sexta-feira, 15 de maio de 2009

Suspensão de toque de recolher causa fuga em massa no Paquistão



Milhares de pessoas estão procurando abrigo em campos de refugiados para escapar do conflito entre o Exército do Paquistão e militantes do Talebã no noroeste do país.
A maioria dos civis vem de Mingora, a principal cidade do vale do Swat, no Paquistão. Na sexta-feira, as autoridades suspenderam um toque de recolher para permitir que seus cidadãos fujam.
Há relatos de que as estradas de Mingora estão engarrafadas com ônibus e caminhões lotados de pessoas. Algumas pegam carona até no teto de veículos. O repórter da BBC Abdul Hasan Kakar, que está próximo da região, acredita que 400 veículos deixaram a cidade na manhã desta sexta-feira.
A ONU afirma que 830 mil pessoas deixaram suas casas fugindo dos confrontos no mês passado. O número total de pessoas que foram internamente deslocadas no Paquistão nos últimos 12 meses subiu para 1,3 milhão.
Destas, cerca de 80 mil pessoas estão morando em campos administrados pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, baseado na cidade de Mardan.

Ajuda urgente

O primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani, disse que o está enfrentando sua pior crise de refugiados desde a partição de 1947, quando Índia e Paquistão, se separaram.
Segundo a correspondente da BBC em Islamabad Barbara Plett, uma primeira leva de pessoas deixou Mingora na semana passada. A cidade está com escassez de comida e outros produtos essenciais.
O Exército continua evitando entrar em combate direto com militantes do Talebã nas ruas da cidade.
Mais de 15 mil soldados foram enviadas ao vale Swat e para outras regiões vizinhas. Elas estão enfrentando cerca de 5 mil militantes.
Na quinta-feira, o Exército disse que 124 militantes foram mortos nas últimas 24 horas. Nove soldados morreram. Um porta-voz do Talebã diz que 37 soldados morreram.
O correspondente da BBC em Karachi, M Ilyas Khan, disse que é difícil confirmar os números, já que as linhas de telefone não estão funcionando no vale do Swat. Muitos aparelhos celulares também não estão funcionando devido à falta de energia elétrica.
O Alto Comissário para Refugiados, Antonio Guterres, alertou que as más condições dos milhares de refugiados podem levar a mais conflitos na região. A ONU está pedindo uma injeção urgente de recursos para ajuda humanitária.
A ofensiva do Exército paquistanês começou no mês passado. Em fevereiro, o governo havia fechado um acordo de paz com o Talebã na região, permitindo inclusive a aplicação da Sharia - a lei islâmica. O acordo foi criticado pelo governo americano na ocasião.
Mas os militantes talebãs expandiram sua atuação para áreas vizinhas, e o governo decidiu pôr fim ao acordo de paz.

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Bascos


Os bascos são um grupo étnico que habita partes do norte da Espanha e do sudoeste da França. Os bascos, sendo nativos de Navarra, são predominantemente encontrados na região conhecida como País Basco, consistindo de quatro províncias na Espanha e três na França, localizadas em volta da borda ocidental dos Pirineus na região costeira do golfo de Biscaia.
Os bascos são conhecidos nas línguas locais como:
- euskaldunak ("falantes de basco") ou euskotarrak ("nativos do País Basco", neologismo pouco utilizado) em basco.
- vascos em castelhano (ou pelo termo antigo vascongados, que no sentido exato se aplica apenas àqueles bascos que vivem nas províncias do País Basco).
- basques em francês.
- bascos em gascão.
Esse artigo discute os bascos como um grupo étnico, o povo basco ou, como em alguns pontos de vista, uma nação, principalmente por outros grupos étnicos vivem nas regiões bascas.

Etimologia da palavra basco
A palavra portuguesa "basco", tal como o francês basque (pronunciada /bask/), o gascão basco (/ˈbasku/) e o espanhol vasco (/ˈbasko/), derivam do latim vasco (/wasko/), plural vascones. A aproximante labiovelar latina /w/ tipicamente se desenvolve para a oclusiva bilabial sonora /b/ em gascão e espanhol (betacismo), provavelmente sob a influência do basco e do aquitaniano (uma língua relacionada com o antigo basco e falada na Gasconha na Antiguidade). Isso explica a paranomásia romana às custas dos aquitanianos (ancestrais dos gascãos): "Beati Hispani quibus vivere bibere est", que se traduz como "Abençoados ibéricos (os romanos consideravam os aquitanianos aparentados com os ibéricos) para quem viver é beber".
Uma teoria freqüente sobre a origem da palavra latina vasco é a de que ela derive da latina boscus ou buscus que significa "área arborizada" (bosque, floresta). Estão vascones significa "aqueles que vivem nas terras arborizadas". Contudo, esta etimologia é agora verificadamente equivocada, porque a palavra latina boscus/buscus apareceu apenas na Idade Média, e é provavelmente uma corruptela da palavra do latim clássico arbustus (que significa "plantado como árvore", de arbor, "árvore"), possivelmente sob a influência da palavra germânica busk ou bosk ("arbusto, moita"), cuja origem é desconhecida.
Um outro lado desta teoria indica que a palavra latina vasco ainda signifique "da terra arborizada", mas com origem no moderno basco basoko, onde baso- significa floresta e -ko no final denota posse/genitivo. Além do fato de que basoko é uma palavra do basco moderno (ela pode ter sido uma palavra totalmente diferente há dois mil anos), essa etimologia popular entre os bascos é agora totalmente desacreditada pelos pesquisadores.
Para aumentar o mistério, várias moedas dos séculos II e I a.C. foram encontradas no norte da Espanha, tendo a inscrição barscunes escrita no alfabeto ibérico. O lugar onde foram cunhadas é incerto mas tem sido identificado como Pamplona ou Rocafort, a região onde os historiadores acreditam que os vascones viviam.
Hoje, acredita-se que a palavra latina vasco proceda de uma raiz basca e aquitaniana usada por esses povos para se autodesignar. Esta raiz é eusk-, pronunciada /ewsk/ que é realmente próxima do latim /wasko/. Havia também um povo aquitaniano a que os romanos chamavam Ausci (pronunciado /awski/ em latim), e que parece proceder da mesma raiz.
Em basco moderno, os bascos modernos chamam a si mesmos euskaldunak, singular euskaldun, de euskal- (basco (língua)) e -dun (aquele que tem). Então euskaldun literalmente significa um falante de basco. Deveria-se notar que nem todos os bascos são falantes do idioma basco (euskaldunak), e nem todos os falantes de bascos são etnicamente bascos (estrangeiros que aprenderam basco também são euskaldunak). Para remediar essa incoveniência, um neologismo foi cunhado no século XIX, a palavra euskotar, plural euskotarrak, que significa uma pessoa etnicamente basca, falando o idioma basco ou não.
Estas palavras bascas todas se originam do nome que os bascos usam para denominar sua língua: euskara. Pesquisadores modernos tem reconstruído a pronúncia e o vocabulário dos antigos bascos, e Alfonso Irigoyen propõe que a palavra euskara proceda do verbo "dizer" em basco antigo, que era pronunciado enautsi (em basco moderno esan) e do sufixo -(k)ara ("forma, jeito, caminho (de fazer alguma coisa)). Então euskara poderia significar literalmente "forma de dizer", "forma de falar". Evidências dessa teoria são encontradas no livro espanhol Compendio Historial escrito em 1571 pelo escritor basco Estebán de Garibay, que registrou o nome nativo da língua basca como enusquera. Contudo, como muitas outras coisas relacionadas com a história basca, essa hipótese não é totalmente exata.
No século XIX, o ativista nacionalista basco Sabino Arana pensou que havia uma raiz original eusko de eguzkiko ("do sol", presumindo uma religião solar). A partir disto ele criou o neologismo Euskadi para seu objetivo de um País Basco independente. Esta teoria está em descrédito hoje em dia, com a única etimologia séria sendo enautsi e -(k)ara. Mas o neologismo Euzkadi ainda é largamente usada no basco e no espanhol.

História
Acredita-se que os bascos sejam remanescentes dos primeiros habitantes da Europa Ocidental, mais especificamente daqueles que habitavam a região franco-cantábrica. Tribos bascas foram mencionadas no período romano, por Estrabão e Plínio, o Velho, incluindo os vascones, os aquitanos, entre outros. Existem evidências suficientes de que eles já falavam o basco naquele tempo.[carece de fontes?]
No início da Idade Média o território entre o rio Ebro e o Garonne era conhecido como Vascônia, tendo sido unificado sob a nobreza castelhana. Depois das invasões muçulmanas e da expansão dos francos sob Carlos Magno, o território se fragmentou, e eventualmente o Reino de Castela e o Reino de Pamplona surgiram como os principais estados com população basca no século IX.
Este último estado, que passou a ser conhecido posteriormente como Reino de Navarra, experimentou um processo de feudalização, e acabou tendo que se submeter à influência de seus vizinhos mais poderosos, como Aragão, Castela e França. Castela anexou partes do território de Navarra no século XI, XII e de 1512 a 1521. O restante de Navarra acabou anexado pela França.
Ainda assim as províncias bascas gozaram de alguma forma de auto-governo até o acontecimento da Revolução Francesa, ao Norte, e das guerras de motivação principalmente religiosa, ocorridas ao Sul, denominadas Guerras Carlistas, onde tentou-se estabelecer uma monarquia teocrática católica. Desde então, apesar do atual estatuto de autonomia do País Basco, estabelecido pela Constituição Espanhola, diversos elementos da sociedade basca ainda estão lutando por um Estado completamente separado (ver nacionalismo basco), inclusive através de terrorismo e luta armada.

A diáspora basca
diáspora basca é a descrição dada à dispersão do povo basco por todo o mundo. Os bascos não têm um país independente que possam chamar de seu, estando divididos entre os estados espanhol e francês. Muitos bascos deixaram o País Basco e seguiram para outras partes do mundo por razões políticas ou econômicas.
Um grande número de bascos emigrou para Argentina, Chile, México e Estados Unidos. Em todos esses países lugares foram batizados após sua chegada com nomes bascos como Nova Biscaia, agora Durango no México e Durango e Biscayne Bay nos Estados Unidos. No México a maioria dos grupos estão concentrados em Monterrey e Durango.
O destino da maioria dos imigrantes bascos foi a Argentina, com a cultura basca contribuindo muito com a cultura argentina. Há centros culturais bascos na maioria das grandes cidades, assim como escolas de língua basca. A muitos lugares foram dados nomes bascos, inclusive ao principal aeroporto internacional, Ezeiza. Muitos dos presidentes argentinos eram de ascendência basca, como Hipólito Yrigoyen, Pedro Eugenio Aramburu e Justo José de Urquiza, sem mencionar outras figuras, especialmente Ernesto Che Guevara. Estima-se que haja cerca de 15.000 sobrenomes na Argentina de origem basca.
O Chile também recebeu muitos emigrantes bascos. Por exemplo, Augusto Pinochet é de origem basca (através do sobrenome de solteira da sua mãe, Ugarte).
O Brasil teve um Presidente da República descendente de bascos, foi o general Emílio Garrastazu Médici, que governou o país na década de setenta do século XX, durante o regime militar.
A maior comunidade de bascos na América do Norte está na região da grande Boise, Idaho. Em Boise se localiza o Centro Cultural e Museu Basco. A área em torno do centro inclui várias lojas e restaurantes recheados de cultura basca no assim chamado "quarteirão basco" e a cidade recebe um grande festival basco conhecido como Jaialdi a cada cinco anos. Outra grande comunidade de bascos vive no Vale Central da Califórnia, principalmente na cidade de Bakersfield. Em Bakersfield há vários restaurantes bascos e o salão basco, que anualmente abriga um grande encontro basco. A maioria dos primeiros imigrantes foram para Bakersfield por causa das orportunidades na agricultura e criação de ovelhas. Reno (Nevada), lar do Departamento de Estudos Bascos da Universidade de Nevada, também possui uma significante população de origem basca. Outra área está localizada no extremo sul do Texas ao longo do Rio Grande. Na região em torno do Rio Grande próxima aos atuais Condado de Star, Condado de Zapata e Condado de Hidalgo no Texas, assim como em regiões nos estados mexicanos de Nuevo León e Tamaulipas, sobrenomes de origem basca se destacam como proprietários nas concessões de terra espanholas nos documentos históricos. A maior parte dessas concessões foram usadas para criação e agricultura da mesma forma que criavam ovelhas no País Basco. Esta região do Texas ostenta alguns dos maiores ranchos do estado atualmente.
Alguns desses sobrenomes, como Garza, destacam-se em muitas eleições políticas assim como detêm altos cargos políticos. Uma das famílias mais ricas do México e do mundo carrega esse sobrenome basco. Uma cidade com o nome basco de San Pedro garza García, no México, tem a maior renda per capta de toda a América Latina. No Caribe, há descendentes bascos nas colinas de Esperón na província de Havana, onde a maioria originalmente se fixou dorante o pe´riodo colonial espanhol.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cartografia


Cartografia (do grego chartis = mapa e graphein = escrita) é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. O vocábulo foi pela primeira vez proposto pelo historiador português Manuel Francisco Carvalhosa, 2.º Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de Dezembro de 1839, de Paris, e endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser internacionalmente consagrado pelo uso. Das muitas definições usadas na literatura, colocamos aqui a atualmente adaptada pela Associação Cartográfica Internacional (ACI):
Conjunto dos estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que intervêm na elaboração dos mapas a partir dos resultados das observações directas ou da exploração da documentação, bem como da sua utilização
A cartografia encontra-se no curso de uma longa e profunda revolução, iniciada em meados do século passado, e certamente a mais importante depois do seu renascimento, que ocorreu nos séculos XV e XVI. A introdução da fotografia aérea e da detecção remota, o avanço tecnológico nos métodos de gravação e impressão e, mais recentemente, o aparecimento e vulgarização dos computadores, vieram alterar profundamente a forma como os dados geográficos são adquiridos, processados e representados, bem como o modo como os interpretamos e exploramos.

Cartografia matemática é o ramo da cartografia que trata dos aspectos matemáticos ligados à concepção e construção dos mapas, isto é, das projecções cartográficas. Foi desenvolvida a partir do final século XVII, após a invenção do cálculo matemático, sobretudo por Johann Heinrich Lambert e Joseph Louis Lagrange. Foram especialmente relevantes, durante o século XIX, os contributos dos matemáticos Carl Friedrich Gauss e Nicolas Auguste Tissot.
Cartometria é o ramo da cartografia que trata das medições efetuadas sobre mapas, designadamente a medição de ângulos e direções, distâncias, áreas, volumes e contagem de número de objetos.

Os primeiros mapas
A função dos mapas é prover a visualização de dados espaciais e a sua confecção é praticada desde tempos pré-históricos, antes mesmo da invenção da escrita. Com esta, dispomos de mapas em placas de argila sumérias e papiros egípcios. Na Grécia antiga, Aristóteles e Hiparco produziram mapas com latitudes e longitudes. Em Roma, Ptolomeu representou a Terra dentro de um círculo.

A Cartografia medieval
Embora durante a Idade Média o conhecimento geográfico tenha conhecido uma relativa estagnação na Europa ocidental, confinado ao domínio eclesiástico, foram produzidos os mapas OT (orbis terrarum): um T composto pelas águas (Mar Mediterrâneo, Mar Negro e rio Nilo), separando as terras (Europa, Ásia ocidental e Norte de África), dentro de um O (o mundo). No mundo árabe, ao contrário, desde 827 o califa Al Mamum havia determinado traduzir do grego a obra de Ptolomeu. Desse modo, através do Império Bizantino, os árabes resgataram os conhecimentos greco-romanos, aperfeiçoando-os.

A Cartografia da Idade Moderna
Com a reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir do século XI, os mapas ganharam importância renovada, particularmente entre os árabes, que prosseguiram com o seu desenvolvimento.
Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima, que passaram a ser grandemente valorizados na região mediterrânica, associados aos progressos técnicos representados pela bússola, pelo astrolábio e pela caravela, permitiram o processo das grandes navegações, marcando a passagem para a Idade Moderna. Os portulanos introduziram a rosa-dos-ventos e motivos temáticos passaram a ilustrar as lacunas do conhecimento geográfico.
Embora a cartografia portuguesa haja conhecido avanços técnicos significativos durante o século XV, será superada, já no século XVI, pela cartografia holandesa, responsável pela publicação e universalização das representações cartográficas, devido aos baixos custos introduzidos pela moderna impressão.

Os mapas atuais
Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando material de escrita, a partir do aparecimento dos computadores e dos satélites conheceram uma verdadeira revolução. Atualmente são confeccionados utilizando-se softwares próprios (Sistemas de Informação Geográfica) (SIGs, CAD ou softwares especializados em ilustração para mapas). Os dados assim obtidos ou processados são mantidos em base de dados. A tendência atual neste campo é um afastamento dos métodos analógicos de produção e um progressivo uso de mapas interativo de formato digital.
O departamento de cartografia da Organização das Nações Unidas é o responsável pela manutenção do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam seus dados mais recentes para este departamento.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Saia Gilmar!

Nesta quarta-feira cinco mil velas foram acesas em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, numa manifestação para que Gilmar Mendes, presidente da instituição, deixe seu cargo. Protestos simultâneos ocorreram em São Paulo e em Belo Horizonte.
Depois de provar sua corruptibilidade e parcialidade no caso do banqueiro Daniel Dantas, e por criminalizar e destratar movimentos sociais e populares, Gilmar Mendes atestou sua incapacidade de representar o poder judiciário brasileiro. E por isso, está demitido!
Uma profunda indignação e repulsa culminou na organização de diversas movimentações civis, entre elas a campanha 'Saia às Ruas', que conclama para que retomemos os espaços de deliberação política: "O povo já tirou o Collor e tirará Gilmar Mendes!". Mais manifestações ocorrerão nas próximas semanas. Participe em sua cidade!

Centro de Mídia Independente Brasil.

La Niña

O fenômeno La Niña, que é oposto ao El Niño, corresponde ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma “piscina de águas frias” nesse oceano. À semelhança do El Niño, porém apresentando uma maior variabilidade do que este, trata-se de um fenômeno natural que produz fortes mudanças na dinâmica geral da atmosfera, alterando o comportamento climático. Nele, os ventos alísios mostram-se mais intensos que o habitual (média climatológica) e as águas mais frias, que caracterizam o fenômeno, estendem-se numa faixa de largura de cerca de 10 graus de latitude ao longo do equador desde a costa peruana até aproximadamente 180 graus de longitude no Pacífico Central. Observa-se, ainda, uma intensificação da pressão atmosférica no Pacífico Central e Oriental em relação à pressão no Pacífico Ocidental.
Outros nomes como "El Viejo" ou "anti-El Niño" também foram usados para se referir a este resfriamento, mais o termo La Niña ganhou mais popularidade.
Os principais efeitos de episódios do La Niña observados sobre o Brasil são: Passagens rápidas de frentes frias sobre a Região Sul; Temperaturas próximas da média climatológica ou ligeiramente abaixo da média sobre a Região Sudeste, durante o inverno; Chegada das frentes frias até a Região Nordeste, principalmente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas; Tendência às chuvas abundantes no norte e leste da Amazônia; Possibilidade de chuvas acima da média sobre a região semi-árida do Nordeste do Brasil; Chuvas muito acima da média no leste dos estados da Região Sul, estiagem no Oeste destes estados e no Paraguai.
Em geral, um episódio La Niña começa a desenvolver-se em um certo ano, atinge sua intensidade máxima no final daquele ano, vindo a dissipar-se em meados do ano seguinte. Ele pode, no entanto, durar até dois anos. Sua intensidade é tão forte que os episódios La Niña permitem, algumas vezes, a chegada de frentes frias até à Região Nordeste notadamente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas.



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domingo, 3 de maio de 2009

OIT: Crise pode gerar 50 milhões de desempregados


A crise econômica global pode gerar até 50 milhões de novos desempregados em 2009, de acordo com previsões divulgadas nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Segundo o relatório Tendências Mundiais de Emprego 2009, o agravamento da crise econômica pode fazer com que a taxa global de desemprego atinja 7,1% neste ano, comparado com 6% em 2008 (dados preliminares) e 5,7% em 2007.
Nesse caso, o número de desempregados pode chegar a quase 230 milhões - 50 milhões a mais do que os 179,5 milhões registrados em 2007, ano em que a economia global ainda não havia sido atingida pela atual crise.
A previsão da OIT é consideravelmente maior do que a divulgada em outubro de 2008, quando o órgão projetou que o número de desempregados poderia aumentar em até 20 milhões de pessoas neste ano.
"A mensagem da OIT é realista, não alarmista. Nós enfrentamos uma crise global do emprego", afirmou o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
Essas previsões são feitas com base no cenário mais pessimista projetado pela OIT no relatório, no qual a situação econômica continuaria a se deteriorar no ritmo atual.
"A crise financeira atual procovou uma redução grave no crescimento econômico, inclusive recessão em grandes países industrializados. As empresas pararam de contratar e estão demitindo trabalhadores em números significativos", diz o relatório.
O documento prevê a possibilidade de estagnação ou até mesmo reversão das tendências positivas observadas até 2007.


Crise
Além deste cenário mais pessimista, a OIT fez previsões baseadas também em dois outros possíveis desdobramentos para a crise.
O primeiro cenário - e também o mais otimista - é baseado em projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas em novembro de 2008, quando o órgão previu uma retração de 2,2% no crescimento econômico para este ano.
Com base nesses dados, a OIT prevê que o desemprego poderia chegar a 6,1% em 2009 e fazer o número de desempregados aumentar em 18 milhões de pessoas.
O FMI divulgará nesta quarta-feira uma nova previsão de crescimento global que deve ficar muito abaixo da contemplada no cenário mais otimista da OIT.
A OIT analisou ainda um segundo possível cenário para o impacto da crise no desemprego. Usando como base a relação do crescimento econômico e o desemprego em tempos de crise, o órgão prevê uma deterioração mais amena que faria com que o desemprego atingisse 6,5%.
Nesse cenário, o número de novos desempregados poderia chegar até 30 milhões de pessoas.


América Latina
No cenário mais negativo da OIT, a taxa de desemprego na América Latina teria um aumento significativo.
Apesar de não divulgar informações detalhadas por país, os dados preliminares de 2008 indicam que esse índice teria atingido 7,3% - um aumento de apenas 0,1 ponto percentual em comparação com 2007.
No entanto, as previsões para esse ano sugerem que a taxa de desemprego na região poderia chegar a 8,3% - um aumento de um ponto percentual. O desemprego atingiria, dessa forma, 23 milhões de pessoas na região.
Apesar de significativo, o aumento na taxa de desemprego previsto para a América Latina é menor do que as projeções para os países desenvolvidos e da média global.
Enquanto a taxa de desemprego subiu 1 ponto percentual na região - do índice de 2007 em relação às previsões para 2009 -, nos países em desenvolvimento essa elevação teria sido de 1,5 ponto percentual.
Segundo o documento, a taxa de desemprego nos países em desenvolvimento foi de 5,7% e de 6,4% em 2008. De acordo com as previsões, o índice pode chegar a 7,9% em 2009.
Esse aumento é ainda maior do que o da média global, que registrou uma taxa de 5,7% em 2007, teria atingido 6% em 2008 e chegaria a 7,1% neste ano.

Pobreza

No pior cenário previsto pela OIT, a crise pode ainda fazer com que 200 milhões de trabalhadores sejam levados para abaixo da linha da pobreza, principalmente nos países em desenvolvimento.
O total de trabalhadores em família com renda inferior a US$ 2 per capita poderia subir para 1,4 bilhão, o equivalente a 45% do total.
De acordo com a OIT, os governos podem contribuir para amenizar o impacto da crise nas famílias e para preparar o período de recuperação.
Entre as medidas recomendadas pela organização está o investimento público em infraestrutura, o apoio a pequenas e médias empresas, uma maior cobertura de benefícios de desemprego e esquemas de seguro, entre outras.



Pobreza na América Latina pode crescer até 15% em 2009, afirma ONU

A crise econômica internacional pode causar um aumento de até 15% nos níveis de pobreza da América Latina em 2009, afirmou, nesta sexta-feira, a chefe para a região do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Rebeca Grynspan.
Durante uma entrevista em Washington, ela afirmou que, atualmente, cerca de 35% da população da região está abaixo da linha de pobreza, mas este nível pode chegar a até 40% por causa de crise econômica.
Segundo ela, se isto acontecer, o continente voltará aos mesmos níveis de 2005 e com taxas de pobreza próximas às registradas na década de 1980.
Rebeca Grynspan ainda afirmou que os países da região precisam urgentemente de uma injeção de dinheiro público para que não haja um retrocesso nos avanços obtidos nos últimos anos.
"Minha preocupação é que, exceto pelas economias maiores - como Brasil, México e Chile -, as pequenas e médias economias não podem fazer frente a um choque desta magnitude", afirmou, segundo a agência Efe.

Desemprego
Como exemplos de países que estão tomando medidas efetivas contra a crise, ela citou o Brasil e o México, que estão oferecendo ajuda tanto para famílias pobres como para o setor financeiro.
Ela, no entanto, cobrou que os programas também sejam destinados a criar empregos para jovens e mulheres.
Segundo ela, a região pode perder até 4 milhões de empregos este ano, e as previsões mais otimistas apontam um crescimento econômico de cerca de 1%.
"Isto significará uma perda de 4 milhões de empregos e um crescimento do mercado de trabalho informal e de baixa remuneração, o que colocará cerca de 7 milhões de trabalhadores em situação precária", disse.

Espanha atinge recorde histórico de desemprego

A Espanha alcançou o índice recorde de desemprego de 17,36%, o mais alto de sua história.
O Instituto Nacional de Estatística revelou nesta sexta-feira que já são 4.010.700 trabalhadores na rua, com uma média de quase nove mil demissões por dia.
A cifra supera as piores estimativas do governo, que previa um índice de 15,9% até o final de 2009. Só no primeiro trimestre do ano, 802.800 pessoas ficaram sem emprego.
Segundo as novas estatísticas, mais de um milhão de famílias no país estão com todos os seus membros em idade produtiva desempregados. Em um ano, esse índice aumentou em 108%.
Os imigrantes também aparecem na pesquisa como grandes prejudicados, representando 28% dos desempregados, 8% a mais do que no último trimestre de 2008.

'Recuperação lenta'
A nova ministra de Economia, Elena Salgado, que assumiu o cargo no último dia 7, admitiu que os resultados "são piores do que o esperado", mas acha que a partir do próximo mês "a tendência é a recuperação, ainda que seja lenta".
O desemprego lidera os índices negativos da economia espanhola. O país entrou em sua primeira recessão nos últimos 15 anos e perdeu 1.836.500 vagas com carteira assinada em 12 meses.
Em janeiro, a Espanha já dobrava a média de desemprego dos 28 países da União Européia: 14,4%, enquanto a média da UE era de 7,4%.
Apesar do controle da inflação (1,4%) as expectativas de melhora na situação são poucas. O FMI também revisou suas estimativas para a Espanha. Em janeiro, o fundo previa 1,7% de contração para 2009, e agora, prevê 3% de crescimento negativo.
Segundo o último relatório sobre perspectivas da economia mundial do FMI, a Espanha só começará a sair da crise em 2014, quando retomar o ritmo de crescimento.
A previsão é de que o país continue com um índice de desemprego duas vezes maior que a média das economias desenvolvidas ao menos até 2010.
Se as estimativas do FMI se confirmarem, os espanhóis terminarão 2009 com 17,7% de desemprego e chegarão aos 19,3% no ano que vem; enquanto as nações mais ricas do mundo atingirão os 8,1% este ano e 9,2% em 2010.


Década de 2020 deve consolidar poder dos BRICs

Os anos 20 deste século podem marcar a consolidação do fortalecimento de países emergentes como potências econômicas e políticas, em um mundo cada vez mais multipolar. Segundo acadêmicos e instituições de pesquisa, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) serão peças-chave dessa nova ordem.
Para investigar que desafios cada país do BRIC terá pela frente, no caminho para se tornar uma potência em 2020, a BBC Brasil produziu uma série especial que começa a ser publicada nesta segunda-feira, reunido reportagens multimídia de nossos repórteres no Brasil e enviados especiais a Rússia, Índia e China.
Em 2020, com 3,14 bilhões de habitantes (40% da população mundial naquele ano, segundo projeções da ONU), eles devem chegar mais perto das economias do G-7, após terem crescido a taxas muito superiores às de nações ricas.
O National Intelligence Council, entidade do governo americano ligada a agências de inteligência, prevê que já em 2025 todo o sistema internacional - como foi construído após a Segunda Guerra Mundial - terá sido totalmente transformado.
"Novos atores - Brasil, Rússia, Índia e China - não apenas terão um assento à mesa da comunidade internacional, mas também trarão novos interesses e regras do jogo", afirma a instituição
"Muito provavelmente, por volta de 2020 vamos nos dar conta de que existe um equilíbrio muito maior no mundo em termos econômicos e políticos com o fortalecimento de países emergentes como China, Índia, Brasil e Rússia. Com um maior poder econômico, virá também um maior poder político e uma participação ativa desses países em organismos internacionais", disse à BBC Brasil Stepháne Garelli, professor da Universidade de Lausanne, na Suíça, e autor de um estudo que traça cenários para 2050.

Conceito complexo
O conceito de sistema multipolar é complexo e, ainda que boa parte dos analistas concorde que o mundo caminha para isso, o tempo que levará para que a China tenha voz no Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil tenha um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU ou o Banco Mundial seja dirigido por um russo ou indiano variam muito.
Mas a discussão já não se limita mais ao meio acadêmico. Diferentes aspectos do que pode vir a ser um mundo multilateral (ou multipolar) já começam a aparecer em discursos de autoridades que estão no centro do processo de tomada de decisões internacionais.Um exemplo recente vem de Gordon Brown, o primeiro-ministro britânico, que, às vésperas do encontro do G-20, em Londres, declarou no Brasil que "o tempo em que poucas pessoas mandavam na economia acabou".
Também às vésperas do encontro, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse em entrevista a uma TV francesa que "soluções globais supõem que a governança de instituições como o FMI seja mais legítima, mais democrática, com espaço para os países emergentes e pobres".

Reunião do G-20
A reunião do G-20, grupo que une países emergentes aos países-membros do G-8, pode ser vista como um sinal dessas mudanças. A voz dos emergentes no cenário de crise ganha especial relevância.
Segundo boa parte dos analistas ouvidos pela BBC Brasil, eles não apenas serão menos afetados do que os países desenvolvidos pela crise, como também podem se recuperar mais rapidamente.
Essa possível recuperação mais rápida se baseia em alguns pilares que serão também propulsores do crescimento de longo prazo.
"A situação das economias desses países é muito diferente. Mas, de maneira geral, os BRIC estão mais bem posicionados para a recuperação do que muitas outras economias", disse Markus Jaeger, responsável por análises de longo prazo no Deutsche Bank.
Para Alfredo Coutinho, analista mexicano da agência Moody's nos Estados Unidos, a crise revela ainda a vulnerabilidade das economias desenvolvidas e deixa clara a necessidade de equilíbrio na economia global.
"É uma oportunidade para as economias emergentes, que devem liderar a recuperação", disse Coutinho.

Crise
Em entrevista à BBC Brasil, Jim O'Neill, economista-chefe do Goldman & Sachs, que criou a sigla BRIC em 2001, prevê que a crise até mesmo acelere a escalada dos emergentes, e diz que já em 2020 a economia desses quatro países encoste nas dos países do G-7, o grupo das atuais nações mais ricas do mundo.
Não faltam céticos em relação à projeção de O'Neill. John Bowler, diretor do Serviço de Risco por País (CRS na sigla em inglês) da Economist Intelligence Unit é um deles.
"Acho que esse processo será mais demorado. Há uma série de obstáculos à confirmação dessas projeções tanto no campo econômico quanto político", disse Bowler.
Apesar das ressalvas feitas por muitos dos ouvidos pela BBC Brasil, o "otimismo" de O'Neill não é isolado.
Um relatório da consultoria Ernst&Young, Global Megatrends 2009, por exemplo, afirma que "a fome de crescimento, junto com a rápida industrialização das economias e populações em expansão, põe os emergentes no caminho da recuperação mais rapidamente, e os países do BRIC são claramente os atores principais".
Essa fome de crescimento vem, em parte, da nova classe média que tem revolucionado o consumo nesses países. Segundo o Banco Mundial, 400 milhões de pessoas se encaixavam nessa categoria em 2005 nos países em desenvolvimento. Em 2030, deverão ser 1,2 bilhão de pessoas.
"A classe média, principalmente dos países do BRIC, será o novo motor da economia mundial", prevê Stepháne Garelli, da Universidade de Lausane e diretor do índice de competitividade, publicado pelo Institute of Management Development, que avalia 61 países em 312 critérios.
"É uma classe média ávida por comprar seu primeiro carro, seu primeiro celular de última geração. Não é conservadora como a classe média do atual mundo rico. Ela quer 'comprar felicidade'", acrescentou.

Padrão de vida
O valor do PIB dará posição de destaque a esses países no ranking global de economias, mas não será suficiente para levar as populações desses países a padrões de vida próximos ao dos países hoje considerados ricos.
O PIB per capita da Índia, por exemplo, deverá praticamente dobrar num período de 15 anos até 2020, segundo um estudo do departamento de pesquisas do Deutsche Bank. Ainda assim, representará apenas 40% da renda per capita nos Estados Unidos.
De olho em indicadores como o PIB per capita, Françoise Nicolas, economista do Instituto Francês de Relações Internacionais, prevê a ascensão das "superpotências pobres".
"Será um mundo multipolar bizarro. Os BRIC serão superpotências pobres com mais peso econômico, mas o discurso ainda não estará no mesmo nível dos países ricos", prevê Nicolas.
Além da pobreza, esses países enfrentam outros desafios, como a proteção ao meio ambiente.
"Eles querem ter maior poder de decisão e, ao mesmo tempo, em certas questões como o meio ambiente, querem continuar a ser tratados como países emergentes, que não podem cumprir as mesmas exigências dos ricos", disse Thomas Klau, chefe do escritório de Paris do Council of Foreign Relations.

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Planetas 'caem' dentro de sóis e desaparecem, diz estudo



Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns planetas descobertos fora do nosso sistema solar "caem" dentro de seus próprios sóis e desaparecem.
Segundo o astrônomo Rory Barnes, da Universidade de Washington, trata-se da primeira prova de um fenômeno já previsto por modelos computacionais no ano passado, que mostravam que a força da gravidade é capaz de "puxar" um planeta para dentro de seu sol.
"Quando examinamos as propriedades de planetas extra-solares, podemos ver que esse fenômeno já ocorreu com alguns deles", afirmou Barnes.
Os modelos computacionais apontam a localização dos planetas em um determinado sistema solar, mas a observação direta mostrou que, em alguns desses sistemas, os planetas que deveriam estar mais próximos de seu sol não existem mais.
Segundo os cientistas, a proximidade entre esses astros faz com que um "puxe" o outro com uma força gravitacional cada vez mais intensa, que causa uma deformação na superfície do sol, provocando ondas na sua superfície gasosa.
"As ondas distorcem a forma dessas estrelas, e quanto maior essa distorção, mais rapidamente as ondas 'puxam' o planeta para dentro", explicou Brian Jackson, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, e chefe da equipe de pesquisadores.

Massas gasosas
A maioria dos planetas descobertos fora do nosso sistema solar são gigantes massas gasosas, como Júpiter, mas ainda maiores que este planeta.
Entretanto, no início deste ano, astrônomos detectaram um planeta extra-solar mais parecido com a Terra do que qualquer outro encontrado até o momento.
Batizado de CoRoT-7 B, o astro tem uma órbita a cerca de 2,4 milhões de quilômetros de seu sol - uma distância menor do que Mercúrio está do nosso Sol. Com isso, o planeta estaria em vias de ser 'absorvido'.
"A destruição deste planeta é lenta, mas inevitável", decretou Jackson.
"As órbitas desses planetas mudam em uma ordem de dezenas de milhões de anos. Em um certo momento, o planeta fica tão perto de seu sol que, começa a ser desmantelado por ele", disse o cientista.
"Ou o planeta é destruído antes de atingir a superfície do sol, ou, no processo de destruição, sua órbita acaba entrando em intersecção com a atmosfera desse sol e o calor dele faz o planeta desaparecer."
Os cientistas esperam que o estudo, a ser publicado no Astrophysical Journal, facilite a compreensão de como as estrelas destroem planetas e como esse processo afeta as órbitas planetárias.

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