sexta-feira, 2 de outubro de 2009

PIB 2008 das economias BRIC

Produto Interno Bruto (nominal) [2008]
Posição País PIB (em milhões de US$)
1 Flag of the United States.svg Estados Unidos 14,264,600
2 Flag of Japan.svg Japão 4,923,761
3 Flag of the People's Republic of China.svg China 4,401,614
4 Alemanha Alemanha 3,667,513
5 Bandeira da França França 2,865,737
6 Flag of the United Kingdom.svg Reino Unido 2,674,085
7 Itália Itália 2,313,893
8 Flag of Russia.svg Rússia 1,676,586
9 Espanha Espanha 1,611,767
10 Brasil Brasil 1,572,839
11 Flag of Canada.svg Canadá 1,510,957
12 Flag of India.svg Índia 1,209,686
13 Flag of Mexico.svg México 1,088,128
14 Flag of Australia.svg Austrália 1,010,699
15 Flag of South Korea.svg Coreia do Sul 947,010
16 Flag of the Netherlands.svg Países Baixos 868,940
17 Flag of Turkey.svg Turquia 729,443
18 Polónia Polónia 525,735
19 Flag of Indonesia.svg Indonésia 511,765
20 Bélgica Bélgica 506,392
21 Flag of Switzerland.svg Suíça 492,595
22 Suécia Suécia 484,550

BRIC quadro comparativo

Categorias \ Países Brasil Brasil Flag of Russia.svg Rússia Flag of India.svg Índia Flag of the People's Republic of China.svg China
Área 3º / 4º (disputado)
População
PIB nominal 10º 12º
PIB (PPP)
Exportações 21º 11º 23º
Importações 27º 17º 16º
Balança comercial 47º 169º
Consumo de eletricidade 10º

Projeção do PIB mundial para 2050

Posição ↓ País ↓ PIB (em milhões de US$)) ↓
1 Flag of the People's Republic of China.svg China 70,710,000
2 Flag of the United States.svg Estados Unidos 38,520,000
3 Flag of India.svg Índia 38,227,000
4 Brasil Brasil 11,366,000
5 Flag of Mexico.svg México 9,343,000
6 Flag of Russia.svg Rússia 8,564,000
7 Flag of Indonesia.svg Indonésia 7,010,000
8 Flag of Japan.svg Japão 6,675,000
9 Flag of the United Kingdom.svg Reino Unido 5,178,000
10 Alemanha Alemanha 5,028,000
11 Flag of Nigeria.svg Nigéria 4,640,000
12 Bandeira da França França 4,592,000
13 Flag of South Korea.svg Coreia do Sul 4,083,000
14 Flag of Turkey.svg Turquia 3,948,000
15 Flag of Vietnam.svg Vietnã/Vietname 3,607,000
16 Flag of Canada.svg Canadá 3,164,000
17 Flag of the Philippines.svg Filipinas 3,010,000
18 Itália Itália 2,950,000
19 Flag of Iran.svg Irã 2,663,000
20 Flag of Egypt.svg Egito 2,602,000
21 Flag of Pakistan.svg Paquistão 2,085,000
22 Flag of Bangladesh.svg Bangladesh 1,466,000

Nova Ordem Mundial

Na teoria das relações internacionais, o termo Nova Ordem Mundial tem sido utilizado para se referir a um novo período no pensamento político e no equilíbrio mundial de poder, além de uma maior centralização deste poder. Apesar das diversas interpretações deste termo, ele é principalmente associado com o conceito de governança global. [1] [2]

Foi o presidente norte-americano Woodrow Wilson que pela primeira vez desenvolveu um programa de reforma progressiva nas relações internacionais e liderou a construção daquilo que se convencionou denominar de "uma Nova Ordem Mundial" através da Liga das Nações. [3] [4]

Nos Estados Unidos a expressão foi usada literalmente pela primeira vez pelo presidente Franklin Delano Roosevelt em 1941, durante a II Guerra Mundial. [5]

A Nova Ordem Mundial também é um conceito sócio-econômico-político que faz referência ao contexto histórico do mundo pós-Guerra Fria. Foi utilizada pelo presidente norte-americano Ronald Reagan na década de 1980, referindo-se ao processo de queda da União Soviética e ao rearranjo geopolítico das potências mundiais.[carece de fontes?]

Conforme essa nova ordem, os países são classificados em três grupos:
  • Países Centrais
  • Países Periféricos
  • Países Semiperiféricos/Países em desenvolvimento/Emergentes.

Países Centrais

São países com economia pós-industrial, maior grau de desenvolvimento e população urbana. Estão localizados na Europa e em alguns territórios asiáticos.

O maior lucro destes países está em atividades de bancos ou outras instituições financeiras.

Países Periféricos

São países com economia primitiva, baseada na agropecuária e na exportação de matérias primas. Tem o menor grau de desenvolvimento e estão localizados na África, América Central e Oriente Médio.

Países Semiperiféricos

Também chamados e Países em desenvolvimento ou Países Emergentes, se encontram em fase de desenvolvimento industrial, com maioria da população concentrada nas cidades. São menos desenvolvidos do que os Países Centrais e mais desenvolvidos do que os Países Periféricos.

O maior exemplo de Países Semiperiféricos está representado pela BRIC (Brasil, Russia, Índia e China), mas ainda podemos citar a África do Sul, a Argentina, o Chile, o México e a Turquia.

Causas da Designação

A Nova Ordem Mundial foi o que o presidente Bush chamou de ordem multipolar, onde novos pólos econômicos estavam surgindo, entre eles, Japão, China, Rússia e União Européia. Quando deu início a nova ordem mundial, a rivalidade entre os sistemas econômicos opostos, a classificação dos países em 1º, 2º e 3º mundo e a ordem bipolar, EUA e URSS, deixaram de existir.

O termo Nova Ordem Mundial tem sido aplicado de forma abrangente, dependendo do contexto histórico, mas de um modo geral, pode ser definido como a designação que pretende compreender uma radical alteração, e o surgimento de um novo equilíbrio, nas relações de poder entre os estados na cena internacional.

Num contexto mais moderno, percebe-se muitas vezes esta referência ser feita a respeito das novas formas de controle tecnológico das populações, num mundo progressivamente globalizado, descrevendo assim um cenário que aponta para uma evolução no sentido da perda de liberdades e um maior controle por entidades distantes, com o quebramento da autonomia de países, grupos menores em geral, e indivíduos.

Esta descrição ganha por vezes traços de natureza conspirativa, mas pode também não ser necessariamente esse o caso. Este conceito é muitas vezes usado em trabalhos acadêmicos, notavelmente no domínio das Relações Internacionais, onde se procura traçar cenários realistas, com base em fatos, acerca do impacto de novos elementos da sociedade moderna e de como esta evolui. Um exemplo de um tema nesta disciplina é a chamada revolução dos assuntos militares, em que se procura discutir o impacto das novas tecnologias na forma de se fazer a guerra.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

“Povo hondurenho não está disposto a deixar-se vencer”, afirma Zelaya

Presidente hondurenho reafirma necessidade de luta, condena repressão e elogia postura do governo brasileiro
Após pouco mais de uma semana na embaixada do Brasil, Manuel Zelaya, ainda não viu as negociações com o governo golpista avançarem como gostaria. Para vencer a situação, afirma a necessidade de paciência e continuar as mobilizações por todo país. Tossindo muito e com uma voz cansada, ele concedeu por telefone entrevista exclusiva ao Brasil de Fato da embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Existem negociações com os golpistas?
Há muitas aproximações, mas até o momento nenhuma deu fruto. Mas, sim, há negociações.

Como estão as mobilizações no país?
As mobilizações estão tendo bastante expressão, mas nossa comunicação está comprometida, nossos celulares foram cortados. Mas estamos resistindo com muito estoicismo, muita paciência, porque o bem supremo tem um custo e esperamos conseguir restituir o sistema democrático. As mobilizações continuam em todo país, mas estão sendo muito reprimidas pelas forças armadas e pela polícia. Há um estado de ingovernabilidade que creio que deve ser solucionado nas próximas horas. Creio que um país não pode viver em convulsão, a não ser que queiramos viver como no Afeganistão. A América Latina não merece isso, o povo hondurenho não merece.
Reverter o golpe de Estado em Honduras vai ser uma vacina contra os golpes de Estado em todos países da América, incluindo Brasil, reverter vai ser parte da história do Brasil e da América Latina por sociedades mais democráticas que respeitem a soberania popular. Estamos escrevendo história junto com o Brasil.

Como avalia a postura do governo brasileiro?
O governo brasileiro e o presidente Lula têm demonstrado sua vocação democrática ao aceitar que seja feito um diálogo a partir da embaixada, e que quem deve fazer parte desse diálogo é o presidente que eles reconhecem, o governo eleito pelo povo. Isso fala muito da estatura moral e política continental que tem o presidente do Brasil. Nós queremos que esse processo dure o menor tempo possível para devolver à América Latina a certeza de que não serão permitidos golpes de Estado no século 21.

Quais são as alternativas, caso não se consiga uma saída diplomática?
A alternativa que temos é manter a luta. O povo hondurenho não está disposto a deixar-se vencer e ajoelhar-se diante de uma ditadura militar. Então, por agora, mantemos as mobilizações e também contamos com o apoio da comunidade internacional.

No Brasil existe uma especulação a respeito de se Lula participou de algum plano para sua volta. O governo nega e diz que foi avisado uma hora antes. O senhor confirma essa informação?
Nem o presidente Lula, nem Marco Aurélio [Garcia], nem o chanceler [Celso] Amorim sabiam da minha chegada a Tegucigalpa com antecedência. Quando cheguei tinha várias opções. Mas escolhi o Brasil. Falei com o Amorim, expliquei que queria tentar algum diálogo a partir daqui, também por motivos de segurança, por temor a represálias ou de ser sacrificado pelo regime. E me disseram que podia ir. Mas só souberam nesse momento.

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Divisão Norte x Sul

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