos: a perda da energia fóssil. Eles dependiam do petróleo russo para operar e de repente parou tudo do dia para noite, porque a agricultura era toda mecanizada. Eles tiveram que reformar o sistema produtivo de grandes fazendas mecanizadas em propriedades familiares cooperativas. O grande problema foi achar gente, é uma operação complicada porque se perdeu conhecimento. E a nossa situação dramática no Brasil é um processo de perda de conhecimento muito grande, porque a reforma agrária estancou. No período do Lula houve uma evasão violenta de juventude no campo, e quem é que vai herdar o conhecimento e continuar a tocar as coisas?   


O agronegócio está bem estabelecido no campo brasileiro?
Ainda tem uma área grande na mão da agricultura familiar, mas a tendência, até por pressão do governo, é mecanizar isso também. Aquele programa “Mais alimentos”, que os movimentos chamam de “mais trator”, levou a mecanização pesada principalmente no sul. Mas em muitos lugares significou que o cara para mecanizar tem que fazer monocultura, imediatamente um puxa o outro. Nós temos um patrimônio cultural e um campesinato bastante rico, mas estamos vivenciando um processo de erosão de conhecimento e de abandono do campo. No meu cálculo, para o Brasil seriam necessárias 15 milhões de famílias para o desenvolvimento agroecológico, e atualmente a agricultura familiar deve ter 4,5 milhões. No governo Lula você tinha expectativa de fortalecer a agricultura familiar e apertar um pouco os impactos do agronegócio, mas não aconteceu. O agronegócio está nadando de braçada e ganhou força, e querem impor o Código Florestal. Vamos ver se a Dilma vai ter coragem de vetar.  

Você pode fazer uma radiografia da agroecologia no Brasil?
A agroecologia deve ter cerca de 40 anos. O nosso programa foi um grande impulsionador da agroecologia no Brasil, quando começou em 1983 ainda era algo confinado a alguns profissionais das ciências agrárias isoladas. Uma garotada da Federação dos Estudantes de Agronomia, os grupos de agricultura ecológica, era um troço pequeno. Naquela altura você tinha a agricultura orgânica na direção da agroecologia com a biodinâmica. De lá para cá houve um avanço muito grande da agroecologia, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) é uma expressão de movimento agroecológico significativo que envolve tudo: conhecimento tradicional, indígena, inovações da agricultura familiar e científica, etc. Existem exemplos suficientes pelo país afora, não só em outros países do mundo, que mostram o sucesso da Agroecologia. São várias sistematizações que têm uma eficiência maior que o sistema tradicional. Existem óticas e interpretações variadas porque, por exemplo, tem áreas com uma influência maior do sistema de produção orgânico, que está mais preocupado em produzir para um nicho de mercado, pois paga mais caro, mas acho que limita um pouco o sistema de produção agroecológico: poucos agricultores para poucos consumidores.      
O sistema de agricultura orgânica no mundo padece desse impasse, porque o sistema de regulação, de certificação, é um sistema de produção de mercado em muitos lugares. Eu vi isso na França. Quando teve a crise da vaca louca houve um hiperaumento de demanda para produtos orgânicos. E o presidente da Federação de Produtores de Agricultura Orgânica disse que estavam cheios de agricultores, mas o sistema de certificação apertou os critérios de conversão. Freou a capacidade de novos orgânicos entrarem no mercado.

Quais as dificuldades da aproximação da agricultura familiar com a agroecologia?
O agricultor familiar enfrenta muitas barreiras com a legislação sanitária, porque é montada para beneficiar grandes extensões. E para conversão de um agricultor à agroecologia você precisa mostrar que o meio ambiente é importante para ele produzir para ganhar. Frequentemente você entra com diminuição de custo de produção, tirando o agrotóxico, produzindo com semente crioula e sem adubo químico. E a tendência desses insumos é aumentar a um ponto que o cara vai ver que esse sistema mais integrado não só vai reduzir os custos de produção, como aumentar a produtividade. E, sobretudo, diminuir o risco. Aos poucos ele começa a ver que os elementos ambientais jogam um papel no sistema agroecológico: primeiro deles é a conservação do solo. 

Então o maior desafio da agroecologia é a capacitação?
 Capacitação. E acho que tem uma questão pedagógica, uma abordagem correta é conseguir mostrar passo a passo que essas práticas têm um impacto importante no ponto de vista de custo, de risco, de benefício para saúde e econômico. Isso é uma questão fundamental.


Jean Marc Von Der Weid é economista e participou da ECO 92. Atualmente é coordenador de Políticas Públicas da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) e membro da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)

http://www.brasildefato.com.br/node/9444

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Câmara discute Código Florestal; veja pontos polêmicos


A Câmara dos Deputados retomou a discussão do novo Código Florestal - lei que determina como será a exploração das terras e a preservação das áreas verdes no país-, mesmo sem um acordo entre os partidos sobre o texto já aprovado no Senado.
A votação da proposta estava marcada para a terça-feira, mas acabou adiada, em meio a falta de acordo entre os partidos.
O Código já havia sido aprovado na Câmara em maio de 2011 e depois, em dezembro, no Senado, onde recebeu mais 21 alterações. Mas, por causa delas, terá que passar novamente pela avaliação dos deputados. Só depois disso é que será submetido à sanção presidencial.
O relatório do deputado Paulo Piau (PMBD-MG), relator do projeto, foi criticado por petistas e por ambientalistas. Eles dizem acreditar que modificações no texto promovidas por membros do PMDB favoreçam a bancada ruralista em detrimento da preservação ambiental.
Dos debates iniciais entre ambientalistas, ruralistas e acadêmicos às recentes discordâncias na Câmara, entenda as principais polêmicas que vêm rondando o novo Código Florestal:
O que é o Código Florestal?
Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que se trata de um bem de interesse comum a toda a população.
A legislação estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação, como reflorestamento, que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, assim como as penas para os responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados. A elaboração do Código durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos.
Como é a proposta do novo Código Florestal?
Desde que foi apresentado pela primeira vez, o projeto de lei sofreu diversas modificações. As principais diferenças entre a nova legislação e o código em vigor dizem respeito à área de terra em que será permitido ou proibido o desmate, ao tipo de produtor que poderá fazê-lo, à restauração das florestas derrubadas e à punição para quem já desmatou.
Por que o atual precisa ser alterado?
Ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que esta é uma necessidade para adaptar as leis nacionais à realidade brasileira e mundial. O atual foi modificado várias vezes por decreto e medidas provisórias e seria necessário algo mais sólido.
Uma das urgências citadas pelos três grupos é a necessidade de incluir incentivos, benefícios e subsídios para quem preserva e recupera a mata, como acontece na maioria dos países que vêm conseguindo avançar nessa questão ambiental.
Quais são as principais alterações no texto aprovado pelo Senado sugeridas pelo relator do PMDB?
Entre as alterações, o relator Paulo Piau quer a mudança no texto do Senado que obriga os produtores rurais a recompor entre 15m e 100m das chamadas APPs (Áreas de Proteção Ambiental). Ele sugere que o tamanho das faixas de proteção seja determinado a posteriori, por lei ou medida provisória.
O governo criticou a proposta afirmando que, na prática, a alteração funcionará como anistia para produtores que desmataram demais. A bancada ruralista chegou a sugerir que os percentuais de preservação sejam mantidos e que o governo elabore regulamentações para resolver problemas pontuais.
O que são as APPs?
As chamadas Áreas de Preservação Permanente (APPs) são os terrenos mais vulneráveis em propriedades particulares rurais ou urbanas. Como têm uma maior probabilidade de serem palco de deslizamento, erosão ou enchente, devem ser protegidas. É o caso das margens de rios e reservatórios, topos de morros, encostas em declive ou matas localizadas em leitos de rios e nascentes. A polêmica se dá porque o projeto flexibiliza a extensão e o uso dessas áreas, especialmente nas margens de rios já ocupadas.
Qual a diferença entre APP e Reserva Legal?
A Reserva Legal é o pedaço de terra dentro de cada propriedade rural - descontando a APP - que deveria manter a vegetação original para garantir a biodiversidade da área, protegendo sua fauna e flora. Sua extensão varia de acordo com a região do país: 80% do tamanho da propriedade na Amazônia, 35% no Cerrado nos Estados da Amazônia Legal e 20% no restante do território.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Conheça pontos de tensão para povos indígenas na América Latina

Há, atualmente, centenas de conflitos em curso na América Latina que opõem povos indígenas a empresas, políticos e governos locais.
Para especialistas ouvidos pela BBC Brasil, esses confrontos têm ganhado força à medida que pouca ou quase nenhuma garantia é oferecida a essas comunidades de que seus direitos e territórios serão preservados face à expansão urbana.

Muitos deles envolvem a construção de obras de infraestrutura e a exploração de recursos naturais.
Confira alguns desses conflitos ainda em andamento na região:


ARGENTINA

Onde: Neuquén
O quê: Exploração de cobre
Índios mapuche das comunidades de Mellao Morales e Huenctru Trawel Leufú tentam desde 2008 anular um contrato para exploração de cobre dentro de suas reservas. Segundo eles, a extração do metal viola legislações indígena e ambiental. Obras foram paralisadas por decisões judiciais até que eles sejam consultados.

BOLÍVIA

Onde: Território Indígena Parque Nacional Isiboro Secure (Tipnis), províncias de Beni e Cochabamba.
O quê: Construção de estrada.
Indígenas dizem que a rodovia, que será financiada com dinheiro do BNDES e construída por uma empresa brasileira, afetará povos do parque Tipnis. Protestos realizados no ano passado paralisaram a construção. O governo local alega que consultará os índios antes de retomá-la.
 
Onde: Pacajes, La Paz.
O quê: Exploração de cobre.
Índios afirmam que a exploração de minerais na reserva de Jach’a Suyu Pakajaqui, com investimentos de US$ 200 milhões, foi iniciada sem licença ambiental , além de ter desviado o curso de um rio e tê-lo poluído. A comunidade
recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para tentar paralisar o empreendimento.

BRASIL

Onde: Altamira (Estado do Pará).
O quê: Usina hidrelétrica de Belo Monte.
Índios de 28 etnias que vivem na bacia do rio Xingu dizem que a obra reduzirá o fluxo do rio, afetando os peixes, e
atrairá imigrantes à região. Eles também afirmam que não foram consultados sobre o empreendimento e tentam paralisá-lo na Justiça.

Onde: Nordeste de Minas Gerais e região Nordeste.
O quê: Transposição do rio São Francisco.
Movimentos indígenas dizem que ao menos 18 povos, alguns dos quais não têm territórios demarcados pelo Estado, podem ser afetados pela obra com as mudanças n a transposição do rio. Também alegam não ter sido consultados. Um grupo denunciou as consequências desastrosas da obra à ONU.

CHILE

Onde: Fronteira com Argentina.
O quê: Exploração de ouro.
Indígenas huascoaltinos se opõem ao Projeto Pascua Lama, iniciado há dez anos. Os índios dizem arcar com prejuízos ambientais causados pelo empreendimento e denunciaram o Estado chileno na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

COLÔMBIA

Onde: Tumaco (Nariño) - Puerto Assis (Putumayo).
O quê: Corredor de transporte intermodal.
Índios dizem que o projeto bilionário, que está em fase de estudos e busca ligar Tumaco, no Pacífico, a Belém, no Brasil, atravessaria territórios indígenas ancestrais e não foi submetido à consulta prévia, conforme determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 EQUADOR

Onde: Manta (Manabí).
O quê: Corredor de transporte intermodal.
Em curso, as obras destinadas a ligar a cidade equatoriana de Manta, no Pacífico, a Manaus, incluem estradas, aeroportos e conex ões fluvia is . Índios afirmam que elas afetarão territórios ao longo do rio Napo e alegam não ter sido consultados sobre projeto.
 
Onde: Parque Nacional Yasuní (Pastaza, Orellana).
O quê : Exploração petrolífera.
Batizado de Projeto ITT, o empreendimento ameaça povos equatorianos não contatados, segundo organizações indígenas locais. Elas exigem que o governo garanta a integridade dos territórios indígenas, conforme diretriz da ONU para povos isolados.

GUATEMALA

Onde: San Juan Ostuncalco, Cabricán e Huitán (Quetzaltenango).
O quê: Mineração de ouro.
Índios tentam paralisar exploração aurífera iniciada em 2005 na região. Eles dizem que os rios foram contaminados e que a riqueza não beneficia a população local.

MÉXICO

Onde: Bolaños-Huejuquilla (Jalisco).
O quê: Construção de estrada.
Comunidade indígena dos huicholes (wixárika) lutam desde 2005 contra a construção da rodovia , que ligará Bolaños a Huejuquilla. Eles dizem que as obras estão desalojando índios, destruindo locais sagrados e afetando mananciais.
 

PANAMÁ

Onde: Panamá.
O quê: Estradas e integração elétrica.
Destinado a integrar a América Central com a Colômbia, ao sul, e com o México, ao norte, o plano Puebla-Panamá (rebatizado de Projeto Mesoamérica) prevê investimentos bilionários em rodovias e instalações elétricas. Povos indígenas da região reivindicam serem consultados sobre obras e temem seus efeitos.
 

PERU

Onde: Departamento de Madre de Díos.
O quê: Rodovia e exploração de petróleo e gás.
Movimentos indígenas dizem que estrada Interoceânica, ligando o Peru ao Brasil, facilitou migração para a Amazônia peruana de mineradores, que invadem territórios indígenas, poluem rios e caçam ilegalmente. Eles cobram que governo restrinja a ação desses grupos e freie a prospecção de petróleo e gás na região.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120423_vale_mapa_indios_3.shtml#Brasil2

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Funai alerta para risco de genocídio de índios isolados no Acre

O avanço da exploração econômica na fronteira entre o Brasil e o Peru ameaça causar um genocídio entre índios que vivem isolados na região, segundo organizações indígenas e indigenistas ouvidas pela BBC Brasil.
Estimados em algumas centenas pelo escritório da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Rio Branco (AC), esses índios – em sua maioria falantes das línguas pano e aruak – vivem nas cabeceiras de rios na fronteira, atravessando-a livremente.
No entanto, segundo indigenistas, a exploração de madeira e o tráfico de drogas estão deslocando esses povos, que, em contato com outras populações (indígenas ou não), poderão ser dizimados por doenças ou confrontos armados.
"Notamos que há mudanças nas rotas dos isolados, que têm avançado além dos espaços que costumavam frequentar, por conta da pressão que sofrem do lado peruano", diz a coordenadora da Funai em Rio Branco, Maria Evanízia dos Santos.
"Índios contatados estão preocupados, e muitas aldeias se mudaram por conta da proximidade, para evitar confrontos".



O quadro, diz Santos, se agravará caso obras planejadas por governantes locais saiam do papel. Há planos de construir uma estrada entre as cidades peruanas de Puerto Esperanza e Iñapari, margeando a fronteira com o Brasil, e de fazer uma rodovia ou uma ferrovia entre Cruzeiro do Sul (AC) e Pucallpa, no Peru. Ambas as obras cruzariam territórios de índios isolados.
"Se eles forem espremidos, vão para cima dos manchineri da TI (Terra Indígena) Mamoadate, que vão se defender. Como há histórico de conflitos, não é leviano falar em risco de genocídio", diz o coordenador-substituto da Funai em Rio Branco, Juan Scalia.
O termo também é citado por indígenas peruanos: "Se a estrada de Puerto Esperanza a Iñapari sair, haverá um genocídio", afirma Jaime Corisepa, presidente da Federação Nativa do Rio Madre de Dios e Afluentes (Fenamad), principal movimento indígena do Departamento (Estado) de Madre de Dios.

 

Risco de conflitos

As pressões sofridas por índios isolados no território peruano e seus possíveis efeitos no Brasil já fizeram com que o presidente da Funai, Márcio Meira, procurasse a embaixada do Peru em busca de providências. Paralelamente, movimentos como a Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) têm promovido encontros com índios brasileiros contatados para conscientizá-los sobre as ameaças sofridas pelos isolados e desencorajar conflitos.
"Eles percebem que os isolados estão vivendo o tempo das correrias de seus avós, que fugiam dos empresários da seringa", diz Marcela Vecchione, consultora da CPI-Acre. Ela se refere à violência sofrida pelos índios da região durante o ciclo da borracha, entre o fim do século 19 e início do 20.
Acredita-se que os índios isolados sejam remanescentes de grupos massacrados e perseguidos durante aquele período. Com o declínio da extração de borracha, eles voltaram a seus territórios.
"Sabemos que eles estão bem, têm comida suficiente e vivem em malocas bem cuidadas", diz Santos, da Funai, citando informações colhidas em expedições do órgão. Numa delas, em março de 2010, um avião sobrevoou uma aldeia de índios isolados, que atiraram flechas contra a aeronave. As fotos estamparam jornais do mundo todo.

 

Encontros

Embora a expressão índios isolados possa sugerir grupos que vivam completamente alheios ao mundo exterior, há numerosos relatos de encontros entre essas populações e índios contatados, bem como de encontros entre índios isolados e não-indígenas que habitam o entorno de seus territórios.
Muitos desses encontros resultaram em conflitos, o que rendeu aos isolados o apelido de "índios brabos" na região. Em 1986 e 1987, segundo relato do sertanista da Funai José Carlos Meirelles, o acirramento dos conflitos levou índios kaxinawá e ashaninka contatados a pedirem que o governo "amansasse os brabos".
Em resposta, a Funai criou em 1988 o Departamento de Índios Isolados, cuja missão é proteger esses povos sem promover nenhuma relação. Desde então, a política da Funai estabelece que só haverá contato com esses indígenas se eles desejarem.
No entanto, têm se tornado cada vez mais constantes os relatos da presença de índios isolados em áreas ocupadas por indígenas contatados ou comunidades de agricultores e pescadores.
Em informativo publicado em dezembro de 2010 pela CPI-Acre, indígenas e ribeirinhos entrevistados dizem que índios isolados furtaram seus pertences, como roupas, utensílios domésticos e ferramentas. Os saques, segundo o informe, têm sido especialmente frequentes no município de Jordão (AC). Um deles, em 2009, ocorreu em vilarejo a cinco horas de caminhada da sede da prefeitura.
Também na publicação da CPI-Acre, Getúlio Kaxinawá, um dos principais líderes indígenas do rio Jordão, relata a morte de um "brabo" por caçadores não-índios, em 2000. "Sei também que em maio de 1996 os brabos mataram duas mulheres lá na colocação Tabocal (…), a dona Maria das Dores (47 anos) e sua filha Aldeniza (13 anos). A filha, atingida por várias flechadas, uma delas na garganta, morreu nessa colocação e a mãe, com uma flechada na barriga, só morreu quase dois meses depois num hospital de Rio Branco".
Kaxinawá relata ainda um ataque dos "brabos" que resultou na morte do dono de um seringal, em 1997, e de ofensiva empreendida pelo grupo contra uma comunidade de não-índios: "Cercaram a sede do (seringal) Alegria, fazendo muito medo a todos os moradores de lá. Eles também cercaram e flecharam uma escola lá no alto Tarauacá e depois a maioria dos moradores se retirou de lá por causa da vingança dos brabos".

 

Exploração de petróleo

Além das ameaças impostas pelas estradas, por madeireiros e traficantes, ONGs alertam para os riscos da exploração petrolífera na região fronteiriça. No lado peruano, vários lotes já foram cedidos a empresas privadas para a prospecção dos bens.
A ONG Survival International afirma que o governo peruano está permitindo que as empresas avancem sobre territórios de índios isolados, violando diretriz da ONU que defende a proteção dessas áreas.
A organização diz que, em 1980, ações semelhantes provocaram a morte de quase metade dos membros do povo nahua. À época, funcionários da Shell abriram caminhos na terra indígena em que a comunidade vivia isolada, disseminando doenças entre seus integrantes, segundo a ONG.
Também há preocupações quanto à exploração de petróleo e gás do lado brasileiro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve concluir neste ano testes sísmicos para avaliar a viabilidade de extrair os recursos.

 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120418_funai_risco_genocidio_jf.shtml

Lagarde quer mais dinheiro dos Brics para o FMI

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, reforçou nesta quinta-feira seu pedido para que os países Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – aportem mais recursos para a instituição.
Abrindo a temporada de reuniões do FMI e do Banco Mundial em Washington, Lagarde disse que os Brics "têm em comum o fato de valorizar o multilateralismo", em um chamamento quase explícito à boa vontade do grupo para participar no reforço ao caixa da instituição.
"(O termo) Bric é uma bela denominação criada pela Goldman Sachs. Mas eles têm diferentes questões, como câmbio e fluxos de capital, têm diferentes programas de crescimento com inclusão", disse Lagarde, respondendo à pergunta de um jornalista chinês sobre a contribuição financeira do grupo para o FMI.
"Certamente o que eles têm em comum é sua dedicação ao multilateralismo, e isto certamente será demonstrando pelos vários números, incluindo cada um dos que você está pensando, espero, até o fim da Reunião de Primavera."
Durante o encontro, que vai até domingo, o FMI quer levantar US$ 400 bilhões para reforçar o poder de fogo do Fundo contra a crise na zona do euro.

 

Poder de decisão

O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, que participa de reuniões nesta quinta-feira na capital americana, já disse no início da semana que o Brasil só vai aportar mais recursos ao FMI se a contribuição for acompanhada de mais poder de decisão na instituição.
Não se sabe de quanto poderia ser o aporte dos Bric ao FMI. Em 2009, eles emprestaram ao caixa da entidade US$ 80 bilhões adicionais (US$ 50 bilhões da China e US$ 10 bilhões de cada um dos outros).
Na quarta-feira, Lagarde disse que o FMI já conseguiu US$ 320 bilhões, principalmente dos países da zona do euro (cerca do US$ 200 bilhões), Japão (US$ 60 bilhões), países nórdicos como Suécia, Noruega e Dinamarca e, na quarta-feira, de Polônia e Suíça.
A diretora-gerente disse que o Fundo deve receber mais recursos, mas não quis dizer de que países. "Cabe a eles anunciar", sintetizou.

 

Políticas de ajuda

Em outra entrevista coletiva no FMI, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, também fez alusão ao poder econômico dos mercados emergentes, desta vez no sentido de diminuir a pobreza em seus países e ajudar países mais pobres a atingir o mesmo objetivo.
Zoellick, que participa de seu último encontro anual das duas instituições – ele deixa o cargo no fim de junho –, falava sobre a importância de ajudar os países de renda média, onde estão dois terços das pessoas que vivem com menos de US$ 2 por dia.
"Exite uma estimativa conservadora de ajuda estrangeira dos países emergentes para os mais pobres de US$ 15 bilhões. É provavelmente uma estimativa modesta", disse Zoellick.
Segundo a organização Oxfam, a ajuda global provida pelos países desenvolvidos foi de US$ 133 bilhões no ano passado.
"Precisamos mudar nossa noção de ajuda, de um modelo de caridade para o modelo de investir em capital humano e infraestrutura nos países em desenvolvimento", afirmou o presidente do Banco Mundial.
"Se dois terços do crescimento vêm dos países em desenvolvimento, temos de mudar nossa mentalidade."
Para Zoellick, os países em desenvolvimento dão lições sobre como combater a pobreza dentro de seu próprio território.
"O programa Bolsa Família no Brasil, Oportunidades no México, são feitos por metade de um ponto percentual do PIB. E no entanto eles cobrem 15-20% das pessoas e proveem uma escada para o crescimento. Nós no Banco ajudamos a aumentar programas de transferência de renda em cerca de 40 outros países", exemplificou.
"A questão da ajuda não é os números mas a eficiência: vamos nos concentrar nas redes básicas de ajuda social em todos os países, para lidar com a volatilidade e as incertezas. Se esperarmos outra crise, será muito tarde."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120419_lagarde_zoellick_pu_ac.shtml

terça-feira, 17 de abril de 2012

Guerra às drogas ameaça segurança internacional, diz analista

A chamada guerra às drogas está tendo um efeito quase que inverso ao que visa obter, gerando uma ''ameaça significativa à segurança internacional, que não parece estar diminuindo''.
É essa a opinião de Nigel Inkster, diretor da divisão de Ameaças Transnacionais e Riscos Políticos do instituto de pesquisas britânico International Institute for Strategic Studies (IISS), de Londres e ex-diretor do Serviço Secreto Britânico.
A tese consta em seu recém-lançado livro Drugs, Insecurity and Failed States - The Problems of Prohibition (Drogas, Inseguranças e Estados Falidos - Os Problemas da Proibição), co-escrito com Virginia Comolli, pesquisadora do IISS.
O livro examina a política global comum no combate às drogas baseada na proibição do uso e repressão ao tráfico e conclui que ela fracassou em coibir a produção, tráfico e consumo de drogas ilegais. Os autores dizem que, ao contrário, essa política acabou resultando em altos níveis de violência em vários países - em especial nos que produzem ou funcionam como rota de tráfico.
Segundo Inkster, "a proibição fracassou em tentar reduzir o consumo global e inadvertidamente deu de presente um negócio multibilionário a organizações criminosas, insurgentes e paramilitares. A chamada guerra às drogas criou uma ameaça significativa à segurança internacional e também criou a necessidade de um novo debate sobre o assunto baseado em provas empíricas".

Sadismo e medo

No livro, ele mostra que a América Latina foi uma das regiões mais castigadas pelos efeitos do narcotráfico e por tentativas de combatê-lo. Ele expõe efeitos nefastos em países produtores, como a Colômbia, mas afirma que os mais atingidos foram os países que servem de rota para a droga rumo aos Estados Unidos, como o México e as nações centro-americanas.
Segundo estimativas contidas no livro, o tráfico de drogas no México já matou mais de 47 mil pessoas entre dezembro de 2006 e dezembro de 2011 e traficantes, fim de semear o medo, empregam práticas cada vez mais brutais, como o esfolamento, decapitação e queimar vítimas com ácido.
Os traficantes também foram expandindo seus negócios para países vizinhos, a exemplo do tradicional cartel de Sinaloa, que hoje conta com células na Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Estados Unidos.
Em entrevista à BBC Brasil, Inkster disse que, na América Central, o tráfico ''encontrou o ambiente de negócios ideal'', composto por ''burocracias corruptas, governança fraca, sistemas judiciais ineficientes, armamentos em abundância, locação estratégica e forte desigualdade social''.
Além da expansão territorial,os cartéis ganharam sofisticação em seus métodos de ação e se tornaram arrojados até ao recrutar novos integrantes, vide um cartel rival ao de Sinaloa, o Cartel do Golfo que, em 2000, ganhou a adesão de um grupo de ex-combatentes de uma força de elite de 30 a 40 soldados do Exército mexicano, conhecida como Os Zetas.
Mas apesar de considerar a política global de repressão às drogas equivocada, Inkster defende que o governo mexicano não pode recuar em sua ação enérgica contra o narcotráfico no país. ''O Estado mexicano não pode se deixar ser derrotado. Ele precisa reduzir o poder dos cartéis, a fim de que eles não possam mais representar uma ameaça ao Estado, como a Colômbia conseguiu fazer''.

Sinais animadores

Inkster diz que desde que, no início dos anos 60, quando o governo do então presidente americano Richard Nixon cunhou o termo "guerra às drogas" e a comunidade internacional referendou o tratado Convenção Única sobre Entorpecentes, em 1961, o modelo adotado de combate às drogas é o mesmo.
Por isso, ele considera salutares os sinais vindos da América Latina e da recém-encerrada Cúpula das Américas, com líderes e ex-líderes regionais defendendo a necessidade de se discutir outras saídas como descriminalização e até a legalização de drogas como possíveis opções para lidar com o problema.
O tema se tornou um dos tópicos centrais da Cúpula na Colômbia, que reuniu mais de 30 chefes de Estado de todo o continente americano.
Antes da reunião, líderes regionais como o presidente da Guatemala, Otto Perez Molina, um general aposentado, vinham defendendo abertamente a descriminalização das drogas.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - que por sinal assina um texto elogioso na contracapa do livro de Inkster e Comolli - e outros ex-dirigentes da região, como o colombiano César Gavíria e o mexicano Ernesto Zedillo, estão entre os que advogam a descriminalização.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se disse contrário à descriminalização, mas acrescentou que aceitaria um amplo debate sobre o atual modelo e sobre propostas alternativas.
''Talvez seja uma resposta menos empolgante do que o momento exige, mas representa um progresso em pleno ano de eleição nos Estados Unidos'', afirma o analista do IISS. Ele acrescenta que o fato de tanto dirigentes no poder como ex-presidentes da América Latina estarem defendendo novos modelos sobre o tema ''sem dúvida, não tem precedentes''.
Mas acrescenta que não será fácil ''ir contra o status quo, representado pelos Estados Unidos, mas não apenas por eles, mas também por países como a China e a Rússia, que não aceitam outros modelos que sejam distintos do atual''.

Brasil

O Brasil não foi um dos países pesquisados no livro, mas Inkster adverte contra o triunfalismo ao se analisar o papel das chamadas UPPs em favelas do Rio de Janeiro outrora controladas pelo tráfico de drogas.
"A afirmação de que o tráfico foi eliminado no Rio deve ser vista com certa dose de ceticismo. Ainda é cedo para avaliar práticas que passaram a vigorar há pouco tempo'', comenta.
Inkster não ''fecha'' com uma proposta específica em relação ao combate ao narcotráfico e explica as distnções entre os diferentes modelos.
''Existe uma grande diferença entre descriminalização e legalização. A descriminalização consiste em gerenciamento, de como tratar as drogas não como um assunto criminal, mas sim de saúde.''
''Já a legalização pura e simples poderia, em teoria, provocar o colapso ou a erosão do mercado negro internacional, mas chegar a esse ponto seria muito complicado politicamente e contencioso. E seguramente, exigiria investimentos. E a legalização teria de ser aplicada globalmente ou então não teria efeito.''
A despeito de antever fortes dificuldades em se alcançar um novo modelo, Inkster defende uma mudança de paradigmas.
"É preciso que haja ao menos um equilíbrio entre os recursos investidos em reduzir a oferta e em conter a demanda. Atualmente, o investimento em diminuir a oferta ainda é bem maior'', afirma.

 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120416_drogas_relatorio_bg.shtml

Argentina decide nacionalizar YPF e estremece relações com Espanha

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta segunda-feira que seu governo pretende "expropriar" 51% da petrolífera de capital argentino e espanhol Repsol-YPF. A declaração - segundo Cristina, inspirada na Petrobras - estremeceu as relações diplomáticas com a Espanha.
Um projeto de lei, já enviado ao Congresso Nacional, estabelece que o Estado passa a controlar a empresa - que havia sido privatizada nos anos 1990.


A presidente justificou a decisão diante da queda na produtividade da petroleira, no aumento inédito das importações de combustíveis, no passado, e no fato do país ser um dos poucos no mundo que não tem o "controle" deste setor.
"Depois de dezessete anos, pela primeira vez em 2010, tivemos que importar gás e petróleo. Também tivemos redução no saldo comercial [devido à queda nas exportações do setor], que entre 2006 e 2011 foi de 150%", afirmou.
"Não se trata de estatização, mas de recuperação da empresa, que passará a ser controlada pelo Estado argentino", disse, em rede nacional de rádio e de televisão.
Ela também anunciou a assinatura de um decreto intervindo na companhia, que passará a ser administrada por autoridades locais, antes mesmo da aprovação do texto pelos parlamentares argentinos.

Reação

O anúncio da nacionalização era esperado há vários dias e já tinha gerado forte reação das autoridades da Espanha.
Durante o discurso, Cristina leu trechos de reportagens da imprensa espanhola sobre o assunto e afirmou. "Essa presidente não fará eco de frases insolentes [da Espanha]. Primeiro porque sou chefe de Estado. Minha responsabilidade é conduzir", disse.
Pouco depois do anúncio, a número dois do partido governista da Espanha (PP), Dolores de Cospedal, disse que o governo espanhol "responderá" à medida argentina. "Nesta questão, a Espanha tem o apoio dos sócios europeus e outros sócios".
Na sexta-feira passada, a Comissão Europeia afirmou ter o "dever de defender os investimentos realizados pelos estados-membros do bloco no exterior", sinalizando apoio à Espanha.
O rei Juan Carlos também teria telefonado para Cristina tentando evitar a expropriação. O diretor da Repsol-YPF, Antonio Brufau, ainda pedia diálogo poucas horas antes do anúncio presidencial.

Petrobras

Cristina afirmou que a decisão argentina não é um "fato inédito", já que outros governos, como México e Bolívia, possuem 100% das empresas petrolíferas estatais. Ela citou o Brasil como um modelo.
"No Brasil, o estado tem 51% [das ações] por meio da Petrobras. Nós escolhemos o mesmo caminho [com a Repsol-YPF]. Queremos ter uma relação igualitária com nosso sócio [Brasil], para ajudar a América Latina a se transformar também em região de auto-abastecimento. E, por isso, queremos incluir Venezuela no Mercosul para fechar o anel energético", disse.
O restante das ações da Repsol-YPF -mais de 40%- corresponderá às províncias e um percentual reduzido aos espanhóis (especula-se que em torno de 6%).
A presidente disse que a medida não afeta "outros sócios ou acionistas" da Repsol-YPF. No entanto, após o anúncio, as ações da empresa registraram forte queda na Argentina e no mercado internacional.
A presidente afirmou também que seu governo quer trabalhar junto com o empresariado, mas que "não vai tolerar" a falta de cooperação com seu país. O anúncio da presidente foi interpretado por analistas argentinos como sinal de “maior ingerência do Estado” na economia local.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120416_argentina_ypf_mc.shtml

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Economia recua 0,23% em fevereiro, segundo prévia do PIB

Indicador divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central mostra recuo de 0,23% da atividade econômica brasileira em fevereiro (resultado com ajuste sazonal, que desconsidera efeitos de determinado período do ano). Em janeiro, o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica) havia registrado recuo de 0,13%. Em relação a janeiro de 2011, o indicador registrou recuo de 0,07%.
Na série sem ajustes, o indicador de fevereiro mostrou elevação de 1,12%.
De acordo com o IBC-BR, o indicador passou de 140,53 pontos em janeiro para 140,20 em fevereiro.
Em 2011, o crescimento do PIB foi de 2,7%. O governo mantém a estimativa de crescimento para o ano em 3%, segundo o Ministério da Fazenda.
O IBC-BR foi criado pelo BC para antecipar dados sobre o desempenho da economia. O indicador mostra a tendência do PIB, índice oficial divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1076621-economia-recua-023-em-fevereiro-segundo-previa-do-pib.shtml

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Rio+20: Carta do Amapá começa a ser preparada

O Amapá prossegue, nestas quarta e quinta-feira (11 e 12), com os eventos preparatórios para a formulação de uma proposta contundente ruma a Rio + 20 – a conferência mundial sobre desenvolvimento sustentável, que ocorrerá na capital carioca, de 13 a 22 de junho.
Este novo encontro, denominado Reunião dos Conselhos Estatuais para a Rio +20, ocorre na Escola de Administração Pública (EAP), de 8h às 12h e de 14h às 18h. Ela deve definir recomendações para a elaboração da chamada Carta do Amapá para a Rio + 20 e a contribuição da sociedade amapaense para a Carta de Economia Verde dos Estados Amazônicos para a conferência mundial.
Metodologia
A EAP é responsável pela metodologia aplicada nos eventos preparatórios para a Rio +20. De acordo com a diretora da EAP, Izabel Cambraia, serão realizadas reuniões temáticas com 8 Conselhos Estaduais: de Recursos Hídricos, de Meio Ambiente, de Saúde, de Educação, de Desenvolvimento Rural, de Cultura, de Mulheres e de uma Câmara Setorial da Sociobiodiversidade . 
"Teremos como produto, recomendações para o Seminário Estadual Rio + 20, e contribuições para a construção da "Carta do Amapá" e da "Amazônia" para Rio+20", ressalta Izabel.
Histórico
A Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento Sustentável (CNUDS), agendada para junho próximo, marca o vigésimo aniversário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), reunião que ficou conhecida como ECO-92 e o décimo aniversário da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), conhecida como Rio +10, realizada em Joanesburgo, em 2002.
A ECO-92, também conhecida como Cúpula da Terra, consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e atribuiu aos países desenvolvidos a responsabilidade  sobre danos ao meio ambiente, reconhecendo ainda a necessidade dos países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico em direção ao desenvolvimento sustentável.
O resultado desta conferência foi a elaboração dos seguintes documentos oficiais: Carta da Terra, as Convenções da Biodiversidade, Desertificação e Mudanças Climáticas, uma Declaração de Princípios sobre Florestas, a Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento e a Agenda 21.  A Rio +10 teve como o principal objetivo rever as metas propostas pela Agenda 21. O principal resultado desta conferência foi o Plano de Ação de Joanesburgo.
Rio +20 terá como objetivo assegurar a renovação do compromisso político para o desenvolvimento sustentável, analisar o progresso feito até o momento e as lacunas de implementação dos resultados das principais cúpulas sobre meio ambiente, além de enfrentar os desafios novos e emergentes.  As discussões a serem realizadas na conferência terão foco em dois temas: A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e na erradicação da pobreza e o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.
Próximos passos
A próxima etapa de preparação do Estado do Amapá para o fórum mundial será o Encontro da Juventude Amapaense sobre a Rio + 20. Será uma grande reunião entre juventude amapaense, com palestras e mesas de redondas sobre os principais temas da Rio + 20 e de grande discussão na sociedade brasileira, como o Projeto de Lei do Novo Código Florestal.
Depois do evento com a juventude, será a vez do Seminário Estadual, que reunirá para discussão em plenária todas as contribuições colhidas nas fases descritas anteriormente e o Encontro de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Brasileira para a Rio + 20. Estes dois encontros ocorrem no mês de maio. O resultado final destas fases preparatórias será o término da construção da Carta do Amapá para a Rio +20.
Elder de Abreu/IEF e  Crisler Samara/EAP