terça-feira, 13 de março de 2012

LSD pode ajudar alcoólatras a parar de beber, dizem cientistas

Uma única dose da droga alucinógena LSD poderia ajudar alcoólatras a parar de beber, segundo uma análise de pesquisas realizadas nos anos 60.
O estudo, publicado no Journal of Psychopharmacology, utilizou informações de seis experimentos envolvendo mais de 500 pacientes e concluiu que a droga teve um "efeito benéfico significativo" contra o abuso de álcool, que durou por vários meses depois que a substância foi utilizada.
O LSD é uma das drogas alucinógenas mais fortes já identificadas, que aparentemente bloqueia uma substância química no cérebro, a serotonina, que controla funções como percepção, comportamento, fome e humor.
Pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia analisaram estudos sobre a droga realizados entre 1966 e 1970.
Todos os pacientes participavam de tratamentos contra o alcoolismo, mas alguns receberam uma única dose de LSD de entre 210 e 800 microgramas.
No grupo de pacientes que usou a droga, 59% mostraram uma queda no consumo de bebidas alcoólicas em comparação com 38% no outro grupo.

'Efeito duradouro'

O efeito se manteve por seis meses após o consumo do alucinógeno, mas desapareceu após um ano.
Aqueles que tomaram o LSD também apresentaram níveis mais altos de abstinência de álcool.
Os autores do estudo, Teri Krebs e Pal-Orjan Johansen, concluíram, então, que o LSD tem um efeito benéfico importante no combate ao alcoolismo e disseram que doses mais frequentes podem ter um efeito mais permanente.
"De acordo com as provas sobre o efeito benéfico fo LSD contra o alcoolismo, é difícil entender por que esta abordagem de tratamento foi amplamente ignorada", eles afirmaram.
Outros especialistas elogiaram o estudo, entre eles David Nutt, que já foi conselheiro do governo britânico sobre drogas e que defende um relaxamento das leis sobre drogas ilegais para permitir a realização de mais pesquisas.
"Curar a dependência de álcool requer enormes mudanças na maneira como você se vê. É isso que o LSD faz. É um efeito muito forte. É difícil encontrar algo com resultados tão bons. Provavelmente, não há nada melhor (para tratar alcoolismo)", diz ele.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/03/120309_lsd_alcool_is.shtml

URBANIZAÇÃO DO ESPAÇO MUNDIAL E BRASILEIRO


A urbanização deve ser entendida como um processo que resulta, em especial, da transferência de pessoas do campo para a cidade, ou seja, crescimento da população urbana em decorrência do êxodo rural. Um espaço pode ser considerado urbanizado a partir do momento em que o percentual de população urbana for superior a rural.
Sendo assim, podemos dizer que hoje o espaço mundial é predominantemente urbano. Mas isso não foi sempre assim, durante muito tempo a população rural foi superior a urbana, essa mudança se deve em especial, ao processo de industrialização iniciado no século XVIII que impulsionou o êxodo rural nos locais em que se deu, primeiramente na Inglaterra, que foi o primeiro pais a se industrializar, e depois se expandiu para outros países, como os EUA, França, Alemanha, etc., a maioria desses países hoje já são urbanizados.
Nos países subdesenvolvidos de industrialização tardia, esse processo só começou no século XX, em especial a partir da 2ª Guerra Mundial, e tem se dado até hoje de forma muito acelerada, o que tem se configurado como uma urbanização anômala trazendo uma série de conseqüências indesejadas para o espaço urbano desses países.
Atualmente até mesmo os países de industrialização inexpressiva vivem um intenso movimento de urbanização, é o que ocorre em países africanos como a Nigéria.

FATORES QUE CONTRIBUEM COM O ÊXODO RURAL

Existem dois tipos de fatores que contribuem com o êxodo rural, são eles:

a)       Repulsivos: são aqueles que expulsam o homem do campo, como a concentração de terras, mecanização da lavoura e a falta de apoio governamental.
b)       Atrativos: são aqueles que atraem o homem do campo para as cidades, como a expectativa de emprego, melhores condições de saúde, educação, etc.

Em países subdesenvolvidos como o Brasil, os fatores repulsivos costumam predominar sobre os atrativos, fazendo com que milhares de trabalhadores rurais tenham que deixar o campo em direção das cidades, o que em geral contribui com o aumento dos problemas urbanos na medida em que as cidades não tem estrutura suficiente para receber esses trabalhadores, com isso proliferam-se as favelas, aumenta a violência, faltam empregos, dentre outros problemas.

DIFERENÇAS NO PROCESSO DE URBANIZAÇÃO

Existem diferenças fundamentais no processo de urbanização de países desenvolvidos e subdesenvolvidos, abaixo estão relacionadas algumas delas:

a)  Desenvolvidos:

-Urbanização mais antiga ligada em geral a primeira e Segunda revoluções industriais;
- Urbanização mais lenta e num período de tempo mais longo, o que possibilitou ao espaço urbano se estruturar melhor;
-Formação de uma rede urbana mais densa e interligada.

b)  Subdesenvolvidos:

-Urbanização mais recente, em especial após a 2ª Guerra mundial;
-Urbanização acelerada e direcionada em muitos momentos para um número reduzido de cidades, o que gerou em alguns países a chamada  macrocefalia urbana";
-Existência de uma rede urbana bastante rarefeita e incompleta na maioria dos países.

Obs. Nas metrópoles dos países desenvolvidos os problemas urbanos como violência, trânsito caótico, etc., também estão presentes.

AGLOMERAÇÕES URBANAS

A expansão da urbanização gerou o aparecimento de várias modalidades de aglomerações urbanas, além de termos que cada vez mais fazem parte de nosso cotidiano, abaixo definiremos algumas dessas modalidades e termos:

a) Rede urbana: Segundo Moreira e Sene (2002), "a rede urbana é formada pelo sistema de cidades, no território de cada país, interligadas umas as outras através dos sistemas de transportes e de comunicações, pelos quais fluem pessoas, mercadorias, informações, etc." Nos países desenvolvidos devido a maior complexidade da economia a rede urbana é mais densa.


 b) Hierarquia urbana: Corresponde a influência que exercem as cidades maiores sobre as menores. O IBGE identifica no Brasil a seguinte hierarquia urbana: metrópole nacional, metrópole regional, centro sub-metropolitano, capital regional e centros locais.
                                                                                                                                                          

c) Conurbação: Corresponde ao encontro ou junção entre duas ou mais cidades em virtude de seu crescimento horizontal. Em geral esse processo dá origem à formação de regiões metropolitanas. No exemplo abaixo parte da Região Metropolitana de Curitiba.


d) Metrópole: Segundo Coelho e Terra (2001), metrópole seria “à cidade principal ou cidade-mãe, isto é, a cidade que possui os melhores equipamentos urbanos do país (metrópole nacional), ou de uma grande região do país (metrópole regional)". No Brasil cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, , Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília são metrópoles nacionais,  Belém, Manaus e Goiânia são metrópoles regionais.

e) Região metropolitana: Corresponde ao conjunto de municípios conurbados a uma metrópole e que desfrutam de infra-estrutura e serviços em comum. As regiões metropolitanas são criadas por lei.

f) Megalópole: Corresponde a conurbação entre duas ou mais metrópoles ou regiões metropolitanas. As principais megalópoles do mundo encontram-se em países desenvolvidos como é o caso da Boswash, localizada no nordeste dos EUA, e que tem como principal cidade Nova Iorque; San San, localizada na costa oeste dos EUA, tendo como principal cidade Los Angeles; Chippits, localizada nos grandes lagos nos EUA; Tokaido, localizada no Japão; e a megalópole européia que inclui áreas de vários países. No Brasil temos a megalópole Rio-São Paulo, localizada no sudeste brasileiro, no vale do Paraíba, incluíndo municípios da região metropolitana das duas grandes cidades, o elo de ligação dessa megalópole é a Via Dutra, estrada que interliga as duas cidades principais.
 

g) Megacidade: Corresponde ao centro urbano com mais de dez milhões de habitantes. Hoje em torno de 21 cidades do mundo podem ser consideradas megacidades, dessas 17 estão em países subdesenvolvidos. No Brasil São Paulo e Rio de Janeiro estão nessa categoria.


h) Técnopolo: Corresponde a uma cidade tecnológica, ou seja, locais onde se desenvolvem pesquisas de ponta. Como exemplo, temos o Vale do Silício na costa oeste dos EUA; Tsukuba, cidade japonesa, dentre outras. No Brasil, temos alguns técnopolos localizados em especial no estado de São Paulo, como Campinas (UNICAMP), São Carlos (UFSCAR), e a própria capital (USP, etc.).



i) Cidade global: são as cidades que polarizam o país todo e servem de elo de ligação entre o país e o resto do mundo, possuem o melhor equipamento urbano do país, além de concentrarem as sedes das instituições que controlam as redes mundiais, como  bolsas de valores, corporações bancárias e industriais, companhias de comércio exterior, empresas de serviços financeiros, agências públicas internacionais. As cidades mundiais estão mais associadas ao mercado mundial do que a economia nacional.


j) Desmetropolização: Processo recente associado à diminuição dos fluxos migratórios em direção das metrópoles. Esse processo se deve em especial a chamada desconcentração produtiva, que faz com que empresas em especial indústrias, se retirem dos grandes centros onde os custos de produção são maiores, e se dirijam para cidades de porte médio e pequeno, onde é mais barato produzir, em função de vários fatores como, por exemplo, os incentivos fiscais. Hoje no Brasil cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo não são mais aquelas que recebem os maiores fluxos de migrantes, mas sim regiões como interior paulista, o sul do país ou até mesmo o nordeste brasileiro.


k) Verticalização: Processo de crescimento urbano que se manifesta através da proliferação de edifícios. A verticalização demonstra valorização do solo urbano, ou seja, quanto mais verticalizado, mais valorizado. As grandes metrópoles tendem a ser mais verticalizadas, como é o caso de São Paulo.


l) Especulação imobiliária: Os especuladores imobiliários são aqueles proprietários de terrenos baldios no espaço urbano que deixam estes espaços desocupados a espera de valorização. Uma das conseqüências da especulação é a falta de moradias em locais mais bem localizados, fazendo com que as populações de mais baixa renda tenham que viver em áreas distantes do centro (crescimento horizontal), ou em favelas.


m) Condomínios de luxo e favelas: os dois estão aqui juntos, pois são fruto da segregação social e econômica que se vive nas cidades, sendo eles o reflexo espacial dessas. Os condomínios são áreas fechadas muito protegidas e bem estruturadas, onde em geral mora a elite; as favelas são áreas sem infra-estrutura adequada e com graves problemas como o tráfico de drogas, onde grande parte da população está desempregada, e a maioria dela é pobre. A segregação espacial vivida nas cidades é fruto do desenvolvimento do próprio modo de produção vigente, o capitalismo.


TIPOS DE CIDADES

As cidades podem ser classificadas da seguinte forma:

a) Quanto ao sítio: sítio urbano refere-se ao local no   qual está superposta a cidade, sendo assim a classificação quanto ao sítio leva em consideração a questão topográfica. Como exemplo temos: cidades onde o sítio é uma planície, um planalto, uma montanha, etc.

b) Quanto à situação: situação urbana corresponde à posição que ocupa a cidade em relação aos fatores geográficos. Como exemplo temos: cidades fluviais, marítimas, entre o litoral e o interior, etc.

c) Quanto à função: função corresponde à atividade principal desenvolvida na cidade. Como exemplo temos: cidades industriais, comerciais, turísticas, portuárias, etc.

d) Quanto à origem: pode ser classificada de duas formas: planejada e espontânea. Como exemplo temos: Brasília, cidade planejada e Belém, cidade espontânea.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Discurso na cerimônia de formatura da turma 2012 do IAPEN

Aqui está o discurso que eu faria na formatura:

"Boa noite à todos!

Gostaria de dividir minha fala em três partes, primeiro protestar e reivindicar, segundo agradecer e terceiro parabenizar.
Primeiramente gostaria de protestar contra a situação do Sistema Penitenciàrio do Amapá que é precária, falta infra-estrutura, faltam condições adequadas de trabalho, falta segurança para os servidores, os salários estão entre os piores do país, apesar de o Amapá ter o segundo salário médio do funcionalismo brasileiro, o salário médio dos servidores penitenciários do Amapá não figura nem entre os dez primeiros.
Nós servidores penitenciários exigimos do senhor governador e do senhor secretário de segurança que adotem as devidas medidas para resolver estas demandas, que não escamoteiem esta situação que já vem de longa data, senão é daqui para pior. Em particular exigimos que o senhor governador Camilo Capiberibe que como deputado sempre esteve tão presente na vida do sistema penitenciário, agora como personagem máxima da vida política do estado, assuma seus compromissos de campanha, não abandone o sistema penitenciário, garanta as condições para a verdadeira ressocialização dos internos, pois somente assim, poderemos garantir de fato os direitos humanos, não apenas dos internos mas também dos servidores penitenciários.
Faça a mudança verdadeira governador, não faça igual aconteceu conosco novos servidores, que já estamos a quase dois anos em um certame para entrar no sistema penitenciário como servidores, tendo que estar correndo atrás de autoridades do estado com o pires na mão como se pedissemos esmolas.
Em segundo lugar gostaria de agradecer à todas as pessoas que contribuíram para que chegassemos aqui nesse dia tão importante em nossas vidas, agradecer a todos que contribuíram, que nos suportaram, que nos deram forças, agradecer aos familiares, pais, mães, filhos, irmãos, primos, agradecer aos amores, namorados e namoradas, maridos e esposas, agradecer aos amigos e amigas, agradecer aos servidores da AIFA, aos servidores do CESPE, ao pessoal da limpeza e da cantina, aos servidores do IAPEN que nos receberam muito bem durante o estágio, à todos vocês muito obrigado.
Por fim, gostaria de parabenizar a todos! Todos nós estamos de parabéns somos legítimos vencedores, nesse longo período de quase dois anos passamos por grandes adversidades, vencemos barreiras, superamos obstáculos, mas estamos hoje aqui, provando que somos capazes, que fizemos por merecer, que nada nos foi dado de graça, e que aqui estamos para receber nossos certificados de formatura com muita satisfação e orgulho de nós mesmos.
Meus parabéns á todos companheiros e companheiras agentes e educadores penitenciários da turma de 2012!
Parafraseando o companheiro agente Renan Eduardo:

AVANTE GUERREIROS!!! A LUTA ESTÁ APENAS COMEÇANDO!ANDO!"a

domingo, 4 de março de 2012

GEOGRAFIA E UNIVERSO

Do que trata a geografia? Qual seu objeto de estudo? Já houve quem dissesse que a geografia é a história do presente. Não é simplesmente isso. Claro que há semelhanças entre geografia e história. São duas ciências que tratam do homem: a primeira enfatiza a relação com o espaço e a Segunda, com o tempo.
É no espaço geográfico que o homem constrói suas complexas relações, convivendo com a natureza e modificando-a. Dessa forma, o espaço geográfico pode ser natural ou humanizado.
A preocupação maior da geografia é entender o homem, seu relacionamento com a natureza e com os outros homens; de que forma cada sociedade humana estrutura e organiza seu espaço e a integração com outras sociedades, promovendo trocas culturais e econômicas.
Assim, a geografia trata de estruturas socioeconômicas, relações entre trabalhadores, formas de produção e de desenvolvimento tecnológico.
Nessa teia de relações, a geografia se coloca como forma de saber privilegiado sobre a realidade, procurando entende-la e propondo alternativas para diminuir ou eliminar desigualdades regionais, sociais, impactos ambientais, criando justiça social e aproveitamento racional no uso dos recursos naturais.

UNIVERSO

·         Origem do universo
Antes da teoria da relatividade concebia-se um universo estático e imutável. Inspirado na teoria de Einstein, George Gamow elaborou a teoria do Big Bang (grande explosão), apresentada ao mundo em 1948.
Segundo essa teoria, o universo surgiu de uma explosão, entre 15 e 20 bilhões de anos atrás. Teve origem em gigantescas concentrações de energia, gerando uma expansão que dura até hoje.

·         Galáxias
São regiões do universo onde se aglomeram planetas, estrelas, gases, etc. Todos esses elementos giram em torno de um mesmo centro. Os cálculos atuais indicam a existência de aproximadamente 100 bilhões de galáxias que, juntas, forma o universo. As mais famosas são: Via Láctea, onde está localizado o Sistema Solar, e Andrômeda. Ambas são visíveis a olho nu.


·         Astros
São corpos que giram no espaço, classificados de acordo com a luminosidade.
Iluminados ou opacos: não possuem luz própria, recebendo luz das estrelas. São os planetas, asteróides, satélites naturais, etc.
Luminosos: são geradores da própria luz e do calor, como as estrelas.

·         Constelações
São agrupamentos fictícios de estrelas definidos pelos seres humanos desde a antiguidade.

·         Estrelas
São corpos celestes de forma esférica que irradiam luz e calor. São formados por dois gases principais: hidrogênio e hélio, que entram em reação nuclear.
É possível classificar as estrelas de acordo com seu brilho, que indica também sua idade.

·         Sistema solar
O sistema solar é composta por oito planetas que giram ao redor do Sol, além de asteróides, meteoros, cometas e satélites naturais. O Sol desloca-se em direção a lugar não identificado do espaço, levando consigo todo o Sistema Solar.
O Sol é uma estrela de Quinta grandeza e média idade (aproximadamente 5 bilhões de anos). Essencial para a vida no planeta Terra, emite radiação na forma de calor, parte dele visível na forma de luz.
O Sol é composto de hidrogênio e hélio. No centro, o hidrogênio está constantemente sendo transformado em hélio. Uma reação nuclear libera a energia que se dirige para a superfície do Sol e, depois, para o espaço, na forma de radiação.
O heliocentrismo, teoria que sustenta ser o Sol o centro do Universo, concebe que todos os astros, inclusive as estrelas, giram em torno do Sol, hipótese lançada por Aristóteles, no século V a.C., apresentada pela primeira vez pelo grego Aristarco de Samos (310-230 a.C.).
Essa idéia foi posteriormente ignorada na idade média. O dogmatismo da Igreja medieval era tão forte que temia qualquer hipótese ou estudo científico que questionasse a visão bíblica da criação, expressa no Gênesis. Os pensadores medievais aceitavam apenas a doutrina apresentada por Cláudio Ptolomeu na obra Almagesto, pela qual a Terra era o centro do Universo (Geocentrismo) e demonstrava, com razoável precisão, a posição dos planetas visíveis a olho nu. Quatorze séculos depois, o padre Nicolau Copérnico rejeitou o sistema ptolomaico, relançando o heliocentrismo.


·         Lua: nosso satélite natural
Com volume 49 vezes menor que nosso planeta, não pode reter atmosfera nem água. Sua força gravitacional corresponde a 1/6 da gravidade da Terra.
É o astro mais próximo da Terra: em média 384 mil quilômetros.
A Lua é um astro iluminado. Assim, a luminosidade que vemos da Terra é a reflexão da luz do Sol. O potencial de reflexão, denominado albedo, é de 7%.

·         Movimentos da Lua
-          Rotação: realiza-se em torno do próprio eixo, com duração de 27 dias, 7 horas e 43 minutos.
-          Revolução: realiza-se ao redor da Terra em 27 dias, 7 horas e 43 minutos.
-          Translação: movimento que a Lua realiza acompanhando a Terra ao redor do Sol, no período de um ano.
A perfeita sincronia entre os movimentos de rotação e revolução faz a Lua apresentar sempre a mesma face voltada para a Terra.

·         Fases da Lua
De acordo com o movimento de translação da Lua, a face voltada para a Terra é iluminada pelo Sol de diferentes formas.
-          Lua nova: posição de conjunção. Não é possível observá-la porque se encontra entre o Sol e a Terra.
-          Lua quarto crescente: posição de primeira quadratura. Teoricamente, uma Quarta parte de sua superfície pode ser observada, das 12 horas até meia noite.
-          Lua cheia: posição de oposição. Observa-se metade de sua superfície iluminada entre 18 horas e 6 horas.
-          Lua quarto minguante: posição de segunda quadratura. É possível observá-la da meia-noite até o meio-dia, em teoria.

·         Eclipses
Os eclipses acontecem quando Lua, Sol e Terra estão alinhados. Assim, os astros podem provocar eclipses somente em duas fases da Lua: Lua nova (conjunção) e Lua cheia (oposição).
Quando os três astros estão alinhados num mesmo plano da órbita, um deles pode ser oculto por outro, total ou parcialmente. O astro oculto pode ser o Sol (eclipse solar) ou a Lua (eclipse lunar).
-          Eclipse solar: ocorre quando a Lua se encontra entre a Terra e o Sol (conjunção). A Lua projeta um cone de sombra sobre a Terra.
-          Eclipse lunar: ocorre quando a Terra se encontra entre o Sol e a Lua (oposição). A terra projeta sua sombra na Lua impedindo que ela reflita a luz do Sol.


·         Marés
Os movimentos da Lua e da Terra, bem como a força gravitacional, exercem influência sobre as águas do planeta. O oceano (menos denso) é atraído pela passagem da Lua, ocasionando sua rápida subida. Esse movimento denomina-se maré. Além da atração gravitacional da Lua, também há atração do Sol.

TERRA NO ESPAÇO

·        Terra
A Terra está localizada na galáxia Via Láctea, no Sistema solar. Ela é o terceiro planeta em ordem de afastamento do Sol. Apresenta obliquidade da eclíptica, ou seja, é inclinada. Possui superfície de 510 milhões de quilômetros quadrados e tem forma específica de Geóide.
A Terra executa 14 movimentos. Destes, dois são mais importantes: rotação e translação.

·         Movimento de rotação
É o movimento que a Terra executa em torno de seu eixo polar, ou o tempo que gasta para girar 360º no sentido oeste-leste.
O tempo gasto para executar esse movimento, é de 23 horas, 56 minutos e 4segundos, denomina-se dia sideral.
Em decorrência do movimento de rotação, há:
-          movimento aparente do Sol;
-          sucessão de dias e noites;
-          obliquidade dos raios solares durante o dia;
-          desvio dos ventos e dos corpos em queda livre;
-          horários diferenciados (fusos horários);
-          pontos cardeais;
-          abaulamento do Equador e achatamento do pólos.
No estudo das relações Terra - Sol, é comum o período de 24 horas corresponder a uma rotação completa - dia civil. A velocidade da rotação da Terra no Equador é de 1.666km/h ou 27,76km/min. A linha do Equador é a circunferência máxima do planeta, com uma extensão de 40 mil quilômetros. Quanto mais próximo dos pólos, menor a velocidade de rotação, chegando a ser nula nos pólos.

·         Movimento de translação
É o movimento da Terra em torno do Sol, realizando, em órbita elíptica, um percurso de 930 milhões de quilômetros, com duração de um ano solar ou 365 dias, 5h 48m 9s, arredondada para    máximo, afélio (aproximadamente 152 milhões de quilômetros), ocorre em 4 de julho. O dia 3 de janeiro é o período em que a Terra mais se aproxima do Sol ( cerca de 147 milhões de quilômetros) periélio.


·         Estações do ano
No dia 21 de dezembro, o hemisfério sul recebe os raios solares perpendicular ao Trópico de Capricórnio, ocasionando o solstício de verão no hemisfério sul e o solstício de inverno no hemisfério norte.
Em 21 de junho, o hemisfério norte é que recebe os raios solares perpendiculares ao Trópico de Câncer, havendo solstício de verão nesse hemisfério e de inverno no sul.
Nos dias 21 de março e 23 de setembro, os raios solares incidem perpendicularmente na região do Equador, provocando os equinócios de primavera e outono.
Os trópicos de Câncer e Capricórnio marcam o movimento aparente do Sol na esfera celeste. Assim, localidades ao sul de Capricórnio e ao norte de Câncer jamais recebem luz solar perpendicularmente.

MEIOS DE ORIENTAÇÃO
Uma forma de orientação comum é a bússola. Ela aponta uma agulha imantada para o pólo norte magnético.
Pela constância no movimento de rotação da Terra (sempre de oeste para leste), foi possível obter a rosa dos ventos.
Colocando o braço direito para o leste (onde nasce o Sol) e o esquerdo para o oeste (onde o Sol se põem), uma pessoa fica de frente para o norte e de costas para o sul. Além dos quatro pontos cardeais, existem os pontos colaterais e subcolaterais, mais usados na navegação aérea e marinha.


·         Coordenadas geográficas
Segundo estudos recentes, a Terra possui forma de Geóide, ou seja, forma própria da Terra. Isso se deve ao achatamento dos pólos e abaulamento da região equatorial. Para facilitar o trabalho na cartografia, essas imperfeições são consideradas.
A cartografia criou um sistema de linhas imaginárias que servem de base para  a localização de qualquer ponto da Terra. Essas linhas são os paralelos e meridianos.

a)       Paralelos: os paralelos são linhas imaginárias que cortam a Terra paralelamente a Linha do Equador. Eles são em número de 180, metade para o norte e a outra metade para o sul. A partir dos paralelos é possível determinar as latitudes.
b)      Meridianos: os meridianos são linhas imaginárias que cortam a Terra passando pelos pólos (o principal meridiano é o de Greenwich). Eles são em número de 360, metade para o oeste e a outra metade para o leste. A partir dos meridianos é possível determinar as longitudes.


·         Sistema de zona de horas (Fusos horários)
Inicialmente a Inglaterra padronizou a hora em suas fronteiras e estendeu essa medida para o mundo ainda no século XIX. Em 1884, representantes de 25 países, entre eles o Brasil, reuniram-se em Washington para Conferência Internacional do Meridiano. Ficou estabelecido que o meridiano de origem do mundo, o de longitude 0º, seria aquele que passa pelo observatório de Greenwich, nas redondezas de Londres. Além disso, o tempo universal seria o tempo médio de Greenwich (GMT).
Estabelecidas essas duas referências, criou-se um sistema de zonas de horas por todo o mundo.
Cada faixa ou fuso horário possui uma largura de 15º ou 15 meridianos, delimitada por dois meridianos. Esse valor foi obtido levando-se em conta que a Terra gira 360º em 24 horas. A cada hora, nosso planeta gira 15º, consequentemente, uma nova faixa ou fuso passa a ser iluminada pelo Sol, e outra não. Além disso, é possível que concluir que se cada 15º temos uma hora, a cada 1º temos 4 minutos.
É importante recordar que a Terra gira de oeste para leste. Todas as localidades situadas no leste vêem o Sol nascer primeiro. Daí, concluiu-se que elas possuem a hora adiantada. O Japão, 12 fusos a leste do Brasil, vê o nascer do Sol antes, o que significa que os japoneses sempre estão "adiantados" no tempo. De posse desses conhecimentos e da longitude de um lugar ou do fuso onde se situa, é possível determinar a hora local.


·         Cálculo de horas
Para se resolver problemas relativos a fusos horários, procede-se da seguinte forma:
1.       Determina-se a distância longitudinal (D.L.) entre dois lugares, ou seja, a cidade de que se conhece a hora e aquela de que se quer determinar a hora.

      D.L .= Le A + ou - Le B
 
-          Se estiverem no mesmo hemisfério, diminui-se a menor longitude da maior.
-          Se estiverem em hemisférios diferentes, somam-se as longitudes

2.       O resultado da soma ou subtração, ou seja, a distância longitudinal encontrada é dividida por 15º ou multiplicada por 4 minutos para se saber a diferença horária (D.H.) entre os pontos.

D.H. = D.L. x 4 minutos ou D.L. / 15º

3.       A hora verdadeira (H.V.) do ponto pedido é obtida através da subtração ou soma da hora do ponto pedido (H.D.) com a diferença horária encontrada (D.H.).

H.V. = H.D. + ou - D.H.

-          soma-se se o ponto pedido estiver a leste do ponto dado.
-          Subtrai-se se o ponto pedido estiver a oeste do ponto dado.


Fonte: Apostilas Dom Bosco