domingo, 8 de abril de 2012

Como fica o seu salário em comparação com outros países?

Se o mundo não estivesse dividido entre ricos e pobres, e todos pudessem obter a mesma parcela dos rendimentos globais, quanto cada pessoa receberia por mês? De acordo com pesquisadores da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse valor seria de US$ 1.480 (R$ 2,7 mil).
Mas como os pesquisadores chegaram a este número?
O valor total da receita mundial está em US$ 70 trilhões (R$ 127 trilhões) por ano, e há 7 bilhões de pessoas no planeta. Logo, por uma conta mais simples, a média de rendimentos anuais estaria em cerca de US$ 10 mil (R$ 18 mil) por pessoa por ano.
Mas nem todos têm o mesmo salário e, dentre a população mundial, muitos estão fora da força de trabalho.
Complexo, o cálculo do salário médio mundial tem sido parte de um projeto da OIT, que é ligada às Nações Unidas, e esta é a primeira vez que as cifras são divulgadas.
Foram usados dados de 72 países, coletados em 2009, e somente a massa assalariada foi levada em consideração. Autônomos - a maioria em alguns países em desenvolvimento - e pessoas que vivem com a renda de benefícios sociais não foram incluídos.
Primeiramente, foi calculado o salário total para cada país, e nações mais populosas tiveram peso maior. Após somar as médias de todos os países, os pesquisadores dividiram o total pelo número de assalariados registrados e chegaram à cifra de R$ 2,7 mil mensais – ou cerca de US$ 18 mil (R$ 32 mil por ano).

Média ainda é baixa

Outro fator importante é o câmbio. A moeda utilizada pelos economistas da ONU não é o dólar normal, mas sim dólares de Paridade de Poder de Compra (PPC). Essencialmente, o dólar PPC leva em consideração as variações de custo de vida em diferentes países. Ou seja, o estudo avalia quanto uma pessoa pode comprar com US$ 1 em diferentes realidades econômicas para se ter uma base de comparação.
Embora o valor de R$ 2,7 mil mensais (cerca de R$ 137 por dia) possa parecer alto, os responsáveis pelo estudo alertam que, na prática, o salário médio mundial ainda é muito baixo.
Mais de um terço da população do planeta ainda vive com menos de US$ 2 (R$ 3,6 por dia) – abaixo da linha de pobreza. Em um país como o Tajiquistão, por exemplo, o salário médio anual, e não mensal, é de US$ 2,7 mil (R$ 4,9 mil).
Os R$ 2,7 mil mensais e R$ 32 mil anuais também estão abaixo dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, onde a média salarial é de R$ 5,4 mil por mês e R$ 67 mil por ano.
"(A pesquisa) revela um pouco sobre a qualidade de vida das classes médias. Diz como as pessoas estão no fim do mês, dá uma ideia de como elas vivem – quantas vezes podem sair, onde podem comprar, onde podem viver, que tipo de aluguel podem pagar. E isso é o mais interessante, em contraste com o PIB per capita, que é uma noção muito mais abstrata", diz o economista Patrick Belser, da OIT.
"O que mostra, também, é que a média salarial ainda é muito baixa, e que, portanto, o nível de desenvolvimento econômico mundial ainda é, de fato, muito baixo, apesar da abundância financeira que vemos em alguns lugares", conclui.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/03/120330_salario_mundial_oit_jp.shtml

sábado, 7 de abril de 2012

PARADIGMAS TECNOLÓGICOS

PARADIGMAS TECNOLÓGICOS

Por advento da segunda revolução industrial dois aspectos ou processos se destacam ambos típicos do século XX; o taylorismo e o Fordismo.

Ø  TAYLORISMO:

É a organização do trabalho a partir da sua sistematização, desenvolvida pelo engenheiro norte-americano frederich W. Taylor (Por volta de 1900), e corresponde à rígida separação do trabalho por tarefas e níveis hierárquicos (executivos e operários).
Segundo, Taylor, deveria existir um controle sobre o tempo gasto em cada tarefa e um constante esforço de racionalização, para que a tarefa seja executada num tempo mínimo. O tempo de cada trabalhador passa a ser vigiado e cronometrado, e aqueles que produzem mais em menos tempo recebem prêmios como incentivo. Com o tempo, todos os trabalhadores serão obrigados a produzir em um tempo mínimo, certas quantidades de peças ou produtos.

O taylorismo aumenta a produtividade da fábrica, mas também a exploração do trabalhador, que passa a produzir mais em menos tempo.  

Ø  FORDISMO:
Termo que engendrado do nome do industrial norte-americano Henry Ford, um pioneiro da indústria automobilística no inicio do século XX. Ford absolver algumas técnicas do taylorismo como a disciplina na produção ou racionalização, otimização da produção com a redução do tempo de produção, porém ele vai além, pois acrescenta como fator fundamental de diferenciação do taylorismo o aumento do consumo, coisa que Taylor não teorizou.
 
Ao absolver algumas técnicas do taylorismo Ford transpassa-a, pois organiza a linha de montagem de cada fábrica para produzir mais, controlando melhor as fontes de matérias-primas e de energia, a formação de mão-de-obra e transportes, o aperfeiçoamento das máquinas para ampliar a produção e o consumo. 
 
O grande lema do fordismo era produção em massa e consumo em massa. A lógica do fordismo consiste na seguinte idéia: para se produzir em massa é necessário que exista consumidores para comprar toda essa produção, ora para isso torna-se necessário formar um imenso mercado consumidor, e a maioria da população de qualquer país tem que ser composta por trabalhadores ativos, por isso é necessário pagar bem aos trabalhadores, para que eles possam exercer o seu papel de consumidores. O que aumenta a produção e os lucros dos grandes industriais.

Obs: A generalização do fordismo foi um dos fatores que ajudaram na melhoria dos padrões de vida dos países desenvolvidos no século XX

Ø  Característica do fordismo:
·          Produção em massa de um mesmo produto. Para Henry Ford (fundador da indústria automobilística), criador do fordismo, era preciso que as empresas concentrassem esforços na produção de um só produto,
·          Divisão do trabalho com a utilização da linha de montagem acoplada à esteira rolante que evita o deslocamento do trabalhador e mantém um fluxo contínuo e progressivo de peças.
·          Especialização dos trabalhadores em uma só função, pois realizam apenas uma tarefa de cada vez e não necessitam de muita qualificação (são apenas técnicos).  
·          Os operários deveriam ganhar um bom salário, para que a partir de então, houvesse um aumento do consumo e consequentemente da produção industrial.  
·          Produzir em grande quantidade para fazer estoque, pois o preço da matéria-prima poderia sofre aumento, e ai os grandes industriais poderiam ganhar ou perder dinheiro, dependendo de como o seu estoque estivesse.

 
ACUMULAÇÃO FLEXIVEL:
Ø  Nascimento do Toyotismo:
O fundador da Toyota, Sr. Eiji Toyota nos anos 50 visitou as fábricas da Ford e quando retornou ao Japão tinha uma modesta convicção consigo: "havia algumas possibilidades de melhorar a produção". Junto da aplicação das idéias de Toyota e outros fatos
possibilitaram o nascimento do novo modelo de produção, bem como: mercado doméstico pequeno e exigência do mercado de uma gama variada de produtos; força de trabalho local não adaptável ao Taylorismo

Ø  O TOYOTISMO:
Originou-se no Japão, mais precisamente na fábrica de automóveis da Toyota. Ele consiste na produção em larga escala, mas, no entanto, com a otimização da produção, do mercado e do trabalho, pois ocorreram mudanças significativas no mundo do trabalho, o trabalhador passa e ser polivalente, e não desenvolve apenas uma única função, quando da época do fordismo.
 
A flexibilização do trabalho vai levar a uma flexibilização da produção, e está a uma flexibilização do modo de produção, haja vista que as relações de produção passam a ter novos valores.

Ø  Características:
Trabalhador polivalente; (exerce varias funções na produção);
Leis trabalhistas menos rígidas; (contrato de trabalho)
Enfraquecimento do sindicato (aumento da individualidade em detrimento da coletividade)
Aumento da disciplina (disciplina mais acentuada que no fordismo)

Ø  A ACUMULAÇÃO FLEXÍVEL:
Na década de 60 do século XX, o mundo desenvolvido passou por uma mudança mais acentuada na produção, e a partir de então passaram e pensaram em outro sistema que poderia substituí-lo sem que houvesse uma perda ou diminuição do lucro das empresas.
Esse processo de passagem do fordismo para o pósfordismo ficou conhecido como acumulação flexível:

Ø  Característica:
Flexibilidade do trabalho e do trabalhador.
Enfraquecimento dos sindicatos.
Diversificação produtiva.
Produção em escala. (De acordo com o mercado)
Proliferação do contrato de trabalho

Ø  JUST-IN-TIME
A aplicação de algumas técnicas na produção japonesa permitiu reduzir estoques, em todos os níveis, incrementar a capacidade disponível em grandes investimentos adicionais, diminuir tempos de fabricação, melhorar a produtividade e a qualidade dos produtos fabricados, etc. E uma destas técnicas foi o JIT- Just-In-Time que tem o objetivo de dispor da peça necessária, na quantidade necessária e no momento necessário, pois para lucrar necessita-se dispor do inventário para satisfazer as demandas imediatas da linha de produção.

 
Ø  Principais características:
a) A produção torna-se seletiva e controlada seguindo as necessidades do consumidor de cada lugar e/ ou país. É controlada de acordo com as oscilações do mercado. O objetivo é evitar o desperdiço de capital em forma de grandes estoques de matérias-primas e produtos acabados.
b) A fabricação torna-se controlada na qualidade e quantidade com a utilização da robótica e da informática, o que diminui a necessidade de muitos operários na linha de produção, verificasse ainda a utilização de um trabalhador de alta qualificação.
c) Ocorre também à redução no custo de produção, com o aperfeiçoamento tecnológico, a transferência da produção dos bens mais simples para regiões do mundo, devido às vantagens locacionais, e aos avanços nos meio de comunicação e transporte e ao processo de terceirização.
d) Por outro lado, ocorre uma importância crescente do conhecimento cientifico, ou seja, aplicação do conhecimento da
microfísica, da ecologia, da biotecnologia, da informática etc. Daí o papel fundamental da escolaridade; nesse sentido, o processo produtivo exige um conhecimento mais elevado (terceiro grau).

Ø  As conseqüências do novo paradigma ao mercado de trabalho:
a) Aumento do chamado desemprego estrutural ou tecnológico, devido à introdução de novas tecnologias (informática e robótica) que eliminam muitas profissões de baixa qualificação e reduzem a necessidade de mão-de-obra. A transferência da produção (fabricas) dos países desenvolvidos para os países periféricos, ou das grandes para pequenas cidades.
b) Flexibilização das relações de trabalho, devido às alterações sofridas nas leis trabalhista dos países, em decorrência tem o aumento da terceirização o que acaba gerando certa facilidade de controle do excedente de mão-de-obra, é o que alguns autores denominam de controle da sociedade ou sociedade de controle.
c) Aumento do desemprego provoca o retorno do trabalho familiar, já que muitas pessoas que perdem empregos nas grandes empresas ou no aparato estatal (privatização) criam pequenas empresas com laços familiares que realizam etapas da produção menos sofisticadas para as grandes empresas, é a chamada prestação de serviços ou terceirização.
d) Redução dos empregos permanentes, devido, às flexibilidades das relações trabalhistas, com a expansão do trabalho temporário e a subcontratação.
e) Enfraquecimento dos sindicatos devido à redução dos números de filiados (aumento do desemprego e aumento da informalidade).
f) Redução do emprego e dos salários no setor primário e secundário da economia, devido à mecanização do campo e da robotização da indústria.
g) Crescimento dos números de empregos no setor terciário, pois esse se tornou o mais importante setor da economia mundial, devido apresentar a maior rentabilidade e a maior geração de emprego.
h) Agravamento da hipertrofia do setor terciário nas grandes cidades dos países subdesenvolvidos. Em função da desqualificação da mão-de-obra, provocadas pelas inovações tecnológicas, como as profissões do setor bancário e automobilístico.

domingo, 1 de abril de 2012

Álcool mata mais que obesidade e tabagismo

Recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre anúncios, preços e leis podem servir de modelo.


Se pensarmos nos piores assassinos do mundo, pode ser que não nos lembremos do álcool. Ainda assim, ele mata mais de 2,5 milhões de pessoas por ano, mais que Aids, malária ou tuberculose.

Para pessoas com renda média, que constituem metade da população mundial, o álcool é o maior fator de risco para a saúde: pior que a obesidade, a inatividade e o tabagismo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) documentou com detalhes a extensão do abuso de álcool nos últimos anos e já publicou recomendações consistentes sobre como reduzir mortes relacionadas à substância, mas isso não é suficiente, segundo Devi Sridhar, especialista em políticas de saúde na University of Cambridge.

Em um comentário feito na Nature, Devi argumenta que a OMS deve regular o álcool a nível mundial, impondo regulamentos como idade mínima para beber, tolerância zero para embriaguez ao volante e proibição de bebidas especiais ilimitadas. Respeitar os regulamentos seria obrigatório para os 194 Estados membros da OMS.

Longe de proibir, a regulamentação da OMS forçaria as nações a fortalecer leis fracas sobre bebidas e aplicar melhor as leis já em vigor, aponta Devi.

Quase uma garrafa por dia
O consumo de álcool é medido em termos de álcool etílico puro para compensar as diferenças de teor na cerveja, vinho e destilados. Uma garrafa de vinho de um litro com 10% de álcool, por exemplo, representaria apenas 0,1 litro de álcool puro. Segundo a OMS, cada americano toma, em média, 9,4 litros de álcool etílico por ano, que equivalem a 94 garrafas do vinho citado acima.

Embora possa parecer muito, os americanos nem chegam perto dos 50 maiores consumidores mundiais. A Europa, especialmente a Europa Oriental, domina a cena. A Moldávia encabeça a lista, com 18,4 litros de álcool per capita por ano. Isso equivale a 184 garrafas de vinho de um litro ou quase quatro garrafas semanais por pessoa. A idade legal para beber na Moldávia é 16 anos e há poucas restrições sobre quando ou onde o álcool pode ser vendido.
O preço do abuso de álcool é a morte prematura. Um em cada cinco homens da Federação Russa e de países europeus vizinhos morre em consequência do álcool, segundo dados da OMS. O abuso de álcool está associado a doenças cardiovasculares, cirrose do fígado, cânceres diversos, violência e acidentes de veículos. Adultos alcoólatras têm ainda dificuldade de trabalhar e sustentar suas famílias.
Recomendações sensatas
Devi argumenta que a OMS é a única entre as organizações de saúde que pode criar convenções juridicamente vinculadoras. A OMS fez isso apenas duas vezes em sua história de 64 anos: o Regulamento Sanitário Internacional, que exige que países reportem certos surtos de doenças e eventos de saúde pública, e a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, que obriga os governos a modificar leis para reduzir a demanda e a oferta de tabaco.

Nenhuma outra entidade pode atacar o problema mundial do abuso de álcool, disse ela. Quando se trata de álcool, no entanto, a OMS estabelece meras recomendações, como as descritas em 2010 na Estratégia Global da OMS para reduzir o uso nocivo do álcool.

“Os países estão cientes do problema, mas vários não se comprometeram realmente com a implementação das recomendações”, lamentou Devi à LiveScience. “O problema não é com os ministérios da saúde, mas com os das finanças e do comércio, por exemplo, que priorizam outros interesses.”

Em seu comentário na Nature, Devi avaliou que as atuais recomendações da OMS poderiam servir como base para uma nova convenção internacional sobre a regulamentação do álcool. Os Estados Unidos lutam para cumprir várias das dez áreas-alvo recomendadas, que incluem restrições à publicidade, elevações de preços e leis mais duras contra a embriaguez na condução de veículos.

“Com a sustentação da OMS, os ministérios da saúde teriam uma posição mais forte de negociação doméstica para priorizar a regulação do álcool acima de interesses econômicos”, defende Devi.

por Christopher Wanjek e LiveScience Bad Science Columnist

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/alcool_mata_mais_que_obesidade_e_tabagismo_2.html   

sábado, 24 de março de 2012

Usina denunciada por infrações sociais e ambientais quer vender créditos de carbono

Consórcio da hidrelétrica solicitou registro junto à ONU para entrar no lucrativo mercado de carbono; entidades contestam.



No início deste ano, cenas de casas ribeirinhas arrastadas pela força das águas do rio Madeira, em Rondônia, acompanharam a abertura das comportas da hidrelétrica de Santo Antonio, uma das principais obras do PAC na Amazônia. Os impactos sobre moradores das barrancas do rio foi tão forte, que os Ministérios Públicos Federal e Estadual intervieram e obrigaram o Consórcio Santo Antônio Energia, S.A a se responsabilizar pelos danos e realocação dos dezenas de desabrigados.
Este foi apenas o último capítulo de uma série de problemas ambientais e sociais que vêm se acumulando na conta da usina, que agora quer se beneficiar economicamente com a venda de créditos de carbono através de registro junto ao MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto para incentivar projetos ambientalmente responsáveis.
De acordo com a solicitação da Santo Antônio Energia, S.A. (SAESA), a usina deverá emitir zero de Gases de Efeito Estufa (GEEs), além de trazer melhorias na qualidade de vida da população local. Isso lhe daria o direito de negociar créditos de carbono equivalentes a 51 milhões de toneladas de emissões CO2/equivalente evitadas (em fevereiro, o preço mínimo de uma tonelada de CO2/equivalente girava em torno de US$ 30 no mercado internacional).
Aberta à consulta pública até 21 de março, a solicitação de registro da usina Santo Antonio junto à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) foi enfaticamente contestada por organizações ambientais nacionais e internacionais (International Rivers, Conselho Indigenista Missionário, FASE Amazônia, Forum Mudanças Climáticas e Justiça Social, Grupo de Pesquisa Energia Renovável Sustentável, Instituto Socioambiental, Terra de Direitos, entre outros) e por especialistas no tema.

Impactos sociais e ambientais
De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), Philip Fearnside, do ponto de vista técnico, o projeto da Santo Antônio Energia é um engodo. “Nenhuma das supostas reduções de CO2/equivalentes do projeto é real, e aprová-lo seria um retrocesso nos esforços de combate às mudanças climáticas”. Segundo Fearnside, tanto a decomposição da vegetação submersa pelo reservatório quanto a própria pressão das águas ao passarem pelas turbinas, emitirão um grande volume de GEEs. O pesquisador também explica que os projetos de MDL só poderiam receber o registro se a pretensa diminuição de emissões de GEEs não ocorreria sem os financiamentos deste mecanismo. No caso de Santo Antonio, a usina foi planejada pelo governo brasileiro e financiada por estatais com a total expectativa de lucrar sem os recursos adicionais do MDL. Nenhuma das 51 toneladas de redução de emissões é adicional ao projeto pré-existente, diz Fearnside.


Os opositores ao registro também listaram inúmeros outros impactos da hidrelétrica que, com Jirau - a outra usina construída no rio Madeira –, é considerada responsável pela extinção de espécies endêmicas de peixes, por ameaçar indígenas isolados, e pelo desmatamento recorde no município de Porto Velho em 2010. A Repórter Brasil também denunciou infrações trabalhistas na obra da hidrelétrica em 2009. A presença das usinas também está relacionada a uma epidemia de violência, prostituição infantil, consumo de drogas na região.
“A solicitação do MDL para a usina Santo Antonio é claramente manipulada para rebaixar seus impactos sociais e ambientais. O projeto é não adicional, insustentável e mais propenso a aumentar do que a diminuir a emissão de GEEs. A aprovação deste projeto poderia criar um precedente extremamente perigoso para o MDL”, afirmam as entidades.


Saiba mais: o que é o MDL?
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é o principal instrumento de flexibilização das metas de diminuição de emissões de Gases de Efeito Estufa, criados pelo Protocolo de Kyoto, e é aplicável a projetos em países que não têm metas de redução de emissão de GEEs. Permite que países desenvolvidos financiem projetos de redução ou comprem os volumes de redução de emissões resultantes de iniciativas desenvolvidas em países emergentes. A participação dos países envolvidos com o projeto deve: ser voluntária e aprovada pelos órgãos governamentais competentes de cada país; a atividade do projeto deve resultar em benefícios reais, mensuráveis e de longo prazo, relacionados com a mitigação das mudanças climáticas; as reduções de emissões de GEEs devem ser adicionais ao que ocorreria na ausência da atividade do projeto; a atividade do projeto deve contribuir para o desenvolvimento sustentável, segundo as diretrizes do país anfitrião.


23/03/2012

Verena Glass

http://www.brasildefato.com.br/node/9141

terça-feira, 20 de março de 2012

Questões - Industrialização Brasileira

01.(IFPA) Durante o Estado Novo (1937-1945), foram criadas as bases necessárias para o desenvolvimento industrial brasileiro a partir dos anos 50. O Estado tornou-se o grande investidor na indústria de base, criando empresas que foram fundamentais para o surto industrial posterior. Entre essas empresas, destacamos o (a):
a) Eletrobras
b) Banco Central
c) Companhia Siderúrgica Nacional
d) Banco do Brasil
e) Petrobras

C

02.(UESPI) O desenvolvimento industrial brasileiro, que teve início no final do século XIX, ocorreu de forma desigual nas diferentes regiões do Brasil, pois houve uma concentração da atividade industrial, particularmente, nos Municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. Dentre outras razões, explicam esse fato:
a) a formação de um mercado externo na região Sudeste e a criação de casas de importação por emigrantes estrangeiros.
b) o domínio da cafeicultura no Sudeste, a conseqüente acumulação de capital e a imigração estrangeira que se dirigiu para essa região.
c) o domínio da mineração em São Paulo e a fundação de casas de exportação que tinham como objetivo abastecer o mercado brasileiro de produtos nacionais.
d) o desenvolvimento de empresas de extração mineral em São Paulo, que permitiu a acumulação de capital, e o conseqüente fluxo de emigrantes que para lá se dirigiu.
e) a abolição da escravidão e a concentração da população na região Sudeste, fato que estimulou a criação de casas de importação.

B

03.(UFOP) Juscelino Kubitschek assumiu a presidência do Brasil em 31 de janeiro de 1956. Seu governo foi marcado pela ênfase na necessidade de promover o desenvolvimento econômico sem criar o risco de perturbar a ordem social, embalado pelo otimismo do lema “cinquenta anos em cinco”. A política econômica do governo JK, voltada para os transportes, a educação, a produção de alimentos, o desenvolvimento da indústria de base e a construção de Brasília, foi definida em um documento que sintetizava 31 objetivos.

Marque a opção que contém o nome desse plano.
a) Plano de Metas
b) Plano Collor
c) Plano Cruzado
d) Plano Piloto

A

04.(UFBA)

Por todos os continentes e países do mundo encontramos inúmeros produtos oriundos da indústria. Mas, não precisamos viajar para conhecê-los. Em cada espaço de nossa casa temos esses exemplos: a cama, a roupa, o som e a TV estão entre eles. Todos esses produtos são o resultado da transformação de matérias-primas, com suprimento de energia, em produtos industrializados. Até
consolidar esse processo, a indústria passou por vários estágios de produção. (ALMEIDA; RIGOLIN, 2005, p. 123).

Com base na análise do texto e nos conhecimentos sobre a evolução, os tipos e a localização das indústrias no Brasil e no Mundo, pode-se afirmar:

(01) A Primeira Revolução Industrial foi marcada pela hegemonia alemã, pelo uso do carvão vegetal,
como principal fonte de energia, e pela grande dispersão da atividade industrial em termos do espaço mundial.
(02) A Segunda Revolução Industrial começou no final do século XIX com o surgimento das indústrias
de vanguarda como a metalúrgica, a siderúrgica, a automobilística e a petroquímica, sendo o petróleo a sua principal fonte de energia.
(04) O avanço da Revolução Técnico-Científica-Informacional já é marcante no Japão, na Alemanha,
nos Estados Unidos e em outros países, embora ainda haja a permanência de inúmeros traços da Segunda Revolução Industrial.
(08) A indústria de bens de produção utiliza grande quantidade de matéria-prima e alto consumo de
energia, visando abastecer outros tipos de indústrias, como as siderúrgicas.
(16) O vale do Silício brasileiro localiza-se em Pirapora, no interior de Minas Gerais e, assim como
o original norte-americano, concentra, atualmente, indústrias consideradas de tecnologia de ponta, especialmente de informática, eletrônica e de telecomunicações.
(32) O Sudeste afirmou-se como pólo da industrialização brasileira, sobretudo graças à infra-estrutura
urbana e de transportes desenvolvida em função da cafeicultura, devido à chegada do imigrante e pela concentração de consumidores urbanos.
(64) As usinas termo-nucleares Angra I, Angra II e Angra III fornecem a maior parte da energia consumida no sudeste do Brasil, utilizam tecnologia americana e, conseqüentemente, geram pequena quantidade de resíduos radioativos.

Resposta: 02 + 04 + 32 (38)

05.(ESPM) Leia o texto e responda:

A grande guerra de 1914-1918 dará grande impulso à indústria brasileira. No primeiro grande censo posterior à guerra realizado em 1920, os estabelecimentos industriais arrolados somarão 13.336, com 1.815.156 contos de capital e 275.512 operários. Destes estabelecimentos, 5.936
tinham sido fundados no quinqüênio 1915-1919, o que revela claramente a influência da guerra.

(Caio Prado Jr. História Econômica do Brasil)

Sobre a relação entre o Brasil e a Primeira Guerra Mundial é correto afirmar que:

a) A guerra desenrolada na Europa produziu pobreza e miséria generalizada nos países da América Latina.
b) Os países latino-americanos, o Brasil entre eles, tornaram-se exportadores de armamentos para os países envolvidos no conflito.
c) Durante a Primeira Guerra Mundial, o Brasil conseguiu manter a neutralidade até o final do conflito, obtendo com tal postura grandes vantagens ao vender manufaturas para os dois blocos em conflito.
d) A guerra levou o Brasil a diminuir as exportações e a aumentar as importações de novos fornecedores, como os Estados Unidos, o que impediu nossa industrialização.
e) A guerra levou o Brasil a diminuir as importações e a aumentar as exportações, tendo crescido bastante no eixo Rio-São Paulo o número de estabelecimentos industriais.

E

06.(Ufpi) Sobre o processo de industrialização no Brasil, analise as afirmações a seguir:

I. Até a década de 1930, não se desenvolveu uma política de industrialização, pois as atenções estavam voltadas para o setor agrário-exportador.
II. Um período importante para o desenvolvimento industrial ocorreu após 1945, com o início da crise da
cafeicultura brasileira.
III. Após 1950, o desenvolvimento se fez com grande participação de capitais estrangeiros, iniciando-se a internacionalização da economia do país.
IV. Os governantes militares, após 1964, interromperam o processo de internacionalização, principalmente pela abertura política e democratização do país.

Está correto o que se afirma em:

a) I e II
b) I e III
c) II e IV
d) I, II e III
e) II, III e IV

B

07.(Unifor) No contexto industrial brasileiro, a região Nordeste do Brasil ocupa a terceira posição. Sobre a atividade industrial da Região afirma-se:

I. Recentemente, a participação do Estado foi decisiva para a instalação de uma grande siderúrgica em Pernambuco.
II. O processo de industrialização é antigo e data da segunda metade do século XIX.
III. Dois estados são responsáveis pela produção industrial na região: Bahia e Pernambuco.
IV. No estado da Bahia destacam-se as indústrias petroquímicas que utilizam o petróleo extraído do Recôncavo Baiano.

Está correto o que se afirma SOMENTE em

a) I e II.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II e III.
e) III e IV.

E

08.(Puc-pr) São características do governo de Juscelino Kubitschek:

a) fortalecimento das Forças Armadas; outorga de uma nova Constituição; repressão do Partido
Comunista.
b) modernização por meio de uma política autoritária; implantação da Usina de Volta Redonda;
estabelecimento do salário mínimo.
c) cassação do Partido Comunista; implantação de uma política econômica liberal; rompimento das
relações diplomáticas com a União Soviética;
d) definição de uma política denominada Plano de Metas; incentivo à industrialização.
e) proibição do lança-perfume, do biquíni e das brigas de galos; implantação de um plano de
desvalorização cambial e contenção de gastos públicos; diminuição de subsídios para os setores
agrícolas.


D

09.(Ufam) Durante o governo Médici, o Brasil assistiu a um vigoroso desenvolvimento que as manifestações ufanistas patrocinadas pelo governo batizaram de “milagre econômico”. A esse respeito, pode-se afirmar que:

a) O sucesso das cifras econômicas deveu-se à criação do Plano de Metas, idealizado pelo então ministro Antonio Delfim Neto.
b) Enquanto o PIB subia a taxas em torno de 10% ao ano, ocorreu, paradoxalmente, um aumento da concentração de renda e da pobreza.
c) O “milagre” foi decorrência direta da transformação da economia brasileira, que então abandonava suas bases rurais e passava a se concentrar na produção urbano industrial.
d) A arrancada econômica foi fruto do abandono da indústria de base e da adoção de uma política de substituição de importações que tornou o Brasil menos dependente do mercado mundial.
e) Favorecido pela política de recuperação salarial da classe média posta em prática nos anos sessenta, o “milagre” chega ao fim com o arrocho salarial imposto pelo governo Geisel.


B

10.(Ufam) Os maiores centros industriais da região Nordeste são:

a) Recife, Maceió e São Luís.
b) João Pessoa, Maceió e Salvador.
c) São Luís, Natal e Teresina.
d) Fortaleza, Salvador e Recife.
e) Salvador, Fortaleza e João Pessoa.

D

11.(Ufam) A maior parte do capital aplicado na industrialização brasileira, a partir de 1930, teve origem nos lucros obtidos com a exportação de:

a) soja
b) açúcar
c) café
d) petróleo
e) carvão

C

12.(Ufjf) O setor de leite e derivados, de longa tradição em Minas, é responsável por mais de 30% da produção brasileira. A Itambé (Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais), maior empresa do ramo, em meados de 2000, anunciou que estudava a transferência de sua produção para Goiás, onde mantém duas fábricas. Alegava que o governo de Minas cobra 7% de ICMS sobre o leite longa-vida, ao passo que o estado de Goiás oferece isenção de 80% para o mesmo produto.

Fonte: Adaptado de http://www.scielo.br/scielo

Este processo envolvendo diferentes interesses de agricultores e empresas, cuja atribuição é de responsabilidade dos governos estaduais, recebe o nome de:

a) guerra fiscal.
b) tarifa aduaneira.
c) isenção de imposto de renda.
d) taxa de câmbio.
e) guerra fria.

A

13.(Ufal) O Brasil é considerado por muitos estudiosos como um país de industrialização tardia ou país subdesenvolvido industrializado. Denominações à parte, é certo que o Brasil tem aumentado a participação dos produtos industriais na pauta das exportações. Analise as afirmações sobre o processo de industrialização brasileiro.

( ) Apesar de vir perdendo indústrias nas últimas duas décadas, a região Sudeste ainda mantém a liderança nacional tanto no que se refere ao valor de produção como quanto ao número de empregados no setor industrial.
( ) Um novo modelo de industrialização tem sido instalado no Brasil. Trata-se da criação de Zonas Especiais de Exportação em áreas densamente povoadas como o litoral da região Norte e na área central da região Sul.
( ) Até a década de 1990, a metrópole de São Paulo concentrava ¾ da produção nacional de veículos. Na última década, as transnacionais automobilísticas optaram pela descentralização e surgiram unidades produtivas em outras regiões como o Sul e o Nordeste.
( ) Permanece em vigor o modelo de substituição de importações da década de 1950; apesar das políticas neoliberais e do processo de globalização, a produção nacional continua protegida das importações de bens industriais concorrentes aos nacionais.
( ) A internacionalização do processo de industrialização ocorreu em fases sucessivas: uma delas foi no período JK quando se instalaram no País indústrias de bens de consumo duráveis; a mais recente está associada às privatizações das estatais na década de 1990.

Resposta: VFVFV

14.(Ufam) As indústrias de bebidas na região Sul do Brasil estão estabelecidas no interior das áreas de pequenos e médios produtores de uva. As cidades que apresentam a maior concentração de indústrias de bebidas do Brasil são:

a) Garibaldi, Londrina e Maringá.
b) Porto Alegre, Brusque e Garibaldi.
c) Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul.
d) Joinville, Garibaldi e Blumenau.
e) Bento Gonçalves, Garibaldi e Joinville.

C

15.(Ufam) O período comumente denominado de “anos dourados” marcaram uma etapa da recente história brasileira associada ao desenvolvimentismo (abertura de rodovias, expansão da rede hidrelétrica, implantação da indústria automobilística, descentralização da capital) e à atmosfera cultural marcada pelo surgimento da Bossa Nova. A que governo tal período está associado:

a) Juscelino Kubstchek
b) João Goulart
c) Getúlio Vargas
d) Eurico Gaspar Dutra
e) Jânio da Silva Quadros

A

16.(Unesp) As considerações a seguir dizem respeito à cidade localizada no mapa.
I. Seu pólo industrial é fruto de um Decreto-lei da época do regime militar, portanto, imposto à sociedade brasileira.
II. Suas empresas realizam operações básicas de montagem incorporando, gradativamente, componentes de fabricação nacional.
III. A produção industrial é altamente subsidiada.
IV. O regime tributário estabelece concorrência desleal com os produtores de outras regiões do país.
Assinale a alternativa correta.

a) Pólo Têxtil de Belém.
b) Distrito Industrial de Santarém.
c) Zona Franca de Manaus.
d) Pólo Siderúrgico de Porto Velho.
e) Zona Petroquímica de Palmas.

C

17.(Mack) Entre as causas que explicam a relativa diminuição de concentração industrial na área metropolitana de São Paulo podemos considerar
I. A deseconomia de escala na região, em face dos baixos custos de produção.
II. Um sindicalismo forte e atuante na Grande São Paulo e nos arredores.
III. Incentivos Fiscais oferecidos por outras regiões.

Está correto o que se afirma em

a) apenas I e II.
b) apenas II e III.
c) apenas I e III.
d) apenas III.
e) I, II e III.

B

18.(Fuvest)

Estado de SP fica com peso menor no setor

A Pesquisa Industrial Anual do IBGE confirma a continuidade do processo de desconcentração
regional da indústria no Brasil. O peso da indústria paulista caiu de 46,4% em 2000 para 42,5% em 2003. São Paulo, porém, ainda está bem à frente do segundo colocado – Minas Gerais, com 10%.
Em contrapartida ao desempenho de São Paulo, ganharam espaço, na estrutura industrial do país, Rio de Janeiro (por causa do petróleo), Paraná, Bahia, Amazonas, Goiás e Pará.

Fonte: Adaptado de Folha de S. Paulo, 22/06/2005.

a) Cite e explique dois motivos do processo de desconcentração mencionado no texto.
b) Identifique e explique um fenômeno geográfico decorrente da desconcentração industrial.

Resposta

a) O processo de desconcentração industrial se dá em função, principalmente, da guerra fiscal
(isenção e facilidades fiscais) e da busca da diminuição do custo da produção (menor carga tributária,
mão-de-obra mais barata e infra-estrutura menos saturada, etc.). Acrescenta-se, ainda, o desenvolvimento das telecomunicações.
b) Um fenômeno geográfico decorrente da desconcentração industrial é a maior distribuição da riqueza e da população ao longo do território nacional, a partir da expansão da estrutura e do dinamismo do setor industrial em direção a outras regiões do país.

19.(Cefetsp-ensino médio) A conseqüência geral do desemprego na Europa e nos Estados Unidos foi uma drástica redução no comércio internacional, que regrediu ao nível de 1913. Não havia compradores para o café do Brasil, o trigo da Argentina, a lã da Austrália e a seda do Japão. Assim, a crise espalhava-se pelo mundo, com seu trágico cortejo de falências, desemprego e fome. Apenas a União Soviética não foi atingida, uma vez que estava isolada do mercado internacional pelo boicote dos países capitalistas.
(Mariana Martins, (ed.). Grandes Fatos do Século XX. Adaptado )

Tanto no Brasil, sob a presidência de Getúlio Vargas, quanto nos Estados Unidos, sob a presidência de Roosevelt, foram tomadas medidas, até certo ponto semelhantes, para se combaterem os efeitos da Crise de 29. Sobre tais medidas, pode-se dizer que foram baseadas
a) no liberalismo econômico, ou seja, na total ausência do Estado na organização econômica dos países, pois se acreditava na tese desenvolvida por Adan Smith de que o Estado não deve interferir na economia.
b) no intervencionismo estatal, a partir da criação de uma legislação trabalhista e da injeção de dinheiro público na economia, com a realização de grandes obras nos Estados Unidos e com a compra e queima de estoques de café no Brasil.
c) em processos de privatizações que, ao mesmo tempo em que capitalizaram o Estado e permitiram ao governo desenvolver programas de combate à miséria, tornaram as empresas mais competitivas.
d) no incentivo às atividades agrícolas que visavam tornar o país auto-suficiente e, por conseqüência, menos dependente das relações comerciais com os demais países, seriamente atingidos pela crise.
e) na busca, por parte do Brasil, de uma balança comercial favorável que gerasse superávit para o governo pagar, aos Estados Unidos, a dívida acumulada desde o término da 1.a Guerra Mundial.

B

20.(Fgv) “O Armazém Progresso de São Paulo começou com uma porta no lado par da Rua da Abolição. Agora tinha quatro no lado ímpar. Também o Natale não despregava do balcão de madrugada a madrugada.
Trabalhava como um danado. E dona Bianca suando firma na cozinha e no bocce.
- Se não é essa cousa de imposto, puxa vida!
Mas a caderneta da Banca Francese ed Italiana per L’America Del Sud ria dessa cousa de imposto.”

MACHADO, Antônio de Alcântara. Brás, Bexiga e Barra Funda. São Paulo: Klick, 1997, p.65.

Sobre a industrialização em São Paulo, na Primeira República, é correto afirmar:
a) O crescimento industrial resultou da abolição da escravatura. O declínio do setor agrário e da exportação de café e a oferta abundante de mão-de-obra estimularam o surto industrial paulista.
b) O crescimento industrial originou-se pelo menos de duas fontes interrelacionadas: o setor cafeeiro e os imigrantes. A desvalorização da moeda praticada pelas finanças brasileiras estimulava a indústria nacional, mas, ao mesmo tempo, tornava mais cara a importação de máquinas de que o parque industrial dependia.
c) O setor cafeeiro estimulou a industrialização ao promover a imigração e os empregos urbanos vinculados ao complexo cafeeiro, criando um mercado para os produtos manufaturados. Assim, o principal ramo industrial era o da indústria de base (ferro), seguido das indústrias alimentícias.
d) As máquinas utilizadas nas indústrias eram produzidas no Brasil, e os principais industriais eram brasileiros, marcando o caráter nacional da industrialização. A política do Estado, no sentido de favorecer a queda da taxa de câmbio, estimulava a indústria nacional.
e) No início do século XX, no censo de 1907, São Paulo surgia na frente dos estados com 35% da produção industrial, seguido do Distrito Federal com 16,6% e do Rio Grande do Sul com 14,9%.

B

21.(Fdels)

"Em 1844, visando aumentar a renda do Estado, em um momento de consolidação do sistema imperial, o liberalismo alfandegário foi abandonado em prol do protecionismo aduaneiro (...) A nova lei - denominada Tarifa Alves Branco - estabeleceu que os tributos sobre os produtos importados subiriam de 15% para 30% (caso não houvesse similar nacional) ou 60% (caso o artigo fosse produzido
no país)."

A Tarifa Alves Branco permitiu a (o):
a) Modernização da navegação de cabotagem no centro-sul do país
b) Redução dos investimentos do Império no setor algodoeiro maranhense
c) Investimentos públicos na lavoura de café no sul mineiro
d) Desenvolvimento do escravismo no sul do país
e) Desenvolvimento de indústrias no país

E

22.(Fgv) “Vai minha tristeza/ E diz a ela que sem ela não pode ser/ Diz-lhe numa prece/ Que ela regresse/
Porque não posso mais sofrer/ Chega de saudade/ A realidade é que sem ela/ Não há paz/ Não há
beleza/ É só tristeza e a melancolia/ Que não sai de mim/ Não sai de mim/ Não sai.”
Chega de Saudade, Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Esse é o trecho de uma das principais canções da bossa nova, gênero que renovou a música brasileira. Nessa época, vivia-se uma fase de otimismo no país. Altos índices anuais de crescimento econômico, grandes obras públicas, estabelecimento de empresas estrangeiras, manutenção da estabilidade política pelo presidente eleito e significativas conquistas esportivas em competições internacionais eram características:

a) do governo do Garrastazu Médici e do chamado “Milagre Brasileiro”;
b) do governo de João Goulart e da implementação das “Reformas de Base”;
c) do governo de Getúlio Vargas e da política de substituição de importações;
d) do governo de Jânio Quadros e da desnacionalização da economia;
e) do governo de Juscelino Kubitschek e do chamado “Nacional Desenvolvimentismo”.

E

23.(Fgv - direito) No ano de 1900, a cidade mais populosa do Brasil era o Rio de Janeiro, que tinha 274.972 habitantes. Em 2000, a mais populosa era São Paulo, que atingiu 10.406.200 habitantes.

a) O que ocorreu no Brasil, durante o século XX, que explica sua intensa urbanização, expressa na diferença de tamanho demográfico entre a maior cidade do país no ano de 1900 e a maior no ano de 2000?
b) Que papéis e funções a cidade do Rio de Janeiro desempenhava em 1900 para ocupar o nível mais importante da hierarquia urbana brasileira?
c) Por que São Paulo passou a ser a cidade mais importante do país, na segunda metade do século XX?
d) Nos últimos dez anos, houve uma redefinição territorial da produção industrial no país, fato que alterou os papéis desempenhados por São Paulo. Que redefinição é essa e quais os papéis dessa cidade no cenário nacional e internacional atual?

Resposta

a) Do ponto de vista econômico, político e social, o Brasil viveu mudanças profundas na primeira metade do século XIX relativas à passagem de uma economia agrárioexportadora a uma economia urbano-industrial, ou seja, viveu intenso processo de industrialização, acompanhado de urbanização.
Um dos reflexos mais significativos das mudanças que ocorreram em decorrência dessas alterações foi a mudança do nosso perfil demográfico, pois, em termos relativos, houve uma ampliação muito grande da participação da população urbana no conjunto da população total, bem como intenso processo de migração do Nordeste para o Sudeste.

b) O Rio de Janeiro era a capital do Brasil e, por essa razão, tinha importantes papéis político-administrativos. O comando político que essa cidade exercia também lhe conferia papéis culturais e de
difusão de valores da Modernidade para o restante do país. Tinha, ainda, importantes funções portuária e comercial.

c) O complexo que se organizou a partir da economia cafeeira em São Paulo criou condições favoráveis ao desenvolvimento pleno de sua industrialização.
Trabalho assalariado, mão-de-obra imigrante (sendo parte dela portadora de um saber fazer industrial trazido da Europa), capitais acumulados na cafeicultura – foram o tripé que constitui a base dessas mudanças. São Paulo tornou-se sede das principais indústrias do país, de capitais nacionais e internacionais (empresas multinacionais).

d) Houve no Brasil uma descentralização territorial da atividade produtiva industrial, tanto para o interior paulista como para outros estados do país. No entanto, houve uma centralização das atividades de comando do sistema (sedes de empresas e grande bancos) alterando o perfil funcional da cidade que diminuiu sua participação na atividade industrial do país e ampliou seus papéis ligados ao Terciário
Superior ou Quaternário.
Em função desse quadro, São Paulo é reconhecida como uma cidade global, uma vez que ampliou seus papéis ligados a grupos transnacionais que têm papel hegemônico nesse período de globalização.

24.(Mack) (Mack) A respeito do “milagre econômico” do governo Médici (1969-1974), são feitas as afirmações seguintes.
I. O “milagre” representou um período de altas taxas de crescimento do PIB (de até 14%), com avanços extraordinários na indústria, na agricultura e no comércio.
II. A política econômica baseou-se, simultaneamente, na concessão de subsídios e incentivos fiscais às indústrias e na imposição do arrocho salarial aos trabalhadores.
III. Os avanços econômicos conduziram o Brasil à situação de oitava economia mundial, condição amplamente utilizada como propaganda pelo regime militar.

Assinale:

a) se apenas I é correta.
b) se apenas II é correta.
c) se apenas III é correta.
d) se apenas I e II são corretas.
e) se I, II e III são corretas.

E

25.(Mack) A segunda metade do século XIX foi, para o Brasil, um período de importantes mudanças, na vida política e econômica, suficientemente profundas para diferenciá-lo do modelo que vigorou nos três séculos coloniais.

NÃO estava entre essas mudanças

a) a ampliação do mercado interno, em parte promovida pela construção de estradas de ferro, que permitiram uma melhor comunicação com as áreas produtoras.
b) o aumento significativo de investimentos estrangeiros, sobretudo norte-americanos, lançando, assim, os alicerces da industrialização de base.
c) a relativa estabilidade financeira, alcançada com uma balança comercial favorável em anos sucessivos, graças às exportações de café, principal produto da economia.
d) a supressão do modelo monárquico em decorrência da crise de seu elemento de sustentação, a escravidão.
e) a modernização de centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, que conheceu, concomitantemente, um relativo crescimento demográfico.

B

26.(Puccamp)

URBANIZAÇÃO DESCONTROLADA
Na verdade, o grande período da sociedade brasileira foi o pós-guerra, quando é adotado o padrão da sociedade de “bem-estar social”. Esse é o melhor momento tanto em termos de crescimento econômico quanto de crescimento ligado a uma política redistributiva. Foram abertos canais de promoção social, com investimentos públicos em infra-estrutura, em serviços de base, educação, saúde e urbanização. Isso perdurou até os fins dos anos 1970, mas a partir daí o país voltou a patinar e tornou-se cada vez mais concentrador de renda. Como, mesmo com retração econômica, a população continuou a crescer, passamos a ter cada vez mais marginalizados e excluídos.Hoje, o que era um problema social virou um problema de segurança e vivemos o agravamento de um quadro que era excludente. Temos
uma situação de confronto entre o contigente de excluídos e aqueles que concentram as possibilidades.
(Nicolau Sevcenko. In: Cartacapital, 8/10/2003, p. 38)

Se o pós-guerra foi importante para a sociedade brasileira, para a economia ele representou

a) o reaquecimento das exportações do café que passou a ser plantado no norte do Paraná.
b) a ocupação de grandes extensões do Centro-Oeste e da Amazônia com a agropecuária.
c) a redução das desigualdades regionais que voltaram a se acentuar na década de 1970.
d) um grande impulso no processo de industrialização comandado pelo Estado.
e) o início da descentralização industrial através da atuação das transnacionais.

D

27.(Ufg) A história da ocupação do território brasileiro caracterizou-se pela existência de um conjunto de atividades produtivas primário-exportadoras distribuídas em regiões distintas. Com o avanço da industrialização, após 1930, ocorreu gradativa integração do território nacional. Com relação a essas considerações,
a) explique um fator econômico-político que dificultava a integração do mercado nacional na
Primeira República;
b) apresente e analise uma das medidas políticas implementadas pelo governo de Juscelino
Kubitschek com o intuito de promover a integração territorial.

Respostas

a) Um fator econômico-político entre os indicados abaixo, além de outros:
– a política econômica baseada na produção de bens primários, voltada para a exportação,
dava pouca ênfase à atividade industrial e à formação de um mercado consumidor interno,
que era obrigado a importar produtos e bens manufaturados;
– a malha viária era insuficiente para a integração efetiva das diversas regiões, dificultando o
transporte de bens e produtos e a consolidação de um mercado unificado;
– as barreiras tarifárias interestaduais eram empecilhos à circulação de mercadorias e à
integração do mercado nacional;
– o domínio político-econômico das oligarquias fundiárias dificultava o desenvolvimento de
outras atividades produtivas que possibilitasse a integração regional.

b) Uma das medidas políticas indicadas abaixo, além de outras:
– a construção de Brasília, capital federal, consumiu grandes investimentos públicos,
proporcionou o crescimento do processo migratório e retirou do isolamento regiões, outrora
distantes do centro do poder político;
– a criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) foi uma das
medidas adotadas pelo governo com a finalidade de promover o desenvolvimento e a
integração regional;
– a construção de rodovias federais, iniciada ainda na fase de construção de Brasília, ligou a
nova capital a várias regiões do país e estreitou as relações entre o centro dinâmico do país,
São Paulo, às mais diversas áreas do território nacional;
– o Plano de Metas, visava ao desenvolvimento dos setores: de energia, de transporte, de
alimentação, da indústria de base e da educação;
– a implantação da indústria automobilística promoveu a expansão da malha viária que
possibilitou maior integração territorial.

28.(Uel) Em um de seus discursos, o presidente Juscelino Kubitschek afirmou:

“O puro, o nobre e inteligente nacionalismo não se confunde com xenofobia. Da mesma maneira que a independência política de uma nação não significa animosidade contra os estrangeiros, nem a recusa aos intercâmbios econômicos ou relações financeiras com os países mais ricos ou mais favorecidos em
valores econômicos.”
(In: CARDOSO, Miriam Limoeiro. Ideologia do Desenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 158.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o período JK, é correto afirmar:

a) O discurso nacionalista sob a ótica desenvolvimentista de JK possuía conteúdo semelhante àquele estabelecido na Era Vargas: ambos minimizaram a importância do capital externo.
b) A ideologia do “desenvolvimentismo” no período JK assumiu a entrada de capitais estrangeiros no país como um recurso legítimo que expressava o verdadeiro patriotismo.
c) O “desenvolvimentismo” do período JK objetivou a consolidação da vocação agrícola da economia
brasileira, promovendo a “Marcha para Oeste”, política que alavancou a agricultura de exportação.
d) Para a indústria brasileira, que passava por uma fase de retração, o “desenvolvimentismo” de JK
foi pernicioso, pois propunha um nacionalismo xenófobo.
e) O “Plano de Metas”, programa de governo do então candidato JK, colocado em pratica logo
após sua eleição, visava primordialmente ao desenvolvimento da agricultura de exportação,
instituindo, para esse fim, o “confisco cambial”.

B

29.(Ufpr) Refletindo sobre a dinâmica que marcou as etapas da industrialização brasileira, leia as afirmativas abaixo, assinalando V para verdadeiro e F para falso:

( ) Ainda sob o governo de Getúlio Vargas, o estado brasileiro assumiu um importante papel na
industrialização brasileira, ao criar as companhias estatais de infra-estrutura e as indústrias pesadas
necessárias ao nosso desenvolvimento.
( ) Juscelino Kubistcheck redirecionou o modelo industrial brasileiro durante seu governo ao abrir
o país para a entrada das indústrias leves multinacionais, como por exemplo no setor automobilístico.
( ) Durante o regime militar, o projeto de desenvolvimento econômico brasileiro voltou a apoiar-se majoritariamente na iniciativa privada e nacional. A prioridade dos militares era evitar o endividamento externo e direcionar investimentos à educação e à saúde.
( ) A partir dos anos 90, o Brasil passou a seguir fielmente os fundamentos do neoliberalismo, e assim promoveu a diminuição da participação do Estado nas atividades econômicas e industriais brasileiras, através de um amplo programa de privatizações no setor infra-estrutural e de indústrias de base.
( ) Atualmente, as multinacionais controlam a maioria do mercado no setor das indústrias leves; já no
setor dos bens de produção ainda é vetada qualquer participação da iniciativa privada.

A seqüência correta é:

a) F - F - V - F - V
b) F - F - V - V - V
c) V - V - F - F - V
d) F - V - V - V - F
e) V - V - F - V - F

E

30.(Unifesp) O processo de industrialização tardia verificado após a Segunda Guerra Mundial promoveu

a) uma divisão territorial do trabalho baseada na troca desigual de commodities.
b) a reunião de líderes de países pobres contra o capital internacional.
c) uma articulação produtiva entre núcleos de países centrais e de países pobres.
d) a atuação decisiva de países periféricos no Conselho de Segurança da ONU.
e) uma frente de países ricos que atuou pela libertação colonial dos povos.

C

31.(Urca) Sobre Indústria e Processo de Industrialização do Brasil, assinale V para as afirmativas verdadeira e F para as afirmativas falsas e indique a opção correta:

( ) o grande dilema da economia brasileira hoje é como enfrentar de forma satisfatória a Terceira Revolução Industrial ou revolução técnico-científica.
( ) a concentração industrial em São Paulo é explicada pela soma de elementos indispensáveis para o processo de industrialização ocorrido no Brasil: o imigrante, o trabalho assalariado, o mercado consumidor, o café e os capitais disponíveis.
( ) no Brasil não há a prática do monopólio, pois é uma prática exclusiva dos países desenvolvidos da América do Norte, por exemplo os Estados Unidos.
( ) o crescimento industrial de algumas áreas do Brasil é fruto de incentivos variados como : terrenos baratos ou doados; isenção de alguns impostos durante um certo período; instalação de serviços de
infra-estrutura, etc.
( ) apesar das indústrias de transformação serem o tipo mais comum e característico de atividade industrial, não há nenhuma instalada em território brasileiro.

a) F; V; F; F; V;
b) V; F; V; V; F
c) V; V; F; V; F;
d) F; F; V; V; V
e) F; V; V; V; F.

C

32.(Uepb)

“O centro econômico do Brasil, bastante urbanizado e industrializado, é constituído por São Paulo e Rio de Janeiro, as duas únicas metrópoles nacionais, e pelas cidades vizinhas (Campinas, cidades do ABC paulista, Baixada Santista, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Volta Redonda, Baixada
Fluminense, etc). Essa área superurbanizada forma a megalópole nacional. O restante do país é constituído pelas várias periferias, algumas industrializadas, outras com economia baseada na
agropecuária e na mineração”.
VESENTINI, José William

De acordo com o texto assinale a afirmativa correta:

a) O país reproduz internamente o tipo de organização do espaço que caracteriza o capitalismo mundial, no qual existem o centro (países desenvolvidos) e a periferia (terceiro mundo).
b) O Brasil é um país igualmente urbanizado e industrializado.
c) O país é constituído apenas de periferias funcionando como o quintal das multinacionais.
d) As empresas multinacionais que ocupam o território nacional investem todos os seus lucros no Brasil.
e) O centro econômico brasileiro está localizado nos Estados Unidos, onde fica a maioria das sedes das multinacionais aqui existentes.

A

33.(Uepb) As proposições abaixo tratam da industrialização brasileira. Analise-as e escreva F ou V, conforme sejam falsas ou verdadeiras.

( ) Até a década de 1970, a atividade industrial esteve concentrada no Sudeste, devido, especialmente, aos fatores de complementaridade industrial e à concentração de investimentos públicos no setor de infra-estrutura.
( ) O Brasil vem passando por um processo de desconcentração industrial que tem refletido no crescimento de investimentos nos eixos Rio de Janeiro e São Paulo. Essa migração de investimentos produtivos ocorre em função das condições que outros lugares estão oferecendo para a reprodução do capital.
( ) A região de Campinas tem apresentado um intenso crescimento industrial, com destaque na sua indústria de ponta, estimulada pelos tecnopolos criados a partir de uma integração entre a comunidade acadêmica e o empresariado.
( ) O processo de desconcentração espacial das indústrias paulistas gerou um grande surto industrial na região Norte, equilibrando a sua produção industrial.

A alternativa que apresenta a seqüência correta é:

a) V V V F
b) F F F V
c) V V F F
d) F F V V
e) F V F V

A

34.(Cesgranrio) Nas primeiras décadas do século XX, países latino-americanos como México, Argentina e Brasil, que ainda baseavam suas economias na produção de artigos primários, começaram a desenvolver o processo de industrialização. Sobre esse fato, pode-se afirmar que:

I – nesses países a industrialização foi do tipo substitutivo, ou seja, um processo destinado a produzir internamente certos bens que antes eram importados;
II – a participação do Estado na criação de uma infra-estrutura básica necessária à industrialização foi nula, fato esse que repercutiu de forma negativa no nível de vida da população;
III – esses países iniciaram seus processos de industrialização influenciados pela 1ª e 2ª guerras mundiais e pela crise de 29, tendo como uma das mais importantes conseqüências desse processo um acentuado desenvolvimento urbano;
IV – a presença de investimentos estrangeiros na América Latina foi intensificada como garantia da diversificação do parque industrial recém-criado nessa época.

Estão corretas as afirmativas:
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) II e IV, apenas.
e) III e IV, apenas.

B

35.(Uec) Em países de industrialização tardia o modelo de desenvolvimento industrial foi baseado em:

a) Substituição de importações e consolidação do mercado interno;
b) Exportação de capitais e abertura para o comércio internacional;
c) Especulação financeira global e consolidação do mercado interno;
d) Substituição de importações e ampla abertura para o comércio internacional.

A

36. (Ufpel) “O programa consistia em 30 metas, agrupadas em 5 setores :

1) Energia - 43,4 % do investimento em 5 metas: energia elétrica; energia nuclear; carvão; produção de
petróleo; refinação de petróleo.
2) Transportes: 29,6% do investimento nas seguintes metas: reequipamento e construção de estradas de ferro; pavimentação e construção de estradas de rodagem; portos e barragens; marinha mercante;
transportes aéreos.
3) Alimentos: 3,2 % do investimento em 6 metas: trigo; armazéns e silos; frigoríficos; matadouros;
mecanização da agricultura; fertilizantes.
4) Indústria de base: 20,4 % do investimento em 11metas: aço; alumínio; metais não ferrosos; cimento;
álcalis; papel e celulose; borracha; exportação de ferro; indústria de veículos motorizados; indústria de
construção naval; maquinaria pesada e equipamento elétrico.
5) Educação: 4,3 % do investimento em meta única.”
NOSSO SÉCULO. 1945-1960, 2ª parte. São Paulo: Abril. 1985 [adapt.].

A proposta eleitoral, denominada “Plano de Metas”, correspondeu

a) ao nacionalismo estatizante – que desejava a industrialização apoiada pela burguesia nacional,
especialmente a automobilística, com a FNM (Fábrica Nacional de Motores) – no governo de Eurico Gaspar Dutra.
b) ao slogan “50 anos em 5” – que previa desenvolvimento infra-estrutural, com destaque às rodovias, e substituições das importações – a ser aplicado no governo de Juscelino Kubitschek.
c) aos projetos na área de Energia, Transportes, Alimentos, Indústrias de Base, Educação, no Estado Novo, período ditatorial comandado por Getúlio Vargas.
d) às Reformas de Base, tanto agrária e urbana como industrial, na presidência do socialista João
Goulart, que acabou sendo destituído pelos militares nacionalistas.
e) à concentração da maioria dos recursos financeiros nos setores de Energia e Educação, com o apoio da Aliança para o Progresso, durante a presidência de Jânio Quadros.

B

37.(Fuvest) O DIEESE descreveu o perfil de um trabalhador de determinado setor da economia, que oferece cerca de 5.000.000 de empregos.

"Homens; com baixo nível de escolaridade; idade média entre 35 e 38 anos; que não contribuem para a previdência social; atuam, com freqüência por conta própria; cumprem longas jornadas de trabalho; migrantes; com percentual de trabalhadores negros superior ao encontrado na força de trabalho como um todo e com baixo nível de rendimentos".
(Fonte: "Estudo Setorial", 2002.)

Identifique o setor de atividade correspondente ao perfil do trabalhador descrito:

a) Siderurgia.
b) Produção de veículos automotores.
c) Produção têxtil.
d) Construção civil.
e) Pesca artesanal.

D

38.(Pucrio) Uma recente publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - destacou as principais características da economia brasileira no século XX: o crescimento econômico entre 1930 e 1975, a manutenção da concentração da renda, a inflação entre 1960 e 1990 e a posição do país no ranking da economia mundial.
As alternativas abaixo dizem respeito a essas características, À EXCEÇÃO:

a) do elevado índice de inflação, entre 1960 e 1990, um dos fatores que agravou ainda mais a concentração da renda, ao corroer o poder de compra dos salários.
b) das profundas desigualdades na distribuição territorial da renda que permaneceram apesar da integração regional resultante da industrialização.
c) dos importantes fluxos de empréstimos e financiamentos e da entrada de investimentos diretos, entre os anos 50 e a década de 70, no setor industrial.
d) da política de desenvolvimento para a Região Nordeste, no final do período de crescimento do país, que enfatizou os produtos industriais de alto valor agregado aproveitando a capacidade ociosa da economia regional.
e) da elevação dos preços do petróleo, da dificuldade de obter financiamentos externos para cobrir o desequilíbrio do balanço de pagamentos e das altas taxas de inflação, algumas das razões da crise da década de 80.

D

39.(Uff) A descentralização espacial da indústria no Brasil se relaciona à rentabilidade dos lugares, segundo as condições técnicas (equipamentos, transportes, energia) e organizacionais (impostos, incentivos fiscais, relações de trabalho, ativismo sindical). De acordo com tais condições, muitas empresas abandonam os tradicionais aglomerados urbanos em função de novos e mais rentáveis lugares.

Pode-se mencionar como expressão territorial dessa nova dinâmica das empresas no Brasil:

a) o médio vale do Paraíba do Sul, especialmente os municípios de Resende e Porto Real, com a instalação de montadoras automobilísticas
b) o Norte e o Noroeste Fluminense, especialmente os municípios de Campos e Macaé, com a expansão da agroindústria do álcool
c) o litoral sul do estado de São Paulo, no eixo da rodovia Régis Bittencourt, com a localização da indústria têxtil
d) a região da Grande Vitória, especialmente na área portuária, com a instalação da indústria química
e) a zona da mata mineira, sobretudo os municípios de Uberaba e Uberlândia, com o desenvolvimento de pólos tecnológicos

A

40.(Uerj) O mundo vem assistindo a uma revolução no setor produtivo que tem sido chamada de terceira Revolução Industrial ou Revolução Técnico-Científica (Revolução Tecnológica). A plena inserção brasileira nesse contexto enfrenta um sério obstáculo, que é

a) a grande extensão do território nacional, encarecendo a produção tecnológica.
b) o distanciamento geográfico do Brasil em relação aos principais centros tecnológicos.
c) a incompetência tecnológica nacional no setor agrário - exportador.
d) o exagerado crescimento brasileiro no setor da indústria de consumo.
e) a limitada capacitação técnico-científica da produção nacional.

E

41.(Cesgranrio)

"(...) O aumento da produção interna exigirá o aumento das importações, o que, para verificar-se, depende da renda das exportações e do influxo líquido de capital estrangeiro. As atividades da maior parte dos setores de produção sendo interdependentes, a expansão de um deles acarretará a expansão dos demais (...)".
Programa de Metas. Relatório das atividades do Conselho de Desenvolvimento em 1958, RJ, 1959.

O governo Juscelino Kubitschek, enfatizando um modelo de desenvolvimento econômico industrial, estabeleceu as seguintes prioridades: estradas, transportes e energia. Sobre esse período, analise as afirmativas abaixo.

I. Com a participação ativa do Estado na economia, as multinacionais promoveram a internacionalização do mercado brasileiro.
II. Por não atender às necessidades reais da população, tal modelo econômico apresentou várias distorções, representadas pelo desequilíbrio social e pela concentração de renda.
III. A crescente oposição dos setores conservadores à política econômico-financeira de Juscelino Kubitschek levou-o a perder o apoio do Congresso Nacional, o qual passou a exercer pressão sobre o presidente, obrigando-o a renunciar.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I e III, apenas.

A

42.(Ufpe) No último quartel do século XX, particularmente na década de 90, uma nova forma de organização empresarial tem agregado os centros de formação de pessoal de alto nível às unidades de produção e de serviços, empregando os mais modernos recursos de microeletrônica. Em tais centros estão se implantando atividades de alta tecnologia, como em Campinas e São José dos Campos, na região Sudeste do Brasil.

Qual a denominação dada a esses centros?

a) centros megalopolitanos
b) centros-acrópoles
c) regiões metropolitanas
d) tecnopólos
e) edifícios empresariais urbanos

D

43.(Pucrio) Nas últimas décadas, vem ocorrendo no Brasil uma tendência de desconcentração industrial em direção às regiões periféricas. Observa-se também uma concentração de investimentos nas áreas já mais dinâmicas e competitivas do país, devido à presença dos fatores locacionais exigidos pelos setores de produção mais modernos e de tecnologia avançada. Entre esses fatores, podemos destacar os abaixo apresentados, EXCETO:

a) matérias-primas industriais.
b) mercado consumidor de alta renda.
c) infra-estrutura de telecomunicações.
d) proximidade dos parceiros do Mercosul.
e) centros de produção de conhecimento e tecnologia.

A

44.(Pucmg) Sobre a tendência atual da distribuição da atividade industrial brasileira, pode-se dizer que:

a) as novas empresas industriais que estão sendo instaladas tendem a se concentrar no eixo São Paulo - Rio de Janeiro.
b) a disponibilidade de energia e de mão-de-obra barata no Nordeste tem provocado a transferência de muitas indústrias do Sudeste para o Nordeste.
c) as matérias-primas de origem animal e a implantação de zonas de livre comércio são fatores locacionais importantes e que têm estimulado a transferência de indústrias do Sudeste para a Região Sul.
d) vários dos novos empreendimentos industriais que estão sendo criados no país tendem a se localizar fora do parque industrial de São Paulo.
e) apesar da guerra fiscal existente entre os estados, os subsídios e estímulos econômicos oferecidos não têm muita influência na opção de localização das empresas.

D

45.(Pucmg) Constituem características comuns no processo de industrialização entre o Brasil e os Tigres Asiáticos, EXCETO:

a) abundância de trabalhadores com baixos salários.
b) aquisição de independência financeira e tecnológica.
c) fraqueza no cumprimento da legislação ambiental.
d) baixos preços dos terrenos em contraposição com a falta de espaços em vários países centrais.
e) facilidades para exportação e para as remessas de lucro.

B

46.(Mack) O desenvolvimento industrial, baseado na substituição das importações, na atração de capitais estrangeiros e na participação estatal em obras de infra-estrutura, explica o surto industrial verificado a partir da década de 1950:

a) na Europa Oriental.
b) na Coréia do Sul e em Taiwan.
c) na China e na Índia.
d) no Brasil e no México.
e) no Peru e na Bolívia.

D

47.(Fatec) Considere os textos a seguir, para responder a esta questão.

I. "No período de 1930 a 1956, os grandes investimentos foram direcionados ao setor de base (siderurgia, petroquímica e extração mineral), com grande intervenção do Estado."
II. Embora a indústria, desde o início do século, estivesse concentrada no eixo São Paulo - Rio de Janeiro, até 1930 a organização espacial se caracterizava pelas atividades econômicas dispersas e regionalmente quase autônomas."
III. "O sucesso do Plano de Metas foi acompanhado por um significativo aumento da inflação e da dívida externa, pelo afastamento da capital federal do centro econômico e populacional do país e pela efetiva implantação do rodoviarismo."
IV. "A política do Plano de Metas acentuou a concentração do parque industrial na região sudeste, intensificando ainda mais as migrações internas e provocando o crescimento caótico dos grandes centros urbanos."
(Adap. Sene & Moreira, 1998)

Referem-se à industrialização brasileira os textos

a) I e III somente.
b) II e III somente.
c) I, III e IV somente.
d) II, III e IV somente.
e) I, II, III e IV.

E

48.(Fatec) Considere o texto apresentado abaixo:

Substituição de importados ainda patina

"O Brasil ainda patina na tentativa de impulsionar seu processo de substituição de importações. Com a valorização do dólar, que tornou mais caros os produtos estrangeiros, era esperada uma forte retomada nos projetos de fornecimento local para multinacionais. Mas alguns setores não conseguiram oferecer produtos com preços competitivos e o nível de tecnologia exigido".
(Fonte: "Folha de São Paulo", 19/03/2000, p.10-2.)

Com base nessa notícia e em seus conhecimentos sobre o processo de industrialização no Brasil, é correto afirmar que

a) a preponderância do setor agropecuário na economia nacional vem impedindo um maior desenvolvimento tecnológico do setor industrial e o crescimento da substituição de importações.
b) o período atual caracteriza-se pela fase da substituição de importações, como resposta às políticas de proteção industrial adotadas pelos governos militares.
c) o processo de substituição das importações, iniciado na década de 1930 pelo governo de Getúlio Vargas, só recentemente tem recebido maior atenção das empresas multinacionais.
d) a internacionalização da economia, intensificada pelo governo Collor em 1990, não implicou uma modernização de todos os setores da indústria nacional.
e) os efeitos do processo de globalização na economia brasileira têm permanecido restritos ao desenvolvimento tecnológico da indústria nacional.

D

49.(Ufv) Com o crescimento econômico ocorrido durante o século XX, o Brasil pode ser considerado um país industrializado, embora os males do subdesenvolvimento continuem presentes. O processo de industrialização brasileiro contou com um agente de fundamental importância: o Estado Nacional. Sobre o papel do Estado no processo de industrialização brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:

a) Foi responsável pela construção dos setores de infra-estrutura e transporte, pelo investimento direto no setor industrial e pela criação de uma legislação trabalhista.
b) Foi responsável pelos investimentos em infra-estrutura e transporte, porém não participou dos investimentos diretos no setor industrial e se omitiu na criação de uma legislação trabalhista.
c) Agiu na criação de uma legislação trabalhista, porém não participou dos investimentos em infra-estrutura e transportes, bem como dos investimentos diretos no setor industrial.
d) Foi responsável pelos investimentos diretos no setor industrial, porém, por falta de recursos, deixou a cargo das empresas privadas os investimentos na criação de infra-estrutura e transportes.
e) Abriu mão do papel de empreendedor, não participando dos investimentos diretos no setor industrial, nem dos investimentos em infra-estrutura.

A

50.(Ufsm) Quanto à distribuição espacial da indústria brasileira, considere as seguintes afirmações:

I. A política de substituição das importações no pós-guerra possibilitou a formação de parques industriais integrados e distribuídos espacialmente, em função das especialidades produtivas de cada região industrial.
II. Nas últimas décadas, teve início um processo de dispersão do parque industrial, sendo a construção de usinas hidrelétricas na região Nordeste um fator que contribuiu para esse processo.
III. O desenvolvimento e a modernização da infra-estrutura de produção e energia, de transportes de comunicações e de informatização no interior do país viabilizaram a descentralização do parque industrial e criaram as condições de especialização produtiva, através da integração regional.

Está(ão) correta(s)

a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) apenas III.
d) apenas II e III.
e) I, II e III.

D