Demografia
Com 25.107.616 habitantes, de acordo com
censo demográfico de
2000, o Sul é a terceira região do
Brasil em
população, embora apresente uma
densidade populacional de 43,50 hab./km², mais de duas vezes maior que a do
Brasil.
Seu
desenvolvimento econômico é muito forte tanto no
campo como nas
cidades.
Colonizadores
Com o objetivo de catequizar os
indígenas,
jesuítas espanhóis fundaram várias missões no território do atual
Rio Grande do Sul. Essas missões, cuja
economia tinha como atividade a dependência da
pecuária e da
agricultura, sofreram posteriormente seguidas invasões de
bandeirantes paulistas, que aprisionavam os
índios para vendê-los como
escravos. A destruição das
missões espalhou pelo pampa os animais criados pelos missionários. A partir do
século XVIII, esse
gado passou a ser disputado por
portugueses e
espanhóis que habitavam a bacia do
rio Paraná. Essa luta desencadeou a disputa pela posse da terra, o que motivou a formação de grandes
latifúndios, ainda hoje comuns no extremo sul
[6].
Milicianos, portugueses e espanhóis
Anteriormente, no
século XVIII, o Sul do Brasil era uma região disputada entre
portugueses e
espanhóis. A ocupação iniciou-se de fato com os milicianos, que eram tropeiros de
São Paulo e
Minas Gerais, sendo reforçada com a vinda de casais
açorianos na
década de 1750. Essa
imigração açoriana foi promovida pela Coroa Portuguesa, para estabelecer o domínio português na região.
Os espanhóis introduziram a criação de
gado, que rapidamente tornou-se a economia predominante no Rio Grande do Sul. A população se concentrava nos
pampas, tendo havido uma fusão de costumes espanhóis, portugueses, negros e
indígenas, que deram origem ao tipo regional
gaúcho, existente também no Uruguai e na Argentina. Embora o gaúcho sul riograndense fosse mais português que espanhol, a influência cultural vinda dos países vizinhos tornaram os gaúchos dos pampas bastante
hispanizados, a ponto de falarem um
dialeto que misturava elementos espanhóis e portugueses.
Imigrantes europeus
Os
alemães estabeleceram-se principalmente no Vale do
rio Itajaí, no norte e nordeste de
Santa Catarina, na região metropolitana de
Curitiba, norte e oeste do
Paraná, e no vale do
rio dos Sinos no Rio Grande do Sul.
[7] Os
italianos ocuparam principalmente a
serra gaúcha e Sul catarinense, onde introduziram o cultivo da
uva e a produção de
vinho, posteriormente também o norte do
Paraná ocupando-se na colheita do
café. Colonizadores de outros
países tais como
russos,
poloneses,
ucranianos, e outros grupos imigrantes fixavam-se no oeste de
Santa Catarina, no
Paraná e em outros pontos da região
[8].
A ocupação da Região Sul seria completada como a colonização
açoriana (portugueses) ao longo do litoral, incluindo destaque para a
ilha de Santa Catarina, onde se localiza
Florianópolis, e para
Porto Alegre. A segunda iniciou-se na primeira metade do
século XIX, com a chegada de imigrantes
alemães e de
italianos na segunda metade do século. Em menor número,
russos,
poloneses,
ucranianos e outros. Os imigrantes colonizaram os
planaltos, deixando a marca de seus costumes no estilo das
residências, no
idioma e na
culinária. Foram responsáveis também pela introdução da
policultura e do sistema de pequenas propriedades. É por essa razão que o Sul é a região
brasileira que possui maior percentual de
minifúndios em sua estrutura fundiária
[8].
Distribuição populacional
Embora a oposição entre as aglomerações urbanas e vazios populacionais, no Sul, não seja tão definido como em outras regiões, os centros urbanos, incluindo
Curitiba,
Porto Alegre e cidades do Vale do
rio Itajaí, apresentam altas
densidades populacionais. Os trechos menos populosos do Sul localizam-se na
Campanha Gaúcha, pois a atividade econômica dominante é a
pecuária extensiva, que emprega pouca
mão-de-obra[8].
Modo de viver
A Região Sul se destaca por apresentar as mais elevadas taxas de
alfabetização de
expectativa de vida do
Brasil, tendo também o maior
Índice de Desenvolvimento Humano .
Economia
No que se refere aos aspectos
econômicos da Região Sul, a melhor maneira de explicar a
distribuição das atividades
primárias,
secundárias e
terciárias é elaborando análises desses três setores econômicos por partes e separadamente, observando cada uma delas.
A existência de extensas áreas de
pastagens naturais favoreceu o desenvolvimento da
pecuária extensiva de corte na Região Sul. Há o predomínio da grande propriedade e o regime de exploração direta, já que a criação é extensiva, exigindo poucos trabalhadores, o que explica o fato de haver uma população rural muito pouco numerosa na região.
Devido à ampliação do mercado consumidor local e extra-regional e ao surgimento de
frigoríficos na região, em certas áreas já ocorre uma criação mais aprimorada,
pecuária leiteira e lavouras comerciais com técnicas modernas, destacando-se o cultivo do
arroz, do
trigo e da
batata.
A
agricultura, que é desenvolvida emn áreas florestais, com predomínio da pequena propriedade e do trabalho familiar, foi iniciada pelo
europeus, sobretudo
alemães, que predominaram na colonização do Sul. A
policultura é a prática comum na região, às vezes com caráter comercial, sendo o
feijão, a
mandioca, o
milho, o
arroz, a
batata, a
abóbora, a
soja, o
trigo, as
hortaliças e as
frutas os produtos mais cultivados. Em algumas áreas, a produção rural está voltada para a
indústria, como a cultura da
uva para a fabricação de
vinhos, a de
tabaco para a
indústria de
cigarros, a de soja para a fabricação de
óleos vegetais, à criação de
porcos (associada à produção de
milho) para abastecer os
frigoríficos e o
leite para abastecer as usinas de leite e fábricas de
laticínios.
Diferente das regiões agrícolas "coloniais" é o
norte do
Paraná, que está relacionado com a economia do
Sudeste, sendo uma área de transição entre
São Paulo e o Sul. Seu povoamento está ligada à expansão da
economia paulista.
O
extrativismo vegetal é uma atividade de grande importância no Sul do Brasil e o fato de a
mata das araucárias ser bastante aberta e relativamente homogênea facilita a sua exploração. As espécies preferidas são o
pinheiro-do-paraná, a
imbuia e o
cedro, aproveitados em serrarias ou fábricas de
papel e
celulose. A
erva-mate é outro produto importante do extrativismo vegetal no Sul, e já é cultivada em certas áreas.
A Região Sul é pobre em
recursos minerais, devido à sua estrutura geológica. Há ocorrência de
cobre no
Rio Grande do Sul e
chumbo no
Paraná, mas o principal produto é o
carvão-de-pedra, cuja exploração concentra-se em
Santa Catarina. É utilizado em
usinas termelétricas locais e na
siderurgia.
A Região Sul é a segunda mais industrializada do país, vindo logo após o
Sudeste. A principal característica da
industrialização no Sul é o fato de as atividades comandarem a atividade industrial, onde se localizam
indústrias siderúrgicas,
químicas, de
couros, de
bebidas, de produtos
alimentícios e
têxteis. Já a industrialização de
Curitiba, o segundo maior
parque industrial, é mais recente, destacando-se suas
metalúrgicas,
madeireiras e fábricas de
alimentos.
As demais cidades industriais da região são geralmente mono-industriais ou então abrigam dois gêneros de indústriais, como
Caxias do Sul (
bebidas e
metalurgia),
Pelotas (
frigoríficos),
Lages (
madeiras),
Londrina (
alimentos),
Blumenau e a exceção
Joinville (nos setores
têxtil, metal mecânico,
químico,
plástico, e de desenvolvimento de software), Blumenau localizada na região do
vale do Itajaí e Joinville situada no Norte catarinense, a região mais próspera de
Santa Catarina.
Economia
No que se refere aos aspectos
econômicos da Região Sul, a melhor maneira de explicar a
distribuição das atividades
primárias,
secundárias e
terciárias é elaborando análises desses três setores econômicos por partes e separadamente, observando cada uma delas.
A existência de extensas áreas de
pastagens naturais favoreceu o desenvolvimento da
pecuária extensiva de corte na Região Sul. Há o predomínio da grande propriedade e o regime de exploração direta, já que a criação é extensiva, exigindo poucos trabalhadores, o que explica o fato de haver uma população rural muito pouco numerosa na região.
Devido à ampliação do mercado consumidor local e extra-regional e ao surgimento de
frigoríficos na região, em certas áreas já ocorre uma criação mais aprimorada,
pecuária leiteira e lavouras comerciais com técnicas modernas, destacando-se o cultivo do
arroz, do
trigo e da
batata.
A
agricultura, que é desenvolvida emn áreas florestais, com predomínio da pequena propriedade e do trabalho familiar, foi iniciada pelo
europeus, sobretudo
alemães, que predominaram na colonização do Sul. A
policultura é a prática comum na região, às vezes com caráter comercial, sendo o
feijão, a
mandioca, o
milho, o
arroz, a
batata, a
abóbora, a
soja, o
trigo, as
hortaliças e as
frutas os produtos mais cultivados. Em algumas áreas, a produção rural está voltada para a
indústria, como a cultura da
uva para a fabricação de
vinhos, a de
tabaco para a
indústria de
cigarros, a de soja para a fabricação de
óleos vegetais, à criação de
porcos (associada à produção de
milho) para abastecer os
frigoríficos e o
leite para abastecer as usinas de leite e fábricas de
laticínios.
Diferente das regiões agrícolas "coloniais" é o
norte do
Paraná, que está relacionado com a economia do
Sudeste, sendo uma área de transição entre
São Paulo e o Sul. Seu povoamento está ligada à expansão da
economia paulista.
O
extrativismo vegetal é uma atividade de grande importância no Sul do Brasil e o fato de a
mata das araucárias ser bastante aberta e relativamente homogênea facilita a sua exploração. As espécies preferidas são o
pinheiro-do-paraná, a
imbuia e o
cedro, aproveitados em serrarias ou fábricas de
papel e
celulose. A
erva-mate é outro produto importante do extrativismo vegetal no Sul, e já é cultivada em certas áreas.
A Região Sul é pobre em
recursos minerais, devido à sua estrutura geológica. Há ocorrência de
cobre no
Rio Grande do Sul e
chumbo no
Paraná, mas o principal produto é o
carvão-de-pedra, cuja exploração concentra-se em
Santa Catarina. É utilizado em
usinas termelétricas locais e na
siderurgia.
A Região Sul é a segunda mais industrializada do país, vindo logo após o
Sudeste. A principal característica da
industrialização no Sul é o fato de as atividades comandarem a atividade industrial, onde se localizam
indústrias siderúrgicas,
químicas, de
couros, de
bebidas, de produtos
alimentícios e
têxteis. Já a industrialização de
Curitiba, o segundo maior
parque industrial, é mais recente, destacando-se suas
metalúrgicas,
madeireiras e fábricas de
alimentos.
As demais cidades industriais da região são geralmente mono-industriais ou então abrigam dois gêneros de indústriais, como
Caxias do Sul (
bebidas e
metalurgia),
Pelotas (
frigoríficos),
Lages (
madeiras),
Londrina (
alimentos),
Blumenau e a exceção
Joinville (nos setores
têxtil, metal mecânico,
químico,
plástico, e de desenvolvimento de software), Blumenau localizada na região do
vale do Itajaí e Joinville situada no Norte catarinense, a região mais próspera de
Santa Catarina.
Extrativismo
O
extrativismo na Região Sul, apesar de ser uma atividade econômica complementar, é bastante desenvolvido em suas três modalidades:
Extrativismo vegetal: praticado na
Mata de Araucárias, da qual se aproveitam o
pinheiro-do-paraná, a
imbuia, a
erva-mate e algumas outras espécies, utilizadas principalmente pelas
serrarias e fábricas de
papel e
celulose;
Extrativismo animal: praticado ao longo da faixa costeira, com uma produção de
pescado que equivale a cerca de 25% do total produzido no Brasil, com destaque para a
sardinha, a
merluza, a
tainha, o
camarão, etc.;
Extrativismo mineral: destacam-se o
carvão mineral, na região de
Criciúma, o
caulim,
matéria-prima que abastece fábricas de
azulejos e
louças em Santa Catarina e no Paraná e cuja extração na região de
Campo Alegre chega a 15 mil toneladas mensais, a
argila e o
petróleo, explorado na
plataforma continental.
Agricultura
A maior parte do espaço territorial sulista é ocupado pela
pecuária, porém a atividade
econômica de maior rendimento e que emprega o maior número de trabalhadores é a
agricultura. A atividade agrícola no Sul distribui-se em dois amplos e diversificados setores:
Policultura: desenvolvida em pequenas propriedades de base familiar. Foi introduzida por
imigrantes europeus, principalmente
alemães, na área originalmente ocupada pelas
florestas. Cultivam-se principalmente
milho,
feijão,
mandioca,
batata,
maçã,
laranja, e
fumo;
Monocultura comercial: desenvolvida em grandes propriedades. Essa atividade é comum nas áreas de
campos do
Rio Grande do Sul, onde se cultivam
soja,
trigo, e algumas vezes,
arroz. No Norte do
Paraná predominam as
monoculturas comerciais de
algodão,
cana-de-açúcar, e principalmente
soja,
laranja,
trigo e
café. A
erva-mate, produto do extrativismo, é também cultivada.
Também é no sul do
Brasil que está localizada a maior
cooperativa agroindustrial da
América Latina, a
Cooperativa Agroindustrial Morãoense, com sede em
Campo Mourão, no estado do
Paraná.
Pecuária
No
Paraná, possui grande destaque a
criação de suínos, atividade em que esse estado é o primeiro do
Brasil, seguido do
Rio Grande do Sul. Essa
criação processa-se paralelamente ao cultivo do
milho, além de abastecer a
população, serve de
matéria-prima a grandes
frigoríficos.
Os
campos do Sul constituem excelente pastagem natural para a criação de
gado bovino, principalmente na
Campanha Gaúcha ou
pampa, no Estado do
Rio Grande do Sul. Desenvolve-se ali uma
pecuária extensiva, criando-se, além de
bovinos, também
ovinos. A Região Sul reúne cerca de 18% dos
bovinos e mais de 60% dos
ovinos criados no Brasil, sendo o
Rio Grande do Sul o primeiro produtor
brasileiro.
A
pecuária intensiva também é bastante desenvolvida na Região Sul, que detém o segundo ranking na produção
brasileira de
leite. Parte do
leite produzido no Sul é beneficiado por indústrias de
laticínio.
Indústria
O sul é a segunda
região do Brasil em número de
trabalhadores e em valor e volume da produção
industrial. Esse avanço deve-se a uma boa rede de transportes
rodoviários e
ferroviários, grande potencial
hidrelétrico, fácil aproveitamento de
energia térmica, grande volume e variedade de
matérias-primas e mercado consumidor com elevado poder aquisitivo.
A distribuição das
indústrias do sul é bastante diferente da que ocorre na
Região Sudeste. Nesta região predominam grandes complexos
industriais com atividades diversificadas, enquanto o sul apresenta as seguintes características:
presença de indústrias próximas às áreas produtoras de matérias-primas; assim, os
laticínios e
frigoríficos surgem nas áreas de
pecuária, as indústrias
madeireiras nas zonas de
araucárias, e assim por diante;
predomínio de estabelecimentos industriais de médio e pequeno porte em quase todo o interior da região;
predomínio de
indústrias de transformação dos produtos da
agricultura e da pecuária.
As maiores concentrações industriais situam-se nas
regiões metropolitanas de Porto Alegre, no
Rio Grande do Sul, e em
Curitiba, no
Paraná, merecendo destaque também:
a
Região Metropolitana de Porto Alegre, onde está localizada a moderna fábrica de automóveis da
General Motors;
a
Região Metropolitana de Curitiba é o segundo pólo automobilístico da
América Latina, composto por empresas como
Audi,
Volkswagen,
Renault,
Volvo,
New Holland,
Chrysler e produção de modelos
Mazda e
Mini Cooper;
o norte do Paraná, onde estão localizadas cidades tais como
Londrina,
Maringá,
Arapongas,
Apucarana e
Paranavaí, entre outras, favorecidas pela grande quantidade de
matérias-primas e fontes de energia, rede de transportes desenvolvida e localização geográfica favorecida, ligando os maiores pólos econômicos do país com o interior da região sul;
a cidade de
Canoas, onde está localizada a importante refinaria de petróleo
Alberto Pasqualini, a
Refap;
juntamente com o norte catarinense, a
Região Metropolitana de Curitiba concentra a melhor e mais avançada
mão-de-obra técnica e especializada na manufatura de itens de segunda e terceira geração, atraindo a maioria dos investimentos tecnológicos destinados à região;
a região do vale do
rio Itajaí, em
Santa Catarina, na qual se destaca a
indústria têxtil, cujos centros econômicos são
Blumenau,
Itajaí e
Brusque, e também de cristais finos e
softwares, com sedes próprias em Blumenau;
a região norte catarinense destaca-se também no setor moveleiro, sendo os municípios de
São Bento do Sul,
Rio Negrinho e
Mafra grandes produtores e exportadores de móveis;
o litoral sul de Santa Catarina, onde desenvolvem-se atividades industriais associadas à exploração do
carvão, na região onde ficam cidades como
Imbituba,
Laguna,
Criciúma e
Tubarão;
a região de
Caxias do Sul,
Garibaldi,
Bento Gonçalves e
Flores da Cunha, onde estão instaladas as principais
indústrias vinícolas do Brasil; na região também estão localizadas a
Marcopolo (líder mundial na fabricação de carrocerias de
ônibus), a
Tramontina (
ferramentas e utilidades domésticas), a
Agrale (fabricante de caminhões, tratores e jipes, incluindo o novo modelo utilizado pelo Exército brasileiro), a
Eberle (
talheres, ferramentas,
cutelaria) e a
Randon (implementos rodoviários e
veículos), entre outras;
a cidade gaúcha de
Santa Cruz do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, com uma expressiva produção de
tabaco para a fabricação de
cigarros;
a porção noroeste do
Rio Grande do Sul, incluindo o vale do
rio Uruguai, onde merecem destaque as indústrias de beneficiamento de produtos
agrícolas, especialmente
trigo,
soja e
milho.
Passo Fundo,
Santo Ângelo,
Cruz Alta e
Erechim são as
cidades mais importantes dessa área;
em
Triunfo, no
Pólo Petroquímico do Sul, está localizada a
Copesul (
indústria petroquímica);
a
Campanha Gaúcha, onde se destacam
Bagé,
Uruguaiana,
Alegrete e
Santana do Livramento,
cidades que possuem grandes
frigoríficos, em geral controlados pelo
capital transnacional;
o
litoral lagunar do Rio Grande do Sul, onde
Pelotas (indústria de
frigoríficos) e
Rio Grande (maior
porto marítimo da região) se destacam.
Além dessas concentrações
industriais, merecem destaque
Ponta Grossa,
Cascavel,
Foz do Iguaçu,
Guarapuava e
Paranaguá, no Paraná;
Florianópolis,
Joinville,
Lages, Blumenau e
Chapecó em
Santa Catarina; e
Santa Maria, no
Rio Grande do Sul.
Energia
A Região Sul é muito rica em
xisto betuminoso e
carvão mineral. O
carvão mineral é utilizado para produzir
energia elétrica nas
usinas termelétricas, como a
Usina Termelétrica Jorge Lacerda, em
Santa Catarina. Além desses
minérios, a região possui também
energia hidrelétrica em abundância, graças às características de sua
hidrografia — os rios caudalosos e os rios de planalto.
A maior usina hidrelétrica da região é a
Itaipu, inaugurada em
1983, que aproveita os recursos hídricos do
rio Paraná, mais precisamente nas imediações das cidades de
Foz do Iguaçu (
Brasil), na margem esquerda e
Ciudad del Este, antiga Puerto Presidente Stroessner (
Paraguai), na margem direita. Como é considerada a segunda maior
usina hidrelétrica do mundo ,sendo a primeira a da China[
carece de fontes?], sua
energia é utilizada em partes iguais por ambos países a que pertencem,
Brasil e
Paraguai.
Além de abastecer a Região Sul, a energia da
Usina hidrelétrica de Itaipu é imensamente utilizada em outras regiões brasileiras, inclusive na
Região Sudeste, que é mais desenvolvida, com
indústrias de grande porte.
A distribuição de
energia elétrica na Região Sul é controlada pela
Eletrosul, com sede em
Florianópolis (SC), que estende a atuação ao Estado de
Mato Grosso do Sul e também a outras áreas do
Brasil, devido a interligações com a rede de energia da
Região Sudeste.
Em relação às
usinas hidrelétricas que ainda existem em atividade desde o
século XX, entraram em funcionamento entre as décadas de
1990 e
2000, tais como Usina Hidrelétrica de Ilha Grande, no
rio Paraná, Usina Hidrelétrica de Machadinho, no
rio Pelotas, e
Usina Hidrelétrica de Itá, no
rio Uruguai.
Transportes
O Sul é bem servido no setor de
transportes, dispondo de condições naturais que facilitam a implantação de uma boa malha
rodoviária e
ferroviária. Além disso, o fato de sua
população distribuir-se uniformemente, sem grandes vazios populacionais, permite que sua rede de
transportes seja mais eficiente e lucrativa.
Embora quase todas as principais
cidades da região sejam servidas por linhas da
Rede Ferroviária Federal (RFFSA), o transporte
rodoviário é mais desenvolvido. A região conta com várias
estradas, tais como a
Rodovia Régis Bittencourt, ligando
São Paulo ao
Rio Grande do Sul, e a
Rodovia do Café, alcançando o norte do
Paraná até o porto de
Paranaguá. Como as demais
regiões do Brasil, os transportes
ferroviários e
rodoviários necessitam de investimentos que permitam a manutenção das vias já existentes e a abertura de outras novas.
Também os mais movimentados
aeroportos do
Brasil, depois dos aeroportos da
Região Sudeste e de Brasília, estão localizados no Sul. Esta região possui ainda portos marítimos em atividade: o porto de
Paranaguá, que exporta principalmente
café e
soja; os portos de
Imbituba e
Laguna, em
Santa Catarina, exportadores de
carvão mineral; os portos de
São Francisco do Sul,
Itajaí e
Itapoá (o 1° porto privado do Brasil) também em
Santa Catarina, exportadores de
madeira; e finalmente os portos de
Rio Grande e
Porto Alegre, no
Rio Grande do Sul, pelos quais passam mercadorias diversificadas.
Turismo
O
Parque Nacional do Iguaçu, onde se localizam as Cataratas do Iguaçu, é uma Unidade de Conservação brasileira. Está localizado no extremo-oeste do estado do Paraná, tendo sido criado em 10 de janeiro de 1939 , através do decreto lei nº 1.035. Sua área total é de 185.262,2 hectares. Em 1986 recebeu o título, concedido pela UNESCO, de Patrimônio Mundial.
Durante os dias quentes de
verão, as
praias catarinenses são procuradas e freqüentadas por
turistas do
Brasil inteiro e de outros
países estrangeiros.
Florianópolis, atrás apenas das cidades do
Rio de Janeiro (RJ) e
Salvador (BA), é uma das capitais
brasileiras mais visitadas. Com o fim da crise econômica nos países do
Mercosul, parte do movimento de
argentinos,
uruguaios e
paraguaios voltou ao proveito do turismo de verão, em cidades balneárias tais como
Balneário Camboriú e
Barra Velha. São pontos turísticos os patrimônios da humanidade: Cataratas do Iguaçu no
Parque Nacional do Iguaçu, no
Paraná e as Ruínas Jesuítico-Guaranis de
São Miguel das Missões, no
Rio Grande do Sul.
As
serras gaúcha e catarinense atraem
turistas no
inverno rigoroso, que vêm aproveitar as
temperaturas mais baixas e a
neve, inclusive em
Urubici (SC). Em
Cambará do Sul (RS), localiza-se o
Parque Nacional de Aparados da Serra, onde fica o
cânion do Itaimbezinho.
Gramado, cidade turística mais representativa dentre todas as de interior no país.
Extraído de www.wikipedia.org