quarta-feira, 15 de julho de 2009

Rurbanização

Rurbanização é o processo pelo qual ocorre uma transformação das atividades desenvolvidas nas áreas rurais, ou seja, seria uma crescente integração entre os espaços urbanos e rurais. Como por exemplo, o surgimento de novas atividades voltadas para a construção civil, lazer, turismo, ou ainda, a mudança de algumas indústrias para o campo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Crack

O crack é uma droga ilegal, obtida a partir da merla - uma variação da pasta de coca, obtida como subproduto do processamento das folhas de coca, para obtenção de cocaína.
A merla é misturada ao bicarbonato de sódio e água. O bicarbonato de sódio faz com que a mistura tenha um baixo ponto de fusão (passagem de sólido para líquido) e ebulição (uma forma de passagem de líquido para gasoso), tornando possível a queima da droga com o auxílio de cinzas, que são colocadas em um cachimbo, junto ao crack.
O uso de cocaína por via intravenosa foi quase extinto no Brasil, pois foi substituído pelo crack, que provoca efeito semelhante e é tão potente quanto a cocaína injetada. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa - bastando um cachimbo, muitas vezes improvisado.
O crack eleva a temperatura corporal, podendo levar o usuário a um acidente vascular cerebral. A droga também causa destruição de neurônios e provoca no dependente a degeneração dos músculos do corpo (rabdomiólise), o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo: ossos da face salientes, braços e pernas ficam finos e costelas aparentes. O usuário de crack torna-se completamente dependente da droga em pouco tempo. Normalmente o viciado, após algum tempo de uso da droga, continua a consumi-la apenas para fugir aos desconfortos da síndrome de abstinência - depressão, ansiedade e agressividade - comuns a outras drogas estimulantes.
O uso do crack - e sua potente dependência - frequentemente leva o usuário à prática de pequenos delitos, para obter a droga. Os pequenos furtos de dinheiro e de objetos, sobretudo eletrodomésticos, muitas vezes começam em casa. O dependente dificilmente consegue manter uma rotina de trabalho ou de estudos e passa a viver basicamente em busca da droga, não medindo esforços para consegui-la.
Estudos relacionam a entrada do crack como droga circulante em São Paulo ao aumento da criminalidade e da prostituição entre os jovens, com o fim de financiar o vício. Na periferia da cidade de São Paulo, jovens prostitutas viciadas em crack são o nicho de maior crescimento da AIDS no Brasil.
O efeito social do uso do crack é o mais devastador, entre as drogas normalmente encontradas no Brasil.
www.wikipedia.org

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Legalizar a maconha: uma questão social

O primeiro passo para se chegar à paz é a legalização da maconha.
Legalizar a Maconha: uma questão social.

Não é de hoje que a mídia burguesa atenta contra as campanhas pró-legalização. Outros artigos publicados no CMI demonstram a manipulação midiática por trás da proibição da maconha, em especial ?A História esquecida da maconha? e ?Cidadão Kane: o homem por trás da proibição?. Acontece que de uns tempos pra cá, popularizou-se a prática, na mídia corporativa, de dizer que as campanhas pró-legalização são ?coisa de burguês?, a colocação é repetida inúmeras vezes por pessoas que assistem, diariamente, aos noticiários, e se convencem, através deles, que a maconha é um mal que precisa ser combatido.

Coisa de burguês?
Taxar ativistas pró-legalização de ?burgueses?, ?filhinhos de papai?, ?playboys? e outros termos é uma prática comum na TV: quando não se consegue argumentar, utiliza-se de termos preconceituosos para designar movimentos sociais. O movimento pela legalização da maconha é, essencialmente, um movimento que luta por justiça, bem-estar social, preservação dos direitos individuais e pela paz.
A História da maconha foi corrompida, censurada, omitida e falseada, tudo em favor de interesses comerciais. Se proibir a droga foi uma injustiça, continuar permitindo que ela seja proibida é uma injustiça dez vezes maior. É permitir que os interessados na proibição continuem cerceando as liberdades individuais. É reafirmar preconceitos usados para proibir a erva.
Além disso, taxar usuários de maconha de burgueses é uma mentira descabida: o uso da maconha no Brasil foi popularizado por escravos negros, no México e nos EUA foi popularizado por trabalhadores braçais mexicanos, além dos negros americanos, numa época em que reinavam práticas piores que aquelas do Apartheid na África do Sul. Quando a mídia generaliza e afirma que os usuários de maconha são todos burgueses, mente descaradamente. A maconha sempre foi a droga preferida das camadas mais populares e de grupos subversivos, como podem taxá-los de burgueses?
As principais consequências da proibição da cannabis são sentidas pelas camadas mais marginalizadas da nossa sociedade. Os maiores beneficiados, com a diminuição do poder dos traficantes e da violência decorrentes do tráfico são estas pessoas. Os papéis inverteram-se: o pobre é que é o burguês na sociedade do espetáculo.

O tráfico mata
Isso tudo faz lembrar que outra afirmação muito comum, nos meios de comunicação tradicionais, em relação às campanhas pela legalização, seja aquela mais falaciosa: milhares de pessoas morrem todos os anos por causa do tráfico de entorpecentes, entre os quais a maconha é um dos mais consumidos. Logo, a maconha é um mal que precisa ser combatido. Ora, a lógica dos meios de comunicação esqueceu que, caso seja legalizada, a maconha não precisará ser vendida por traficantes, cada um poderá ter a sua mudinha em casa ou mesmo comprar a erva sem maiores complicações, em instituições comerciais?
Legalizando a maconha, boa parte do lucro dos traficantes e - diga-se de passagem - dos policiais corruptos, seria destruída.
A melhor forma de se combater o tráfico não é com metralhadoras semi-automáticas nem com expedições esporádicas de policiais ou soldados morro acima em cidades como o Rio de Janeiro, expedições que deixam, pelo caminho, crianças e trabalhadores pobres com tiros no meio da testa ou feridos de bala perdida em confrontos entre o poder do Estado e o que a mídia acostumou-se a chamar de ?poder paralelo?.
Aliás, diga-se de passagem, tais expedições, que deveriam ser chamadas na verdade de chacinas, devido ao número de pessoas inocentes que morrem, vítima dos traficantes ou da polícia, acontecem com maior frequência em épocas próximas das eleições.
O governador ou o prefeito querem mostrar serviço, e no espetáculo ensaiado do combate ao crime, armam o circo de mídia e polícia subindo o morro em busca de drogas. Todo o espetáculo é meticulosamente ensaiado: a polícia vende as armas aos traficantes, muitos dos quais pagam propina aos políciais. O traficante sabe como, quem, onde e quando as autoridades vão agir, e obtém estas informações por meio da própria polícia.
A melhor forma de acabar com o tráfico é, simplesmente, legalizar a planta. Não é óbvio?!
A paz que a campanha pela legalização da maconha prega não é aquela paz promovida pela Rede Globo, todos uniformizados em suas camisetinhas brancas, de mãos dadas, marchando para que as autoridades matem mais pessoas, varram os ?bandidos? do mundo e assim construam um mundo onde a paz reina absoluta. Já dizia a música: paz sem voz não é paz, é medo. A paz que a campanha da legalização busca é o fim do tráfico, responsável por milhares de inocentes mortos todos os anos, o fim da censura e da hipocrisia.
O primeiro passo para a paz é legalizar a maconha. E isso não é mera suposição. Estudos publicados na Holanda, país que legalizou o uso da maconha em cafés, provam que a descriminalização da planta diminuiu a violência relacionada a ela e não houve alterações significativas na quantidade de usuários após a legalização parcial (ainda não é permitido o cultivo da erva).

www.midiaindependente.org

Maconha

A maconha, marijuana ou suruma (em Moçambique[1]) é uma droga entorpecente produzida a partir das plantas da espécie Cannabis sativa. A substância psicoativa presente na maconha e no haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), cuja concentração média é de até 8%, mas algumas variedades de maconha (cruzamentos entre a espécie Cannabis sativa e a Cannabis indica) comumente conhecidas como skunk ("cangambá", em inglês) produzem recordes na marca de 33% de THC.

Nomes populares
Baseado (português brasileiro) ou charro (português europeu) é o nome popular dado ao cigarro feito com a maconha. É geralmente confeccionado a partir de papéis a base de arroz, mas também pode ser feito a partir de guardanapos, sacos de pão, papel-seda e outros materiais. Segundo especialistas, um cigarro de maconha equivale ao fumo de cinco cigarros normais.[2]
O baseado também é popularmente conhecido no Brasil como beck[3], beise ou ret (uma corruptela da palavra francesa cigarette); como fino ou perninha-de-grilo, quando contém pouca quantidade de maconha; ou como bomba, vela ou tora, quanto contém muita. Quando a quantidade é muito extravagante é chamado de trave ou cone, se a abertura for maior. Já as designações portuguesas variam: ganza, canhão ou broca sendo as mais vulgares.
Existem também certas misturas com outros tipos de drogas, que ganharam nomes populares como freebase(maconha com cocaína) e mesclado[4] ou cabralzinho (maconha com crack).

Definição
Maconha é o nome popular de um grupo de plantas de origem asiática, cujo nome científico é Cannabis. Há três espécies de Cannabis: a Cannabis sativa, a Cannabis indica e a Cannabis ruderalis. Elas diferem tanto no porte como no formato das folhas, configuração do tronco e na concentração de THC (ao qual se deve os efeitos mais característicos da maconha). As três espécies o contêm (e os climas em que são cultivadas podem alterar a quantidade e a potência das substâncias ativas que produzem). Sabe-se que as plantas de maconha podem ser femininas (só produzem flores femininas), masculinas (só produzem flores com órgãos masculinos) ou hermafrodita (plantas que produzem flores de ambos os sexos). As plantas femininas possuem maior concentração de THC.
A espécie de Cannabis mais cultivada para uso psicotrópico nas Américas é a Cannabis sativa. Há também o skunk, cruzamento da Cannabis indica com a Cannabis sativa que resulta numa planta com a concentração de THC até 10 vezes maior, dependendo do clima, da terra e das condições gerais de onde esta sendo cultivado.

História
É de longa data as origens da maconha. Os registros na Farmacopéia Chinesa são de 2723 a.C, quando foi citada pela primeira vez. O pai da taxonomia moderna Carolus Linnaeus foi o primeiro a classificá-la, sob o nome de Cannabis sativa, no ano de 1753. Chegou na Europa por volta dos séculos XVIII e começo do XIX.
O Brasil possui documentos que provam que a maconha foi introduzida por volta do final do século XVIII, na época das Capitanias Hereditárias. Era utilizada principalmente na produção de fibras.

Proibição
A comercialização da planta foi proibida nos Estados Unidos por volta de 1930; o país também efetuou uma forte propaganda em torno do assunto, o pivô do movimento sendo o político Harry Jacob Anslinger. As motivações de Anslinger bem como a veracidade científica das informações veiculadas na época (algumas ainda circulando nos dias de hoje) permanecem muito controversas.
Foi proibida no Brasil primeiramente em Grajaú, em 1938. Até então costumava ser vendida em farmácias sob o nome de "cigarros índios" (devido a ser uma planta originária da Índia) ou "cigarro da paz" , que eram indicados para curar os sintomas da asma e para insônia.
Em 1960 a ONU recomendou a proibição da Maconha em todo o mundo.

Legalização e status legal

Brasil
A campanha pela legalização da Maconha ganhou força a partir dos anos 80 e 90, notadamente apoiada por artistas e políticos liberais. No Brasil, é uma das bandeiras do político Fernando Gabeira, que tentou implementar o cultivo do cânhamo para fins industriais.
No Brasil, não existe mais a pena de prisão ou reclusão para o consumo, armazenamento ou posse de pequena quantidade de drogas para uso pessoal, inclusive maconha. Também não há pena de prisão para quem "para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância" capaz de causar dependência (inclusive a cannabis sativa). O artigo 28 da lei nº 11.343/2006[5], de 23 de Agosto de 2006 prevê novas penas para os usuários de drogas. As penas previstas são:
- Advertência sobre os efeitos das drogas;
- Prestação de serviços à comunidade ou
- Medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
A mesma lei (artigo 28, § 2º) estabelece o critério para o juiz avaliar se uma quantidade se destina ao consumo ou não. O juiz deve considerar os seguintes fatores: o tipo de droga (natureza), a quantidade apreendida, o local e as condições envolvidas na apreensão, as circunstâncias pessoais e sociais, a conduta e os antecedentes do usuário[6]. Apesar do critério ser subjetivo e depender da interpretação do juiz, não há dúvida de que um ou dois cigarros de maconha, por exemplo, representam uma quantidade destinada ao consumo pessoal.

Outros países
Hoje em dia a maconha é descriminalizada em alguns países, como os Países Baixos ou o Canadá, neste último apenas para uso medicinal[7], pois adotam políticas de tolerância em relação aos usuários, os quais não são presos. Além desses, outros países apoiam o seu uso medicinal, tendo em vista os efeitos terapêuticos da planta.
O uso da maconha é popular na Jamaica, onde é conhecida como "ganja". Apesar de ser ilegal a sua venda, certas seitas como a dos rastafáris atribuem a ela poderes divinos.[8]

Uso medicinal
A Cannabis sativa também pode ser usada com fins medicinais como agente antiemético, estimulador de apetite, podendo ser usada em casos de Alzheimer, câncer terminal e HIV no aumento de peso [9], auxiliar contra espasmos musculares e movimentos desordenados, sendo útil também em casos de glaucoma. Em doses mais altas ela auxilia pessoas no tratamento de doenças como doença de Parkinson, esclerose múltipla, traumatismo raquimedular, câncer, desnutrição, AIDS ou com qualquer outra condição clínica associada a um quadro importante de dor crônica.
Atualmente, em alguns países a maconha é legalizada, unicamente para fins medicinais. Para lazer, somente na Holanda, Belgica, Suíça e Canadá.

Formas de consumo
A maconha pode ser consumida através de:
- Fumo, sob a forma de baseados (cigarros).
- Inalada, como cigarro ou com algum dispositivo, tal como cachimbo ou narguilé , bong.
- Ingerida: por exemplo como ingrediente de bolos e doces ("bolonha", "space-cake", "brigahemp", etc.) ou bebida (Green dragon).

Efeitos
Há várias pesquisas realizadas que concluem ser a maconha uma droga que provoca dependência, entretanto menos que o tabaco ou o álcool. Em alguns círculos usa-se o termo "dependência psicológica", mas a medicina, na classificação internacional das doenças não faz distinção entre dependência química ou psicológica, ou seja, a maconha é apontada como droga que pode levar a dependência.
O uso da maconha é associado a variações hormonais (diminuição da testosterona em homens e, estrogênio e progesterona em mulheres); além disso pode causar dificuldades de memória, coordenação motora e raciocínio. Na saúde mental algumas vezes é citada como um gatilho para a esquizofrenia[10] . Alguns estudos associam o uso prolongado da maconha com o desenvolvimento de cânceres pois sua fumaça possui de 50% a 70% a mais de hidrocarbonos cancerígenos que o tabaco. Os cânceres mais citados em estudos são os que afetam o respiratório[11] e o sistema reprodutor[12].

Psicoatividade da Cannabis
Farmacologicamente, a atividade da maconha é desempenhada pelos canabinóides (classe de compostos que contém 21 átomos de carbono). O delta9-tetrahidrocanabinol é o elemento de maior psicoatividade. Outros canabinóides de menor importância também podem ser citados: o deta8-tetrahidrocanabinol, delta9-tetrahidrocanabivarin e o canabinol (CBN).

www.wikipedia.org

Comercial que defende taxação de maconha causa polêmica nos EUA

Um anúncio encomendado por uma organização que defende a legalização e taxação da maconha está causando polêmica nos Estados Unidos.
O comercial, protagonizado por uma usuária de meia-idade, defende a solução da taxação de impostos sobre maconha como forma de ajudar a combalida economia do Estado da Califórnia.
Algumas das principais emissoras do país aceitaram veicular o comercial, outras recusaram.
No anúncio, a funcionária pública Nadene Herndon, de 58 anos, que vive em Fair Oaks, na Califórnia, afirma que as autoridades locais “estão ignorando milhões de californianos que querem pagar impostos”.
“Somos usuários de maconha. Em vez de sermos tratados como criminosos por consumir uma substância mais segura do que o álcool, nós queremos pagar nossa quantia justa”, afirma Herndon.
Produzida pelo grupo Marijuana Policy Project (MPP), a propaganda tem 30 segundos e começou a ser transmitida na quarta-feira.
O objetivo da campanha é reforçar o lobby pela aprovação de um projeto-lei apresentado em fevereiro por um deputado estadual da Califórnia, que prevê a legalização da maconha e cobra impostos sobre sua venda, em uma tentativa de ajudar a reduzir o alto déficit do Estado americano.
O projeto do representante democrata de San Francisco, Tom Ammiano, legalizaria o cultivo, a posse e a venda de maconha para maiores de 21 anos. A utilização medicinal da maconha já é legal na Califórnia, mas a nova legislação iria além disto, permitindo o uso da substância para consumidores comuns.
Cultivadores da erva e atacadistas pagariam uma taxa inicial de franquia de US$ 5 mil, além de um imposto anual de US$ 2,5 mil. Já os revendedores pagariam US$ 50 por cada onça (28 gramas) do produto.
De acordo com o MPP, estimativas baseadas em estatísticas do governo federal indicam que a erva é o produto agrícola mais rentável da Califórnia, gerando rendimentos de cerca de US$ 14 bilhões em 2006, praticamente o dobro do valor dos produtos que estão em segundo e terceiro lugar na lista (verduras e uvas, respectivamente).

Crise
Durante o comercial, Herndon ainda ressalta os planos de cortes de gastos em escolas, serviços policiais e parques estaduais por conta da crise no orçamento do Estado da Califórnia.
Em fevereiro, o governador, Arnold Schwarzenegger, aprovou um orçamento de US$ 130 bilhões que elevou os impostos sobre rendimentos e fez cortes profundos nos gastos.
Desde a crise global econômica, vários Estados americanos enfrentam déficits históricos provocados por queda na arrecadação de impostos de imóveis e pelo aumento de gastos com seguro-desemprego e assistência médica.
“Os 2 milhões de californianos que usam maconha devem ser ouvidos – e suas contribuições em impostos devem ajudar a solucionar a emergência fiscal que ameaça nossas escolas, polícia e parques”, afirmou Aaron Smith, diretor do MPP.
A propaganda encerra com a usuária afirmando que o dinheiro de impostos arrecadados com a indústria da maconha na Califórnia poderia pagar o salário de 20 mil professores.
“Já não é tempo?”, questiona.

Resistência
O comercial começou a ser exibido em seis emissoras de televisão norte-americanas nesta semana.
Entre os canais que concordaram em transmitir o anúncio estão a CNN, CNN Headline News, MSNBC, CNBC, CBS e KLON.
Algumas emissoras, no entanto, se recusaram a exibir o comercial pago em sua grade de programação.
De acordo com a diretoria do MPP, algumas delas afirmaram que os padrões da emissora rejeitaram o comercial, enquanto outras disseram que não “se sentiam confortáveis” em exibir o anúncio.
“Estamos surpresos. Esse é um debate que o governador da Califórnia já disse que o Estado precisa ter”, afirmou Bruce Mirken, diretor de comunicações do MPP.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O que vale é isso!

O inverno é longo, doloroso, sombrio, frio, deixa a impressão de que não há mais vida, de que tudo acabou, mas quando chega a primavera, ah..., a primavera, o Sol, as plantas florescendo, os animais aparecendo de todos os lados, a vida em todo seu esplendor, a primavera chega para mostrar que tudo é possível, que a vida não acabou, que sempre há uma chance, que enquanto houver uma única semente, um único broto, um único filhote, a vida ainda esta presente e a qualquer momento ela pode reaparecer.
Vou viver minha vida. Minha primavera esta de volta, meu Sol esta reaparecendo, e para tudo ficar completo falta uma única e grande coisa, sem a qual não sou nada, sem a qual meu corpo e minha alma estão incompletos, essa coisa é você: FERNANDA.
Não desisti de você, vou lutar por ti, enquanto tiver forças, não sei se vou vencer, mas não desistirei tão fácil.


TE AMO BABALÚ! Nunca esquecerei o que vivemos intensamente juntos, vc foi feita pra mim e eu pra vc. Você sabe disso!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Milton Santos

Milton Almeida dos Santos (Brotas de Macaúbas, Bahia, 3 de maio de 1926São Paulo, São Paulo, 24 de junho de 2001) foi um advogado brasileiro. Apesar de ter se graduado em Direito, Milton destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da Geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970.

Biografia
Milton Santos nasceu no município baiano de Brotas de Macaúbas em 3 de maio de 1926. Ainda criança, migrou com sua família para outras cidades baianas, como Ubaituba, Alcobaça e, posteriormente, Salvador. Em Alcobaça, com os pais e os avós maternos (todos professores primários), foi alfabetizado e aprendeu álgebra e a falar francês.
Aos 13 anos, Milton dava aulas de matemática no ginásio em que estudava, o Instituto Baiano de Ensino. Aos 15, passou a lecionar Geografia e, aos 18, prestou vestibular para Direito em Salvador. Enquanto estudante secundário e universitário marcou presença na militância política de esquerda. Formado em Direito, não deixou de se interessar pela Geografia, tanto que fez concurso para professor catedrático no Colégio Municipal de Ilhéus. Nesta cidade, além do magistério desenvolveu atividade jornalística, estreitando sua amizade com políticos de esquerda. Nesta época, escreveu o livro Zona do Cacau, posteriormente incluído na Coleção Brasiliana, já com influência da Escola Regional francesa.
Em 1958, concluiu seu doutorado na Universidade de Strasburgo, na fronteira da França com a Alemanha. Ao regressar ao Brasil, criou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, mantendo intercâmbio com os mestres franceses. Após seu doutorado, teve presença marcante na vida acadêmica, em atividades jornalísticas e políticas de Salvador. Em 1960, o presidente Jânio Quadros o nomeia para a subchefia do Gabinete Civil, tendo viajado a Cuba com a comitiva presidencial - o que lhe valeu registro nos órgãos de segurança nacional após o golpe de 1964.

Exílio
Em função de suas atividades políticas junto à esquerda, Milton foi perseguido pelos órgãos de repressão da ditadura militar. Seus aliados e importantes políticos interviram junto às autoridades militares para negociar sua saída do país, após ter cumprido meio ano de prisão domiciliar. Milton achou que que ficaria fora do país por 6 meses, mas acabou ficando 13 anos. Milton começa seu exílio em Toulouse, passando por Bordeaux, até finalmente chegar em Paris em 1968, onde lecionou na Sorbonne, tendo sido diretor de pesquisas de planejamento urbano no prestigiado Iedes.
Permaneceu em Paris até 1971, quando se mudou para o Canadá. Trabalhou na Universidade de Toronto. Foi para os Estados Unidos, com um convite para ser pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde trabalha com Noam Chomsky. No MIT trabalha em sua grande obra O Espaço Dividido. Dos EUA viaja para a Venezuela, onde atua como diretor de pesquisa sobre planejamento da urbanização do país para um programa da ONU. Neste país manteve contato com técnicos da Organização dos Estados Americanos. Estes contatos facilitaram sua contratação pela Faculdade de Engenharia de Lima, onde foi contratado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para elaborar um trabalho sobre pobreza urbana na América Latina.
Posteriormente, foi convidado para lecionar no University College de Londres, mas o convite ficou apenas na tentativa, já que lhe impuseram dificuldades raciais. Regressa a Paris, mas é chamado de volta à Venezuela, onde leciona na Faculdade de Economia da Universidade Central. Segue, posteriormente para Tanzânia, onde organiza a pós-graduação em Geografia da Universidade de Dar es Salaam. Permaneceu por dois anos no país, quando recebeu o primeiro convite de uma universidade brasileira, a Universidade de Campinas. Antes disso, regressa à Venezuela, passando antes pela Universidade de Colúmbia de Nova Iorque.

Retorno ao Brasil
No final de 1976, houve contatos para a contratação de Milton pela universidade brasileira, mas não havia segurança na área política e o contato fracassou. Em 1977, Milton tenta inscrever-se na Universidade da Bahia, mas, por artimanhas político-administrativas, sua inscrição foi cancelada. Ao regressar da Universidade de Colúmbia iria para a Nigéria, mas recusou o convite para aceitar um posto como Consultor de Planejamento do estado de São Paulo e na Emplasa. Esse peregrinar lhe custou muito, mas sua volta representou um enorme esforço de muitos geógrafos, destacando-se Armen Mamigonian, Maria do Carmo Galvão, Bertha Becker e Maria Adélia de Souza. Quanto ao seu regresso, Milton tinha um grande papel nas mudanças estruturais do ensino e da pesquisa em Geografia no Brasil.
Após seu regresso ao Brasil, lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) até 1983. Em 1984 foi contratado como professor titular pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), onde permaneceu mesmo após sua aposentadoria. Também cursou geografia na Universidade Católica de Salvador.

A trajetória e o reconhecimento
Embora pouco conhecido fora do meio acadêmico, Santos alcançou reconhecimento fora do país, tendo recebido, em 1994, o Prêmio Vautrin Lud, (conferido por universidades de 50 países).
Milton Santos foi dos poucos cientistas brasileiros que, expulsos durante a ditadura militar (naquilo que foi conhecido por êxodo de cérebros), voltaram depois ao país. Foi disputado por diversas universidades, que o queriam em seus quadros.
- Sua obra O espaço dividido, de 1979, é hoje considerado um clássico - mundial, onde desenvolve uma teoria sobre o desenvolvimento urbano nos países subdesenvolvidos.
- Suas idéias de globalização, esboçadas antes que este conceito ganhasse o mundo, advertia para a possibilidade de gerar o fim da cultura, da produção original do conhecimento - conceitos depois desenvolvidos por outros. Por uma Outra Globalização, livro escrito por Milton Santos dois anos antes de morrer, é referência hoje em cursos de graduação e pós-graduação em universidades brasileiras. Traz uma abordagem crítica sobre o processo perverso de globalização atual na lógica do capital, apresentado como um pensamento único. Na visão dele, esse processo, da forma como está configurado, transforma o consumo em ideologia de vida, fazendo de cidadãos meros consumidores, massifica e padroniza a cultura e concentra a riqueza nas mãos de poucos.

Espaço: abordagem inovadora
A obra de Milton Santos é inovadora ao abordar o conceito de espaço. De território onde todos se encontram, o espaço, com as novas tecnologias, adquiriu novas características para se tornar um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações.
As velhas noções de centro e periferia já não se aplicam, pois o centro poderá estar situado a milhares de quilômetros de distância e a periferia poderá abranger o planeta inteiro.
Daí a correlação entre espaço e globalização, que sempre foi perseguida pelos detentores do poder político e econômico, mas só se tornou possível com o progresso tecnológico.
Para contrapor-se à realidade de um mundo movido por forças poderosas e cegas, impõe-se, para Santos, a força do lugar, que, por sua dimensão humana, anularia os efeitos perversos da globalização.
Estas idéias são expostas principalmente em sua obra A Natureza do Espaço (Edusp,2002).

Atividades, prêmios e distinções
Por seus méritos, universidades e instituições ligadas à Geografia passam a outorgar-lhe títulos acadêmicos e honrarias. Os mais importantes são:
- Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, Paris, 1994
- Mérito Tecnológico, Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, 1997.
- Personalidade do Ano, Instituto dos Arquitetos do Brasil, 1997
- Jabuti, 1997 - Prêmio pelo melhor livro das Ciências Humanas por A Natureza do Espaço - Técnica e Tempo, Razão e Emoção
- Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, 1995
- Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1997
- Homem de Idéias 1998, homenagem do Jornal do Brasil a Milton Santos, em 1998
- Contemplado em concurso nacional da Revista Isto É como um dos 20 "Cientistas do Século", conforme encarte Especial nº 7, de 04 de agosto de 1999




segunda-feira, 6 de julho de 2009

Paul Vidal de la Blache

Paul Vidal de la Blache (Pézenas, 22 de janeiro de 1845 - Tamaris, 5 de abril de 1918) foi um geógrafo francês. Ele é considerado o fundador da moderna Geografia Francesa e da Escola Francesa de Geopolítica.
Vidal de la Blache é o fundador da École française de géographie (em português: "Escola Francesa de Geografia") e também fundou, juntamente com Lucien Gallois, a Annales de Géographie (1893), da qual la Blache foi editor até sua morte.
Influenciado pelas idéias da Geografia Alemã, principalmente por Friedrich Ratzel. Vidal de la Blache produziu um grande número de publicações, incluindo 21 livros. Para La Blache, um Estado deve planejar a apropriação de espaço geográfico considerando e conhecendo todas as características naturais e humanas de seu território. Com um argumento defendendo que o homem pode interferir, modificar a natureza e vencer os supostos obstáculos impostos pelas condições naturais em determinadas regiões como por exemplo, um cordilheira de montanhas, um deserto, um solo pobre, rede hidrográfica de pequeno porte etc. Suas idéias dizem que qualquer Estado soberano possui possibilidades para alcançar um nível de desenvolvimento econômico, social, tecnológico e polítco a ponto de melhoria satisfatoriamente a vida do seu povo ou da sua nação. Portanto, cabe ao Estado impor seu poder sobre o território. Tais idéias se contrapõem com as idéias do geógrafo almeão Ratzel o qual defendia a idéia de que a natureza determinava as condições sociais, econômicas e tecnológicas de um povo impossibilitando-o de se desenvolver de forma satisfatório, daá então a justificativa para o expansionismo alemão para obter um território maior, com mais recursos naturais, pois só assim a Alemanha de Bismarck conseguiria ultrapassar as potências européias do século XIX, principalmente a França e a Inglaterra.
www.wikipedia.org

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Itália aprova lei que torna crime imigração ilegal

O Parlamento italiano aprovou uma lei criminalizando a imigração ilegal e autorizando a criação de patrulhas de cidadãos para ajudar a polícia na tarefa de garantir a segurança pública.
De acordo com a lei, quem entrar ou permanecer no país será punido com uma multa que varia de 5 mil a 10 mil euros (cerca de R$ 13,5 mil a R$ 27 mil). Os que acolherem imigrantes ilegais – alugando quartos ou imóveis, por exemplo – poderão ser condenados a até três anos de prisão.
Segundo a nova lei, pais que quiserem registrar seus filhos na Itália devem provar que são residentes legais.
Além disso, a lei aumenta de dois para seis meses o período de permanência de imigrantes ilegais em centros temporários de detenção e expulsão.
As novas medidas, duramente criticadas por grupos de direitos humanos e pelo Vaticano, foram aprovadas na quinta-feira pelo Senado por 157 votos a favor e 124 contra. A Câmara de Deputados havia dado seu sinal verde para a legislação em maio.

Endurecimento
O pacote passa no Legislativo pouco depois da introdução de uma nova política que preve o envio de barcos com migrantes líbios de volta à Líbia antes que eles possam desembarcar na Europa e pedir asilo político.
Mais de 36 mil imigrantes chegaram às costas da Itália no ano passado – um aumento de cerca de 75% em relação ao ano anterior. O governo diz que muitos não têm condições de se sustentar, e afirma que o país não pode arcar com esses custos.
Críticos da legislação afirmam que o governo italiano está procurando evitar a entrada dos chamados “romas” ou ciganos.
O Vaticano afirmou que a nova política migratória “foca na questão criminal e deixa a integração completamente fora do quadro”

Patrulhas cidadãs
Outro ponto polêmico da nova lei é a autorização para o funcionamento de patrulhas de cidadãos.
No mês passado, o grupo de direita Guarda Nacional Italiana – que mereceu comparações com os fascistas de Benito Mussolini – formou-se com o propósito declarado de patrulhas as ruas.
Mas essa hipótese foi descartada pelo ministro do Interior, Roberto Maroni, que é membro do partido Liga do Norte, de plataforma antimigratória. Maroni foi um dos que costuraram a aprovação da lei no Parlamento.
O partido é um dos aliados na coalizão de direita do primeiro-ministro Silvio Berlusconi e trocou seu apoio ao premiê pela promessa de endurecimento das leis contra a imigração.

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Friedrich Ratzel

Friedrich Ratzel (Karlsruhe, 30 de Agosto de 1844Ammerland, 9 de Agosto de 1904) foi um geógrafo e etnólogo alemão, notável por ter criado o termo Lebensraum (espaço vital).

Contexto histórico, momento epistemológico
Ratzel "é considerado por muitos o fundador da moderna geografia humana, sendo responsável também pelo estabelecimento da geografia política como disciplina."
Diferente dos outros participantes dos ramos geográficos como Alexander von Humboldt e Karl Ritter que vivenciaram o aparecimento do ideal de unificação alemã, Ratzel esteve presente na constituição real do Estado nacional alemão. Com essa diferença histórica em que ele viveu, há autores que dizem que suas formulações só seriam possíveis de serem compreendidas em função de determinada época e sociedade.
Ratzel foi representante engajado a um projeto estatal, em que vai propor uma legitimação do expansionismo de Otto von Bismarck (primeiro-ministro da Prússia e do Império Alemão). É com a sua obra publicada em 1882, Antropogeografia - fundamentos da aplicação da Geografia à História, que Ratzel fundou (de certa maneira) a Geografia Humana.

Determinismo geográfico
O historiador francês Lucien Febvre considerou Ratzel como determinista geográfico; porém, suas críticas desqualificaram o geógrafo alemão quase sem contribuir construtivamente para a ciência geográfica. De fato, Ratzel deixou bem claro no início da sua obra Antropogeografia que ele é contra o determinismo simplista.
Com respeito à obra Geografia Política,, muito "mais do que uma crítica “possibilista” ao “determinismo” de Ratzel, nos termos simplistas de Lucien Febvre, trata-se de uma perspectiva epistemológica ampla, que defende a não fragmentação da Geografia, nem em termos de valorização de ramos específicos (seja a geografia física, seja a geografia política), nem em termos de ênfase a uma escala prioritária (como a do Estado)."

Conceito de história de Ratzel
Para "Ratzel, promover a história significa, em primeiro lugar, acelerar a luta pela vida, a seleção natural, entre as comunidades humanas (ou estados), no sentido darwiniano."

Obras
- Antropogeografia
- Geografia Política